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A destruição do tecido industrial brasileiro

2020.09.15 06:37 Hike16 A destruição do tecido industrial brasileiro

Olá, camaradas, quero contribuir para esse sub com um texto que eu e uns camaradas escrevemos, pois acreditamos que os comunistas precisam ter mais acúmulo sobre o desenvolvimento das forças produtivas mas sem que isso se confunda com um desenvolvimentismo cretino. Estamo abertos ao debate, com críticas e apontamentos. Abraços!
Parte I – a importância da indústria
Modos de produção (e reprodução) da vida social são uma unidade de dois aspectos: relações de produção e forças produtivas. A esquerda brasileira em geral costuma com toda a justeza denunciar e almejar uma mudança quase que exclusivamente no primeiro. Cabe perceber que da mesma forma que as relações sociais capitalistas jamais teriam se generalizado se não houvesse o advento histórico da grande indústria de transformação, não pode haver relações de produção plenamente socialistas sem uma correspondente base material muito avançada.
Nesse sentido, quando olhamos o Brasil, vemos vários problemas na produção econômica em solo nacional. No que se relaciona mais diretamente com as relações de produção, vemos uma péssima distribuição da renda nacional, com um índice GINI – que busca esboçar a desigualdade em uma escala de 0 a 1, sendo 1 o mais desigual – de aproximadamente 0,53. Cabe ressaltar que, em países vizinhos, apesar da pobreza, o índice é menor, como é o caso da Colômbia (0,50), Uruguai (0,39), Bolívia (0,42) e Cuba (0,38). No tocante às forças produtivas, estas não são nem um pouco abundantes em termos relativos à população. Hoje, nosso PIB per capita fica na faixa dos 9 mil dólares anuais por pessoa, tendo tido o pico de 13 mil, em 2011. Não é um valor pequeno, de forma alguma, como se verifica em outros países muito mais assolados pelo rapinagem imperialista. Mas está muito longe de estar perto dos países de capitalismo autônomo e avançado, que figuram cifras acima dos 30 mil dólares anuais por pessoa.
É verdade que a produtividade nacional não se impõe como uma barreira imediata e intransponível para o início de uma nova ordem social, como, por exemplo, atesta a valente e forte experiência cubana, ou mesmo a revolução bolchevique partindo da Rússia semi-feudal. Talvez justamente por isso que a esquerda costume focar suas preocupações estratégicas (isto é, quando tem alguma) nos aspectos relativos às relações de produção, além de uma compreensível precaução de não voltar a incidir nas concepções etapistas da revolução brasileira. Trata-se de uma ressalva plenamente justificada: defender a ampliação das condições industriais e produtivas para poder socializá-las com qualidade à maioria da população. Não pode se confundir com ilusões no desenvolvimento da ordem capitalista ou ainda com pretensões nacionais da burguesia nativa, que hoje no Brasil é associada e profundamente dependente do imperialismo.
Ainda que o atraso nas bases econômicas não seja essa barreira intransponível para o início do processo socialista, certamente o é para o seu pleno desenvolvimento. Não pode haver florescimento das capacidades humanas para o/a trabalhadoa, seu ativo envolvimento na vida política e nos rumos do país, sem que haja uma base material arrojada que os libere do trabalho extenuante. Para um país se desenvolver plenamente rumo ao socialismo é condição necessária (mas não suficiente) que ele atinja grau de sofisticação bastante elevado em suas forças produtivas, como se verifica na história da União Soviética e também na China, onde o povo e a força dirigente tiveram que empenhar esforços colossais para superar o atraso tecnológico dessas sociedades. O avanço da revolução socialista nesses países fica tanto mais penoso e dificultado conforme menos desenvolvidas são essas forças produtivas e as relações de produção fruto de sua história.
Nesse sentido, cabe então colocar na ordem do dia o debate sobre os rumos que um país deve adotar para o desenvolvimento de suas capacidades produtivas e da geração de renda, serviços e produtos. A experiência histórica indica que uma indústria manufatureira desenvolvida é condição imprescindível para a geração de riqueza. Ainda que o estágio atual de desenvolvimento do capitalismo possa fazer parecer que o grosso da riqueza está se deslocando cada vez mais para o setor de serviços, sua base material ainda reside na manufatura, pois é na manufatura em que a maior parte do valor é agregada às mercadorias.
Além disso, os serviços sofisticados estão umbilicalmente conectados à indústria. Por exemplo, todos os serviços de informática estão assentados sobre o fato de existir um objeto físico, a saber um computador ou qualquer outro dispositivo, que possibilita a existência desse serviços. Além do mais, o domínio sobre tais serviços sofisticados necessita de um grande desenvolvimento e aprendizado tecnológico, e os países que têm tais domínios são justamente os que têm sua forças produtivas em um grau de maturidade mais avançado. A importância da indústria reside no fato de ser por meio dela que o trabalho humano pode desabrochar muitas de suas potencialidades, como a soma coordenada do trabalho de muitos operários, que é mais produtivo do que a soma simples das partes. Na produção manufatureira, diferentemente dos serviços, a finalidade é um produto, não uma atividade, e portanto a possibilidade de ampliar a produtividade possui menos restrições. Na indústria, temos por excelência a possibilidade de economia de escala e de escopo, que otimizam o potencial produtivo. Assim, sem uma indústria manufatureira desenvolvida, o caminho para a riqueza é impossível.
Entretanto, é comum nos depararmos com objeções postas pelos economistas ortodoxos (neoclássicos, e maiores apologistas da ordem). Para se contrapor à ideia de que uma base manufatureira fecunda é necessária para poder ter desenvolvimento econômico, eles remetem a uma noção desenvolvida por David Ricardo – as chamadas vantagens comparativas. Isto é, um país deveria se concentrar e se especializar em produzir o que ele sabe fazer melhor e com mais produtividade. Por exemplo: se um país tem vastas extensões de terras agricultáveis e recursos minerais abundantes, ele deveria se concentrar nesses setores. Sendo assim, seria capaz de aprimorar cada vez mais tais setores, e isso possibilitaria conseguir trocar suas mercadorias no mercado mundial com tamanha produtividade e eficiência com relação aos demais competidores, que de tal sorte ele conseguiria gerar excedentes e assim adquirir os demais bens que não é capaz de produzir, e se desenvolver – dizem tais mistificadores. Na prática, a vantagem comparativa dos países de capitalismo dependente é produzir bens primários enquanto que as vantagens dos países centrais são a produção de bens industriais de alta tecnologia. Para os defensores dessa visão, o Brasil deveria se focar em aumentar sua produtividade agropecuária e no setor de mineração, e assim as ditas “forças de mercado” conduziriam o país rumo a um crescimento econômico sustentado.
Essa visão é ingênua. De fato, nenhum país (exceto a Inglaterra, de onde tal ideia partiu) se desenvolveu apenas apostando nas suas vantagens comparativas, pois, inicialmente, ninguém dispõe como vantagem de ter forças produtivas avançadas: essas forças tiveram de ser desenvolvidas. Também podemos olhar para os países ricos e constataremos que são – adivinhe, sim! – os países mais industrializados. Se hoje alguns países com altos índices de riqueza per capita não possuem grande participação relativa da indústria, costuma ser porque nestes já houve um pico de industrialização, e agora eles têm grande participação de serviços industriais sofisticados, como a Austrália.
Por outro lado, não podemos cair em uma espécie de “industrialismo ingênuo”, como se tudo se resumisse a um desenvolvimento mais ou menos intrínseco das forças produtivas, ignorando as relações de produção, de propriedade e de trabalho que condicionam, ou em última instância determinam, a alocação do excedente econômico da sociedade. Não menos importante, há que se lembrar da geopolítica do imperialismo, que alavanca os países de capitalismo avançado através da rapina e exploração do restante do mundo, relegando a ele o atraso econômico e a miséria de sua população. Isto é, como via de regra, há sim grande correlação entre países ricos e desenvolvidos com o desenvolvimento de sua indústria, mas rejeitamos um argumento que tome a existência da indústria como explicação simples da riqueza destas nações, algo que simplifique essa questão numa resposta de causalidade unidirecional. Em linhas gerais, simplificadamente, podemos ver que o desenvolvimento industrial de países europeus e dos EUA ao longo do século XIX permitiu que estes gestassem em seu solo grandes monopólios e associações capitalistas que viriam a usar seus respectivos Estados nacionais para seus desígnios comerciais. Com a crescente exportação de capital e a consequente partilha do mundo entre as nações, criou-se uma ordem mundial muito hábil em sufocar os esforços de desenvolvimento autônomo dos demais países. Essa é a situação colocada no cenário internacional a partir do final do século XIX, mas que, mudando o que tem que ser mudado, vigora até os dias atuais com novas determinações. Portanto, ainda que ela tenha cumprido papel indispensável, não é pura e simplesmente pela industrialização que os países capitalistas ficaram ricos, e, nesse sentido, não será pela simples (que de simples não tem nada, na verdade) industrialização que o Brasil superará sua condição de penúria econômica e social – é preciso confrontar a dominação imperialista e seus agentes internos.
Parte II – a tragédia brasileira
Uma coisa importante nem sempre percebida sobre a industrialização de um país é que não basta termos uma boa participação quantitativa industrial na economia nacional para podermos usufruir de todo o potencial qualitativo da indústria. Há uma significativa diferença entre ter indústria e ter um complexo industrial. Isto é, o importante não é apenas ter várias indústrias, mas tê-las em setores que estejam ligados entre si, fornecendo e absorvendo a produção umas das outras. A importância de ter toda a cadeia produtiva em solo nacional é evidente: cada parcela de excedente fica aqui, movimentando a nossa economia. Mais que isso, num momento de instabilidade, de alta demanda por algum produto – como são os ventiladores pulmonares durante a pandemia atual -, vemos que não basta ter dinheiro para querer comprar – quem produz é quem tem vantagem. Se hoje parece “comum” a situação de atraso industrial do Brasil em relação ao mundo, cabe dizer que nem sempre foi assim. A situação atual é produto direto do processo de aprofundamento da dependência e associação das classes dirigentes nacionais ao imperialismo.
Enquanto é verdade que no ano de 1930 o Brasil não viveu uma revolução, o deslocamento das frações de classe no poder alçou a industrialização no país, até então dominado pelas elites rurais. O governo de Getúlio criou importantes bases para que o capitalismo pudesse se desenvolver com força nas cidades, promovendo a industrialização do país. Ao longo das décadas de 1950 até 1970, o Brasil passou por um intenso processo de industrialização, passando de um país essencialmente agrário para uma economia com forças produtivas bastante desenvolvidas, no final da década de 70. O Brasil foi um dos países que mais rápido se industrializou no mundo, tendo atingido taxas volumosas de crescimento. Esse projeto desenvolvimentista teve sua origem nos governos Getúlio Vargas e JK, com a criação de empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN, financiada pelos EUA em troca da participação do Brasil na II Guerra Mundial) e a Petrobras, que tiveram seu caráter estatal garantido por intensa campanha popular.
Mesmo durante o regime civil-militar, esse projeto desenvolvimentista não foi abandonado – estando presente através do I PND e II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento). Apesar de estar umbilicalmente ligado ao capital internacional, esse projeto não era tão subserviente ao modo que vemos no governo atual. De fato, durante a ditadura civil-militar, o imperialismo ampliou sua dominação sobre o Brasil, mas isso não impediu tais projetos de terem pontualmente desacordos com os interesses imperialistas, como o programa nuclear brasileiro, por exemplo. O combustível para esse desenvolvimento era crédito internacional barato e de longo prazo, e grandes obras de infraestrutura. No ano de 1979, em virtude das crises do petróleo, houve um choque internacional nas taxas de juros, elevando substancialmente o preço do crédito, o que foi um golpe fatal nesse modelo desenvolvimentista. Como consequência disso, ao longo da década de 1980, a economia brasileira sofreu com crise na balança de pagamentos e calote na dívida externa, que havia aumentado massivamente no período anterior e hiperinflação. A estagnação da década de 80 marca o fim do modelo nacional desenvolvimentista.
Ao início da década de 80, a indústria representava algo em torno de 40% da produção nacional, enquanto que, ao longo dos anos 2000, foi para a casa dos 23%, e hoje, com a crise continuada, estamos estacionados nos 18%. Em muitos países, é comum ver uma diminuição relativa da participação industrial em favor do setor de serviços; trata-se de uma tendência geral. Entretanto, os países de capitalismo desenvolvido o fazem após terem obtido um grau de sofisticação industrial que permitiu o desenvolvimento de serviços de alto valor agregado (o chamado de arco da industrialização) – caminho esse que o Brasil definitivamente não seguiu, pois nossa economia apenas diminuiu sua complexidade. Vejamos o que aconteceu que nos conduziu nesse descaminho:
Ao longo de década de 1990, a economia brasileira passa por uma série de transformações importantes com a adoção das políticas econômicas do “Consenso de Washington”. Ou seja, houve uma brusca abertura comercial, uma série de privatizações, além de medidas para a estabilização monetária (Plano Real) – como uma sobrevalorização cambial e altíssima taxa de juros, tendo a SELIC chegado a 40% ao ano. As medidas do Consenso são excessivamente rigorosas, e verdadeiramente implacáveis contra a indústria. A manufatura brasileira, que se desenvolveu com um amplo protecionismo, era posta desnuda para disputar no mercado mundial. Medidas como sobrevalorização cambial e alta taxa de juros, que eram para ser passageiras para a estabilização monetária, se tornaram o padrão, mas são péssimas para a indústria, e contribuíram significativamente para a manufatura brasileira estar nesse atoleiro.
De toda forma, durante os anos 2000, o Brasil pôde finalmente desenvolver sua economia, com uma moeda estável e inflação controlada. Nesse período, o mundo viu a ascensão de um novo gigante econômico: a China, com sua produção manufatureira abundante e barata, e sua colossal demanda por gêneros agropecuários e minerais, que contribuiu para a alta do preço das commodities, experienciada no período. Assim, conjunturalmente, foi vantajoso para o Brasil aumentar sua produção agropecuária e extrativista para a exportação, enquanto que o câmbio, muito valorizado no período, tornava a importação de manufaturas muito mais em conta do que o estímulo à produção interna. O interesse governamental imediato de segurar a inflação se contrapôs no médio prazo à vitalidade de nossa indústria. Assim, com uma melhoria conjuntural, o Brasil acabou por diminuir a complexidade de sua economia, e aprofundou sua dependência econômica de forma estrutural.
Em 2011, era claro para o governo e para os industriais que o cenário macroeconômico precisava mudar para dar chance à nossa indústria. Foi então que este começou a abandonar a gestão super-ortodoxa da economia e passou a adotar a chamada “Nova Matriz Econômica”, vulgo “Agenda FIESP” – grande proponente e articuladora da mudança. Tratava-se de uma diminuição dos investimentos públicos e ampliação das desonerações fiscais, além de uma baixa nos juros e alguma desvalorização cambial, visando a dar mais espaço e competitividade ao nosso setor industrial. Ocorre que não bastavam condições macroeconômicas para que nossa tecnologicamente atrasada indústria nacional pudesse alcançar o desempenho de suas congêneres mundiais. Mais ainda: nesse período, o mundo começou a testemunhar a diminuição do preço das commodities, que, junto da mudança que a economia brasileira vinha operando, diminuiu radicalmente nossa balança comercial e a arrecadação do governo. As desonerações, ao invés de induzirem os investimentos industriais, serviram apenas para os empresários aumentarem suas margens de lucro.
Em 2015, o segundo mandato de Dilma inicia com um verdadeiro estelionato eleitoral, praticando uma agenda econômica exatamente ao contrário do que dizia nas eleições de 2014. A forma de buscar ajustar a situação fiscal do Brasil foi pela agenda ultra reacionária e anti-povo comandada pelo banqueiro Joaquim Levy, que promoveu inúmeros cortes no orçamento na área de bem-estar social e subiu a taxa SELIC para 14,25% ao ano. Desde então, com o decorrer do golpe de 2016, o debate econômico no Brasil parece ter se reduzido somente ao controle fiscal, com a visão ortodoxa hegemônica condenando por princípio os gastos públicos. O câmbio de fato começou a tornar-se mais favorável à indústria, mas faltava o ambiente político e a coordenação institucional para incentivar os industriais a retomar os investimentos. A verdade é que esse setor, como o restante da burguesia, tem muito pouco compromisso com o país para além de sua rentabilidade pessoal. É preferível para estes girar seu capital para a especulação do que tomar os riscos do investimento produtivo, que poderia induzir um crescimento geral.
Para coroar esse processo, tivemos ainda a contribuição da Lava-Jato, operação articulada a partir dos EUA com o intuito de promover um completo massacre no cenário político e econômico brasileiro, nos tornando presas fáceis para o recrudescimento da dominação imperialista. Os efeitos sobre a política todos já conhecem, mas é importante ressaltar que a vilania lava-jatista também recaiu sobre setores-chave de nossa economia. Dentre as várias “inovações jurídicas” da Lava-Jato, a que mais tocou a indústria foi a pena imposta às empresas cujos dirigentes se envolveram em escândalos de corrupção, de impedi-las de participar de licitações por alguns anos. Trata-se de um tremendo absurdo, uma vez que quem fez o ilícito foram pessoas físicas, ainda que dirigentes das empresas. Impedir as empresas de acessarem projetos públicos, na verdade, é impedir o governo de executar suas obras com o melhor da engenharia nacional – que, importante dizer, infelizmente está concentrada em poucos monopólios, tão suscetíveis a esses escândalos. A promiscuidade entre poder público e poder econômico privado é algo imanente no capitalismo; portanto, não se trata aqui de uma defesa moralista de separar o joio do trigo para defender os “empresários honestos”. Trata-se tão somente de denunciar uma medida da justiça destinada a essa finalidade, que não contribui em nada para o combate à corrupção, e somente cria auto-entraves ao desenvolvimento de nossas forças produtivas.
Com isso, vimos pararem as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) e da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, que acrescentariam enormemente nossa capacidade de refino; podemos citar ainda a Linha 6 do metrô de São Paulo, a Usina Angra 3 da Estação Nuclear Almirante Álvaro Alberto, e outros 90 bilhões de reais em obras paradas que de alguma forma foram afetadas pela Lava-Jato. Mais ainda, a longa saga do submarino nuclear brasileiro (tecnologia que fornece um salto de qualidade operacional à embarcação, essencial para uma marinha contemporânea) também foi interrompida. Nesse caso, não apenas pelo fato de somente a Odebrecht ter capacidade de engenharia para tal empreendimento, como pela vagamente motivada prisão do Almirante Othon, engenheiro-militar brasileiro articulador da tecnologia nuclear no país. Soma-se a isso também a série de operações como a “Carne Fraca” de 2017, que visaram a alcançar frigoríficos do país, afetando duramente sua capacidade de exportação e competição com os monopólios norte-americanos. Ainda que saibamos bem o que significam essas empresas no Brasil, desde a exploração e falta de qualidade de trabalho de seus funcionários até a compra de políticos, não devemos ter dúvidas de que, ainda que não seja essa sua razão de ser, sua participação no mercado mundial é antagônica aos interesses estadunidenses, principalmente neste período de crise mundial continuada. Evidência disso é que, mesmo com a divisão internacional do trabalho empurrando o Brasil para a produção de commodities, os EUA se beneficiaram em 2019 com a política externa imbecil de Bolsonaro, e ampliaram sua exportação de soja para a China no vácuo por nós deixado.
Ao fim e ao cabo, temos o cenário atual, em que a participação da indústria é diminuta (e cada vez menos complexa), os serviços são cada vez menos sofisticados e o setor primário é o salvador da balança comercial. Entretanto, seja no setor da indústria, seja nos serviços, na agropecuária, no mundo financeiro, é imprescindível não perder de vista o caráter dependente e simultaneamente associado de nossa burguesia nativa em relação ao imperialismo. Ela se desenvolveu como “sócia-menor” dos empreendimentos do capitalismo central em nosso país, e desde o golpe de 64 o imperialismo é o setor hegemônico do bloco de forças dominantes no Brasil. Sendo dependente, nossa burguesia articula internamente sua dominação de modo a sufocar as classes subalternas, tanto econômica quanto politicamente, em patamares muito mais intensos do que é necessário no “centro”. Sendo associada, a burguesia nativa brasileira está confortável com essa situação de subordinação, e não possui qualquer projeto como classe para alçar o Brasil a uma condição de capitalismo autônomo, tecnologicamente avançado. Assim, o desenvolvimento tecnológico e em escala de nossa indústria deve ser visto como mais um dos momentos internos ao processo de revolução socialista no Brasil. Trata-se de mais uma das “tarefas nacional-populares”, junto às reformas agrária, urbana, educacional, tributária etc. que a burguesia nativa, diferentemente de suas congêneres europeias, não precisou realizar para instalar sua dominação. Ao contrário de interditá-las por definitivo, a burguesia na verdade joga tais tarefas para as classes subalternas, que deverão cumprí-las no percurso do processo radical de transformação social – como momento interno, e, portanto, não como etapas precedentes – que irá destruir a dominação burguesa (interna e externa) em nossas terras e construir um Brasil livre, soberano, popular e socialista!
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2020.09.08 03:55 LAGOOLIVEIRA A Consumação da Obra Únicana restauração do Senhor - a Nova Jerusalém

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A Consumação da Obra Únicana restauração do Senhor - a Nova Jerusalém

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Página 1O TRABALHO ÚNICO NA RECUPERAÇÃO DO SENHOR (Sábado - Sessão da Tarde) Mensagem Nove A Consumação da Obra Únicana restauração do Senhor - a Nova Jerusalém Leitura da Escritura: Apocalipse 3:12; 21: 2, 9-23 I. A única obra na restauração do Senhor é elaborar a Nova Jerusa-lem - o objetivo final da economia de Deus - Apoc. 21: 10-11: A. A degradação da igreja é principalmente devido ao fato de que quase todos os cristãosostrabalhadores americanos estão distraídos para tomar algo diferente de Nova Jerusalémcomo seu objetivo.B. Devemos fazer apenas uma obra, que é tornar o povo escolhido de Deus seres ema Nova Jerusalém - 3: 12.II. A Nova Jerusalém é a consumação final da construção deos crentes, que foram feitos Deus em vida, na natureza, na constituição, e em expressão, mas não na Divindade; assim, há uma relação intrínsecarelação entre os crentes tornarem-se Deus em vida e na natureza e oprodução de Nova Jerusalém - 21: 2; 3: 12: A. A Nova Jerusalém envolve Deus se tornando homem, e o homem se transformando Deus emvida e na natureza, mas não na divindade, e Deus e o homem sendo mesclados para-juntos como uma entidade - João 1: 12-14; 14:20; 15: 5a; Rev. 21: 3, 10-11.B. Em Cristo, Deus se tornou o homem para fazer o homem Deus em sua vida e em sua naturezazapara que o Deus redentor e o homem redimido podem ser mesclados, constituídos, juntos para serem uma entidade - a Nova Jerusalém - vv. 3, 22.C. A Nova Jerusalém é uma composição dos escolhidos, redimidos, regenerados de Deus, santificado, renovado, transformado, conformado e glorificado pessoas que têmfoi deificado - João 3: 6; Heb. 2:11; ROM. 12: 2; 8: 29-30: 1. Para nós, sermos deificados significa que estamos sendo constituídos com ou processado e consumando o Deus Triúno para que possamos ser feitos Deus em vida e emnatureza para sua expressão corporativa para a eternidade - Ap. 21: 11.2. A deificação dos crentes é um processo na salvação orgânica de Deus queserá consumada em Nova Jerusalém; esta é a verdade mais elevada e oevangelho mais elevado - Rom. 5:10; Rev. 3:12; 21: 10-11.D. No início da Bíblia, há o único Deus, e no final há umgrande Deus corporativo, a Nova Jerusalém, um Deus-homem corporativo - o ampliado, incorporação universal divino-humana do processado e consumadoDeus Triúno com os crentes regenerados, transformados e glorificados - Gên.1: 1; Rev. 21: 3, 22; 22: 17a.III. Hoje nossa obra para o Senhor com sua questão deve ser governada edirigido pela visão da Nova Jerusalém; o que é revelado noa descrição desta cidade única deve ser o modelo do que somos ecomo trabalhamos - 3:12; 21: 2, 9-23: 63Página 2A. A Nova Jerusalém é uma consumação da construção orgânica doCorpo de Cristo nas igrejas locais; as igrejas locais são o procedimento paraDeus realizará a edificação do Corpo de Cristo para a edificação doNova Jerusalém - 1 Coríntios. 1: 2; 12: 12-13,27; Rev. 21: 2: 1. O Corpo de Cristo precisa das igrejas locais para sua existência e funcionamento - Atos 8: 1; 13: 1.2. As igrejas locais são as muitas expressões em muitas localidades de umCorpo de Cristo - Apoc. 1: 4, 11,3. No primeiro capítulo do Apocalipse vemos as igrejas locais, mas nos últimosimodois capítulos, vemos apenas uma cidade - v. 11; 21: 2.4. O desejo do Senhor é ganhar uma Nova Jerusalém por meio do precursor doCorpo orgânico de Cristo edificado nas igrejas locais - Ef. 4:16; Rev. 21: 2.B. A Nova Jerusalém é o candelabro universal de ouro - vv. 18b, 23: 1. A Nova Jerusalém é a consumação final dos candeeiros noEscrituras - Exo. 25: 31-37; 1 Reis 7:49; Zech. 4: 2; Rev. 1:20; 21: 18b, 23,2. As igrejas como candeeiros de ouro serão consumadas em Nova Jerusalémsalem, o agregado de todos os candeeiros - 1:20; 21: 18b, 23: uma. No livro do Apocalipse, há dois grandes sinais - o sinal do ourocandeeiros e o sinal da Nova Jerusalém - 1: 1, 12, 20; 21: 2, 10-11.b. A revelação começa com os candeeiros e termina com o candelabro -1: 20; 21: 18b, 23.c. Os candeeiros são sinais das igrejas, enquanto a Nova Jerusalémé um sinal da morada eterna de Deus - vv. 2-3, 22,3. A Nova Jerusalém, uma montanha de ouro, é o candelabro universal de ourosegurando o Cordeiro como a lâmpada que resplandece Deus como a luz - vv. 18b, 23; 22: 1, 5.C. A Nova Jerusalém é a eterna Betel - Gên. 28: 10-22; Rev. 21: 3, 22: 1. O sonho de Jacó era um sonho da meta de Deus, um sonho de Betel, um sonho docasa de Deus (Gen. 28: 10-22), que é a igreja hoje (1 Tim. 3:15) eque se consumará na Nova Jerusalém como a morada eternalugar de Deus e Seus eleitos redimidos (Ap 21: 3, 22): uma. Deus teve um sonho, e esse sonho era ter a Nova Jerusalém, umcidade construída, como a consumação de Sua economia - v. 2b. Nosso sonho é nos tornar a Nova Jerusalém como a consumação deA economia de Deus - vv. 9-10,2. Cristo, sendo a escada celestial em Betel, fala-nos como Deusdeseja ter uma casa na terra localizada com Seus remidos eeleitos transformados, para que ele possa trazer o céu à terra e unir a terra paracéu, para tornar os dois um por toda a eternidade - Jo 1:51; Gênesis 28: 10-22.3. A construção de Deus, a casa de Deus, é a morada mútua de Deus e do homem; A casa de Deus é o homem, e a casa do homem é Deus - Isa. 66: 1-2; 1 Cor. 3:16; Psa.90: 1; João 15: 5a; 14: 23,4. Sem futuro da eternidade, a Nova Jerusalém estará em toda a unidadeverso como algo elevado em direção aos céus sobre o qual o anjofamília vai subir e descer para trazer o céu para a terra e unir a terra para64Página 3céu para o tráfego divino, uma comunhão divina, entre Deus e o homem -2 Cor. 13: 14.D. A Nova Jerusalém é o eterno Monte Sião, o Santo dos Santos, o lugaronde Deus está - Apoc. 14: 1-5; 21: 1-3, 16; Heb. 12h22: 1. Na era da igreja, os homens-Deus que foram aperfeiçoados e amadurecidos sãoSião, os vencedores - Rev. 14: 1: uma. A igreja é a Jerusalém celestial, e os vencedores de são Sião comoo pico alto e o destaque - Heb. 12:22; Rev. 14: 1.b. Os vencedores são para a edificação do Corpo de Cristo para consumiracasalar a Nova Jerusalém - Rom. 12: 4-5; Eph. 4:16; Rev. 3: 12.2. No novo céu e nova terra, toda a Nova Jerusalém se tornaráSião; a Nova Jerusalém, a eterna Sião, será o Santo dos Santos, olugar onde Deus está - 21: 1-3, 16, 22.E. A Nova Jerusalém é a Sulamita real e consumada - uma corporaçãoSulamita, incluindo todo o povo escolhido e redimido de Deus - SS 6:13; Rev.21: 2, 9-10; 22: 17: 1. A maravilhosa Sulamita, a duplicação de Salomão, é a maior efigura final de Nova Jerusalém - SS 6:13; Rev. 21: 2.2. Como contrapartida de Salomão, a Sulamita se tornou a mesma que Salomão emvida, natureza e imagem, como Eva era para Adão - Gên. 2: 20-23: uma. Isso significa que o amante de Cristo se torna o mesmo que em vida, natureza e imagem para combinar com Ele em seu casamento - 2Co 3:18; ROM 8: 29; Rev. 19: 7; 21: 2.b. Os muitos amantes de Cristo eventualmente se tornarão duplicações de Deus emvida e na natureza, mas não na divindade; este é o cumprimento de Deustornar-se homem para que o homem se torne Deus, que é o ponto alto daa revelação divina.IV. “O Deus Triúno processado e consumado, de acordo com o bemprazer de Seu desejo e pela intenção mais elevada em Sua economia, é construir a Si mesmo em Seu povo escolhido e Seu povo escolhido emEle mesmo, para que tenha uma constituição em Cristo como uma mistura de divindadecom a humanidade de ser Seu organismo e Corpo de Cristo, como Seuexpressão eterna e a morada mútua para o Deus redentor e ohomem redimido. Uma consumação final desta estrutura milagrosade tesouro será a Nova Jerusalém para a eternidade ”- inscrever-se emTumba de Witness Lee.Trechos do Ministério: DEIFICAÇÃO - TORNANDO-SE DEUSNA VIDA E NA NATUREZA, MAS NÃO NA TRINDADEIsso nos leva à questão da deificação - a intenção de Deus de tornar os crentes Deus emvida e na natureza, mas não na divindade. Atanásio referiu-se à deificação quando noConselho de Nicea em A. D. 325, ele disse: "Ele [Cristo] foi feito homem para que pudéssemos ser feitos Deus." Embora o termodeificação seja familiar a muitos teólogos e professores cristãos, durantenos últimos dezesseis séculos, apenas um pequeno número ousou usar sobre a deificaçãodos crentes em Cristo.65Página 4Não fui influenciado por nenhum ensino sobre deificação, mas aprendi com meuestudo da Bíblia que Deus pretende tornar os crentes Deus na vida e na natureza, mas nãona Divindade. Por exemplo, 1 João 3: 2 diz: “Amados, agora somos filhos de Deus eainda não foi manifestado o que seremos. Sabemos que se Ele se manifestar, seremoscomo Ele porque nós O veremos assim como Ele é. ”Este versículo revelador claramente que seremos comoDeus.Deus nos torna semelhantes a Ele ao transmitir Sua vida e natureza a nós. 2 Pedro 1: 4 dizque nos tornamos "participantes da natureza divina". João 1: 12-13 diz que nascemos, regenerado, por Deus com Sua vida. Como filhos de Deus, somos "deuses bebês", tendo a vida de Deus enatureza, mas não Sua Divindade. A Divindade é única; Ele é o único que deveria estar trabalhandoenviado.Nós nascemos de Deus e hoje, tendo a vida e a natureza de Deus, somos parcialmente comoEle. Um dia, quando Ele vier, seremos total e inteiramente como Ele.Foi maravilhoso para Davi ser um homem segundo o coração de Deus, mas não foi o suficiente.Deus quer aqueles que podem dizer: “Não sou apenas uma pessoa segundo o coração de Deus. Eu sou deus emvida e na natureza, mas não em Sua Divindade. ”Por um lado, o Novo Testamento revela quea Divindade é única e que somente Deus, o único que possui uma Divindade, deve ser adorado.Por outro lado, o Novo Testamento revela que nós, os crentes em Cristo, temosvida e natureza e que estamos nos tornando Deus em vida e na natureza, mas nunca teremos SuaDivindade. ( Foi maravilhoso para Davi ser um homem segundo o coração de Deus, mas não foi o suficiente.Deus quer aqueles que podem dizer: “Não sou apenas uma pessoa segundo o coração de Deus. Eu sou deus emvida e na natureza, mas não em Sua Divindade. ”Por um lado, o Novo Testamento revela quea Divindade é única e que somente Deus, o único que possui uma Divindade, deve ser adorado.Por outro lado, o Novo Testamento revela que nós, os crentes em Cristo, temosvida e natureza e que estamos nos tornando Deus em vida e na natureza, mas nunca teremos SuaDivindade. ( Foi maravilhoso para Davi ser um homem segundo o coração de Deus, mas não foi o suficiente.Deus quer aqueles que podem dizer: “Não sou apenas uma pessoa segundo o coração de Deus. Eu sou deus emvida e na natureza, mas não em Sua Divindade. ”Por um lado, o Novo Testamento revela quea Divindade é única e que somente Deus, o único que possui uma Divindade, deve ser adorado.Por outro lado, o Novo Testamento revela que nós, os crentes em Cristo, temosvida e natureza e que estamos nos tornando Deus em vida e na natureza, mas nunca teremos SuaDivindade. ( deve ser adorado.Por outro lado, o Novo Testamento revela que nós, os crentes em Cristo, temosvida e natureza e que estamos nos tornando Deus em vida e na natureza, mas nunca teremos SuaDivindade. ( deve ser adorado.Por outro lado, o Novo Testamento revela que nós, os crentes em Cristo, temosvida e natureza e que estamos nos tornando Deus em vida e na natureza, mas nunca teremos SuaDivindade. (Estudo-vida de 1 e 2 Samuel, pp. 166-167) A NOVA JERUSALÉM - UMA COMPOSIÇÃO DE DIVINDADE E HUMANIDADEMISTURADO E MISTURADO JUNTOS COMO UMA ENTIDADEA conclusão da revelação divina na Bíblia é um edifício, a Nova Jerusalém.Este edifício é uma fusão e mesclagem da divindade com a humanidade. Isso é provado pelodescrição da Nova Jerusalém em Apocalipse 21. O versículo 3 refer-se à Nova Jerusalém como “O tabernáculo de Deus” e o versículo 22 diz: “Não vi templo nele, pois o Senhor Deus, o Todo-Poderosoe o Cordeiro é o seu templo. ”A Nova Jerusalém como tabernáculo de Deus é para Deus habitarem, e Deus e o Cordeiro como o templo são para os santos redimidos habitarem. Isso indicaque a Nova Jerusalém será uma morada mútua para Deus e o homem. Além disso, esteedifício é uma composição de seres humanos. Os portões são pérolas inscritas com os nomes deas doze tribos dos filhos de Israel (v. 12), e nas doze fundações estão como dozenomes dos doze apóstolos do Cordeiro (v. 14). Isso indica claramente que a Nova Jerusalémé uma composição do Deus Triúno, que é a essência, centro e universalidade, e Deuspessoas redimidas.A Nova Jerusalém é uma composição da divindade e humanidade mescladas e mescladasjuntos como uma entidade. Todos os componentes têm a mesma vida, natureza e constituição eportanto, são uma pessoa corporativa. É uma questão de Deus se tornar o homem e o homem se tornar Deus emvida e na natureza, mas não na divindade. Esses dois, Deus e homem, homem e Deus, são construídosjuntos sendo misturados e mesclados. Esta é uma conclusão, uma consumação, do edifício de Deus. Todos nós precisamos ter essa visão. ( A Nova Jerusalém é uma composição de divindade e humanidade mescladas e mescladasjuntos como uma entidade. Todos os componentes têm a mesma vida, natureza e constituição eportanto, são uma pessoa corporativa. É uma questão de Deus se tornar o homem e o homem se tornar Deus emvida e na natureza, mas não na divindade. Esses dois, Deus e homem, homem e Deus, são construídosjuntos sendo misturados e mesclados. Esta é uma conclusão, uma consumação, do edifício de Deus. Todos nós precisamos ter essa visão. ( A Nova Jerusalém é uma composição de divindade e humanidade mescladas e mescladasjuntos como uma entidade. Todos os componentes têm a mesma vida, natureza e constituição eportanto, são uma pessoa corporativa. É uma questão de Deus se tornar o homem e o homem se tornar Deus emvida e na natureza, mas não na divindade. Esses dois, Deus e homem, homem e Deus, são construídosjuntos sendo misturados e mesclados. Esta é uma conclusão, uma consumação, do edifício de Deus. Todos nós precisamos ter essa visão. ( do edifício de Deus. Todos nós precisamos ter essa visão. ( do edifício de Deus. Todos nós precisamos ter essa visão. (Estudo-vida de 1 e 2 Samuel, pp. 198-199) O diamante na caixa Se lermos a Bíblia sem prestar atenção a este ponto crucial, então, de uma forma muito realsentido, a Bíblia é para nós um livro vazio. Isso significa que embora a Bíblia seja real em si mesma, emnosso entendimento dela é a Bíblia vazia. Como ilustração, vamos supor que um certoA caixa, bastante atraente, contém um grande diamante. Uma criança pode estar interessada na caixamas não no diamante. Um adulto, no entanto, focaria sua atenção no diamante contidona caixa. Hoje, muitos cristãos estão preocupados com a Bíblia como a "caixa", mas eles não viram e66 Página 5não apreciam o “diamante” que é o conteúdo desta caixa, e podem até condenaraqueles que têm uma apreciação adequada do "diamante" na "caixa". O “diamante” no “Caixa” da Bíblia é a revelação de que em Cristo Deus fez o homem para que o homempode se tornasse Deus em vida e na natureza, mas não na Divindade.A grande maioria dos cristãos de hoje negligencia o ponto crucial na Bíblia que emCristo Deus tornou-se homem para fazer do homem Deus na vida e na natureza, mas não naGodhead e que Deus deseja se mesclar com o homem para ser uma entidade. Alguns não sónegligencie isso; eles acusam falsamente como heréticos que o ensinam. Hoje muitos acreditam em umaspecto deste ponto crucial - que Deus se tornou um homem chamado Jesus - mas eles não acreditamo outro aspecto - que o homem está se tornando Deus em vida e na natureza,Estudo-vida de 1 e 2 Samuel, p. 204) A LUZ EA LÂMPADAA cidade que não tem necessidade do sol nem da lua Apocalipse 21:23 diz: “A cidade não precisa do sol nem da lua parabrilhe nele, pois a glória de Deus o iluminou, e sua lâmpada é o Cordeiro” . No milênio oa luz do sol e da lua será intensificada (Is 30:26). Mas na Nova Jerusalémno novo céu e nova terra, não haverá necessidade do sol nem da lua. O único a lua estará no novo céu e nova terra, mas não estará disponível noNova Jerusalém; pois ali Deus, a luz divina, brilhará com muito mais intensidade. Não Havendo NoiteNa Nova Jerusalém não haverá noite, pois “não haverá mais noite” (Ap 22: 5a). “Não haverá noite” (21: 25b). No novo céu e nova terra, ainda haverá odistinção entre dia e noite, mas na Nova Jerusalém não haverá tal distinçãoção. Fora da cidade haverá noite, mas dentro da cidade não haverá noite porque oa cidade terá uma luz eterna e divina, o próprio Deus. A Glória de Deus iluminando a cidade como a luz da vida divina, e o Cordeiro sendo a lâmpada que irradia a luz divinapela Cidade Transparente como a GlóriaApocalipse 21:11 e 23 nos dizem que a Nova Jerusalém tem a glória de Deus e que elaa luz é como uma pedra preciosíssima, como uma pedra de jaspe, clara como o cristal. Na nova JerusalémCristo, como a lâmpada da cidade sagrada, brilhará com Deus como a luz para iluminar a cidadecom a glória de Deus, uma expressão da luz divina. “A cidade não precisa de sol nem dea lua para que nela brilhassem, pois a glória de Deus a iluminou, e sua lâmpada é aCordeiro” (v. 23). A glória de Deus, que é Deus expresso, ilumina a Nova Jerusalém.Portanto, a glória de Deus, com Deus como sua substância, essência e elemento, é a luz doNova Jerusalém que brilha no Cordeiro como sua lâmpada. A glória expressa de Deus, ou o Deusda glória expressa, é a luz brilhando em Cristo como a lâmpada através da parede de jaspe deA Nova Jerusalém como o jaspe mais precioso, que traz a aparência de Deus rica em vida (v. 11) .A aparência de Deus rico em vida acompanhada o brilho para uma expressão de Deus em Sua emanifestação final consumada.Em 21:23, vemos que Deus é a luz e Cristo é uma lâmpada. Isso indica que Deus e o Cordeiro é uma luz. Deus é o conteúdo, e o Cordeiro, Cristo, é o portador da luz, oexpressão. Isso significa que Deus, que é a luz, brilhará em Cristo como a lâmpada em toda a cidade. Esta é uma questão de dispensar divino, pois o brilho da luz divina é realmenteo dispensar de Deus Triúno processado aos crentes.67 é o portador da luz, oexpressão. Isso significa que Deus, que é a luz, brilhará em Cristo como a lâmpada em toda a cidade. Esta é uma questão de dispensar divino, pois o brilho da luz divina é realmenteo dispensar de Deus Triúno processado aos crentes.67 é o portador da luz, oexpressão. Isso significa que Deus, que é a luz, brilhará em Cristo como a lâmpada em toda a cidade. Esta é uma questão de dispensar divino, pois o brilho da luz divina é realmenteo dispensar de Deus Triúno processado aos crentes.67Página 6 Deus, a luz divina, precisa de uma lâmpada. Sem o Cordeiro sendo a lâmpada, o brilho de Deusiria nos matar. No entanto, com o Cristo redentor como lâmpada, a luz divina não matanós, mas em vez disso nos ilumina. Primeira Timóteo 6:16 diz que Deus habita em luz inacessível.Em Cristo, porém, Deus se torna acessível. Separado de Cristo, o brilho de Deus seria ummatando, mas em Cristo o brilho de Deus é uma iluminação. Porque a luz divina brilha atravéso Cordeiro, o Redentor, tornou-se amável e palpável. Através do Cordeiro como olamp A luz de Deus se torna um brilho agradável para o dispensar de Deus. ( A Conclusão doNovo Testamento, pp. 2731-2733) A ESPOSA DO CRISTO REDENTORA Nova Jerusalém não é apenas o tabernáculo de Deus, mas também a esposa dos redentoresCristo. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus compara Seu povo escolhido a uma esposa porSua satisfação no amor (Isaías 54: 6; Jeremias 3: 1; Ezequiel 16: 8; Oséias 2:19; 2 Coríntios 11: 2; Efésios 5: 31-32) .Na Nova Jerusalém como a esposa do Cristo redentor, Deus terá a mais plena satisfaçãoção no amor.Apocalipse 21: 9b e 10 dizem: “Vem esposa, eu te mostrarei a noiva, a do Cordeiro.E ele me levou em espírito para uma grande e alta montanha e me mostrou a cidade sagrada, Jerusalém, descendo do céu da parte de Deus. ”Pensar que uma noiva é principalmente para o casamento, a esposa é para o resto da vida. A Nova Jerusalém será uma noiva no milênio paramil anos como um dia (2 Pedro 3: 8) e então a esposa no novo céu e nova terrapara a eternidade. A noiva no milênio incluirá apenas os santos vencedores, mas a esposano novo céu e nova terra incluirá todos os filhos redimidos e regenerados de Deus (Rev. 21: 7) .A Nova Jerusalém será uma com o Cristo redentor, como Eva se tornado uma comAdão. Eva foi construída a partir de uma costela que foi tirada do lado de Adão, e então ela foi trazida volta a ele para ser uma carne com ele - ser um com ele na natureza e na vida (Gênesis 2: 21-24; Ef. 5: 25-27, 29-32). O princípio é o mesmo com a Nova Jerusalém como a esposa doredimindo Cristo. Ela será uma com o seu Redentor na natureza e na vida. Mais uma vez vemosque a Nova Jerusalém não pode ser uma cidade material, pois uma cidade física não pode ser uma comCristo na natureza e na vida. A Nova Jerusalém não terá apenas o elemento divino adicionado a ele e a natureza santa de Deus trabalhada nele,Ter a Igreja como miniatura A Nova Jerusalém como esposa do Cristo redentor tem uma igreja como sua miniatura.Isso é revelado pela palavra de Paulo em Efésios 5: 22-32, onde ele fala da igreja como ocontraparte de Cristo. A igreja é na verdade uma parte de Cristo, pois a igreja vem deCristo é para Cristo, assim como Eva saiu de Adão e foi para Adão.Em Efésios 5:32, Paulo diz: “Grande é o mistério, mas falo a respeito de Cristoe a igreja. ”O fato de que Cristo e a igreja são um só espírito (1 Cor. 6:17), conforme tipificadopelo fato de o marido e a esposa serem uma só carne, é o grande mistério. Certamente é um grande mistérioque a igreja como a contraparte de Cristo vem de Cristo, tem a mesma vida e natureza queCristo, e é um com Cristo. Tendo sido a Noiva de Cristo no MilênioNo novo céu e nova terra, Cristo terá uma esposa, mas no milênio Ele teráter uma noiva (Ap. 19: 7-8; 21: 2), consistindo nos crentes vencedores. Em sua voltaCristo se casará com os vencedores. Esse casamento é descrito em Apocalipse 19: 7-9.68 Página 7 Apocalipse 19: 7 diz: “Alegremo-nos e exultemos, e demos glória a Ele, peloo casamento do Cordeiro chegou, e Sua esposa se aprontou. ”O casamento doCordeiro é o resultado da conclusão da economia neotestamentária de Deus. Economia de Deus emo Novo Testamento é obter para Cristo uma noiva, uma igreja, por meio de Sua redenção evida divina. Pela operação contínua do Espírito Santo ao longo de todos os séculos, esse objetivoserá concluído no final desta idade. Em seguida, uma noiva, que consistirá na superaçãocrentes, prontos prontos.As palavras Sua esposaem Apocalipse 19: 7 especial-se à igreja (Ef 5: 24-25, 31-32), a noivade Cristo (João 3:29). No entanto, de acordo com Apocalipse 19: 8 e 9, a esposa, a noiva de Cristo, consiste apenas nos crentes vencedores durante o milênio, enquanto a noiva, a esposa, em Apocalipse 21: 2 é composta por todos os santos salvos após o milênio para semprenidade.Apocalipse 19: 7b nos diz que a esposa “se aprontou”. A prontidão donoiva depende tanto da maturidade dos vencedores em vida quanto de serem construídos juntos comouma entidade corporativa. Portanto, osedores não são apenas maduros em vida, mas também construídosjuntos como uma noiva.Apocalipse 19: 8 diz: “Foi-lhe permitido que se vestisse de linho fino, resplandecentee puro; porque o linho fino são as justiças dos santos ”. Aqui puro se refere aonatureza ebrilhante , para a expressão. Como virtudes, ou atos justos, não se refere aa justiça (que é Cristo) que Recebemos para nossa salvação, uma justiça que é objetivo e que nos qualifica para atender às exigências de Deus justo. As justiçasdos crentes vencedores em Apocalipse 19: 8 são subjetivos para que possam encontrar oexigência da vitória de Cristo. O linho fino, portanto, indica nossa superaçãovida. Na verdade, é o Cristo que vivemos de nosso ser. Constituído por todos os santos aperfeiçoadosEm última análise, no novo céu e nova terra, a Nova Jerusalém como a esposa do Cristo redentor será constituída de todos os santos perfeitos. Depois do milênio tudoos santos foi aperfeiçoados e constituídos juntos para ser a entidade maravilhosa daNova Jerusalém.A consumação da igreja como a contraparte de Cristo será a Nova Jerusalémno novo céu e nova terra para a eternidade. Apocalipse 21: 2 diz: “Eu vi a cidade santa, NovaJerusalém, descendo do céu de Deus, preparada como uma noiva adornada para seu maridobanda.” A Nova Jerusalém é uma composição viva de todos os santos redimidos e aperfeiçoados porDeus por todas as gerações . Esta é uma noiva, uma esposa de Cristo como Sua contraparte. Comoa esposa de Cristo, a Nova Jerusalém sai de Cristo e se torna Sua contraparte. Elaé preparado pela participação nas riquezas da vida e natureza de Cristo.Apocalipse 22:17 indica que Cristo e a Nova Jerusalém como Sua esposa serão umcasal universal para a eternidade. O Espírito, que é a totalidade do Deus Triúno processado, torna-se um com os crentes, que agora estão totalmente maduros para serem celebrados a noiva. Portanto, um consomatório do Deus Triúno processado e a consumação dos escolhidos, redimidos de Deus, como pessoas regeneradas e transformadas serão uma e serão um casal universal expressando o Deus Triúno para a eternidade. ( a consomatório do Deus Triúno processado e a consumação dos escolhidos, redimidos de Deus, como pessoas regeneradas e transformadas serão uma e serão um casal universal expressando oDeus Triúno para a eternidade. ( a consomatório do Deus Triúno processado e a consumação dos escolhidos, redimidos de Deus, como pessoas regeneradas e transformadas serão uma e serão um casal universal expressando oDeus Triúno para a eternidade. (A Conclusão do Novo Testamento, pp. 2700-2703) 69📷
Texto original
O TRABALHO ÚNICO NA RECUPERAÇÃO DO SENHORugerir uma tradução melhor
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2020.09.01 19:36 hmmild Meu feedback sobre New World

I – INTRODUÇÃO

1.Olá, primeiramente, queria dizer que eu sou apenas um cara que gosta de jogar e ajudar as pessoas e, que as vezes algumas ideias surgem à mente, e assim aconteceu durante esse primeiro contato com o jogo e, por oportuno, explicar que aqui são apenas algumas ideias iniciais, que precisam ser trabalhadas, veja bem, ideias, um ponto de vista pessoal, ou seja, apenas uma opinião pessoal como jogador.

2.Eu começo dizendo ainda: difícil não é você conseguir players para um novo jogo, mas sim mantê-los.

3.Aqui estão apenas algumas idéias e análises pessoais de um jogador comum. Muitas coisas que estarão aqui são ideias iniciais e esboços prematuros. Antes de começar, queria deixar uma visão rápida sobre o que eu penso da realidade dos MMORPGs ao longo do tempo:

  1. O mundo já não é mais como era há 10, 20 anos atrás. As tecnologias e as informações estão cada vez mais intensas e aceleradas. Dito isso, na minha análise como jogador há mais de 20 anos, eu percebo que muitas "empresas tradicionais" não acompanharam essa revolução tecno-científica no mesmo ritmo em que elas aconteceram, tanto é que muitas delas, precursoras de alguns gêneros, somam mais prejuízos do que lucro.

  1. Na primeira década do século, podíamos contar nos dedos de uma das mãos os grandes e pioneiros jogos de MMORPG, dentre outros gêneros semelhantes.

  1. Muitos de nós, hoje com seus trinta e poucos anos, ou quase lá, de existência, estávamos na adolescência e começando a engajar nesse universo dos MMORPG, passando horas e horas do nosso tempo imersos em determinado game da espécie.

  1. Pois bem, o tempo passou, e aquela galera que crescia junto com os primeiros MMORPGs foram se ocupando com seus empregos, estudos, família, enfim, já não tinham mais tanto tempo livre para despender aos MMORPG da época, que exigiam e recompensavam os jogadores mais imersivos e dedicados exclusivamente ao jogo.

  1. Nesse contexto, juntamente com o avanço acelerado da globalização, algumas empresas foram rápidas e perspicazes ao perceberem a tempo essas mudanças no mercado. Eis então que surgem e se popularizam gêneros como por exemplo: os mobas, battle royale, os hack and slash, os action rpgs entre outros.

  1. Aqui não vou me alongar muito sobre o tema, apenas dizer que esses gêneros conseguiram contemplar uma gama muito maior de jogadores, como, por exemplo, aqueles que não tem muito tempo para dispor ao game e, também obtiveram uma fatia maior ainda de mercado. Consequentemente, por obterem êxito com essa façanha, muitos jogos explodiram e se popularizam virando fenômenos, trazendo cada dia mais e mais adeptos ao seu nicho.

  1. Agora, no cenário atual, o jogador que joga 12 horas por dia e o jogador que joga apenas duas horas, estão num cenário de igualdade. Uma vez que o mundo e o mercado mudou, o foco dos games mudou, as pessoas mudaram, as tecnologias mudaram. Porém, muitas empresas, que desprezaram até a própria comunidade, não conseguiriam enxergar isso e foram à falência, já dizia Cássia Eller: “Mudaram as estações e nada mudou...♫”

  1. É possível perceber, que esses novos jogos buscam manter sempre um cenário justo, equilibrado, alinhado a diversão, interação e o constante progresso, valorizando outros aspectos em detrimento ao tempo gasto com o jogo e execuções de ações massivas, repetitivas e cansativas. Agora há um equilíbrio natural, o principio fim é, por exemplo, a habilidade individual e o raciocínio de cada jogador, e não mais nos itens e nas vantagens dos leveis que o jogador adquiriu jogando 25 horas por dia. Agora, para você conseguir progredir no game e estar entre os melhores, não é preciso ser um “crackudo” e totalmente aquém da realidade.

  1. Dito isso, deixo algumas questões? Qual caminho New World quer seguir? O que New World quer contemplar? Qual o público alvo do New World?

  1. Eu acredito que assim como algumas novas empresas estão fazendo e, conseguindo sucesso com isso, a Amazon, com o New World, pode focar o máximo possível na igualdade e num sistema justo de progressão, encaminhar as dificuldade e os desafios dentro do jogo para o ponto certo, e não mais ficar na mesmice falida de sempre.

  1. Se a Amazon conseguir isso, New World tem um potencial enorme de crescimento e de dar um passo importante para uma nova era dos gêneros de MMORPGs . Mas para isso, na minha singela opinião, é preciso deixar de lado alguns preceitos ultrapassados que já não se enquadram mais no mercado atual.

  1. Dessa forma, é necessário reinventar e criar novos paradigmas e, antes de mais nada, é fundamental ter muita coragem e não ter medo de errar, para que no fim, não seja apenas mais um no meio de tantos jogos horríveis que já existem, e que ainda insistem na mesmice ultrapassada de outrora.


II – OBSERVAÇÕES INICIAIS SOBRE NEW WORLD


  1. Acredito que New World precisa ter um proposito inicial mais conciso, seja para atrair novos jogadores, seja para mantê-los. É preciso haver uma ideia central que faça com que o game não se torne algo repetitivo, enjoativo e com um fim precoce.

  1. Como fazer isso? Primeiro de tudo, o game deve ter um sistema justo e igualitário para todos. Como assim? Deve recompensar dentro das proporções todos os jogadores de maneira igual, seja o que joga sozinho, seja o que joga em grupo, seja o que joga 20 horas por dia, seja o que joga duas horas, ponto.

  1. O quesito, por exemplo, da "sorte aleatória", pode ser bem melhor trabalhado para esse aspecto. Abordo esse tema melhor no item VIII do tópico. Isso possibilita que os jogadores tenham em mente que em New World a qualquer momento a sua sorte pode mudar, e que mesmo você jogando pouco tempo, você pode ter a chance de ser agraciado de alguma forma com a sorte.

  1. Outra fundamental observação é que devem existir temporadas sazonais, sempre com atualizações e novidades, em busca de a cada nova temporada aprimorar o conteúdo que já existe.

  1. Eu não acredito que o jogo deveria ter uma transição engessada, por exemplo: começa aqui, vai pra ali, e depois terminar lá, mas também não deve ser algo desorganizado e sem sentido, é preciso limitar algumas progressões precoce demais, criar um sistema de penalidades de ganho de experiência, assim tudo terá seu devido tempo para acontecer. O que eu mais tenho observado são players leveis baixos correndo e atravessando para áreas que tecnicamente deveria ser mais perigosa ou restritas para eles no momento. Acredito que as busca pelo level máximo não deva ser algo com grande impacto dentro do jogo, mas também não deve ser desprezado tão facilmente, o foco do jogo não deve ser farmar, farmar, farmar, farmar, farmar, tal área, ou tal monstro. O foco não deve ser o level máximo e suas vantagens extrapoladas. Sinceramente, existem infinitos e melhores aspectos a serem exploradas do que isso.

  1. Dá pra perceber que o jogo mistura um pouco a história da alta e baixa idade média juntamente com o início da formação dos primeiros burgos. O território se divide numa espécie de suserania e vassalagem e mistura a ideia de um feudo/burgo.

  1. Um grande problema que deu pra perceber nesse primeiro teste, é justamente a questão territorial, aparentemente os players tendem a se agrupar na facção que possui mais domínio de terras e mais faccionados afim de buscar mais facilidade dentro do jogo. Isso é preciso ser corrigido, criando algum sistema de equilíbrio natural, fazendo com que esta questão não tenha tanto impacto no jogo.

  1. Acredito que toda facção devia ter pelo menos 1 território permanente e estável sob seu domínio. E que essa questão territorial não influencie significativamente na progressão individual dos jogadores e nas conquistas de desempenho.


III – FLANDERS

  1. Eu acho que seria genial, desde logo, mostrar ao jogador de New World, que o mundo, ao qual ele pertence, é um universo de constante e incansáveis guerras, paralelo a luta pela sobrevivência e a oportunidade de ter seu nome na história, de ser reconhecido no universo a qual ele pertence, seja pelos seus feitos, maestrias, conquistas, habilidade, enfim.

  1. Antes de falar sobre o que acho sobre o sistema de guerra de New World, quero começar pelo sistema de “zona de Flanders”. Para quem não conhece, Flanders (atual Bélgica) foi uma região de intensa batalha entre França e a Inglaterra pelo controle do Canal da Mancha, um local de comercio lucrativo e ponto estratégico para quem o dominasse, e que deu contornos a “Guerra dos 100 anos”.

  1. New world poderia trazer áreas de intensas batalhas e diversas disputas, essas áreas seriam zonas neutras de pvp obrigatório, monstros e bosses de extrema dificuldade e difíceis de matar, porém o foco dessas áreas jamais poderia ser a experiência de leveling ou loot, mas sim a sobrevivência e o combate frenético. As facções estariam em intensas disputa, estariam preocupados em matar os super Bosses, matar as facções rivais e sobreviver. Não podem por exemplo ser aceito formação de grupo nessas áreas (precisa ser estudado). No final, conseguem as recompensas pela morte do Boss, se conseguirem mata-lo, apenas os membros da facção que causou mais dano à ele. Deve ser uma área com desafios difíceis pela sobrevivência. Para essas áreas podem haver por exemplo 3 divisões, até o lvl 20, do lvl 21 ao 40, e do level 41 ao 60, restringindo o acesso de cada area pelo level e títulos (vou falar sobre eles abaixo) dos jogadores. Novamente, o equilíbrio é tudo. Acho que pra uma ideia inicial nesse sentindo é isso.


IV – RANK E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O PVP

  1. Um sistema de rank das mais variadas categorias deve haver em new world, é mais um objetivo a ser almejado pelos jogadores. Desde da divisão por quantidade de abate, até a divisão de level de colheita e ouro.

  1. Por exemplo, um divisão para o rank de abates e mortes, com algumas peculiaridades. Uma ideia inicial nesse sentindo seria: para cada abate que você conseguir no mundo aberto você soma 2 pontos no rank, para cada morte você diminui -1 ponto. Abater jogadores 10 leveis menores que o seu, você não pontua, morrer para jogadores 10 leveis menores que você, você perde -5 pontos. Matar jogadores com 10+ leveis maiores que o seu você soma 5 pontos. Deve haver também um sistema que pontue a assistência nos abates, para contemplar todos, principalmente aqueles que querem focar seus personagens em cura e proteção por exemplo.

  1. É preciso estudar também, como funcionaria o abate e a morte do jogador estando em um grupo.

  1. Durante a guerra os abates não contabilizam, há tão somente uma nota geral pela vitória ou pela derrota.

  1. O pvp em mundo aberto: deve acontecer num cenário mais justo possível, se o jogador for abatido por um grupo, o jogador que morreu não deve ter tantos prejuízos, isso se eles estiver solo, e o grupo que o matou não deve ter tantos benefícios, no fim o jogo deve contemplar sempre um ambiente justo e equilibrado. Consegue êxito por exemplo, aquele que tem uma melhor habilidade de combate, independente apenas dos itens que carrega, que montou uma emboscada bem sucedida, que atacou na hora certa, que conhece os limites do seu personagem, que sabe usar um contra-ataque, que combinou melhor seus pontos de habilidade, enfim. E na guerra vai vencer o que tem uma melhor estratégia, uma melhor tática, que sabe a hora de atacar, recuar. É preciso criar um sistema justo, durante o tópico vou deixar algumas outras ideias de como poderia ser isso.

  1. Basicamente é deixar claro que você ter um item lendário, não deve lhe tornar uma lenda.

  1. O jogo deve primar sempre pelo justo e o equilíbrio.

  1. Ayrton Sena e eu, cada um com uma Ferrari igual, mas no final a gente sabe o resultado, o melhor sempre ganha é claro, que nesse caso seria eu, obviamente, :rofl:. Mas deixando a brincadeira de lado, o que eu quero dizer com isso é que a vitória deve acontecer não porque o carro desse ou daquele é melhor, e sim porque naquele momento, naquela disputa, quem estava no volante foi melhor. Mantendo a analogia, na realidade atual, quem ganha é quem tem o melhor carro. Agora eu pergunto, atualmente, quem assiste, se entretém e se empolga com a Formula 1? É apenas uma analogia exemplificativa.


V – SISTEMA DE CONDUTA

  1. ​​Minha ideia principal neste item é o sistema de conduta junto com o faccionado renegado.

  1. Para entender minha ideia, primeiro quero que você entenda um pouco como ela é desenhada em minha mente. Eu dividi a conduta dos jogadores em duas, vou chamá-las de conduta azul e vermelha.

  1. Faço parte de uma facção, mas não gostei e quero mudar, posso? Depende, você está disposto a pagar o preço? Você será caçado por sua traição, seu nome estará nos murais das cidades e uma recompensa por sua cabeça será imposta, os membros da sua atual facção irão lhe caçar em busca da recompensa e de vingar sua traição.

38.CONDUTA AZUL: você ganharia pontos de conduta azul quando trabalhar em prol da facção, para cada boa conduta você ganha pontos de conduta azul, por exemplo, participação em guerras e invasões, abate de membros de outra facção, etc.

39.CONDUTA VERMELHA: seria o oposto da conduta azul, a cada “sabotagem” você perde a conduta azul, zerando sua conduta azul, ela fica negativa e começa a ficar vermelha, ao atingir uma certa quantidade de conduta vermelha você pode trocar de facção. Para ativar os pontos negativos de perda de conduta e ganho de conduta vermelha, você precisa encontrar um NPC que aparece em áreas aleatórias de vez em quando. Não pode ser previsível. Você fará uma missão que lhe permitirá realizar atos de traição ou sabotagem, como, por exemplo, matar membros de sua facção atual, a partir do momento em que você faz o primeiro ato de traição em busca de ativar a conduta vermelha, você já está marcado para morrer por causa da traição. Quanto mais atos de traição você fizer, maior será a recompensa por sua cabeça. Quando você trabalha contra a facção em busca de ser um renegado, sua cabeça está em alta e as punições são severas, ainda é preciso trabalhar nessa ideia, é apenas um esboço inicial.

  1. Uma das muitas consequências dentro da mudança de facção pode ser que o jogador perca todo o progresso de classificação, conquista e itens dentro dos armazéns de sua antiga facção, algo mais ou menos nesse sentido.

  1. Marechais e membros de altos cargos não podem mudar de facção. É preciso encontrar um título ou um limite em que a mudança é possível e o jogador se torna um renegado.


VI – TÍTULOS

  1. Acho que isso é uma oportunidade única.

  1. Implementar um sistema de títulos é um desafio e objetivo adicional para os jogadores almejarem dentro do jogo. Mas não é qualquer sistema. É um sistema único, grandioso e revolucionário.

  1. O que seriam os títulos? Primeiro, os nomes aqui são apenas para exemplificar algo que pode ser muito melhor trabalhado.

  1. Em primeiro lugar, cada facção deve ter seu “Marechal”, é mais um objetivo para os jogadores perquirirem dentro do jogo.

  1. O título de Marechal de uma facção nada mais é do que seu representante de honra e comandante máximo dentro do jogo, e esse título deve ser temporário e obtido por meio de eleição e / ou disputa em um grande evento de batalha entre os integrantes da facção, que preenchendo alguns requisitos e outros títulos pré-existentes poderão disputar essa posição.

  1. Mas para você ser um Marechal, você precisará primeiro ter alguns outros títulos, só então você poderá competir pela vaga de Marechal, em um grande coliseu, por exemplo.

  1. Todos os jogadores que foram inscritos para competir pela vaga do Marechal, competiram em um campeonato de disputa 1vs1 pelo título, até que remanesçam apenas dois que disputarão o confronto final pelo título de Marechal.

  1. Como você se qualifica para competir pelo título de Marechal?

  1. Para entender isso, você deve primeiro entender como isso é desenhado em minha cabeça:

  1. New World, a meu ver, tem uma grande oportunidade de revolucionar os jogos MMORPG. Uma chance de ouro. Faltam apenas alguns ajustes e um propósito único, grandioso e consistente.

  1. Minha ideia consiste em alguns “planos de carreira”, novamente são apenas nomes exemplificativos. Se você ama pvp, venha jogar New World, se você ama pve, venha jogar New World, sem você adorar criar e construir, venha jogar New World, se você gosta de andar pelo mapa e ser um explorador, venha jogar New World, se você quer ser muito rico e exibir suas conquistas, venha jogar New World.

  1. Em New World não deve existir aquela mesmice engessada de sempre, mago, cavaleiro, curandeiro, arqueiro, não, não e não. Em New World cada jogador montará sua própria “classe” de acordo com seu perfil, estilo de jogo e objetivos dentro do jogo. Por exemplo, você adora o pvp? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nesse quesito. Você ama o craft? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nisso. Você é um jogador mais focado no pve? Faço o mesmo, busque seus títulos e conquistas para você conseguir se destacar nessa area. O que eu quero dizer com isso é que com um sistema único e infinito você pode finalmente moldar seu personagem de acordo com suas pretensões, nenhum personagem será igual ao outro. Você quer usar bastões mágicos com foco no pve? Você então buscará dentro do jogo quais conquistas e títulos combinaram com sua maestria, itens, perfil, status, pretensões, enfim, as possibilidades são infinitas.

  1. Eu acredito que cada facção precisará de jogadores das mais diversas áreas, jogadores com habilidades de pvp, jogadores com habilidades de pve, jogadores com habilidades de artesanato, jogadores com muito dinheiro para financiar a manutenção das cidades e guerras, todos são importantes dentro de New World, independente do level e perfil do jogador, todos têm um papel dentro do jogo.

  1. Se o jogador quiser ser um expert em combate pvp, ele vai buscar uma carreira ideal que se encaixe com o seu perfil e lhe proporcione isso, primeiro focar em um titulo máximo e nas combinações de conquistas adjacentes que ele achar melhor para seu estilo, como por exemplo: General ( mais focado em combate corpo a corpo), Alquimista-mor( mais focado em dano magico e bastões mágicos), Mestre-Sacerdote (dano magico e cura), etc... São apenas alguns nomes exemplificativos.

  1. Se o jogador quiser se especializar em lutar contra bosses e monstros épicos e lendários, ele buscará o título e os caminhos para ser um Mestre Caçador.

  1. Se o jogador quiser ser um Mestre Artesão, com crafts poderosos, valiosos e exclusivos, que só ele pode fazer, então seguirá este caminho profissional.

  1. Se o jogador quiser ter muito dinheiro, com grandes aquisições, vantagens comerciais, casas, ele buscará o título de Barão-mineiro.

  1. As possibilidades são infinitas, as combinações de maestria, armas, estilo de jogo, títulos, interesses, objetivos, tudo, é um imenso mundo a ser explorado.

  1. Com alguns ajustes aqui e ali, este jogo se torna o melhor.

  1. Exemplo disso? Se você quer ser um artesão, seus serviços serão solicitados, pois somente você poderá fabricar certos itens com a possibilidade de conseguir modificações raras e valiosas, por exemplo, somente você poderá esfolar certos monstros que precisam um alto grau de maestria, e esse nível apenas os artesãos podem alcançar.

  1. Neste ponto do item, seria um mundo extraordinário, se New World seguisse esse caminho: Se ao invés de todos os monstros soltarem o mesmo item por exemplo: “couro cru”, por que não soltar itens específicos, como: couro de lobo, couro de coelho, couro de crocodilo, isso iria expandir um universo de craft extraordinário, um mercado único, os jogadores quem quiserem ser artesões teria algumas vantagens ao escolher essa carreira, só eles que poderiam esfolar alguns monstros e manejar crafts mais complexos. Esses comentários são apenas algumas ideais e exemplos que precisam ser explorados e trabalhados.

  1. O mesmo vale para o jogador que quer ser um Barão-mineiro, você com esse título máximo, pode ir até o nível 100 de mineração por exemplo. Sem o título, você só pode ir até 50, por exemplo. São ideias e combinações infinitas.

  1. O mais importante é que cada título tenha um “Plano de Carreira”.

  1. Por exemplo, se o seu forte é o combate corpo a corpo e você é focado no pvp, eu diria que você ia querer seguir a carreira de General, começando com o primeiro título de soldado, depois de algumas conquistas torna-se sargento e assim por diante até chegar ao último posto de general. Os nomes são apenas exemplares. Se esse é o seu propósito dentro do jogo, estar focado na guerra, combate corpo a corpo e no pvp, você vai buscar fazer conquistas e adquirir os melhores títulos que combinem com seu personagem, itens, maestria, etc.

  1. Ou talvez você queira dominar a arte da magia ou da cura e seguir a carreira de curandeiro ou mago. De qualquer forma, as possibilidades são imensas.

  1. O segredo e o desafio seria encontrar a melhor construção para o seu perfil, entre seus títulos, maestria, equipamentos, atributos e finalidades, por exemplo, você é um grande jogador de pvp, a lenda do combate, porém, em uma invasão de monstros os jogadores mais focados no pve, que são especialistas em abater monstros, teriam uma pequena vantagem nesse quesito, já que essa seria sua especialização. Mas cuidado, não são apenas os caçadores que poderão matar ou impactar os lendários bosses e monstros, apenas terão uma ligeira vantagem neste aspecto, pois essa seria sua carreira e função dentro do jogo, eles nasceram para isso.

  1. Se um jogador quer estar focado no pvp, mas também quer uma melhor performance para matar monstros, por exemplo, ele deve investir um pouco mais para ter uma melhor performance na luta contra monstros, e encontrar qual combinação de títulos é melhor para ele. Existem desafios e possibilidades a serem estudados, que cada jogador terá que descobrir dentro do jogo, qual o seu perfil?!.

  1. Por exemplo como seria um modelo disso na minha cabeça:

Exemplo 1
Eu quero ser um jogador focado no pvp e combate corpo a corpo:

Carreira de General
I - Título de soldado: +3 de força
II - Título de sargento: +2% de dano com arma de uma mão contra players
III - Título de tenente: +2% de resistência física e magica contra jogadores
IV - Título de capitão: +5 de força
V – General: +5% de danos contra player segurando arma de uma mão ou escudo

Exemplo 2
Eu quero ser um jogador focado no PVE e combate a distância:

Carreira de Grão Mestre Caçador
I – Título caçador 1: +3 de destreza
II –Título caçador 2: +5% de dano contra monstros
III – Título caçador 3: +5% de resistência contra monstros
IV – Título caçador 4: +5 de destreza
V – Grão Mestre Caçador: +10% de dano a distância contra monstro

  1. Os bônus dos títulos dentro do jogo, é algo a ser estudado e trabalhado cuidadosa e profundamente.

  1. Neste sistema, novamente, apenas um exemplo, cada jogador só poderia habilitar um único grande título principal ou plano de carreira principal e ter um número limitado de especializações menores. É um universo a ser explorado.


VII – LIMITES E PENALIDADES

  1. Aqui não tem muito segredo, o jogo precisa ser o mais amplo possível, não deve haver muitas restrições de uso de itens, você pode usar o que quiser, desde que preencha alguns requisitos.

  1. Os status precisam ser melhor trabalhados. Combinar determinada quantidade de atributo necessário para usar um item e/ou upar uma habilidade de maestria é algo que pode ser bem melhor trabalhado. Pode acrescentar também combinações com os títulos e plano de carreia. São muitas possibilidades.

  1. É preciso haver sistema de penalidades para ganho de experiência e formação de grupo, tanto para pve como pvp. Isso evita uma serie de problemas dentro do jogo, por exemplo, que players inexperientes e leveis baixos sejam “carregados” por outros jogadores até um momento do jogo ao qual eles não deveriam estar.


VIII – ÁREAS EXPLORÁVEIS E MONSTROS MISTERIOSOS

  1. Em primeiro lugar, para entender como isso está em minha mente, isso deve ser encarado como algo extremamente raro e completamente aleatório.

  1. A ideia não é algo: “Eu vou entrar no jogo e fazer isso”. NÃO, você não vai.

  1. É algo assim: você está caminhando no mundo aberto, no meio do nada, não é um lugar específico, não é um monstro específico, não é um momento específico, é simplesmente aleatório, não é um respawn fixo, não é você quem decide, não há cálculo, não há uma forma de você “farmar” isso, é algo totalmente imprevisível, ao acaso e por sorte.

  1. De repente você vê, não sei, um coelho diferente (monstro mistérioso), você mata e quando analisa e você tem a POSSIBILIDADE de conseguir algo valioso, veja só, eu disse que você tem a POSSOBILIDADE, por exemplo, de conseguir uma pedra valiosa, ou um componente que pode ser usado para um craft valioso, etc. Veja bem, e atenção, além desses monstros misteriosos aparecerem de maneira totalmente aleatória, a chance de conseguir alguma coisa deles também é totalmente dependente da sorte.

  1. Outra coisa que poderia existir com a mesma ideia, são áreas e / ou objetos exploráveis. Uma gruta misteriosa por exemplo, uma garrafa no meio do rio, um arbusto, coisas que o jogador tem a opção de explorar ou entrar. Mas, novamente, são coisas totalmente aleatórias, que não estão disponíveis para sempre, possuem um curto período de tempo para serem exploradas.


IX – OUTRAS IDEIAS POSSÍVEIS


  1. Futuramente, caso a comunidade e o jogo queiram implementar montarias, ou algo do tipo, é preciso criar um sistema totalmente equilibrado e muito bem elaborado, e que não tenha grande impacto na jogabilidade, eu tenho uma ideia inicial para esse sistema, onde a montaria serve ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE para o deslocamento. E o jogador terá que pensar com muito cuidado se vale a pena usá-la para uma determinada viagem.

  1. O jogador não poderá usar a montaria o tempo todo.

  1. Haverá restrições de área para montarias.

  1. O cavalo terá uma barra de energia que tem um tempo de recarga considerável, se o jogador quiser ir para uma área muito longe o cavalo pode ficar cansado, se não tiver condições para suportar a viagem, e assim ele entrará em “tempo de recarga”. O cavalo ficará na mesma velocidade de um jogador se movimentando, até que ele possa novamente desenvolver velocidade, ele poderá fazer isso somente após um determinado percentual de energia recuperada. O jogador não poderá realizar ações em cima do cavalo. Se o cavalo ou o jogador for abatido, o jogador cai e terá que decidir se corre atrás do cavalo, foge ou vai para o duelo. O jogador precisa ir até o cavalo caso perca o controle dele e o animal saia correndo pela floresta. O jogador não pode fazer algo como assobiar e o cavalo aparecer misteriosamente. Caso o jogador se perca do seus cavalo ao fugir dos inimigos por exemplo, passado algum tempo o cavalo dará respawn na cidade onde o jogador tenha feito seu “check-in”.

84.Os acampamentos devem ter estábulos para o cavalo descansar e recuperar as energias mais rapidamente, porém não deve ser algo instantâneo. De qualquer forma, há muitas variáveis em mente para isso.


X – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Eu tenho várias outras ideias, mas por enquanto acho que é isso.

O mais importante é que o jogo entregue uma gama infinita de possibilidades alinhadas as mais variadas formas e estilos de jogos. Se você gosta do pve, você vai ter suas inúmeros funções e caminhos para de divertir e crescer dentro do jogo, benefícios de craft, farms, você pode ter um papel de destaque nas invasões de monstros e lidar com bosses difíceis, você pode conseguir riqueza e gloria nesse seguimento e estilo de jogo, igualmente se você gosta de pvp, com as intensas guerras e os espólios das batalhas pvp. Acredito que em New World toda facção vai precisa de bons jogadores de pve, com os benefícios que estes jogadores podem ter para lidar com monstros poderosos, crafts, colheitas, mineração, como também precisar do talento de bons jogadores de pvp para as batalhas e guerras. Basta encontrar o equilíbrio do sucesso.

Essas são minhas considerações em face desse primeiro contato com o jogo.

Espero profundamente que o jogo não seja apenas mais um no meio de tantos outros horríveis que já existem.

A Amazon tem plena capacidade e poder para revolucionar mais esse mercado.

Espero que alguma coisa aqui tenha contribuído com algo, e torço pelo sucesso do jogo.

E continuem sempre olhando para o Brasil, aqui também tem mercado e pessoas capacitadas para fazer muita coisa pelo mundo, tanto real como virtual. Abraços!
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2020.08.07 00:51 Mr_Libertarian Não é por causa da pandemia, é por causa da quarentena, seu estúpido

Por: Javier Milei
  1. O debate e os dados Desde a chegada do Covid-19, foi instalado um debate que, diante da queda no nível de atividade econômica, emprego, salários reais e um aumento repentino no número de pobres e necessitados, procura remover a responsabilidade do governo do desastre econômico e, mais cedo ou mais tarde, social, culpando a pandemia e não a política preferida do governo para lidar com o vírus, ou seja, a quarentena. O argumento é simples, a pandemia é um choque externo, enquanto a quarentena é de responsabilidade exclusiva do governo. A primeira coisa que devemos destacar é que a economia argentina já estava seguindo um caminho ruim desde meados de 2018, quando a economia entrou em recessão novamente, e que o atual governo falhou em reverter essa tendência. Especificamente, os dados do PIB do primeiro trimestre deste ano mostram uma queda de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. De qualquer forma, isso não representa evidência suficiente para apontar má administração, pois, contra o freio de uma tendência de queda, os dados interanuais geralmente mostram um sinal negativo, que é a base do que é definido como arrasto estatístico. No entanto, quando o indicador é mostrado em termos dessazonalizados, encontramos uma queda de 4,8% em relação ao trimestre anterior, que é de responsabilidade do novo governo. Além disso, as ações do governo são percebidas a partir dos números, pois enquanto o consumo privado cai 6,8%, o investimento 9,7%, exportação 13,4% e importação 7,6%, o único item com sinal positivo foi o consumo público em 1,6%. Ao mesmo tempo, o indicador mensal de atividade de frequência (EMAE) também mostra uma queda colossal. Assim, em março, mesmo com apenas dez dias após a imposição da quarentena, a atividade caiu 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto em abril a produção do país caiu 26,4% (acumulando uma retração de 11% ano/ano até agora este ano), que constitui a maior queda na história da Argentina. Portanto, à luz dos números assustadores envolvendo a economia e, dadas as críticas de terem se apoiado fortemente na opinião de infectologistas, o governo começou a impor a história de que o problema não foi quarentena, e sim a pandemia. Para isso, ele mostrou os números de queda do PIB para diferentes países do mundo, com base nas estimativas do FMI. Nesse sentido, é importante ressaltar que a Organização Multilateral estima que o PIB mundial cairá 4,9%, enquanto a queda Argentina será de 9,9%, o que coloca o país entre os países com os piores índices de desempenho mundial, onde, por coincidência, nos países com as quarentenas mais duras, a taxa de queda é maior.
  2. Pandemia ou fraudemia Há uma piada que diz que haviam dois microeconomistas (que olham para tudo em termos relativos) e um diz para o outro “Olá, como está sua esposa?” e ele responde “Comparado a quê?” Aqui vale o mesmo. Se alguém quiser entender os efeitos letais do Covid-19, a primeira coisa a considerar é: como é a dinâmica da população em termos de mortes? Nesse sentido, a primeira coisa a ser compreendida é que, ao longo deste ano, de acordo com estudos demográficos das Nações Unidas, 60 milhões de pessoas morrerão no planeta, ou seja, cerca de 165.000 pessoas por dia ao longo do ano em todo o mundo. Por outro lado, ao analisar as mortes do Covid-19 em todo o mundo, foram necessários pouco mais de 100 dias para atingir esse número, ou seja, estaríamos em torno de 1% das mortes no mundo (mesmo em uma linearização favorável ao Covid-19). Além disso, se compararmos com o caso da gripe espanhola, que é o caso com o qual a Organização Mundial da Saúde ameaçou o mundo, o nível de desproporção é absurdamente enorme. Especificamente, a gripe espanhola ocorreu do final de 1918 até o início de 1920, infectou um terço do planeta Terra e matou 6% dos infectados (= taxa de mortalidade). Ou seja, a gripe espanhola matou 39 milhões de pessoas, o que representou 2% da população total do planeta Terra. Se alguém replicasse os números, para os níveis populacionais de 2020, estaríamos falando de 2,6 bilhões de infectados e um total de 156 milhões de mortes pelo Covid-19, enquanto extrapolar linearmente os dados hoje daria um total de 20 milhões de infectados e 1 milhão de mortos. Ou seja, a OMS errou no número de infectados em 130 vezes e no número de mortes em 156 vezes. Além disso, dado que, durante o primeiro semestre, a mídia televisiva mostrou continuamente gráficos com o número de mortes de Covid-19 em todo o mundo, se o vírus em questão tivesse a mesma letalidade da gripe espanhola, os gráficos deveriam ter mostrado que 427.397 pessoas morrendo por dia, número que o Covid-19 teve dificuldade de atingir em cinco meses. Portanto, à luz dos dados apresentados, somos confrontados com duas interpretações. Por um lado, é que a Organização Mundial da Saúde tem um sério problema com o uso de matemática e estatística, o que a levou a cometer um grande erro. Por outro lado, eles fizeram isso de uma maneira totalmente intencional. No entanto, seja qual for o motivo, a questão é que o Covid-19 não é apenas incomparável a gripe espanhola, mas é questionável defini-lo como uma pandemia.
  3. Quarentena e economia De acordo com os números apresentados e os erros mais do que grosseiros cometidos pela OMS nas estimativas que sustentaram suas recomendações, também é importante quanto da queda do PIB mundial é atribuível ao Covid-19 (ou seja, à fraudemia) e quanto atribuível a quarentena, um exercício que faz sentido, pois, além das diferenças entre os diferentes modelos de quarentena implementados no mundo, todos eles foram colocados em algum tipo de quarentena. À luz dos pressupostos da Organização Mundial da Saúde e, especialmente, dos infectologistas que apontaram que a pandemia de Covid-19 seria equivalente à “peste espanhola”, um trabalho econométrico realizado por Robert Barro, José Ursua e Joanna Weng procurou determinar o impacto que teria no crescimento da produção e do consumo, tanto em termos per capita, quanto na taxa de retorno dos títulos do Tesouro e na taxa de inflação no mundo, se a hipótese dos especialistas em Saúde fosse correta. Por sua vez, para estudar o impacto da gripe espanhola (para assimilar posteriormente com o caso Covid-19), o período de análise decorre de 1901 a 1929, onde ocorre o corte na série temporal daquele ano, explicado pela presença da Grande Depressão. A partir disso, para os 42 países que fazem parte do estudo transversal, os valores das mortes fora do período da praga espanhola 1918-1920 e das mortes da Primeira Guerra Mundial 1914-1918 são zerados. Além disso, vale a pena notar que, embora a data de 1901 possa ser um tanto arbitrária, as estimativas a partir de 1870 dão resultados semelhantes. Assim, com base nos resultados econométricos obtidos, os autores do estudo determinam que, se o número de mortes por Covid-19 fosse semelhante ao da peste espanhola, a taxa de declínio no crescimento do produto per capita seria 6%, enquanto no caso do consumo per capita seria de 8%. Por outro lado, se considerarmos que a taxa de crescimento do PIB, para valores menores, pode ser equiparada à soma da taxa de crescimento do PIB/c mais a da população (líquida entre o crescimento natural e o efeito da doença), o PIB mundial mostraria uma retração na taxa de crescimento de 7 pontos percentuais. Portanto, dado que as estimativas da queda na taxa de crescimento de acordo com a estimativa do FMI (usando outra metodologia e analisando país por país) estão na mesma linha do trabalho de Barro-Ursua-Weng, assimilando o Covid- 19 ao caso da gripe espanhola, dado que o vírus mostrou uma letalidade pelo menos 156 vezes menor, a origem da retração é a quarentena e não a fraudemia. Em outras palavras, dado que as mortes por Covid-19 seriam de 0,013% para o mundo inteiro, a taxa de crescimento do PIB per capita deveria ter caído 0,038%. Assim, a quarentena global é responsável por 99,27% da queda do PIB. Se, por sua vez, consideramos a Argentina a principal aluna da OMS, a atrocidade causada pelo governo Alberto Fernández a pedido do grupo de consultores em doenças infecciosas é óbvia. Essa situação se torna muito mais grave quando se considera que, devido à dinâmica global do vírus, o país não apenas teve mais tempo, mas também muito mais informações.
  4. Um remédio pior que a doença Embora esteja claro que o modelo de quarentena teve um efeito devastador na taxa de crescimento mundial, esse erro se torna ainda mais chocante ao considerar os impactos no mercado de trabalho. Nesse sentido, estudos da Organização Mundial do Trabalho estimaram que, durante o primeiro trimestre do ano, 4,5% das horas trabalhadas no mundo foram perdidas, o que implica que 130 milhões de empregos foram perdidos, enquanto, em comparação com uma perda de 10,5 horas durante o segundo trimestre do ano, o número de empregos perdidos atingiu 305 milhões. Ao mesmo tempo, a destruição de milhões de empregos fez com que o salário médio do mundo caísse 60%. Ao mesmo tempo, considerando que 62% dos trabalhadores do mundo trabalham no setor informal e que 47 pontos desses 62 foram impactados significativamente pela quarentena promovida pela Organização Mundial da Saúde, o número de trabalhadores informais abaixo da linha de pobreza no mundo passou de 26% para 59%. Por outro lado, de acordo com as estimativas do Programa Mundial de Alimentos (PMA), juntamente com os resultados derivados do “Relatório Global sobre Crises Alimentares 2020” (preparado em conjunto com a Rede de Informações sobre Segurança Alimentar da FAO e o Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentares), indicou que, antes da chegada do Covid-19, cerca de 135 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar. No entanto, o que se observa é que o desenho da resposta (quarentenas estritas) para resolver os efeitos do vírus chinês confronta os países com um trade-off desafiador entre salvar vidas ou os meios de subsistência. Dessa maneira, salvar vidas do coronavírus, dado o modelo de quarentena, está levando à fome. Em termos concretos, a pesquisa do PAM indica que mais 130 milhões de pessoas serão levadas ao limite da fome, porque o número total de pessoas em insegurança alimentar subirá para 265 milhões de seres humanos. Portanto, com base nisso e de acordo com os estudos do PAM, 300.000 pessoas por dia passarão fome no mundo, por pelo menos um período de três meses, ou seja, cerca de 27 milhões de pessoas passarão fome graças ao modelo de quarentena promovido pela OMS. Em resumo, tudo isso mostra que o remédio está sendo muito pior que a doença.
  5. Quarentena: um crime contra a humanidade Como apontam Ricardo Manuel Rojas e Andrea Rondón García no livro “A supressão sistemática dos direitos de propriedade como um crime contra a humanidade”, o estudo dos tipos de crimes contra a humanidade ou genocídios, de acordo com a definição em convenções específicas ou no Estatuto de Roma, adverte que esses crimes estão fundamentalmente ligados ao exercício de ações sistemáticas e violentas destinadas a eliminar ou suprimir certos grupos. Ao mesmo tempo, vale ressaltar que não apenas a agressão física direta pode constituir um crime contra a humanidade, mas esse objetivo também pode ser buscado e alcançado por meio de ações que não sejam diretamente violentas, como a supressão sistemática dos direitos de propriedade à um nível que impossibilite a subsistência da população. Nesse sentido, podemos ver claramente que a supressão sistemática dos direitos de propriedade pelo Estado implica remover a base de apoio econômico do indivíduo, que enfrenta um dilema existencial. Por um lado, defender sua propriedade enfrentando o avanço expropriador do Estado e que, no final, acabará com sua vida pela fome. Assim, o Estado acabará assassinando-o por um caminho indireto (e cuja transição poderia ser enquadrada como tortura). Por outro lado, a opção de ceder humildemente aos caprichos da hierarquia do Estado e, assim, tornar-se escravo. Portanto, no primeiro caso, o direito à vida é aniquilado, enquanto no segundo, o direito à liberdade. Dentro da lógica dessa análise, os casos mais rigorosos de quarentena, como o da Argentina, levam a um crime contra a humanidade. Assim, quando o Estado impõe quarentena, isso implica a supressão geral do exercício dos direitos de propriedade por grande parte da sociedade civil. Especificamente, o que a medida faz é suprimir completamente a renda das empresas, exigindo que elas continuem pagando impostos, sustentando o mesmo número de trabalhadores e não permitindo a redução de salários – o resultado de tudo isso simultaneamente é que, durante o processo, as empresas primeiro consomem capital de giro e depois usam as economias dos proprietários das empresas, que no final acabará quebrando as empresas e empobrecendo seus proprietários. Nesse sentido, não apenas há enormes danos a todas as camadas da sociedade resultantes da destruição de capital, mas também deixa o setor privado desamparado diante de um governo que está avançando com pretensões totalitárias. Portanto, o impulso de um modelo de quarentena extremamente rígida e por um período exageradamente longo não apenas permite o avanço dos governos sobre a vida da população com pretensões totalitárias, mas também que os governos se tornem verdadeiras máquinas de violação maciça dos direitos individuais e como, nessa tarefa, a violação dos direitos de propriedade é essencial para alcançar os objetivos, essas ações são alcançadas por várias das cláusulas do Estatuto de Roma e pelas leis internas que adotaram.
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2020.07.23 10:44 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt2

DIREITO
Não sou muito fã de livros de Introdução ao Estudo do Direito, mas, caso seja de interesse de alguém que nunca ouviu falar no assunto, antes de partir para os estudos específicos do Guia de Estudos, sugestões possíveis são Introdução ao Estudo do Direito (Paulo Dourado) e Lições Preliminares de Direito (Miguel Reale). De todo modo, acho desnecessário para o concurso. Você não precisa saber essas teorias iniciais, para passar ao que, de fato, cai nas provas.
- Manual do Candidato: Noções de Direito e Direito Internacional Público (Alberto do Amaral Junior) – não li. Não é indispensável e há leituras mais interessantes. De qualquer modo, não diria que é desprezível.
- Direito Internacional Público (Rezek): é, praticamente, a bíblia da prova de Direito. Além de ser o livro mais importante para a prova de Direito Internacional Público (DIP), é, entre os livros que citarei de DIP, o mais curto e com as letras maiores (depois de meses lendo letras miúdas, isso é uma bênção). Se você estiver lendo outro manual de DIP e encontrar alguma coisa que vá contra o que o Rezek disse, atenção: não desconsidere o Rezek. Os dois argumentos podem ser contrapostos, por exemplo, em uma questão de terceira fase (para a primeira fase, normalmente, evita-se esse tipo de questão que dá margem a confusões). Um professor de cursinho gostava de falar que “in dubio pro Rezek”. A única exceção é a consideração do indivíduo como sujeito de DIP (Rezek não o considera), que é praticamente consensual para a banca. Sobre isso, vide a referência a Cançado Trindade abaixo.
- Manual de Direito Internacional Público (Accioly): muitos adoram e falam muito bem, mas vejo alguns problemas. Em primeiro lugar, de ordem prática: o livro possui excessivas citações e referências históricas e de autores, o que é muito bom para quem deseja conhecer a fundo determinado assunto de DIP, buscar outras fontes etc., mas é (pelo menos eu acho assim) péssimo para alguém que está estudando com a cabeça voltada para a aprovação no concurso. Obviamente, o livro tem seus méritos, e há coisas nele que não há no Rezek, por exemplo, mas não o considero a melhor opção para os estudos para o concurso. Se tiver de escolher entre Rezek ou Accioly, eu sugeriria o Rezek. Se eu tivesse tempo para ler os dois, eu não leria o Accioly e o substituiria pelo Portela, indicado abaixo (sempre conferindo os conteúdos, obviamente, com o Guia de Estudos).
- Introdução ao Direito Internacional Público (Alberto do Amaral Júnior): não muito extenso, bom complemento ao Rezek. Em algumas partes, é até melhor que o Rezek. Pode valer a pena dar uma olhada, apesar de não ser indispensável.
- Direito Internacional Público e Privado (Paulo Henrique Gonçalves Portela): não conheço o livro, mas ele foi indicado por um professor de cursinho para o IRBr. O professor falou que o livro é excelente, mas ele estava esgotado na editora. Em 2011, lançaram nova edição, que já está disponível para a compra, mas não cheguei a ter acesso a ela. De todo modo, esse professor é ótimo e tem uma “filosofia pragmtica” muito próxima { minha, ent~o confio nas recomendações dele.
- International Law (Malcolm Shaw): não li, mas já recebi boas indicações a respeito. Está disponível para download no “REL UnB”.
- Direito Internacional Público (Nguyen Quoc, Patrick Dailler e Alain Pellet)
- Documento “Atos Internacionais – Prática Diplomática Brasileira – Manual de Procedimentos” (Alessandro Candeas): curtíssimo documento sobre a celebração de atos e de acordos internacionais no Brasil (disponível para download no “REL UnB”).
- Artigo “Efetividade do Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio: uma análise sobre os seus doze primeiros anos de existência e das propostas para seu aperfeiçoamento” (Marcelo Dias Varella): ótimo artigo. Responderia a uma quest~o da terceira fase de 2010 e a uma (ou quase uma) de 2011.
Quanto ao Direito Internacional Privado (DIPri), não estudei em nenhum livro. Como tive aula sobre isso no cursinho, fiquei apenas com minhas anotações de aula mesmo. Por não conhecer o livro do Portela, não sei dizer se é suficiente, mas a parte de DIPri que é preciso saber para a prova não é muita coisa: ler a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (antiga Lei de Introdução ao Código Civil) – artigos 7º ao 11; 15; 17 – e a RES STJ 09/05 – artigos 5º e 6º - já é um começo. Para completar, procure algum artigo curto que trabalhe bem esses temas na internet, não deve ser difícil de encontrar.
- O Direito Internacional em um Mundo em Transformação (Cançado Trindade): recebi boas indicações, mas não passei nem perto, por falta de tempo e por pragmatismo, já que tem mais de mil páginas.
- Coletânea de Direito Internacional (Valerio Mazzuoli): essa obra reúne dezenas dos tratados internacionais mais importantes. Muito útil e prático (bem melhor que ficar procurando tudo na internet), com índice de assuntos, índice temático e índice cronológico (o que facilita bastante os estudos). Usei bastante como livro de consulta (em diversos momentos, será importante saber alguns artigos e capítulos especiais de certos tratados, como discutido abaixo) e recomendo fortemente.
Especialmente, para a terceira fase, para complementar suas respostas, decorei os principais artigos, incisos, recursos extraordinários e leis de importantes documentos referentes ao Direito Internacional: Carta da ONU (art. 1º; art. 2, §4º; cap. VI; cap. VII; art. 33, 39, 41, 42, 51), Estatuto da CIJ (art. 38), 4 Convenções de Genebra (art. 3º comum), Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (art. 1º), Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados (artigos 27 e 46), Protocolo de Ouro Preto (art. 34), Constituição da República Federativa do Brasil (art. 4º; art. 5º §2º, 3º e 4º; art. 12; art. 21, incisos I e II; art. 49, inciso I; art. 84, incisos VII e VIII), RE 80.004/77; Lei 6.815/1980; Lei 9.474/1997; RE 466.343/SP. Pode parecer muito, mas, durante os estudos, você verá que não é. Acho que todos esses são importantíssimos e fundamentais para qualquer prova de Direito Internacional. Ao longo de seus estudos, complemente a lista com outros que você julgar importantes (todos os que usei em meus estudos e decorei para a prova estão aí).

>> DIREITO INTERNO

Não costuma cair frequentemente na primeira fase (cai em alguns anos, em outros não cai nada), por isso alguns não dão muita atenção ao Direito Interno. De qualquer forma, é item do Guia de Estudos e não pode ser deixado de lado. Na terceira fase, pode cair indiretamente, misturado a elementos de Direito Internacional (especialmente, Direito Constitucional Internacional).
- Sinopses Jurídicas nº 17 e 18 (editora Saraiva)
- Direito Constitucional Descomplicado (Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino): acredito ser ótima alternativa para o estudo de Direito Constitucional. Esqueça manuais de Direito Constitucional (como o gigantesco do Gilmar Mendes, por exemplo), eles são pouco práticos. Além disso, não precisa ler o livro todo, siga os itens pelo edital. Mesmo o livro do Alexandrino terá muitas coisas que não são tão importantes para o CACD. Conhecer as questões de Direito Interno que caíram nas provas anteriores é fundamental para saber ponderar o que é útil e o que não é.
- Direito Constitucional Esquematizado (Pedro Lenza): já me falaram que é melhor que o Direito Constitucional Descomplicado, mas só descobri isso depois, quando já havia comprado o Alexandrino. De qualquer forma, ambos são válidos (repito: confira os tópicos com o Guia de Estudos, senão vai estudar muita coisa à toa).
Quanto ao Direito Administrativo (DA), recomendaram-me o livro da Maria Sylvia Zanella Di Pietro, e estudei por ele, mas não sei se é o ideal. Já me recomendaram, também, os livros de DA de Carvalho Filho e de Celso Antônio Bandeira de Mello, mas não os conheço. Os tópicos de DA do edital são bem específicos (princípios constitucionais da administração pública, controle de legalidade dos atos da administração e responsabilidade civil do Estado), então acho que dá para estudar esses itens específicos ou por bons artigos jurídicos disponíveis na internet ou por qualquer manual de DA, selecionando esses tópicos essenciais. Procure algum manual de DA em bibliotecas e veja o que mais lhe agrada quanto a esses tópicos, que são curtos e fáceis (em uma ou duas páginas, você faz um resumo bom dessa matéria). Na internet, h vrios “resumões de Direito” que podem ajudar nos estudos, especialmente, em DA. Disponibilizei alguns a que tive acesso no “REL UnB”. Reitero a necessidade de conferir os itens com o Guia de Estudos. H muita coisa de DA que é desnecessria (no “Resum~o de DA” que disponibilizei no “REL UnB”, basta ler os itens 3, 6, 10, 12 e 15).
- “Constituição Federal de 1988”: não vai querer decorar a CF toda, porque não adianta nada. Se você souber todos os artigos e incisos dela indicados acima, acho que já conseguirá responder às questões de Direito Internacional que envolverem o tema. Para Direito Administrativo e para Direito Constitucional, acho que não precisa saber nenhum artigo da CF de cor, basta estudar a teoria mesmo (vale dizer que, nos concursos de 2010 e de 2011, não foi cobrado praticamente nada de Direito interno).
ECONOMIA
- Manual do Candidato: Economia (Carlos Paiva e André Cunha): achei não prático e não objetivo em muitas partes e acho que, para alguém não iniciado em Economia, será grande perda de tempo. Por outro lado, é tão incompleto em outras partes que, para alguém já iniciado em Economia, também será perda de tempo. Em resumo: não recomendo a ninguém, com uma ressalva: não li a parte de História Econômica do Brasil no manual, então não posso dizer nada a respeito. Já vi professores recomendarem o capítulo 8, mas não li.

>> MICROECONOMIA, MACROECONOMIA E ECONOMIA INTERNACIONAL

Os três manuais básicos de Economia são:
- Introdução à Economia: Princípios de Micro e Macroeconomia (Mankiw): a recomendação dada por um professor, em uma sugestão que li na internet, é que, na 3ª edição, os capítulos recomendados são: 3 a 9, 14, 15, 18, 21, 23, 24, 29, 31, 33 a 35.
- Economia (Samuelson e Nordhaus)
- Manual de Economia – equipe de professores da USP (org. Pinho e Vasconcelos)
O Mankiw é o mais tradicional e o que conheço melhor. Já ouvi alguns dizerem que preferem o manual do Samuelson ao do Mankiw, mas não o conheço. Se você tiver acesso às duas obras (são figurinhas carimbadas em bibliotecas universitárias) e não estiver satisfeito com uma, tente a outra. De qualquer forma, o Mankiw deve atender bem a suas necessidades. Com relação ao manual dos professores da USP, alguns (principalmente os menos familiarizados com Economia) costumam reclamar quanto a algumas partes em que se aprofunda demais em certos temas que podem parecer incompreensíveis para alguns. Não usei nenhum dos três manuais em minha preparação, pois não estudei essa parte da Economia, que já sabia à exaustão, mas os três são válidos. Escolha o que mais lhe agradar e, caso tenha problemas com algum tema específico, procure em outro. Tenho as versões em “pdf” de todos e disponibilizei-as para download no “REL UnB” (as versões digitalizadas do Mankiw e do Samuelson são em inglês). Não custa repetir: não leia os manuais integralmente! Acompanhe a matéria com o programa discriminado no Guia de Estudos, ou você perderá precioso tempo.
Para quem é de Brasília, sugiro as apostilas de Introdução à Economia da UnB (para adquiri-las, entre em contato pelo site http://www.unb.bface/eco/inteco/). As apostilas não contemplam toda a matéria exigida no concurso, mas podem servir de base para aqueles que estão iniciando seus estudos. Sugiro buscaaprofundar, no mínimo, os seguintes temas além da apostila: teoria da firma e tipos de mercado, teoria do consumidor, contabilidade nacional, multiplicador monetário (não confundir com o bancário), meios de pagamento, oferta e demanda agregadas e Economia Internacional (veja as indicações de Krugman e Obstfeld/Dornbusch e Helmers abaixo). A parte de economia brasileira das apostilas é de caráter bem introdutório e superficial, o que torna indispensável a leitura de toda a matéria em outras fontes (ver indicações abaixo). Além disso, a prova de terceira fase de 2011 provou que é indispensável saber correlacionar os conceitos econômicos aprendidos na matéria com as circunstâncias econômicas globais contemporâneas. Por esse motivo, vale dizer que é muito importante ficar atento aos noticiários econômicos.
- Economia Sem Mistérios (Matthew Bishop): segundo recomendações, bom livro para conceitos de Economia.
- Microeconomia: Princípios Básicos (Hal R. Varian): esse livro não é indicado para quem não possui conhecimentos de Economia Quantitativa. Há, obviamente, muita coisa desnecessária ao concurso (no concurso de 2011, por exemplo, não serviu para absolutamente nada). Passei o olho no livro de maneira rápida, selecionando as partes que se encaixam no conteúdo pedido no CACD (no fim das contas, não é muita coisa). De modo geral, não recomendo estudar por ele (não é todo mundo que está familiarizado com a linguagem matemática de Economia). Fica a sugestão apenas para aqueles que estiverem mais confortáveis com os números (com a observação de, como eu disse, selecionar apenas as poucas partes do livro que são relevantes para o concurso – ter uma noção do que já foi cobrado nos anos anteriores é fundamental para isso).
- Contabilidade Social: a Nova Referência das Contas Nacionais do Brasil (Carmen Feijó): segundo o Guia de Estudos antigo, os capítulos recomendados são: 3 e 5.
- “Estrutura do Sistema de Contas Nacionais” (IBGE) e “Notas Metodológicas do Balanço de Pagamentos” (Banco Central do Brasil): texto curtos e técnicos, mas bastante importantes (os dois textos est~o disponíveis para download no “REL UnB”).
Estudei Contabilidade Nacional apenas por uma folha de fórmulas que xeroquei de um amigo que fez Economia em um cursinho preparatório. De todo modo, se você fizer as provas anteriores (da primeira e da terceira fases), verá quais são as identidades contábeis comumente cobradas no concurso. No “REL UnB”, disponibilizei algumas tabelas de fórmulas de Contabilidade Nacional que encontrei na internet.
Para os itens “teorias clássicas do comércio, vantagens absolutas e comparativas e pensamento neoclssico” e “comércio internacional, efeitos de tarifas, quotas e outros instrumentos de política governamental”, recomendo Economia Internacional: teoria e política (Krugman e Obstfeld), capítulos 1 a 4, 8, 9. Nos capítulos 2 a 4, não dê muita atenção às partes com fórmulas/gráficos, que, para quem não é muito familiarizado com Economia e com Matemática, podem parecer incompreensíveis. O importante, aqui, é entender apenas quais são os principais fundamentos das teorias clássica e neoclássica (esta última entendida como o modelo Heckscher-Ohlin) de comércio internacional. Agora vem a dica de ouro: para os capítulos 2, 3 e 4, leia apenas o a parte “Resumo”, ao final dos capítulos, que contém todas as informações teóricas necessárias para o entendimento das teorias em questão [com a única exceção de, no capítulo 2, ler as duas primeiras páginas (até o final do item “O conceito de vantagem comparativa”) e as duas últimas (do item “Evidências empíricas do modelo ricardiano” até o final)]. Quanto ao capítulo 8, aí, sim, é necessário entender os gráficos e os cálculos empregados (que não são nem um pouco difíceis), pois já foram objeto de questões do CACD em anos anteriores (como na primeira fase de 2009). Os capítulos 1 e 9 são predominantemente descritivos, de leitura fácil e rápida. Em resumo:
· Capítulo 1: ler integralmente;
· Capítulo 2: ler apenas as duas primeiras páginas, as duas últimas e o resumo;
· Capítulos 3 e 4: ler apenas os resumos;
· Capítulos 8 e 9: ler integralmente.
Por fim, algumas partes de Economia Internacional também podem ser encontradas no livro Economia Aberta: Instrumentos de Política Econômica nos Países em Vias de Desenvolvimento (Dornbusch e Helmers). O livro não é próprio para iniciantes (requer conhecimentos sólidos de Introdução à Economia), mas, para os já iniciados, recomendo fortemente. A obra trata desde conceitos iniciais (taxa de câmbio, balanço de pagamentos e política comercial) até história econômica (evolução do sistema financeiro internacional, abertura comercial nos países latino- americanos). Li apenas na graduação, não para o concurso. De todo modo, se tiver tempo, acho que pode ser uma leitura interessante (pelo que me lembro, gostei bastante quando li).
ECONOMIA BRASILEIRA
A seguir, uma série de recomendações de livros de Economia Brasileira15
15 Se sua memória não está muito fresca quanto à história brasileira a partir de meados do século XIX, sugiro começar a estudar a parte de Formação Econômica do Brasil após haver estudado (ou, ao menos, após uma passada mais geral nos temas de) História do Brasil. Acho mais fácil entender, primeiramente, a história, para, depois, entender a história econômica. Além disso, são necessários, pelo menos, conhecimentos básicos de Economia, para estudar Economia Brasileira. Acho importante, se você não teve nenhum contato com Economia ainda, começar com a parte de Economia (Microeconomia, Macroeconomia e Economia Internacional), para, depois, preocupar-se com Economia Brasileira. Enfim, mera sugestão.
- Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também recomendado para as disciplinas de História do Brasil e de Português (embora com enfoques diferentes). Não li nada para o concurso, e acho que não perdi nada em termos práticos.
- Economia Brasileira Contemporânea (Giambiagi), Economia Brasileira Contemporânea (Gremaud) e Formação Econômica do Brasil (Gremaud): todos foram recomendados, mas não li nenhum para o concurso. Como já disse anteriormente, fiz a parte de Economia Brasileira da prova apenas com minhas anotações de aula da disciplina homônima que cursei na UnB.
- A Ordem do Progresso: Cem Anos de Política Econômica Republicana, 1889-1989 (Marcelo de Paiva Abreu): muitos acham o livro de difícil leitura. Não cheguei a lê-lo para o concurso (havia lido apenas na graduação, já não me lembro muito bem do que achei). Acho que até mesmo o resumo disponível no “REL UnB” pode ser complicado. De verdade, em termos práticos, não sei se vale muito a pena.
- A Economia Brasileira (Baer): também uma opção, embora não indispensável.
- Formação Econômica do Brasil: a Experiência da Industrialização (Versiani e Mendonça de Barros): ler “A Industrializaç~o Brasileira Antes de 1930: Uma Contribuiç~o”.
- Pensamento Econômico Brasileiro (Ricardo Bielschowsky): segundo a bibliografia indicada no Guia de Estudos antigo, os capítulos recomendados são: 2, 9, 10 e 11. Não tenho o livro e não li todos esses capítulos, apenas reproduzo a sugestão (na verdade, só li uma parte do capítulo 3).
Sobre o pensamento econômico de Celso Furtado, incluído no Guia de Estudos de 2011, há, por exemplo, o artigo “Celso Furtado e o pensamento social brasileiro”, de Bernardo Ricupero (disponível para download no “REL UnB”) e o livro de Ricardo Bielschowsky (eu li apenas o “Cap.
III.4 – O Pensamento Desenvolvimentista - O Setor Público: Desenvolvimento Nacionalista”; disponibilizei meu fichamento no “REL UnB”).
- Notas de Aula – UVB: encontrei, na internet, as notas de aula de uma faculdade virtual (UVB) das disciplinas Formação Econômica do Brasil (1500-1930), Economia Brasileira (a partir de 1930) e Comércio Internacional. Compilei as notas e disponibilizei para download no “REL UnB”. Apesar de as notas serem, às vezes, um pouco superficiais, acredito que são boa introdução geral aos temas de Economia Brasileira (ou, ainda, boa revisão geral, depois de já ter estudado). Obviamente, é necessário ponderar, de acordo com o edital, o que é útil e o que não é. As notas de Formação Econômica do Brasil, por exemplo, são muito grandes, mas, conferindo no edital, você verá que só cai História Econômica Brasileira a partir do século XIX (nas notas de Formação Econômica Brasileira, destaco os capítulos 11, 12, 13 e 15). O mesmo vale para o arquivo de notas de Comércio Internacional (ler apenas capítulos 2 a 7). Para Economia Brasileira, sugiro os capítulos de 1 a 10.
Para quem desejar treinar um pouco com exercícios de Economia Brasileira, sugiro, além das provas anteriores do CACD (obviamente), as provas da ANPEC (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia). Não tente fazer as provas das outras disciplinas, achando que estará estudando para o concurso, porque as matérias cobradas no exame da ANPEC de Microeconomia e de Macroeconomia, por exemplo, são muito mais avançadas e requerem cálculos muito mais elaborados que o CACD exige. Faça uso, portanto, apenas das provas de Economia Brasileira (são muitas: há, no site da ANPEC, as provas desde 1990). Fazer todas as provas de 1990 até hoje tomará, com certeza, bom tempo de sua preparação. Não fiz nenhuma por falta de tempo mesmo, mas talvez valha mais a pena selecionar duas ou três provas de Economia Brasileira e tentar fazer, como sondagem de suas maiores dificuldades. As provas anteriores podem ser encontradas no site da ANPEC, http://www.anpec.org.bexame.htm (menu à direita).
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2020.07.03 00:58 Dehast Resultado da pesquisa no /r/BeloHorizonte!!

Os resultados já estão aqui, galera. Tivemos 37 respostas no total.
A demografia do nosso subreddit parece ser bem próxima ao que acontece no Reddit, em geral. 91,8% dos inscritos que responderam têm entre 19 e 35 anos. São 45,9% abaixo de 25 anos e 45,9% acima dos 25 anos.
Alguém comentou na pesquisa um problema, e depois reparei outro: o primeiro é que apenas a faixa de 19 a 25 anos conta com 6 idades, e de 14 a 18 conta com 4. As outras contam com 10, o que poderia causar um problema na visualização adequada da distribuição de idade. Também incluí os 25 anos em duas opções diferentes, o que era o segundo problema. Quando chegarmos a 5.000 belohorizontinos, faço essa parte melhor :)
A maior parte do /BeloHorizonte é do sexo masculino, segundo quem respondeu, um total de 83,8% de homens. Do sexo feminino temos 13,5%, e por fim, 2,7% não quiseram responder.
Sexualidade: 75,7% do subreddit é heterossexual, 13,5% é bissexual, 8,1% é homossexual e 2,7% é pansexual.
Somente 27% dos nossos inscritos estão na Região Metropolitana. Do total, 21,6% vivem dentro da Av. do Contorno e 51,4% vivem além da Av. do Contorno, mas dentro do perímetro da cidade.
81,1% aprovam a gestão de Kalil em relação à pandemia do Covid-19. 45,9% dos participantes aprovam a gestão de Kalil em questões gerais para Belo Horizonte. 5,4% não souberam responder.
13,5% desaprovam a gestão de Kalil quanto ao coronavírus. 18,9% passam a desaprová-lo quando se trata da gestão em geral. 35,1% não souberam responder.
Dentre as questões importantes da cidade, o que os belohorizontinos mais querem resolvida é a questão do Transporte Público (37,8%). Em seguida vem a Educação Pública (24,3%), e com menos votos estão a Saúde Pública (13,5%), o Trânsito (10,8%) e a Segurança Pública (10,8%).
89,1% dos participantes gostam das notícias postadas /BeloHorizonte. No entanto, 40,5% gostariam que mais fontes e conteúdo fossem postados. 10,8% não gostam das notícias postadas. Se possível, façam sugestões para eu correr atrás ;)
A seguinte pergunta do formulário queria saber qual conteúdo vocês gostariam de ver mais aqui no subreddit. No início, cada um só podia marcar uma resposta, mas atendendo à sugestão de um dos participantes de permitir que mais de uma opção foi selecionada, eu mudei o modelo no formulário. Sendo assim, não se assustem se a soma das porcentagens não der 100%.
54,1% dos participantes pediu por mais AMAs no /BeloHorizonte. 37,8% querem ver mais memes. 35,1% acham que faltam fotos no subreddit. 21,6% gostariam de ver mais vídeos. 16,2% pediram mais notícias. 2,7% pediram por mais discussões entre os usuários.
62,2% das pessoas chegaram aqui buscando pelo nome da cidade como Subreddit. Que bom que tem mais gente chegando na plataforma! Se quiserem conhecer mais das comunidades em português, fiz esse tópico com quase todos os que estão disponíveis. 13,5% encontraram a gente no MultiReddit do /brasil. 10,8% viram o subreddit publicado em outra comunidade. 5,4% receberam indicação de amigos. 8,1% encontraram o /BeloHorizonte de outras maneiras.
Dentre as avaliações da moderação, 40,5% a consideraram ótima e 43,2% acham que está boa. Muito obrigado! :) 13,5% acha que a moderação está na média, e 2,7% a consideram péssima. Espero poder melhorar junto com vocês daqui pra frente.
Como disse lá em cima, quando chegarmos a 5.000 faço mais uma dessas, que tal? Parece um bom número para voltar a conhecer vocês melhor. Logo comento esse tópico com as imagens dos gráficos. Abraços a todos!
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2020.06.22 18:10 O_Darwinista Exercícios Prismas - Gabarito Comentado ( 1 ao 8 )

Exercícios Prismas - Gabarito Comentado ( 1 ao 8 )

https://preview.redd.it/vc5yqi56zg651.png?width=397&format=png&auto=webp&s=f71a479ba86ad6726dbcee38345ed787133486a4
https://preview.redd.it/a28hy69azg651.png?width=401&format=png&auto=webp&s=fd72756db82859d1e1fdd63b936b2509ffbea63a
Volume do vaso cheio: 40 * 35 * 50 = 70.000 cm3
Metade do volume será de água: 35.000 cm3
A outra metade será de pedras: 35.000 cm3 / 100 cm3 = 350 pedrinhas. Letra C.

https://preview.redd.it/2fk3dewuzg651.png?width=407&format=png&auto=webp&s=269aff36f85e054742dc86e4cfe403cffa94779b
https://preview.redd.it/052y215xzg651.png?width=392&format=png&auto=webp&s=bfb3a7db49807492c10582559b014c4b2a504fbf
https://preview.redd.it/71x2j3ayzg651.png?width=393&format=png&auto=webp&s=5c14d289a27868f316ebcee2e39433853231039e
Largura 40% maior: 3 + 1,2 = 4,2 m
Comprimento 20% menor = 7 - 1,4 = 5,6 m
Modelo II, Letra B.

https://preview.redd.it/qkm6f8nd0h651.png?width=412&format=png&auto=webp&s=ee5fe2b6db18796a7e8d967bb5361517cb27a2fb
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https://preview.redd.it/vr9sk17h0h651.png?width=410&format=png&auto=webp&s=0249c68bdd9476dd5dedf109674fb3420ac9fd71
Calculando o volume da laje: 0,05 * (8 * 8 + 7 * 3 + 5 * 3) = 0,05 * (64 + 21 + 15) = 0,05 * 100 = 5 m3
Letra C.

https://preview.redd.it/wegvnwe61h651.png?width=410&format=png&auto=webp&s=b0c78e15714a7d58fec368ba3d539d21dc62c99f
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Calculando o volume de cada lote: 20 * 20 * 30 = 12.000 cm3
Calculando o volume de cada caixa: 40 * 40 * 60 = 96.000 cm3
Calculando quantos lotes cabem por caixa: 96.000 / 12.000 = 8 lotes
Calculando o número de caixas necessárias para todos os lotes: 100 / 8 = 12,5 -> 13 caixas.
Letra C.

https://preview.redd.it/2ukqftw22h651.png?width=405&format=png&auto=webp&s=7467dce01c244c6f2425fb41cc33ad6873e8d5a4
https://preview.redd.it/4g96gn842h651.png?width=397&format=png&auto=webp&s=85d8d6e1121371c345b4acdf9429de986255157e
Calculando o volume total de chuvas por metro quadrado / ano:
100 + 100 + 300 + 100 + 50 + 50 = 700 litros / m2
Calculando o total de chuva que cai no teto da casa: 8 * 10 * 700 = 56.000 l ou 56 m3
Calculando o volume do reservatório: 4 * 2 * h = 56 -> h = 7m
Letra D.

https://preview.redd.it/jgniigyh3h651.png?width=392&format=png&auto=webp&s=2e368a748dd36acb5af5e0cca712b73c772177ac
Calculando o volume total da piscina: (1,7 - 0,5) * 3 * 5 = 1,2 * 15 = 18 m3 ou 18.000 litros
Calculando a quantidade de produto: 18 * 1,5 = 27 ml
Letra B.

https://preview.redd.it/brp5lc154h651.png?width=395&format=png&auto=webp&s=8d56863efb7e5ef9ebd3593e7a1434516c583907
https://preview.redd.it/05r0bj674h651.png?width=413&format=png&auto=webp&s=8864c362b252a53f7912ed361c63a22504fdadf8
https://preview.redd.it/dfbn59p84h651.png?width=400&format=png&auto=webp&s=d51ea6bffee0d4dc2b2ed35e7e2a628b85ed405c
Podemos identificar o sólido acima como prisma observando que:
  • Possui bases triangulares iguais em planos paralelos. (Prisma triangular)
  • Possui angulação das arestas laterais com o plano da base de 90 graus. (Prisma reto)
A - O tetraedro é um poliedro que não possui bases em planos paralelos.
B - Uma pirâmide possui uma base e um vértice, onde as arestas laterais se encontram.
C - O tronco de uma pirâmide retangular possuiria duas bases retangulares e quatro bases em forma de trapézios.
D - Os prismas são nomeados de acordo com o polígono que forma suas bases. Os retângulos do prisma acima são as arestas laterais, pois não estão em planos paralelos.
Letra E.

https://preview.redd.it/tm3og1135h651.png?width=406&format=png&auto=webp&s=54cb2fe4b3ee7d7ea0a54a1d453cd558aa95664b
Calculando o volume total do paralelepípedo: 25 * 10 * 8 = 2000 cm3
Calculando o volume total de cubos que cabem na caixa: 2000 / 0,5 = 4000 cubos
Calculando o tempo para os cubos preencherem o paralelepípedo:
2^x = 4000
x . Log2 = Log4000
x . 0,3 = Log2 + Log2 + (3* Log10)
x . 0,3 = 0,3 + 0,3 + 3
0,3 x = 3,6
x = 12 minutos.
Letra A.
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2020.05.17 06:23 Sait22 Estratégia de Valuation conservadora

A formula de Gordon é uma formula simples pra se avaliar empresas, porém não funciona com empresas que não distribuem dividendos, uma alternativa é o uso do modelo de fluxo de caixa descontado, porém esse modelo conta com um grave problema, prever os fluxos de caixa futuros que é extremamente sensível as taxas de crescimento aplicadas no modelo. O meu exercício é uma estratégia extremamente defensiva que parte do principio: Qual seria o preço de uma empresa sem crescimento?
Exemplo:
Ambev possui cerca de 15,7 bilhões de ações no mercado e teve um fluxo de caixa livre de 13,3 bilhões em 2019 ( https://fundamentei.com/babev ), isso da cerca de 0,85 de caixa livre para cada ação da empresa. Vou considerar a taxa de desconto igual a CAPM = 8 + 0,46 (3,5) = 9,6; beta ( https://m.br.investing.com/equities/ambev-pn ) e o prêmio e taxa de juros me basei neste paper http://www.anpad.org.bperiodicos/arq_pdf/a_1237.pdf.
Isso daria algo em torno de R$ 0,85/0,096 = R$ 8,85
O que esse número significa? Se a Ambev tiver um crescimento nulo na perpetuidade ( estado estacionário ) trazendo a valor presenta ela valeria em torno de R$ 8,85. A questão é que a empresa pode ter taxa de crescimento crescentes por n anos e depois estabilizar na perpetuidade, ou crescer, estabilizar, crescer, cair e um infinito numero de movimento enquanto a empresa existir, ou seja, é difícil prever. Mas o pulo do gato é o seguinte, ela sem crescimento vale R$ 8,85 se você acredita que ela irá crescer ela vale então R$ 8,85 + Crescimento ( 0 < g < ∞), como você não sabe quanto ela irá crescer mas acredita que ela irá crescer, você poderia assumir que ela vale mais que R$8,85, esta expectativa seria a sua margem de segurança.
ps. Este post é focado em valuation especificamente.
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2020.04.24 18:19 HairlessButtcrack Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
(Limite de Caracteres continua nos Comentários)
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2020.04.15 23:29 Cypher_Hasher Plano A para o Coronavirus

[12:01 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: https://medium.com/@curtis.yarvin/plan-a-for-the-coronavirus-7db3997490c1
Sinto que você irá apreciar a argumentação
[1:24 PM, 4/6/2020] Hermes: To lendo aqui, é muito grande
[1:27 PM, 4/6/2020] Hermes: Mas concordo que as democracias ocidentais não estão preparadas para enfrentar a situação, igual a China fez
[1:29 PM, 4/6/2020] Hermes: So o tempo que demora para se tomar uma decisao ja é prejudicial demais, depois ainda tem que impor uma fiscalização efetiva, e as decisoes tomadas ainda podem ser suaves demais na eficacia
[2:28 PM, 4/6/2020] Hermes: Essa parte do reset em wall street é meio furada, por varios motivos. É a mesma coisa que impor o prejuizo aos investidores... Tem muitos impactos, mas alem disso exige uma capacidade estatal que governo nenhum tem, como ele mesmo ressaltou.
[2:29 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: E o que você achou das retóricas dele sobre substituir ignorância invés de lidar com ela
[2:31 PM, 4/6/2020] Hermes: Ta em qual parte isso?
[2:48 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: mais ao final
[2:48 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: The right organization for a Coronavirus Authority starts with an experienced CEO who has taken a company from the garage to three commas. We are not starting from nothing — just from incompetent. Palo Alto has no idea how to reform incompetence. No one does. All we can do is replace it — starting, literally, with one person.
[2:51 PM, 4/6/2020] Hermes: Cheguei la agora
[3:10 PM, 4/6/2020] Hermes: É um argumento problematico... Toda autoridade se baseia na legitimidade, a de um presidente vem de um cargo eletivo (não da popularidade), o de um rei vem da religião, se fosse feito uma CVA, que em outros termos seria aceitar uma ditadura, de onde vem a legitimidade de um CEO do vale do silicio para comanda-la? Por que nao simplesmente fechar o congresso e deixar o presidente decidir tudo? É problematico não só pq a ideia de uma autoridade total assuste as pessoas, mas pq a escolha dessa autoridade pelo autor do texto é enviesada
[3:12 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Sim, ele trata do conceito de ditadura ao final, mas não de autoridade.

Autoridade vem da ligitimidade percebida no liderar
[3:12 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: (no meu entendimento)
[3:12 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Só que tem um problema que eu não consigo resolver na minha cabeça, antes desse que você levantou
[3:13 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: As pessoas que temem 'autoridade total' são poucas - eu percebi que a maioria das pessoas com quem eu converso não conseguem sequer debater o conceito de autoridade
[3:13 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Nossas sociedades me parecem depender de rituais que marquem quando uma coisa acaba e termina
[3:13 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Afinal é muito difícil mensurar o fracasso ou sucesso de uma CVA
[3:13 PM, 4/6/2020] Hermes: Liderança não é necessária quando se tem autoridade. Inclusive, o perfil de gestores de grandes corporações está mais próximo de ditadores do que de lideres
[3:14 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: É algo que os ritos 'resolvem' - não tanto resolvem de fato como pacificam
[3:14 PM, 4/6/2020] Hermes: Autoridade é o cargo, liderança é a capacidade de motivar pessoas
[3:18 PM, 4/6/2020] Hermes: Na China o governo pode te pegar numa blitz, ver que vc esta infectado e te separar da familia. Não tem liderança nenhuma ai. No Brasil alguns governantes ficam tentando agradar gregos e troianos, ser menos drasticos, valorizar popularidade e aprovação, isso é medir sua capacidade de liderança
[3:20 PM, 4/6/2020] Hermes: Quando vc convence varias pessoas a fazerem uma manifestaçao a favor do seu governo em plena pandemia, isso é um sinal claro de liderança. Quando seu ministro te contraria em todas as falas que ele faz, isso é um sinal claro de falta de autoridade
[3:20 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Bem, aqui eu argumentaria pedindo uma definição mais precisa.

Eu não acredito que a autoridade como cargo tenha sobrevivido à era da iformação.

Eu acredito que ela não tenha mais valor: mesmo a hierarquia dentro das grandes corporações tem perdido efetividade, e as corporações ágeis, da era da informação digital (note que eu divido a era da informação aqui, a era da informação começou há décadas), são muito mais flat e baseadas em resultados: nelas, CEOs muitas vezes delegam tarefas de altíssima responsabilidades a pessoas que no papel estão muitos degraus abaixo deles, por quesito de perícia e resultados recentes deles próprios por exemplo, em lidar com certos incidentes.

Acho que mais que nunca a liderança não apenas é necessária, mas fundamental, quand…
[3:21 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: O seu ministro tem falha na autoridade ou você?
[3:22 PM, 4/6/2020] Hermes: Você (o governante)
[3:24 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Pois é, na minha interpretação, sem treinamento de ciência política, eu tinha entendido que na realidade atual a badge, o distintivo, perdia força sem liderança
[3:24 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: por isso a ocorrência desse fenômeno
[3:24 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: do ministro te 'desautorizar'
[3:27 PM, 4/6/2020] Hermes: Não lembro qual teoria da administração de RH faz essa distinção de perfis (nunca gostei muito de RH), mas basicamente: lider é carismático, descentralizador, motiva a equipe; o ditador (ou chefe, nao lembro o termo) se baseia no conhecimento técnico, centralizador, controla a equipe
[3:30 PM, 4/6/2020] Hermes: Tem uma pesquisa com alguns CEOs de companhias abertas que compara crescimento do lucro em relação aos perfis, e o ditador ganha. Na epoca que eu estudei isso o mundo era diferente, claro. Provavelmente hoje seja diferente.
O ponto é que liderança é dificil quando se tem varias posiçoes de conflito.
[3:31 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Mas então como se resolve o problema da democracia quando muita gente não vê mais legitimidade na Presidência nem no cargo eletivo?
[3:32 PM, 4/6/2020] Hermes: Essa é a pergunta que muita gente tem procurado responder ultimamente
[3:32 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: O Pondé gosta de falar que ele imagina pessoas daqui a 400 anos olhando pra nós achando estranho nosso fetiche com votações, reconhecendo que elas não precisam de poder político para serem 'felizes'
[3:33 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: ( ele observa isso quando diz temer academicamente pelo futuro do modo de vida ocidental em face ao sucesso chinês )
[3:34 PM, 4/6/2020] Hermes: Temos alguns motivos recentes que nos permite acreditar que nossas democracias realmente não são sistemas efetivos de representatividade. Tipo cambridge analytics, financiamento de campanhas e lobby
[3:35 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Não penso só nos motivos, li um primer sobre a escola acadêmica da Escolha Pública e a ciência que prova que as democracias nunca existiram me pareceu bem sólida
[3:35 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: (prova não, sugere e insiste hahaha)
[3:37 PM, 4/6/2020] Hermes: Democracia, no sentido extrito, só existiu na Grecia, e pressupoe representatividade direta: voce vai na agora e decide, sobre tudo. O nosso sistema teria outro nome
[3:37 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Me parece ter a ver com a problemática de que o Capitalismo é só um sistema de gestão de recursos, e se ignorarmos todo o ruído de pessoas que teimam a atribuir intenções e vontades e caráter humano a um sistema operado por pessoas, como quem quer pensar que uma arma de fogo é 'maligna', a discussão entre as pessoas realmente interessadas no pensamento sistêmico não parece gerar frutos que sejam capazes de inventar um sistema melhor
[3:39 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: O comunismo como ideologia está morto pela lógica, ao meu ver, na verdade toda base de pensamento coletivista é insustentável, mas como ninguém quer assumir o individualismo como ponto de partida, toda a discussão está estagnada
[3:39 PM, 4/6/2020] Hermes: Talvez existam sistemas mais adequados para cada contexto, sei la
[3:40 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Só que as pessoas estão ignorando que o ser humano não é, e sua consciência e makeup psicológico são matematicamente incapzes de operar como um coletivo.

Nada que tenha o coletivismo como base funciona porque o ser humano É, em sua essência, a vista de um ponto, e o comportamento humano está fadado a ser instruído por um único ponto de vista, ponto esse que demora muito a ponderar e interar suas crenças internas.
[3:41 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: E se não resolvermos isso e ficarmos de bem com nossa herança genética jamais seremos capazes de evoluir os sistemas com o mínimo de coordenaçaõ
[3:41 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: ponderar e iterar*
[3:43 PM, 4/6/2020] Hermes: Essa é uma diferença que temos em relação a Asia, la esse pensamento individualista não é tão forte quanto no ocidente, basicamente devido a influencia do confucionismo. Vc ja deve ter ouvido falar em como eles são leais em relação as empresas, etc
[3:44 PM, 4/6/2020] Hermes: Nossa fundação judaico cristã da uma importancia muito maior na liberdade, no poder de escolher
[3:44 PM, 4/6/2020] Hermes: Livre arbitrio, erc
[3:45 PM, 4/6/2020] Hermes: *etc
[3:47 PM, 4/6/2020] Hermes: C viu aquele documentario, Industria Americana? É bem interessante como essas diferenças sobressaem, o povo lá vive para o trabalho e para a empresa. Aqui é só o concorrente te fazer uma proposta melhor vc sai
[3:47 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Não vi isso, acho que nem tinha ouvido falar
[3:53 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: É... essa discussão vai desembocar lá na crítica à falta de responsibilização, internalização do sacrifício na internet, loco externo e loco interno, e todos os conceitos asiáticos de destino.

Pessoalmente eu acho frágeis todos os futuros que eu consigo imaginar que surjam das visões asiáticas de destino porque em nenhuma delas o ser humano é emancipado da falta de sentido da existência.

Essa é uma deficiência que eu só vejo o Positivismo conseguindo libertar a espécie, e mesmo assim com muita dificuldade por conta do Niilismo que ganha muito espaço quando você admite que não existe lei no Universo além da causalidade, que as pessoas não têm direito à nada além dos mesmos que os animais têm: de morrer tentando sobreviver.

Eu tenho percebido uma dificuldad…
[3:54 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Me parece um pouco quando eu proponho para as pessoas que não existe transcendência, apenas imanência, e que o fato do Universo serem só átomos não diminui esteticamente minha percepção de sentido nem de propósito e elas reagem como se na verdade fosse impossível existir sentido que não é transcendente, ou com medo no olhar.
[3:54 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Sei lá... É como se faltassem dimensões no pensamento
[3:59 PM, 4/6/2020] Hermes: Vamos pensar nos chineses de novo: Eles passam 12 ou mais horas por dia na fabrica, ganham mal, não veem a familia, e quando a empresa faz uma festa é para comemorar a empresa, e não a união entre as pessoas. De alguma forma, essa vida é dignificante para eles. Para o ocidental isso é revoltante. A questão é o que te dignifica ou não, se é o trabalho, o sentimento de pertencimento a uma coletividade, ou um hotel 5 estrelas em paris, um porsche, ou simplesmente ficar em casa fazendo churrasco
[4:04 PM, 4/6/2020] Hermes: Acho que nossa geração é muito perdida nesse meio todo, todo mundo tem que ser lider, inovador, ganhar bem, trabalhar muito, ser saudavel, e ser feliz. Não vejo como ser feliz trabalhando 12 horas por dia e aos sabados, e nem sei se fer feliz deveria ser tao importante tbm
[4:09 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Isso me dá muitas dúvidas em relação ao que pensar. Não sei como pensar sobre isso, ainda mais porque estamos em ruptura econômica, passando para uma economia de idéias... Eu não consigo nem mensurar de forma honesta se esse desamparo gerancional é em função dos modelos de existência passados pelos nossos pais estarem quase que 100% superados e não servirem para a nossa atuação bem sucedida a nível básico mesmo, subsistência e reprodução, ou se essa hipótese é uma alucinação minha por discordar veementemente da postura das gerações de 50,60,70,80
[4:12 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Eu tenho um profundo desgosto pelo que escuto da maioria das pessoas acima de 30 anos, aqui no Brasil, tenho a impressão de que essas gerações são um bando de covardes.

Quando eu olho para mim, tentando julgar o que me faria feliz por exemplo, não tenho como tentar usar a empatia interna como base também, porque eu sou uma pessoa muito vã. Eu sou oque alguns executivos citam ao dizerem que é possível confiar plenamente em alguém que queira ganhar mais dinheiro por exemplo, os perfis mais comuns dos executivos de contas, mas não é possível confiar nem um pouco em pessoas que buscam 'credenciais', ou seja, 'fama', 'celebridade' ou outras formas de 'reconhecimento' menos nobres.
[4:13 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Só que eu consegui perceber e aceitar isso sobre mim sem me permitir simplesmente virar pro mundo dizer foda-se, eu sou babaca mesmo e vocês serão obrigados a me aturar, e sem ter que me enganar sobre o que me faz feliz, ou sobre o quão 'boa pessoa' eu sou.
[4:13 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Coisa que não vejo nessas gerações aí
[4:13 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: São gerações do auto engano
[4:14 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: E é uma coisa interessante porque eu não vejo isso conversando com pessoas dessas gerações Nos EUA, Suécia, Austrália e Canadá
[4:14 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Eu acho que é um desdobramento muito claro do nosso arquétipo social que o Buarque de Holanda chamava de 'Homem Gentil'
[4:14 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Que hoje já foi bem desconstruído
[4:16 PM, 4/6/2020] Cypher_Hasher: Até quando você pega aquela curva de rendimentos, que determina em que ponto uma pessoa passa a estar 'stress free' em função do seu salário anual, o meu ponto é muito baixo, e eu entro no nível maior da pirâmide onde a vida passa a não ter tanta empolgação porque você já conquistou a maior parte das necessidades e confortos básicos e daí commeça a ficar difícil inventar coisas pra buscar que não sejam megalomaníacas
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2020.04.04 12:04 brewingwally Q&A Interview with the DEVS - DRLUPO (Translated PT-BR)

Hey peeps,
I haven't seen one in English yet but I was aiming to have a translated (summarized) transcript of the interview that happened last night on DrLupo's channel on twitch. My goal was to spread that information to the Brazilian community since I know this is, most likely, going to be huge in Brazil and in the world - to be honest.
For reference, the VOD link: https://www.twitch.tv/videos/582471212?t=06h52m10s
All in all, you will find the transcript below. It is not word for word but I believe it is a good concise version of the interview.

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Galera BR,
Resolvi postar o transcript dessa entrevista com os DEVs que aconteceu no canal do DrLupo ontem à noite. Não é uma tradução de palavra por palavra porém algo mais resumido. Espero que esteja claro e minha tradução foi bem mais resumida mesmo até porque foi uma conversa bem informal. Caso tenha interesse, o link está aí acima.

Terminei tudo por volta das 5 da matina então me desculpem por erros de português. Vou dar uma olhada assim que puder e arrumar os errinhos bobos.

O intuito conforme dito acima é disseminar informação. Tem muita pergunta boa e respostas boas que confirmam muita coisa. Eu to numa hype danada pra esse game e creio que muita gente esteja no mesmo barco. Pronto. Vamos à elas.

1) Quanto tempo eles pretendem ter o closed beta para valorant e no dia 7 de Abril, quantas keys ou accesso serão disponibilizados para players?
Não temos um número exato, porém nós estamos lançando o game no verão. No dia 7 iremos começar a deixar mais jogadores entrarem no closed beta. Não temos um número certo, porém será mais do que o dobro de hoje (25k segundo a internet).
Após o dia 7 de Abril, eles vão continuar liberando acesso dias após para aumentar o número de jogadores na closed beta.
2) Qual é o modelo financeiro sendo que o game é free to play? Como que a RIOT vai fazer $$$?
O plano de monetização vai ser parecido com o que é implementado em League of Legends, basicamente no escopo de comésticos. O plano que eles tem envolve ter um passe de batalha.
* No pay to win* RNG Loot boxes não estarão no game.
3) Quais seus planos para Ranqueadas?
Também chamado de "Ratings", não estará disponível no dia 1 quando o closed beta for lançando. Estará disponível um pouco mais adiante porque eles querem que os jogadores foquem em aprender o game sem a pressão de ranqueadas.
4) Qual é o processo de matchmaking?
Tanto para casuais ou ranqueadas, jogadores poderão criar grupos de até 5 pessoas e procurar partidas da mesma forma.
5) DrLupo - "Então se eu procurar partidas sozinho, terei chances de encontrar partidas contra um grupo fechado de 5 pessoas?" ?
Sim. Porém existem alguns detalhes do processo por trás do panos para melhorar a experiência dos jogadores e ajudar a balancear as partidas.
6) As Ranqueadas são baseadas em algum processo que jogadores já conhecem ou foi algo novo criado do 0?
Um pouco dos dois. Algumas coisas foram tiradas do League of Legends e outras foram adaptadas ou criadas para esse game em específico.
7) Número de Mapas quando for lançado?
4 Mapas.Eles querem focar em menos mapas porém de qualidade. Não querem ter 20 onde os jogadores odeiam 17.
8) Número de agentes?
10 quando o closed beta for lançado. Eles não tem um número certo para o lançamento ainda.
9) Vai rolar open beta?
Dificilmente. Querem explorar apenas o closed beta.
10) Data de lançamento para o game? ou continuamos com o lançamento no verão?
Continuam com a previsão de lançamento no verão mesmo com as circunstâncias negativas do momento.
11) O game tem aim assist?
Não.
12) Vocês tem planos para dar suporte a jogadores com controles?
Existe um suporte básico, porém nada além disso.
13) Planos para consoles?
Estão extremamente focados no PC. Estão prototipando para ver se é possível porém eles não querem lançar algo em outras plataformas onde acham que a estratégia competitiva pode sofrer consequências. Eles vão continuar explorando para ver se é possível no futuro.
14) Planos para MacOS?
Sem planos para MacOs. O foco é só PC.
15) Como que o backend funciona? Network supersampling e o tick do servidor?
(Houve uma explicação de como isso tudo funciona)
Resumo:
- Tick do servidor vai ser 128.
- Se alguém está com problemas de conexão, o servidor deles vai tentar prever aonde esse jogador vai estar sem dar a sensação de que o jogador está desaparecendo na sua tela e reaparecendo em outro lugar.
- Segundo eles, a sincronização entre o game cliente e o servidor vai ser quase idêntico. Isso significa que quando o jogador der um tiro, raramente terão a sensação de que o tiro não foi registrado. Exemplo: você claramente acertou o tiro no boneco, mas nada aconteceu porque o servidor ignorou o registro.
16) Já fizeram testes globais de conexão?
Já fizeram testes em muitas áreas e problemas sempre irão existir. O problemas que já foram detectados, já foram resolvidos. Esperam poder testar mais e mais áreas durante o closed beta para testar se o que construíram está funcionando corretamente.
17) Planos para a expansão de servidores para evitar latência?
Eles querem primeiro entender o porque existe a latência e tentar resolver da melhor forma possível. Sim, expansão está nos planos.
18) Regiões? América Latina? E outras regiões?
O plano sempre foi lançar o game no verão na escala global. Vão continuar a introduzir mais regiões nos próximos meses. No closed beta, eles gostariam de testar mais regiões porém, com com a pandemia do CODIV-19 no planeta, os planos estão sendo adiados porque dependem de seus parceiros para ajudar a montar a infraestrutura.
19) o matchmaking de jogos causais também são baseados em skills?
Sim!
20) ANTI-CHEAT e o sistema chamado Fog of War?
Resumo: Tem um time dedicado para montar um sistema para conter os hackers e o sistema chamado fog of war, basicamente esconde as informações de outros jogadores no seu game cliente até que eles estejam perto o suficiente, impossibilitando ou dificultando bastante o uso de wallhacks por exemplo.
21) Planos para novos agentes, mapas, e armas?
Sim, temos para agentes e mapas. Para armas, não por enquanto a menos que exista alguma oportunidade durante o lançamento.
22) Ainda sobre anti-cheat, qual que é a política de assédio no game? Existe alguma maneira de reportar jogadores? Vocês tem explorado bans por hardware também?
Estão explorando bans por hardware e estão levando super a sério os bans nos hackers para manter a integridade competitiva no game. Assédios serão levados a sério e existe um sistema in-game. O grande foco é impedir que jogadores quebrem ou perturbem o game dos outros.
23) existe alguma opção parar impedir de jogar com o mesmo jogador várias vezes? Existe alguma função para bloquear de jogar com certos jogadores?
Vão explorar mais a frente. Resposta não tão clara. A respeito de game com hackers, assim que for detectado pela RIOT, o game vai parar. O hacker vai sofrer as consequências e a partida não vai contar.
24) Ajuste de FOV?
Todos estarão na mesma escala que vai ser 103. O intuito, de novo, é focar no competitivo e existe uma certa vantagem em poder ajustar o FOV do seu game client.
25) Suporte para Resoluções? Ultra wide? 4:3? 16:10?
Não vai ter suporte para 4:3 esticado ou stretched. 16:9 e 16:10 ta incluso. A razão por não dar suporte a resoluções esticadas são as mesmas usadas no FOV. Para não esticar os pixels na tela e dar uma vantagem a jogadores.
26) Planos para modo de espectador? Ou modo replay?
Sim, eles tem planos para ter um modo espectador quando o game for lançado e querem explorar a funcionalidade de Replay só depois do lançamento.
27) Planos para modo criativo como em Fortnite? Surfing e outros? Vai ter uma lista de servers?
Não existe lista de servers. Tudo vai rodar nos servidores de RIOT. Não existe planos para modo criativo ou etc no momento.
28) Suporte para daltônicos?
Sim, a funcionalidade já está presente.
29) Existe algum suporte para jogadores cegos? Visualização de som?
Estão explorando formas de ajudar jogadores a entender os sons dentro do game. Algumas coisas são bastante visuais.
30) streamer mode? Escondendo seu nome e de outros jogadores?
Estão explorando mas ainda não sabem quando estará pronto.
31) E jogadores que quitaram no meio do jogo? Ou perto do final?
Estão testando algumas funcionalidades já. Por exemplo, quando detectarem um jogador está afk ou outra que se desconectou, como eles vão garantir que o time dessa pessoa que saiu vai conseguir continuar com o game de uma forma sustentável? Para achar a melhor forma, vão precisar de feedback da comunidade.
Pessoas que saírem vão receber uma penalidade.
32) Certamente existe um grupo de crianças que irá tentar derrubar os servidores no dia do lançamento? A RIOT está preparada pra isso?
Sim. Se prepararam da melhor forma possível. Em adição, estão levando consigo a experiência adquirida em 10 anos de League of Legends.
33) Existirá alguma variação entre sensibilidade do mouse em vertical ou horizontal?
Por agora, só existe um ajuste global para ambos. Porém, estão dispostos a viabilizar dependendo da reação da comunidade do game.
34) Base de dados da RIOT. Existirá alguma API pra facilitar o job de alguns sites na coleção de estatísticas e etc?
O time da RIOT está trabalhando duro para fazer isso acontecer. Ainda não tem uma data específica, porém esperam estar pronto durante o lançamento.
35) Quais são os planos da RIOT para a frequência de atualizações do game?
Ainda não tem um plano certo, porém sabem que querem lançar dois tipos de updates: hotfixes e updates de balanceamento. Os planos são para faze-los frequentemente.
36) Planos para mudar a posição das armas no seu agente? Por exemplo, altera a visão para a mão esquerda?
Estão olhando por enquanto. Não foi algo que foi construído desde o início, porém viram que jogadores tinha uma preferência depois de um tempo. Não sabem se estará presente durante o lançamento ainda.
37) Planos para desabilitar quando a arma reflete o movimento do jogador (indo pra cima e pra baixo o tempo todo) ? (Por exemplo: o movimento da cabeça do seu herói no Apex legends)
Vão conversar entre si pra viabilizar a funcionalidade.
38) Quando você está mirando com a sniper, um pontinho vermelho aparece no centro da mira e desaparece quando você se move? Existe alguma maneira de trocar essa funcionalidade entre si? Quando você se move, o pontinho vermelho aparece e quando você para desparece?
Certamente podem dar uma olhada e ver como podem melhorar.
39) Planos para por LORE no game? Muita gente gosta de criar uma conexão com seus agentes e entender suas histórias
Sim. Eventualmente. Querem que os jogadores foquem em aprender o jogo e joguem por enquanto. Também reconhecem que os jogadores gostam de saber mais sobre os agentes, então vão introduzir o lore com o tempo.
40) Outras empresas com Bungie, gostam de por infográficos e roadmaps para suas comunidades a respeito de seus games. A RIOT tem planos parecidos?
Já conversaram entre si a respeito dessa ideia e gostariam de se tornar previsíveis a ponto de poder fazer o mesmo. Ainda não podem prometer algo assim, mas querem chegar no mesmo patamar.
41) Existe planos para por algum website onde jogadores podem chegar o status dos servidores da RIOT?
Estão pensando em soluções para resolver esse problema para jogadores e sabem da importância e querem construir algo que dê essa visibilidade para a comunidade.
42) Existe suporte para jogos em LAN?
É difícil dar suporte para algo assim e o foco deles é totalmente diferente levando em consideração que tudo é conectado a conta da RIOT. Não ficou claro, porém existe a possibilidade.
43) Mouse acceleration? Aceleração de mouse?
Não
44) Planos para outros modos de jogos que já foram vistos nas streams?
Não podem comentar ainda.
45) Planos para detectar contas smurf ou boosting?
Sabem que smurf pode ser um problema e estão trabalhando em como detectar logo cedo contas smurf e parte disso já está implementada em seus servidores no sistema de matchmaking. Por fim, estão sempre a procurar de formas a melhorar a experiência dos jogadores.
46) existe algum sistema para a votação de mapas?
Por enquanto não por conta do número baixo de mapas. Estão abertos a introduzirem essa funcionalidade dependendo da quantidade de mapas no futuro.
47) E-SPORTS?!?!
RIOT estará publicando diretrizes de torneis em breve inicialmente. Querem saber o que a comunidade quer do game em relação a esports. A RIOT tem bastante experiência já e querem saber e entender o que a comunidade quer esperar e ter do game. Confirmaram que já estão pensando e confirmaram que deveriam investir nisso, porém não querem forçar na comunidade.
48) Partidas personalizadas?
Sim!
49) Existe algum tipo de restrição de idade para campeonatos no futuro?
Não tem a menor ideia ainda. Não estão nesse ponto ainda.
50) Caso você tenha conseguido entrar no closed beta, você vai ter algo em especial te aguardando dentro do game? Algum cosmético ou coisa?
Sim. Tem uns negócios lá (não foi comentado se é um cosmético ou não). Eles sempre gostam de retribuir a aqueles que estão ajudando-os.
51) Existe planos para skins de armas e agentes?
Skins de armas, certamente.
“Skins de agentes é complicado. A inclinação é dizer: sim, certamente teremos. Porém temos que pensar na naturalidade do cenário competitivo. A menos que consigamos fazer da maneira correta, não iremos adiante para não cagar no game.”.
52) Planos para eventos dentro do game? Baseado em estações? Etc?
Sim.
“Nós adoramos festas! Sim!”
53) Vocês estão batendo de frente com CS:GO. Algumas coisas estão sendo executadas de forma espetacular e outras nem tanto em comparação com CS:GO. O jogo foi inspirado em CS? Vocês têm o intuito bater de frente com CS? Lupo diz – “Nós nunca vimos ninguém construir um tactical shooter assim antes. Nunca. Vocês são os primeiros a fazerem isso!”
u/riotsupercakes – “Nós não conversamos a respeito do que o sucesso seria caso tirássemos CS:GO da jogada ou se tirássemos todos seus jogadores. Não é assim que trabalhamos. Nós temos várias pessoas no nosso time que jogam CS religiosamente e eles amam o jogo e nós estaríamos mentindo caso disséssemos que não houve inspiração em CS. Eu não quero tenhamos essa imagem que nosso objetivo é destruir o CS. Não é assim que pensamos e não é seu objetivo.”
u/riotziegler – “Nós estamos desenvolvendo esse game justamente por amamos esses games. De repente é um pouco ingênuo de nossa parte porque jogadores irão fazer comparações... nosso objetivo é criar um tact-shooter que abraça mais a criatividade que jogadores trazem para o game.”
54) Última: Caso você perca a conexão e caia da partida, você pode voltar?
Sim!
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2020.03.26 17:20 pajavu O que é o isolamento vertical?

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52043112
A notícia descreve essa teoria que é música para ouvido de alguns, que, inclusive, penso que poderia ser um ponto interessante para o Átila abordar.
TL;DR (em poucas palavras) - dois cientistas começam a contestar o poder de devastação do coronavírus. Para eles, a melhor estratégia, equilibrando combate ao vírus com menor consequência econômica, seria isolar os grupos de risco conhecidos - idosos e pessoas com doenças anteriores -, concentrando neles também os recursos de saúde, deixando o restante da população a mercê dos efeitos do vírus que, em geral, provocam infecções leves e autolimitadas. Com isso, a população adquire imunização de rebanho. Essa estratégia vem sendo duramente contestada criticada pela maioria da comunidade científica.

Ponho na íntegra.

O que é o isolamento vertical que Bolsonaro quer e por que especialistas temem que cause mais mortes?


Um grupo de cientistas tem desafiado a orientação majoritária entre os epidemiologistas e defendido que as medidas de distanciamento social da população contra o coronavírus sejam relaxadas e substituídas pelo isolamento de grupos específicos de pessoas, aqueles com maior risco de morrer ou desenvolver quadros graves: idosos, diabéticos, cardíacos e pessoas com algum comprometimento pulmonar.
Para esses epidemiologistas, os escassos dados disponíveis apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral e, por isso, seria possível contê-la sem enfrentar as massivas perdas econômicas que o atual modelo de contenção pode causar.
As conclusões são vistas com desconfiança e cautela no mundo médico, já que a falta de dados não permite conclusões tão generalizantes para a maior parte dos profissionais.
O risco, dizem os críticos, é que teorias como essa possam estar equivocadas e levar o mundo todo a um colapso completo de saúde.
A controversa estratégia é chamada de isolamento vertical e ganhou ao menos dois proeminentes adeptos nas últimas 48 horas: o presidente americano, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.
Algo semelhante foi tentando no Reino Unido, que recuou do plano nesta semana, após indicativos de que seu sistema de saúde podia entrar em colapso, e determinou que seus cidadãos deveriam manter amplo isolamento social adotando o fechamento de escolas e comércios como tem sido a tônica das medidas ao redor do mundo.
Não está claro ainda se EUA ou Brasil vão adotar o isolamento vertical como arma central no combate à pandemia, mas os dois mandatários já se posicionaram publicamente a favor dessa linha de atuação.
Oito dias depois de decretar estado de emergência e recomendar que todos os americanos ficassem em casa, na segunda, dia 23, Trump afirmou que "os Estados Unidos estarão novamente abertos a negócios em breve. Muito em breve. Muito antes de três ou quatro meses que alguém sugeriu. Muito antes. Não podemos deixar que a cura seja pior que o próprio problema".
E reconheceu que contrariava os médicos que o assessoram nessa nova orientação. Segundo Trump, a sugestão desses profissionais da saúde seria "manter o país fechado por alguns anos". "Você não pode fazer isso com um país, especialmente a economia número 1 do mundo", afirmou.
Nesta terça, 24, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro seguiu a mesma linha, criticou o confinamento por seus efeitos econômicos e na manhã da quarta, 25, disse que "a orientação vai ser o [isolamento] vertical daqui pra frente".
Nos Estados Unidos, a projeção é de que a economia encolha em até 24% no segundo trimestre. A taxa de desemprego voltaria ao patamar de 10%, como durante a crise de 2008.
No Brasil, a expectativa de crescimento do PIB foi zerada para o ano de 2020. Os cenários para número de desempregados oscilam de 20 milhões a 40 milhões, a depender do órgão responsável pelo cálculo.
Afinal, o que é confinamento vertical?
Um dos médicos a formularem esse método é David Katz, diretor do Centro de Pesquisa em Prevenção Yale-Griffin.
Em um artigo publicado no jornal The New York Times, Katz explica a estratégia com uma metáfora bélica. De acordo com o médico, em um momento de "guerra" contra o coronavírus, os governos podem optar por confrontos abertos, com seus resultados mortíferos e efeitos colaterais graves, ou adotar um ataque cirúrgico, com foco específico no ponto de maior perigo.
Para Katz, ordenar quarentena forçada em um país, com fechamento de comércios e escolas, e proibição de circulação de pessoas a menos que por motivos essenciais é o equivalente ao "confronto aberto bélico".
O ataque cirúrgico seria isolar os grupos de risco conhecidos - idosos e pessoas com doenças anteriores - concentrando neles também os recursos de saúde para tratamento e prevenção e deixando o restante da população a mercê dos efeitos do vírus que, em geral, provocam infecções leves e autolimitadas.
A argumentação de Katz se sustenta em números da epidemia obtidos na Coreia do Sul, onde o coronavírus a se espalhou e foi rapidamente contido graças a uma estratégia de testagem massiva da população e de rastreamento de pessoas que estariam potencialmente infectadas.
"Os dados da Coreia do Sul, os melhores a rastrear os efeitos do coronavírus até agora, indicam que 99% dos casos de doenças na população em geral são 'leves' e não necessitam de atendimento médico. A pequena porcentagem que necessita de intervenção hospitalar se concentra entre aqueles com 60 anos ou mais, e tanto mais quanto mais velhos forem os pacientes. Aqueles com mais de 70 anos têm 3 vezes mais chances de morte do que os com idades entre 60 e 69 anos, enquanto aqueles acima de 80 têm o dobro de risco de mortalidade em relação aos pacientes entre 70 e 79 anos", escreveu ele no Times.
No raciocínio teórico, ao deixar a maior parte da população fora do risco exposta ao patógeno, a sociedade desenvolveria a chamada "imunidade de rebanho" - um contingente populacional cada vez maior teria anticorpos para derrotar o vírus antes mesmo que ele se instalasse e pudesse se reproduzir e se espalhar, o que levaria ao fim da pandemia.
"Estou profundamente preocupado que as consequências sociais, econômicas e de saúde pública desse colapso quase total da vida normal - escolas e empresas fechadas, reuniões proibidas - sejam duradouras e calamitosas, possivelmente mais graves do que o número direto de vítimas do próprio vírus. O mercado de ações voltará com o tempo, mas muitas empresas nunca o farão. O desemprego, o empobrecimento e o desespero que provavelmente resultarão serão flagelos de saúde pública de primeira ordem", escreve Katz.
Os argumentos de Katz são compartilhados pelo médico epidemiologista John Ioannidis, codiretor do Centro de Inovação e Pesquisa da Universidade de Stanford.
Em um artigo para o site StatNews, ele afirma que as estatísticas até agora indicam uma mortalidade de 1% dos doentes por coronavírus.
"Se isso for verdade, confinar o mundo todo com um potencial gigantesco de consequências sociais e financeiras é irracional. É como um elefante sendo atacado por um gato doméstico que, para evitar o aborrecimento do gato, pula de um precipício e morre", escreveu.
Críticas da comunidade científica
A teoria de Katz e Ioannidis se tornou música para os ouvidos de equipes econômicas governamentais que tentam fechar as contas públicas em meio à perspectiva de recessão.
"Nenhuma sociedade pode proteger a saúde pública por muito tempo, às custas de sua saúde econômica. Mesmo os recursos dos EUA para combater uma praga viral não são ilimitados. A América precisa urgentemente de uma estratégia de pandemia mais econômica e socialmente sustentável que o atual confinamento", resumiu o editorial do jornal The Wall Street Journal, conhecido por expressar o pensamento da elite econômica americana, há uma semana.
No Brasil, as conclusões dos dois epidemiologistas ganharam adeptos na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, em busca de uma saída mais suave para a crise da saúde pública.
O problema é que, por enquanto, o isolamento vertical é apenas uma hipótese. Katz e Ioannidis têm sido duramente criticados por, segundo seus pares, extrapolar inferências a partir de premissas pouco confiáveis.
De acordo com a última estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), seria necessário aumentar em ao menos 80 vezes o número de testes de laboratório para coronavírus ao redor do mundo para que fosse possível entender com precisão o alcance da pandemia e seu potencial de letalidade.
De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, há ainda falta de máquinas para rodar os testes e até de cotonetes para coletá-los. O problema é generalizado e atinge mesmo países ricos, como os Estados Unidos.
Isso quer dizer que os dados disponíveis sobre a pandemia até agora são apenas uma peça do quebra-cabeças, incapaz de indicar o que seria sua imagem completa.
Ainda assim, o próprio Ioannidis reconhece que "no pior cenário, se o novo coronavírus infectar 60% da população global e 1% das pessoas infectadas morrerem, isso se traduzirá em mais de 40 milhões de mortes em todo o mundo, correspondendo à pandemia de influenza de 1918".
Mais mortes que o estimado
Mas há ainda controvérsia sobre a taxa de mortalidade da pandemia. Os dados da China, onde houve o primeiro epicentro da doença, e da Itália, o segundo foco global, colocam em xeque as conclusões obtidas a partir de dados da Coreia do Sul, onde a contaminação foi menor, mais controlada e contou com um sistema hospitalar em plenas condições de responder a todos os casos.
Na China, a taxa de doentes com covid-19 que morreram está em 4%. Entre os italianos infectados, o percentual de mortes ficou em 9,8%. Ambos são muito superiores ao 1% dos coreanos.
Se essa taxa prevalecer em outros países, as perdas de vidas humanas serão significativamente maiores do que Katz e Ioannidis estão estimando.
Para Harry Crane, professor de estatística da Universidade Rutgers, o erro de Katz e Ioannidis foi se deixar levar pelo desejo de negar uma situação que pode causar desespero.
"Sob grave incerteza, é instinto natural e bom senso esperar pelo melhor, mas se preparar para o pior", escreveu Crane, em resposta ao artigo de Ioannidis.
Isso porque a taxa de mortalidade não depende apenas dos quadros de saúde que o próprio vírus pode produzir, mas da capacidade de resposta das sociedades de tratar esses doentes.
Como isolar grandes grupos de risco?
Para piorar, a solução que ambos sugerem, confinar grupos de risco, parece impraticável na maior parte dos países. Primeiro porque os grupos de risco conhecidos até agora, como idosos, cardíacos e diabéticos são numerosos.
Nos EUA, os idosos são 15% da população. E 40% dos americanos com mais de 20 anos são obesos, condição que predispõe a diabetes e cardiopatias. No Brasil, 13,5% das pessoas têm mais de 60 anos e 20% são obesas.
Na prática, a medida sugerida pelos pesquisadores representaria isolar algo como 2 em cada 5 americanos ou 1 em cada 5 brasileiros. Para complicar, muitas pessoas nessas condições não moram sozinhas, o que tornaria ainda mais complexo mantê-las isoladas do risco de contrair o vírus.
Além disso, os grupos de risco podem não se restringir aos perfis conhecidos até agora. O próprio Katz admite o problema: "Certamente, embora a mortalidade seja altamente concentrada em alguns grupos, ela não para por aí. Existem histórias comoventes de infecção grave e morte por covid-19 em pessoas mais jovens, por razões que desconhecemos".
No entanto, se for descoberto que o ideal é isolar idosos e jovens, a proposta do isolamento vertical em quase nada difere do que está sendo feito no atual confinamento que Katz critica.
Adicionalmente, até chegar ao ponto em que existe a chamada "imunidade de rebanho", o desejado na teoria do isolamento vertical, os cientistas estimam que ao menos 3 em cada 5 pessoas da população de cada país precisariam ter sido contaminadas.
"Não há como garantir que apenas os jovens sejam infectados. Você precisa de 60% a 70% da população infectada e recuperada para ter uma chance de desenvolver imunidade ao rebanho, e não existe esse percentual de pessoas jovens e saudáveis nem Reino Unido nem em qualquer outro lugar. Além disso, muitos jovens têm casos graves da doença, sobrecarregando os sistemas de saúde e um número não tão pequeno deles morre", alertou Nassim Nicholas Taleb, professor de engenharia de risco da New York University, especialista nesse tipo de modelo, em um artigo no jornal britânico Guardian em que expõe as falhas na premissa do isolamento vertical que levaram o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, a mudar de posição sobre o assunto.
A desmobilização que a teoria produz
Por fim, se a estratégica de isolamento vertical falhar, chega-se ao problema seguinte: o colapso do sistema de saúde, abarrotado de doentes e com falta de suplementos médicos e respiradores.
"Em situações 'normais', apenas um entre 5 pacientes em estado crítico morre, daí a taxa de mortalidade (mortes por total de infectados) de 0,9% na China, fora de Hubei (epicentro inicial da doença). Quando os hospitais estão congestionados e o acesso a unidades de terapia intensiva é racionado, 9 em cada 10 pacientes em estado crítico morrem (daí a taxa de mortalidade de 4,5% em Hubei)", afirma o economista italiano Luigi Zingales em um artigo publicado na página da escola de negócios da Universidade de Chicago.
Segundo Zingales, manter as pessoas em casa e apoiar a economia não é uma questão do que seria moralmente correto para os governos, mas do que seria economicamente mais vantajoso.
Ele examina o caso americano. A OMS estima que algo em torno de 200 milhões de pessoas serão infectadas pelo vírus nos Estados Unidos. Dessas, 5% chegarão a condições críticas - algo como 10 milhões de pessoas.
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA estima que cada vida humana valha US$ 10 milhões para a economia. Esse valor é um terço menor em pessoas com mais de 65 anos - em torno US$7 milhões.
De acordo com o raciocínio de Zingales, se os EUA enfrentarem o caos e perderem 9 em cada 10 desses casos críticos, ou seja, 9 milhões de pessoas, ele terá perdido financeiramente mais de US$ 60 trilhões - mais de duas vezes o PIB anual do país.
Logo, segundo ele, faria sentido aprovar o pacote de US$ 2 trilhões de estímulo à economia e arcar com o custo da paralisação da atividade econômica por quase quatro meses, já que o risco de tentar impedir essa queda poderia levar a uma catástrofe de custo exponencialmente maior.
Para os críticos do isolamento vertical, ao propalar uma possível solução que pode se provar falsa, esses pesquisadores dariam à pandemia condição de se espraiar.
Epidemias funcionam em cadeia, com a contaminação espalhando em cascata por diferentes e mais numerosos grupos, de modo que, se não foi interrompida cedo, pode ser impossível contê-la mais tarde.
"A mensagem de Ioannidis nos coloca em risco de atrasar a resposta crítica e dessensibilizar o público para os riscos reais que enfrentamos. Para um problema dinâmico e complexo, como o coronavírus, sempre queremos mais informação, mas temos que lidar com o que temos. Este não é um projeto de pesquisa acadêmica. É vida real, em tempo real. Diante da grave incerteza, não podemos adiar a ação aguardando mais evidências ou eliminar riscos catastróficos, alegando que é irracional tomar medidas defensivas drásticas" afirma Crane.
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2020.03.17 18:35 nyarle Não estamos prontos para o que está para vir, e não temos lideranças além de nós mesmos. Conto com vocês.

Creio que a maioria das pessoas daqui do /brasil estejam bem informadas e preocupadas com a crise que estamos passando, diferente de muitos ao nosso redor. Entendo a descrença momentânea da população geral, pois estamos passando por um problema nunca antes visto na vida da população brasileira, já que a tendência é que as pessoas entendam melhor situações familiares e já vividas. Mesmo assim, quando comparamos o nível de preocupação a nível global e comparamos com a preocupação nacional, temos uma disparidade alarmante. Eu sei como é se sentir uma das poucas pessoas lúcidas no meio da loucura, mas é nesse momento que precisamos orientar, informar e servir de exemplo para as pessoas ao nosso redor.

Não podemos contar com nossa classe política, que só responde à altura quando é tarde demais: considerando que a inspiração de nossos governantes é o modelo norte-americano, a resposta deles tem sido completamente incompetente. Temos também defasagem na testagem e no acompanhamento estatístico do coronavírus no Brasil, não temos noção real dos números porque apenas os casos sintomáticos e graves estão sendo testados e virando número. Não há testagem aleatória de pessoas, como tem sido realizado na Coréia do Sul.

Trago alguns tópicos que, muito provavelmente, se tornarão relevantes muito em breve, e que precisamos nos preparar e conversar com as pessoas em nossas vidas, antes que a situação realmente se agravar:

Tendo em vista que os próximos meses serão extremamente difíceis, também não é apenas de informação de qualidade que precisaremos. Vamos precisar de dinheiro, de comida, de apoio emocional - mesmo à distância. Se você tem voz em algum tipo de grupo; seja no trabalho, seja em sua família, seja com seus amigos; sirva de exemplo. Nosso desafio é coletivo, mas o esforço é individual.
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2020.03.09 21:29 mauricio_dw DENUNCIA CONTRA LOS URZUA ESPEJO

DENUNCIA CONTRA LOS URZUA ESPEJO
Santiago, 17 de septiembre de 2019
DENUNCIA CONTRA LOS URZUA ESPEJO
Corría año 2015 cuando Mauro Urzúa fue desvinculado de su cargo de Gerente de Operaciones en una empresa dedicada al servicio de encomiendas en motos. Los motivos informados por él difieren con los que más tarde sus propios ex jefes nos informaron. Mauro informó despido injustificado debido a la presentación de licencias médicas a raíz de una operación a la columna que se sometió con un procedimiento “experimental” en la cual básicamente estaba consciente y, en una camilla que se podía poner en posición vertical para que se apoyara en sus pies, el médico trabajaba en ella. Esta supuesta operación resulta tan inverosímil como cuando nos contó que uno de sus abuelos le había heredado no una, sino que ocho Harley Davidson. Una aseveración que se cae sola cuando ninguno de sus cuatro abuelos (don Odilio Urzua, Yolanda Caro, Enrique Trincado y Alicia Escobar), contaban con recursos para semejante regalo.
A Mauro lo conocimos en el 2013 o 2014 y nos pareció una persona amable, muy agradable, buena presencia, buena dicción y respetuoso. Fue así que entablamos una relación más allá de lo meramente profesional. Una relación humana. Cuando quedó sin trabajo, mis socios y yo lo ayudamos para que partiera con un emprendimiento llamado RST SpA. Si bien el negocio le empezó a dar dividendos, al tiempo dejó de pagar nuestros servicios acusando una serie de hechos que siempre nos parecieron difíciles de creer, pero igualmente, difíciles de probar en su momento.
Cansados de las reiteradas faltas de pago, en 2016 le cortamos el servicio y el 2017 logramos acceder a su contabilidad donde nos percatamos que Mauro Urzua había estado defraudando a su propia empresa pagándose sueldos millonarios para él y su señora Wendy Espejo mientras sus ingresos no llegaban a cubrir sus gastos. Consultando Previred descubrimos que registraba deudas previsionales para sus empleados, él y su señora.
Adicionalmente, nuestro abogado detectó demandas civiles de varias compañías entre autopistas, arriendo de oficina, y otros acreedores. Información que puede ser encontrada en www.poderjudicial.cl de manera gratuita.
En mayo del 2017 sostuvimos una primera reunión con Mauro Urzúa para ofrecerle una salida alternativa dado que el pagaré que teníamos estaba por vencer. Le ofrecimos ayudarlo traspasándonos los clientes para que una nueva empresa los siguiera atendiendo. Esta empresa asumiría su deuda completamente. Él por otra parte, quedaba como encargado de operaciones. Era una propuesta generosa y ventajosa para todos.
Fueron muchas reuniones en las cuales siempre encontraba un “pero” para acceder a esta ayuda. Al verse apretado por dar una respuesta a nuestra propuesta, no encontró nada más “ingenioso” que inventar problemas familiares. Que estaba separado con su señora. Que Wendy no lo dejaba ver a sus hijos. Que no sabía nada de sus padres entre otras.

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Mayo 2017. Paseo a la nieve en familia. Wendy usó esta foto en su perfil de Facebook y Whatsapp, pero la cambió rápidamente cuando empezamos a tomar contacto con ella.

Junio 2017

Julio 2017

Agosto 2017

Agosto 2017

Agosto 2017

Septiembre 2017

Octubre 2017
Justo en las fechas que Urzua prácticamente lloraba sus desgracias, teníamos información que él, su señora e hijos, se iban de paseo a la nieve, o participaban activamente del Ejército de Salvación donde las familias de Mauro y Wendy tienen una larga relación con esa institución. Por ejemplo, Mauricio Urzúa y Erika Trincado trabajaron en uno de los cuerpos.

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Misma cosa con David Espejo y sus hijas, quienes tienen una activa participación en las divisiones Lo Valledor, Lo Vial y Central.

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En las reuniones sostenidas con Mauro Urzua, nuestro abogado le solicitaba su dirección para poder registrarla en el Reconocimiento de Deuda, ya que indicaba que tuvo que abandonar la casa y que estaba arrendando una pieza. Nos dio 7 direcciones. Investigamos cada una de ellas en terreno y resultaron inexistentes, incompletas u obsoletas.

Dirección Número Comuna Observaciones
Augusto Eguiluz 2904 San Bernardo Ok, ya no vive ahí
Alicahue 18378 CS 6 San Bernardo Ok, arrienda ahí
Avenida Padre Hurtado 18580 San Bernardo No existe
Avenida Padre Hurtado 520 San Bernardo No existe
Avenida Padre Hurtado 19480 San Bernardo No existe
Juan Ramón Jiménez 11934 San Bernardo El nro correcto es 11977
Avenida Padre Hurtado 580 San Bernardo No existe
Avenida Padre Hurtado 18380 San Bernardo Wendy indica esta dirección
En los largos meses intentando lograr algo con Mauro Urzua, y siguiéndole la cuerda de sus historias, el 4 de agosto de 2017 logramos nos firmara un Reconocimiento de Deuda ante Notario Roberto Cifuentes.
En octubre conseguimos que nos traspasara 6 motos que irían a amortizar la millonaria deuda. Salvo una de ellas, las otras estaban muy mal mantenidas. Así y todo descontadas las motos, la suma adeudada quedó en $53.680.854.-
En ese mes, estuvimos a un paso de lograr un acuerdo para que nos traspasara además a sus dos únicos clientes a esta nueva empresa, pero algo falló nuevamente.
En abril del 2018 nos enteramos que justo en octubre del 2017, Wendy formó la empresa “RT- Recaudación y Transporte SpA” y empezó a prestar servicios a uno de los dos clientes de RST. Curioso, ya que Mauro y Wendy insistían en que no vivian juntos. Quién le entrega en bandeja un cliente a alguien con quien no vive y no tiene una vida en común?

https://preview.redd.it/h4s9ffu1ipl41.png?width=497&format=png&auto=webp&s=f860bfb7d291c08fd4be92207eb3505abebf359f
Cabe señalar que el contrato que Wendy firmó con AD INVERSIONES (Oficina Virtual Chile), aparece en una dirección diferente a la real.

Padre Hurtado 18370

Padre Hurtado 18380
Obviamente, Mauro Urzua escondió la información sobre esta nueva sociedad, como también nos mintió en el mes de Febrero con respecto al otro cliente quien le pagó servicios con cheques. El dinero de esos cheques estaba comprometido por Mauro para amortizar su deuda. Qué pasó?. En mayo, y cansados de las excusas, nuestro abogado tomó contacto con este cliente y le informaron que a Mauro se le había pagado con transferencias. Ellos no pagaban con cheques. He ahí la razón de que por más que solicitamos fotos de los cheques, nunca nos envió esa información a pesar que juró que los tenía en su poder.
En abril enviamos mail a la “representante” de RT-Recaudación y Transporte para proponerle nos destinara el pago del 50% de lo que recaudan con uno de sus clientes y así rebajar la deuda de su marido, evitar el inicio de acciones legales y botarles el negocio. Dicha propuesta ni siquiera fue respondida.
Resulta frustrante darse cuenta de cómo pueda existir gente cuyo comportamiento raya en lo delincuencial. Hasta hace años atrás los Urzua Espejo vivían en una humilde casa de 48 mts2 cerca de Las Acacias con Autopista Central, y hoy arriendan (hablamos con la dueña de casa) en un bonito condominio llamado Altos de Nos al final de San Bernardo. También resulta curioso que Wendy haya comenzado un negocio de Eventos especializado en matrimonios si se supone no tiene capital propio (4 hermanos Eventos). O que mientras Mauro evade sus compromisos e indicaba en las reuniones que no tenía bienes donde caerse muerto, nos escondió el que posee un BMW 320 del 2004 (que no sabe dónde está) y una moto Spitz, modelo SP250E, del 2010. Ambos avaluados en 5.5 millones aproximadamente y que podrían amortizar su deuda. Sin mencionar que también maneja un Suzuki Alto del 2009 el que está con prenda y, según el registro civil, mantiene 280 multas de tránsito por partes empadronados. Claramente hay un comportamiento reiterativo y desvergonzado de su parte a la hora de respetar sus compromisos. ¿Mencionamos el Kia Sorento 2014, GBWJ11 que supuestamente fue un regalo de los padres de Wendy, con prenda y que se fue a remate en febrero de 2018?
Tenemos los certificados de anotaciones vigentes de estos vehículos.

Febrero 2017
En octubre del 2017, Mauro Urzua dejó de pagar las cuotas del Reconocimiento de Deuda. Alcanzó a pagar 1 ½ cuotas. Cuando nuestro abogado logró tomar contacto con él, Mauro Urzua ofreció pagar $50 mil pesos mensuales cuando lo pactado eran UF8. A la fecha, ha incumplido el pago de UF192.
El viernes 1 de junio de 2018, logramos comunicarnos con Wendy dado que tiene nuestros celulares bloqueados, idem que su esposo. En esa conversación nos indicó que estaba hospitalizada y a pesar de ofrecerle llamar en otro momento, quiso seguir conversando. Según su relato, ella no tiene nada que ver con Mauro y mucho menos con las deudas de RST. Que “su” empresa no dará un sólo peso para cubrir lo que nos debe su marido. Lo más increíble es que nuevamente nos indicó que hacía un año que ya no tiene nada que ver con Mauro Urzua. Cuando le indicamos que hace tiempo que sabíamos que eso era falso, nos preguntó de dónde sacábamos eso.
Las mentiras tienen patas cortas.

Diciembre 2017

Diciembre 2017

Enero 2018

Mayo 2018

Abril-Mayo 2018. No hay más comunicación en este celular

22 de mayo de 2018. última comunicación a celular de backup
Queremos advertir a la comunidad la total falta de ética de este matrimonio, quienes a pesar de ser fervientes creyentes evangélicos, hijos de respetados miembros de una noble institución como el Ejército de Salvación, y sabiendo que mentir es un pecado mortal, no trepidan hacerlo con tal de no cumplir con sus compromisos y llevar un estilo de vida que les resultaría difícil mantener de forma honrada.
Invitamos a los Urzua Espejo a ejercer las acciones civiles y probar que cada una de las acusaciones aquí indicadas son falsas. O mejor aún, que se contacten con nuestro abogado el Sr. Cristian Urzua Infante para acordar un abono y pago mensual. Tenemos los registros que validan lo aquí denunciado.
Finalmente, todas las imágenes de este documento, son de acceso público, o lo eran hasta que empezaron a cerrar el acceso a sus perfiles.
Mauricio Silva, Infositio SpA
ACTUALIZACIÓN
El 18 de septiembre de 2019 se envía mail a Mauro Urzua y Wendy Espejo adjuntando el texto antes descrito e invitando a ponerse en contacto con nuestro abogado para ver si existe disposición a comprometer un pago para evitar la difusión pública de esta denuncia. El 24 de septiembre se recibe respuesta de Urzúa, indicando:
Te sonara extraño, y de hecho puede que no me creas, sin embargo, les iba a contactar la próxima semana (viernes 4 de octubre) a los tres socios, ya que es en ese día en que tendré una confirmación muy importante para este proceso, ya que hablaríamos de fechas y montos más atractivos para ustedes.
Ese mismo 24 se le responde que las comunicaciones futuras las debe gestionar directamente con nuestro abogado y que quedamos atento a su propuesta el 4 de octubre.
El 5 de octubre recibimos mail de Mauro Urzúa en donde nos propone:
Primero que todo quisiera pedirles y expresarles mis más sinceras disculpas, por haberles defraudado, aunque el dinero invertido fue bastante (32 mm) me duele mucho más el haberles defraudado a ustedes tres, quienes confiaron y apoyaron mi proyecto, y dedicaron importantes horas de trabajo y familia en pos de este proyecto, por lo cual les estaré eternamente agradecido.
Segundo, y no menos importante, hoy recibí una confirmación que me permite sustentar y solventar la siguiente propuesta de pagos hasta Mayo 2020, fecha en la cual tengo que recibir una nueva confirmación a fin de sostener, o aumentar el mismo plan de pagos, el cual espero, esta vez acepten para lo cual detallo los hechos principales:
· Total, Disponible para pagos a Mayo 2020: 140 UF.
· Medio o vía de pago, cuenta PayPal o WesterUnion.
o Destaco estas vías ya que son las más económicas y seguras para transacciones internacionales.
· Dos modos diferentes de operar de los cuales ustedes deben elegir uno:
o Pago total de 140 UF mayo 2020.
o Pago mensual 7 UF desde oct 2019 – Abril 2020 más un pago de 119 UF en Mayo 2020.
Si bien los socios de INFOSITIO estamos de acuerdo con la propuesta de Urzúa, la información del monto de la deuda que indica no es correcta. Ante esta situación, el 10 de octubre, nuestro abogado le notifica lo siguiente:
Estimado Mauro:
Espero que estés bien.
Sobre tu propuesta, tengo algunos alcances:
  1. En el reconocimiento de deuda de fecha 13 de septiembre de 2017, suscrita ante el notario don Roberto Cifuentes, y de acuerdo a lo que fueron los cálculos y las conversaciones que sostuvimos contigo y Mauricio en ese entonces, la deuda se fijó en un total de UF 2.200,84, habiéndose descontado el valor de las motos de la deuda total*.*
  2. A la fecha de hoy, la suma de UF 2.200,84 alcanza la cifra de $ 61.763.229.- (sesenta y un millones setecientos sesenta y tres mil doscientos veintinueve pesos).
  3. Esa cifra es el doble de la que tu afirmas adeudar a Mauricio y Fernando, por lo que te ruego corregir ese ítem para futuros cálculos de pago.
  4. Considerando lo anterior, no hay problema en aceptar que de aquí a mayo del año 2020, pagues mediante transferencia o depósito internacional la suma de UF 7, además de los UF 119 que adicionarás en dicho mes de acuerdo a tu correo, pagando la UF al valor del día de pago efectivo de dicha suma*.*
  5. Eso significa que, comenzando los pagos este mes de octubre, pagarás en total a mayo del año 2020 la cantidad de UF 175*.*
  6. Este monto se te descontará del total adeuda a la fecha.
  7. Me interesa contar con alguna propuesta sobre el pago que debe ocurrir del saldo que quedará insoluto a partir de mayo del 2020, que corresponderá a un total de UF 2.025, 84*. Te pido por favor aclararlo apenas puedas.*
  8. El monto a pagar (las UF 7 mensuales como los UF 119 de mayo del 2020) deben ser depositados o transferidos a MyMobileSys SpA, Rut: 76.360.702-K, Cuenta Corriente Nº 52510352 del Banco BCI, copiando el comprobante de depósito o transferencia al correo [[email protected]](mailto:[email protected]) y con copia adicional a [[email protected]](mailto:[email protected])
Muchas gracias y quedo atento a tu respuesta y/o comentarios.”
Se le señala la cuenta corriente de MyMobileSys, empresa que pertenece a los mismos tres socios de INFOSITIO. El hecho de indicar esta cuenta, es únicamente para no mezclar dineros con la cuenta banco de la empresa INFOSITIO.
Mauro Urzua responde el mismo día indicando:
revisare la opcion de transferencia internacional, ya que no es ninguna de las dos opciones que presente ya que con mi actual cuenta no puedo realizar transacciones internacionales, en cuanto tenga la respuesta del banco confirmare por este medio.
martes 15 confirmare ya que este lunes es feriado.”
El 16 de octubre, nuestro abogado le envía mail:
Estimado Mauro,
Me gustaría saber cómo resolverás el tema de los depósitos y/o transferencias internacionales.
Junto con ello, cuándo realizarás el primer pago y cuál es tu propuesta para el pago de la deuda a contar del mes de mayo del próximo año.
Saludos
Cristián Urzúa Infante Abogado Aitor Co.”
El 17 de octubre recibimos respuesta de Mauro Urzua:
Estimado Cristian.
Buenas tardes, en cuanto tenga la respuesta del banco les informare, lo cual debe ser esta semana o maximo el martes proximo ya que este lunes fue festivo por lo que recien este martes logre contactarme con el departamento en cuestion, recuerdo que en mi propuesta de pago ofreci dos opciones distintas para proceder con los pagos, pero ninguna de ellas fue considerada en vuestra respuesta, en donde se me indica un numero de cuenta de una empresa distinta a la de mis acreedores (lo cual solo menciono pero no es importante), referente a la fecha primero debo establecer la forma dado a los costos involucrados...
con respecto a mayo del proximo ano, en la propuesta indico que es en ese mes que revisare la opcion de mantener o mejorar el metodo hoy aprobado por Fernando, Claudio y Mauricio.
Al momento de escribir estas líneas, 04 de noviembre, y después de un mes de recibida su propuesta, Mauro Urzua aún no nos transfiere el primer pago. Ni siquiera nos ha indicado cuál fue la “respuesta del banco”.
Cabe señalar que hechas las averiguaciones, Mauro se encuentra en Canadá, lugar que visitó hace varios años atrás y con el cual tiene una estrecha relación dado que su padre estudió en Toronto en el Agincourt Collegiate Institute y mantiene parientes residentes como su prima Pamela Urzua Lazakis.
Este mismo día, se le envía mail señalándole la URL a este documento en el cual se irá actualizando a medida que tengamos novedades de él, que adicionalmente quedará disponible en internet para que sea indexado por Google y que será compartido entre sus conocidos.
*** Actualización ***
03-03-2020
Transcurridos 4 meses, Mauro Urzua sólo nos ha hecho dos transferencias las cuales han sido gracias a insistir con él. Como siempre, los atrasos son justificados como el mail que nos envió el 13 de enero:
“ Buenas tardes, lamento mi tardanza en responder, pero como les dije en los correos iniciales, mi acceso a internet es bastante limitado.
Llame al servicio al cliente de Paypal para ver cuál es el problema, y me indicaron que el proceso está en curso. El problema se generó al reasignar los fondos a la cuenta de Fernando, ya estos se habían canalizado de mala manera a la misma cuenta que se deben redireccionar y yo había entendido mal y la fecha límite de respuesta o solución es este miércoles 15.
Lamento los inconvenientes ya que esto no debiera volver a ocurrir, de acuerdo a lo que me indicaron en PayPal.
Saludos y que tengan una excelente semana.
Mauro.”
Actualmente le hemos pedido en tres ocasiones que pague la cuota de enero-febrero y no ha pasado nada.
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2020.02.21 17:38 joseniltontorres Tudo Sobre UBER e 99 POP que você deveria saber!!!

Tudo Sobre UBER e 99 POP que você deveria saber!!!

1-Oque é Uber e 99 Pop?
São duas plataformas de serviços de transporte ou melhor dizendo dois Aplicativos” que chegou ao Brasil, com o intuito de promover o encontro entre pessoas que tem carros, com pessoas que não tem carros, esse era o ponto de vista da uber, como forma de remuneração as pessoas pagam um valor pela corrida “(viagens)” o valor é bem abaixo do transporte “taxi”. Já a 99pop é uma empresa brasileira criada em São Paulo que tem a categoria do taxi, em outras palavras é uma empresa de taxi diferenciada.
2-Como é calculado o valor de uma corrida?
O valor da corrida é calculado pelo aplicativo, nas seguintes condições, é calculado em quatro (4) fatores sendo o primeiro a taxa fixa da cidade exemplo: 4,50, o segundo fator é o tempo gasto na corrida, terceiro fator e o mais importante é o KM RODADO,o quarto fator é a demanda, ou seja á quantidade de chamados no momento, só assim é feito o calculo da viagem e repassado para o passageiro.
3-Como é feito a solicitação de uma corrida?
A uber e a 99pop por sua vez tem uma tecnologia de ponta, que disponibiliza o aplicativo em duas modalidades, quando o assunto é viagens com pessoas, o mesmo tem a versão do passageiro e o do motorista, no aplicativo do passageiro é feito uma conta de usuário para ter acesso ao meio de transporte…Á partir da conta pronta para uso o passageiro pode fazer o pedido de um carro adicionando o local de partida e o local de destino…
4-Quem pode usar o aplicativo?
Todos tem o direito de usar o aplicativo, porém precisa cumprir os termos de uso do mesmo, e suas politicas de privacidade… No caso de menor de idade desacompanhado, o motorista por sua vez pode cancelar o serviço, porém o serviço está aberto a usuários maiores de idade(18), quando o usuário é menor ou criança a corrida pode ser iniciada a penas se tiver um maior para acompanhar a mesma.
5-Como é escolhido os motoristas?
Após o motorista enviar todos os documentos para análise, o sistema faz a checagem no banco de dados de identificação da policia federal, onde é feito as buscas por antecedentes criminas e confirmações de dados, tais como procedência de documentos originais e do veículo, no entanto esse processo todo leva de dois(2) á sete (7) dias uteis, após toda a confirmação feita o motorista é avisado que sua conta esta liberada para trabalhar.
6-Qual a idade média para ingressar na plataforma?
Respondendo a essa pergunta, a idade média para ser um motorista de aplicativo aceito por todas as plataformas de mobilidade do Brasil e do mundo deve ser igual ou maior que 19 anos de idade, em alguns casos o motorista precisa ter 21 anos completos, lembrando que o motorista deve esta devidamente habilitado.
7-Como é feito o pagamento de uma corrida?
Há quatro (4) formas de pagamentos para as corridas, sendo elas dinheiro,cartão de débito e crédito online, PayPal e Uber pré-pago.
8- Quais são os fatores de segurança para o usuário?
Os principais fatores de segurança para o usuário são: foto do perfil do motorista parceiro,placa do veículo,cor e modelo do veículo,nome completo e no perfil fica registrado a cidade natal e a cidade atual onde o motorista mora.
9-Como o usuário pode cancelar uma corrida gratuitamente?
Para que o usuário possa cancelar uma corrida gratuitamente, o mesmo precisa esta por dentro das políticas de cancelamento gratuito, que seria antes do motorista chegar ao local de embarque chamado de ponto “A” caso o motorista esteja a caminho, o usuário pode sim cancelar porém a corrida precisa ter menos de 4 minutos que foi aceito pelo motorista, passados os 4 minutos ai é gerado uma taxa de cancelamento, após 12 minutos o solicitante pode se engajar novamente na política de cancelamento gratuito.
10-Em quais situações o motorista pode fazer o cancelamento da corrida?
Uma corrida pode ser cancelada pelo o motorista quando ele se sentir lesado, ou seja quando o solicitante quer embarcar mais pessoas que a capacidade do veículo e também quando a corrida for para terceiros, o solicitante (usuário) propõe para o motorista levar um menor desacompanhado ou ate mesmo crianças, a corrida deve ser cancelada de imediato, outro motivo importante é criança sem cadeirinha ou objetos especificados pela (CTB) Código de trânsito brasileiro, no qual pode gerar mutas ao motorista, ai nesse caso a corrida deve cancelada pelo motorista, porém o responsável legal da criança deve ter os objetos especificados pela (CTB) tais como bebê conforto, cadeirinha ou acento, também outro motivo importante que implica ao motorista tomar a atitude de cancelar uma corrida é quando o solicitante quer transportar armas ou drogas ilícitas ou até mesmo adentrar ao carro bebendo ou comento algo também é um dos principais motivos que o motorista pode cancelar a corrida e gerar uma taxa de cancelamento para o solicitante… Lembrando que todas as informações escritas por mim são colhidas com base na minha experiência na categoria, tendo em vista que por ser legal a escrita não pretendo prejudicar ninguém seja motorista ou usuário, apenas pretendo ajudar as pessoas com as informações por mim escritas.
11-Qual o ano que a primeira plataforma de transporte por aplicativo chega ao Brasil? E qual foi a primeira plataforma de transporte por aplicativo que chegou no nosso país?
O ano que chegou a primeira plataforma de transporte por aplicativo no brasil foi em 2014 em meados de julho, a primeira empresa da categoria foi a Uber.
12- Qual o ano que foi funda a Uber? e onde foi fundada?A Uber foi fundada em 2009 em São Francisco na (California).
13-Como se chama o criador da empresa Uber? Fundada em 2009 por Garrett Camp e Travis Kalanick, a proposta inicial do Uber era ser um serviço semelhante ao taxi de luxo, oferecendo carros como Mercedes S550 e Escalade na cidade de São Francisco na ( California) Estados Unidos.
14-A Uber gera algum impacto na economia brasileira? Não,
A Uber não dar lucro, mesmo sendo uma das empresas inovadoras da categoria a mesma chegou numa encruzilhada onde tem que escolher entre duas opções que seria mudar o seu modelo de negócio e conseguir faturar mais tendo um lucro maior e podendo gerar algum impacto na economia brasileira ou fechar as portas no Brasil e investir em outro país.
15-Qual foi o impacto gerado na economia do Brasil pela 99 pop em 2019?
A empresa de aplicativo de transporte gerou um impacto de 12 bilhões na economia brasileira, que gerou em torno de 12,2 bilhões em 2019. O equivalente a 0,18% do produto interno bruto (PIB) do país.
16- A 99Pop foi criada em 2012 com sua sede em São Paulo, os criados do aplicativo foram Paulo Veras, Renato Freitas e Ariel Lambrecht.
contato com o escritor via e-mail [email protected],com
whatsapp: 1599838-3637
link para youtube: https://youtu.be/4WvjayyJHi8
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2020.02.10 15:09 shakadevirgem A reforma administrativa e os seus vários obstáculos

Um Estado que atenda às aspirações dos brasileiros prescinde do fim da estabilidade do funcionalismo no emprego
Uma das reformas mais difíceis de se aprovar em Brasília é a administrativa. E é fácil entender por quê: desde a promulgação da Constituição, em 1988, foram criados tantos benefícios para os funcionários públicos que qualquer proposta de mudança esbarra numa resistência organizada, poderosa e eficiente. O lobby dos servidores é, sem dúvida, o mais forte da República.
No fim deste mês, o governo enviará ao Congresso Nacional Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para tratar da reforma administrativa, conhecida também como reforma do Estado. O interesse da equipe econômica, liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na aprovação dessa reforma é urgente, mas não se vê a mesma disposição no Palácio do Planalto.
Durante os 28 anos em que exerceu mandato de deputado federal, o presidente Jair Bolsonaro só teve uma bandeira: defender os interesses da corporação militar, à qual pertenceu antes de entrar na política. Não há nada de errado nisso, mas, como se viu na tramitação da reforma da Previdência, Bolsonaro retirou os militares da PEC original, justamente para que a corporação não passasse a ter as mesmas regras de aposentadoria dos demais brasileiros. Ademais, defender corte de benefícios de funcionário público em ano eleitoral é algo que a classe política costuma evitar.
A reforma administrativa se justifica por várias razões, mas duas são inapeláveis: o custo elevado do funcionalismo para a sociedade e a ineficiência atávica do Estado. A máquina pública brasileira, considerando apenas a União (os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário), é cara em termos absolutos, isto é, para um país de renda média como o Brasil, e também quando comparada ao desembolso feito por economias em desenvolvimento e ricas.
Em 2018, último dado disponível, o gasto com pessoal nos três poderes atingiu o equivalente a 13,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Se nada for feito, alcançará 14,8% do PIB ao fim desta década. Nações ricas, principalmente as europeias, onde o Estado do bem-estar social mais se desenvolveu, costumam ter uma máquina governamental custosa. Ocorre que, atualmente, segundo estudo do Ministério da Economia, em proporção do PIB, os países da União Europeia gastam com pessoal, em média, bem menos que o Brasil - 9,9% do PIB.
Os Estados Unidos, que por motivos óbvios têm despesa na área de Defesa muito superior à de qualquer outro país, também dispendem com o funcionalismo menos que o Brasil - o equivalente a 9,5%.
Economias do porte da brasileira destinam, em geral, menos de 10% do PIB ao gasto com pessoal.
Nos últimos anos, a despesa com pessoal ativo e inativo (um dos motivadores da reforma da Previdência) cresceu acima de qualquer parâmetro da economia, o que revela o caráter autóctone da burocracia brasileira. Os governos Lula e Dilma, dado o vínculo histórico dos sindicatos dos servidores com o PT, aumentaram a força de trabalho em 34% - de 532 mil funcionários para 712 mil entre 2003 e 2018. Num período mais curto, de 2008 a 2018, chama a atenção o fato de a despesa com pessoal ativo ter crescido 242%. Outro dado que mostra o quanto os funcionários públicos vivem num mundo diferente do restante dos brasileiros: nos últimos 15 anos, os funcionários tiveram, em média, aumento real de salário (acima da variação da inflação) de 53%.
Outra razão para a urgência da reforma é mudar o modelo que consagrou o Estado brasileiro, apesar de seu elevado custo, como ineficiente, extremamente burocrático e prestador de servicos de baixa qualidade. Portanto, trata-se de um Estado inadequado para sua função precípua, que é diminuir a distância entre ricos e pobres, igualando oportunidades numa das nações de maior concentração de renda do planeta.
Não se tenha dúvida: a criação de um Estado que atenda às aspirações dos brasileiros prescinde do fim da estabilidade do funcionalismo no emprego. Instituída pelos constituintes de 1988 para todas as carreiras, a estabilidade é o incentivo errado quando se pensa em eficiência no serviço público. A PEC do governo vai propor o fim da estabilidade generalizada, preservando-a apenas para as carreiras típicas do serviço público, como auditor fiscal e diplomata. Ainda assim, a ideia, bastante razoável, é que a estabilidade nesses casos seja conquistada num prazo mínimo de dez anos.
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2020.02.08 06:05 old-viking Os 45 erros de Democracia em Vertigem - o documentira de Petra Costa

Encontrei esse ótimo artigo em inglês sobre as mentiras do filme Democracia em Vertigem, de Petra Costa no site ideiasradicais.com.br e resolvi traduzi-lo. Em seguida, acrescentei algumas pinceladas e voilà! Os links estão no texto. Vamos lá:
Quem mora no Brasil e assiste ao documentário The Edge of Democracy, dirigido e narrado por Petra Costa, percebe que trata-se de um documentário com fortes narrativas partidárias. Em mais de duas horas, a maior parte do filme pode ser resumida em omissões, falsidades ou teorias da conspiração sobre a política brasileira.
Alguns bons exemplos disso são as cenas em que Petra e sua mãe endeusam Dilma e Lula, a ponto de chamar Lula de “Escultor cujo material é argila humana”.
Mas o filme cumpre seus objetivos de ignorar fatos, dados e evidências para vender ao mundo nada além das opiniões do Partido dos Trabalhadores sobre o processo de impeachment, a prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
Aqui listamos 45 erros, omissões e mentiras do filme.
1. Ignora a dimensão dos protestos de impeachment contra Dilma
Houve muitos protestos contra o governo de Dilma Rousseff, sendo cinco deles notáveis. O protesto de 13 de março de 2016 foi o maior ato político da história do país, superando até o Diretas Já. Mas o documentário mostra apenas alguns manifestantes mais reacionários e oculta a escala real dos atos e o quanto sua remoção do cargo foi desejada pela população.
2. “Ninguém esperava uma prisão tão rápida. Todos foram pegos de surpresa".
O documentário diz que “o caso dele [Lula] chegou ao tribunal de apelações mais rapidamente do que qualquer outro caso da Lava-Jato”, mas isso não é verdade. Uma revisão feita pelo economista Carlos Goés mostrou que a duração do processo, do tribunal de julgamento ao tribunal de apelações, não foi atípica. "Mesmo se analisarmos apenas os processos contra o acusado no âmbito da Lava-Jato, não se pode dizer que houve algo de extraordinário nos procedimentos de Lula", disse Goés.
3. “Dos 443 congressistas, apenas 2 eram da classe trabalhadora”
Petra diz que Lula decidiu recorrer à política quando viu que apenas 2 dos 443 congressistas eram da classe trabalhadora. Confiando cegamente na palavra de Lula (um método repetido em todo o filme), ela não verificou que nunca houve 443 congressistas em ambas as casas, de forma que a afirmação é provavelmente mentirosa. De fato, desde o fim do regime militar e a redação da presente Constituição o número de congressistas nunca mudou; continuou fixo até hoje: 594.
4. "O PT representava a esperança de que as terríveis injustiças do país fossem finalmente resolvidas"
Um estudo realizado pelo Banco Mundial de Riqueza e Renda apontou que a desigualdade de renda não diminuiu entre 2001 e 2015. O crescimento econômico do país teve pouco impacto na redução da desigualdade, pois beneficiou apenas os 10% mais ricos, de acordo com o relatório.
5. “[Com Lula] As taxas de desemprego atingiram o menor número da história”
Uma tese de 2017 do economista Rafael Baccioti mostrou que as taxas de desemprego registradas no Brasil nos anos 50, 70 e 80 eram menores do que as dos mandatos de Lula, situando-se entre 2% e 3%.
6. O escândalo de Mensalão é mencionado, mas sua relevância é completamente ignorada
No julgamento do Processo Penal n. 470 pelo Supremo Tribunal, ficou claro que o Mensalão era um esquema centrado no desvio de fundos públicos para comprar apoio de congressistas. Tudo isso para permitir a aprovação de projetos de interesse do governo Lula a toque de caixa. O Mensalão foi um esquema diabólico que visava colocar o Congresso Nacional de joelhos perante Lula para que ele pudesse executar seu ambicioso projeto de poder.
7. Dilma perdeu seu prestígio porque vociferou contra bancos e taxas de juros
Quando Dilma assumiu o cargo, no início de 2011, a taxa SELIC - o equivalente brasileiro ao Federal Funds Rade - estava abaixo de 8,75%. No final daquele ano, subiu para 12,5% e depois caiu para 7,25%. O Plano não funcionou e as taxas de juros voltaram a subir, atingindo mais de 14% e só diminuíram novamente quando a equipe econômica de Temer assumiu. Dilma fez discursos contra rentistas, mas seu governo foi o que mais os favoreceu.
8. "Quotas racistas"
A produção mostra um manifestante que pede a remoção de Dilma do cargo, dizendo que o PT (Partido dos Trabalhadores) havia instituído "cotas racistas" - referindo-se às políticas de ação afirmativa estabelecidas nas universidades públicas na última década. Mas, de acordo com uma pesquisa de opinião pública de 2013, 62% da população brasileira mostrava-se a favor de todos os três tipos de ação afirmativa de acesso à universidade pública: raça, estudantes de escolas públicas e baixa renda. Com relação apenas à alunos de escolas públicas e de baixa renda, a aprovação sobe ao patamar de 77%.
9. O Bolsa Família foi criado por Lula
Ao falar sobre os mandatos de Lula, Petra sugere que as políticas que ajudaram os mais pobres eram exclusivas dos anos do PT, ignorando que os programas de redistribuição de renda começaram muito antes. Em 2001, o próprio Lula criticou o programa Bolsa Escola, chamando-o de "uma ninharia".
10. Michel Temer era um traidor desde o início de seu mandato como vice-presidente
Quando as marchas contra Dilma estavam acontecendo no início de 2015, Michel Temer escreveu em sua conta no Twitter: “Um processo de impeachment é impensável, criaria uma crise institucional. Não há uma base legal nem política para isso.” Naquele ano foi ele quem assumiu a articulação política para o governo e a executou bem, como afirmou o representante Orlando Silva, um dos ex-vice-líderes do governo de Dilma na Câmara.
11. “Dilma tirou posições do PMDB”
Segundo o filme, a rebelião de Temer ocorreu porque Dilma tentou restringir a interferência do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) em seu governo. Mas isso não é verdade. Em 12 de março de 2016, ele conseguiu evitar que seu partido rompesse laços com o governo. Quatro dias depois, a presidente Dilma Rousseff nomeou Mauro Lopes para o Ministério da Aviação Civil, na tentativa de criar uma divisão dentro do partido de Temer.
12. Ignora a crise econômica
Por alguma razão, Petra não achou uma boa ideia esclarecer que as políticas econômicas do PT levaram a mais longa crise econômica do Brasil e a mais de 10 milhões de desempregados. Somente após a primeira meia hora do filme é que a recessão é levemente mencionada, sem nenhum comentário sobre seu tamanho ou consequências.
13. Petrobras foi espionada pelo FBI
Documentos vazados em 2013 indicam que o governo dos EUA espionou a Petrobras. Embora essa seja uma acusação séria, é um salto lógico usá-la para argumentar que o país desejava o impeachment para, de alguma forma, assumir o controle da empresa.
14. “Moro: o homem treinado nos Estados Unidos”
O ex-juiz e atual ministro da Justiça participou do Programa Internacional de Liderança de Visitantes em 2007, o mesmo que a ex-presidente Dilma Rousseff participou em 1992.
15. “Aécio Neves não aceitou os resultados”
O documentário diz que Aécio Neves, o maior oponente de Dilma na corrida presidencial de 2014, não aceitou os resultados da votação e foi por isso que entrou no Tribunal Superior Eleitoral contra Dilma e Temer. Mas o próprio Aécio admitiu que fez isso apenas para irritar o Partido dos Trabalhadores e Dilma. Ele não acreditava nas ações do próprio partido.
16. “Aécio defendeu o impeachment”
Quando os pedidos de impeachment começaram a se acumular, Aécio Neves rejeitou a ideia. Ele só abraçou o movimento em 2016, quando participou dos protestos em São Paulo e foi assediado por manifestantes.
17. “Grupos de direita usaram algoritmos de mídia social”
Estudos recentes mostram que a influência dos algoritmos de mídia social na radicalização política dos eleitores foi supervalorizada. Fora isso, os grupos de direita e de esquerda usaram as mesmas táticas para expressar seus pontos de vista.
18. A crise internacional versus más políticas
O documentário afirma que, após “um declínio global nos preços das commodities e uma série de erros econômicos, o país entrou em recessão”. Mas um relatório do FMI revelou que 183 dos 192 países examinados registraram um crescimento econômico superior ao do Brasil entre 2015 e 2016. Segundo o economista Marcel Balassiano, mais de 90% dos países do mundo cresceram mais que o Brasil entre 2011 e 2018 .
19. Dilma foi responsável por todos os problemas do país
Para Petra, quem era a favor do processo de impeachment "acreditava que a presidente era culpada por todos os problemas do país", mas não menciona provas ou pesquisas. Trata-se apenas da opinião pessoal dela (Petra). Um estudo realizado por Reinaldo Gomes, professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluiu que cerca de 90% do desempenho econômico negativo durante o mandato de Dilma pode ser atribuído a "erros nacionais", ou seja, podem ser atribuídos à maneira como as políticas do país foram conduzidas.
20. Fraude fiscal é pior que corrupção
Dilma foi acusada por violar leis de responsabilidade orçamentária e fiscal, algo que seu governo chamou de "pedalada fiscal" na tentativa de diminuir sua magnitude e conseqüência. O filme subestimou, mas o economista Carlos Goés explicou a seriedade dessas fraudes. Dilma começou, inclusive, a andar de bicicleta, a fim de que a população acreditasse que “as pedaladas da Dilma” fossem no sentido literal e não um eufemismo para fraude fiscal.
21. Omite o julgamento do Tribunal de Contas Federal
O processo de impeachment foi fundamentado no julgamento do Tribunal de Contas da União, que rejeitou as contas do orçamento do governo em outubro de 2015 devido a fraudes fiscais. Nada disso é mencionado no documentário.
22. “Precisamos de uma comissão internacional”
"Por que eles não criaram uma Comissão Internacional com especialistas em orçamento público e pediram um relatório oficial?" - pergunta Lula no filme. A resposta é simples: é exatamente por isso que existe o Tribunal de Contas Federal, que rejeitou as contas.
23. Quando começou a queda de Dilma?
Para o ex-deputado Jean Wyllys, começou no Dia do Trabalho de 2013, quando a presidente fez um discurso dizendo que os ricos, banqueiros e rentistas seriam os que “pagariam pela crise”. No entanto, esse discurso foi sobre mudanças nas tabelas de imposto de renda e reajuste dos valores do Bolsa Família. Não faz sentido acreditar que o empresariado fabricaria balanços de suas próprias empresas, muitas delas em estado falimentar, com o único objetivo de prejudicar a imagem da presidente.
24. Discurso inaugural de Temer
O filme foi editado de forma a sugerir que Temer estava atacando princípios seculares do estado, declarando que seu governo seria "um ato religioso". O que ele disse foi “o que queremos fazer agora, com o Brasil, é um ato religioso, é um ato de reconexão entre toda a sociedade e os valores fundamentais de nosso país”. Ele se referia a necessidade de reunir a população, dividida e polarizada, após o processo de impeachment.
25. O acordo selado entre Romero Jucá e Sérgio Machado
No áudio vazado entre Romero Jucá e Sérgio Machado, o ex-senador Jucá disse que seria mais fácil mudar o presidente e estancar o sangramento, para criar um pacto nacional. Petra afirmou que essa foi a motivação por trás do processo de impeachment. Mas ela, maliciosamente, omitiu a parte em que Machado disse: “Eu acho que as únicas saídas [para Dilma] são remoção ou renúncia. A remoção é a opção mais suave. Michel poderia construir um governo baseado na união nacional, um grande acordo, protegeria Lula, protegeria todos ”
Petra não menciona que este "grande acordo" também serviu para proteger o Partido dos Trabalhadores.
26. O maior arrependimento de Lula
Quando Petra pergunta a Lula se ele se arrependeu de algo, ele lamenta não ter enviado ao Congresso um projeto de lei para "regular a mídia". No entanto, em 2004, seu governo enviou ao Congresso um projeto de lei para a criação de um Conselho que teria o poder de punir jornalistas. Felizmente a proposta foi rejeitada.
27. Liberdade de imprensa sob os governos do PT
Lula se gabou de "ter feito o que eles fizeram" sobre a liberdade de imprensa, mas não foi realmente assim. Em 2004, Lula solicitou uma revogação de visto para o jornalista americano Larry Rohter, porque ele escreveu que o ex-presidente tinha um problema com a bebida.
Quando lhe disseram que era inconstitucional expulsar o jornalista, por ser casado com um cidadão brasileiro, sua resposta foi: “foda-se da constituição”.
28. Congresso trabalhando livremente sob os governos do PT
Ele também se gabou dos governos do PT deixarem o "Congresso trabalhar livremente". Mas foi sob seu governo que o Mensalão aconteceu, um esquema para comprar apoio no Congresso e garantir que Lula aprovasse os projetos que quisesse.
29. Quais foram as acusações contra Lula?
O documentário afirma que, após dois anos de investigação, a "acusação real" foi que "Lula havia recebido um apartamento de uma construtora". Só isso! Ignorando os muitos outros casos contra ele, alguns dos quais ele foi considerado inocente. Lula foi condenado por corrupção em dois veredictos diferentes e atualmente está sendo acusado em outros seis casos.
30. Marisa morreu 4 meses depois de também ser acusada
O filme sugere que a esposa de Lula, Marisa Letícia, morreu como resultado da perseguição contra ele e sua família. Porém, o que não é dito durante a cena é que o próprio Lula a culpou pelos cheques de aluguel não pagos de um apartamento que os investigadores afirmam ser apenas a fachada de um esquema para adquirir o imóvel com dinheiro da Odebrecht.
31. Lula era o principal candidato nas pesquisas, mas…
Em 2018, Lula era o principal candidato à presidência, mas também tinha os maiores números de rejeição entre todos os candidatos, 31% (empatado com Jair Bolsonaro). Uma vitória potencial não seria tão fácil.
32. Operação Lava-Jato vs. crise econômica
Em uma de suas audiências, Lula perguntou a Sergio Moro se ele “sentia-se responsável pela Operação Lava-Jato ter arruinado a indústria da construção civil do país”. Trata-se de outra narrativa partidária já que estudos mostraram que o combate à corrupção ajuda a economia e os negócios de qualquer país.
33. Motivos bizarros de votação dos congressistas
O documentário mostra muitos congressistas dando razões esdrúxulas para seus votos pelo impeachment, em nada relacionados às acusações contra Dilma, sugerindo que o processo foi injusto. Mas um processo de impeachment é também uma ferramenta política. Os votos no processo de impeachment do ex-presidente Collor, por exemplo, foram semelhantes.
34. A condução coercitiva de Lula aconteceu em prol de sua própria segurança.
O filme critica a condução coercitiva de Lula em um determinado depoimento, já que ele nunca tinha se negado a depor voluntariamente à Polícia Federal. Sérgio Moro, porém, justificou a ação alegando a necessidade da condução coercitiva para evitar maiores perturbações e turbulências, que haviam ocorrido em atos jurídicos anteriores.
35. O vazamento do telefonema entre Dilma e Lula (o caso Bessias)
O documentário detalha o conteúdo da conversa telefônica e foca na ilegalidade do vazamento feito por Sergio Moro. A gravação da conversa foi posteriormente anulada como prova pelo juiz da Suprema Corte Teori Zavascki, por ter sido interceptada poucos minutos após a expedição do cancelamento do grampo pelo Juiz Moro. Tanto Lula quanto Dilma foram processados mais tarde pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, por obstrução de Justiça, mas foram absolvidos.
36. A conversa entre Temer e Joesley
O documentário editou maliciosamente um diálogo para sugerir que o ex-presidente Temer apoiou uma possível obstrução da Justiça pelo empresário Joesley Batista, a fim de não ser denunciado por Eduardo Cunha. Temer foi absolvido em 2019 porque os promotores consideraram a prova "frágil".
37. O Congresso mudou de posição: Temer não deveria ser investigado!
O documentário critica o fato de que os congressistas que se dizem favoráveis ao combate à corrupção protegeram Michel Temer das investigações. Mas, na realidade, as investigações não pararam depois que seu mandato terminou. Temer chegou a ficar preso por alguns dias.
38. "Temer fez tudo o que eles queriam, vendendo reservas de petróleo para empresas estrangeiras"
Em algum momento, é mencionada uma mudança no modelo de concessão de grandes reservas de petróleo na costa do Brasil. Era um acordo de compartilhamento de produção e se tornou uma concessão. Mas, desde 2015, muitos ministros de Dilma eram favoráveis à mudança. Tanto o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, quanto o ministro das Finanças, Joaquim Levy, advogaram por mudanças na lei.
39. “Temer fez tudo o que eles queriam, enfraquecendo as leis que proibiam o trabalho escravo”
Em 2017, a Justiça do Trabalho editou uma portaria que tentava impedir o abuso de poder e atos arbitrários por inspetores do trabalho. Isso aconteceu porque mais de 90% dos casos de trabalho escravo foram absolvidos. O filme não mostra que, por causa de uma decisão da juíza da Suprema Corte, Rosa Weber, a portaria nunca entrou em vigor.
40. “Temer fez tudo o que eles queriam, aprovando medidas de austeridade que minariam os pobres”
As medidas de austeridade começaram com Dilma Rousseff logo após sua reeleição em 2014 e se intensificaram em 2015, ano em que 87% dos programas sociais existentes sofreram cortes.
41. Omitir o tamanho e a dimensão dos protestos contra Michel Temer
Segundo estimativas da polícia, os protestos contra Dilma em todo o país reuniram 2,4 milhões de pessoas em 15 de março de 2015 e 3,6 milhões em 13 de março de 2016. Os protestos contra Temer em setembro de 2016 reuniram apenas 48.000 pessoas.
42. Sérgio Moro retirou Lula da eleição presidencial
Um jornalista disse que foi a prisão de Lula promulgada por Moro que o removeu da disputa presidencial. A verdade é que, no Brasil, a suspensão dos direitos políticos ocorre após a condenação em um tribunal colegiado, como determina a Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio Lula.
43. E quanto à tentativa de assassinato ao Bolsonaro?
A produção fala sobre a polarização e o enfraquecimento da democracia brasileira, ignorando a facada que o presidente Bolsonaro sofreu, durante a campanha presidencial.
44. Um passado subterrâneo falso para seus pais
O documentário conta um pouco da história da família de Petra e os retrata como ativistas políticos que se desmobilizaram durante a ditadura militar. Mas, de acordo com uma resenha do livro “O tempo do Poeira: História e memórias do jornal e movimento estudantil da UEL nos anos 1970”, do jornalista Astier Basílio, “todo ano, os pais de Petra visitavam a família na capital do estado, Belo Horizonte. Era, portanto, um esconderijo que permitia uma folga.
45. A mãe do diretor não está ausente nas empresas familiares
A mãe de Petra, Marilia Andrade, não é uma figura neutra, distante do negócio de construção da família, como o filme tenta pintá-la. Pelo contrário, ela é uma das acionistas da Andrade Gutierrez, empresa profundamente envolvida nos escândalos de corrupção, e ainda com participação ativa nas empresas, segundo Astier Basílio.
Confira nosso artigo explicando as principais mentiras deste filme aqui.
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2020.01.10 21:35 freefirebr Barcellos "PaiZão" Mesquita

Barcellos, mais conhecido como PaiZão, tem 41 anos (30/03/1978), nasceu foi e criado no Rio de Janeiro. É filho da Dona Maria Cristina Barcellos e do Seu Francisco Mesquita.
Quando tinha apenas 5 anos de idade, a sua irmã mais nova (Danúbia, então com 5 meses de idade) contraiu uma infecção hospitalar e faleceu.
Aos 13 anos começou a trabalhar. Fez alguns “bicos” como vendedor, modelo, fez figuração na Globo e foi até DJ da Furacão 2000.
Em termos de esportes, sempre foi um admirador das artes marciais e, assim, no chegou judô à faixa preta!
Barcellos sempre gostou MUITO de games, mas nunca imaginou que poderia vir a se tornar a sua grande paixão e, claro, o seu trabalho. O seu primeiro computador foi um MSX (que ligava na TV). Os seus primeiros passos de game e de programação foram neles. Assim como quase toda criança à época dos anos 80, o seu primeiro videogame foi um Atari! River Ride era um de seus jogos favoritos!
Com o decorrer do tempo, adquiriu um mega drive que tinha jogos como Golden Axe e fórmula 1 com Ayrton Senna e, em seguida, um máster system com o lendário Sonic. Em um tempo não tão distante, na época da febre pelo Super Nintendo (SNES) jogava Super Maio e Donkey Kong.
O seu primeiro contato, de fato, com Lan Houses foi para jogar Counter Strike (CS) 1.5. Barcellos reuniu os amigos do bairro e formaram um grande time onde, juntos, conquistaram vários campeonatos entre Lan Houses.
Com o gosto cada vez mais forte por games e tecnologia, acabou descobrindo a veia empresarial e, assim, entrou no ramo da informática. Sempre acompanhou streamers de diversas plataformas sendo o Yoda a sua maior inspiração (inclusive para ajuda-lo a superar a depressão).
Em 2018, quando surgiu a notícia de que uma nova plataforma estava chegando no mercado brasileiro (CubeTV) que ele decidiu arriscar e abrir a primeira live de League of Legends. Nessa ocasião, poucas pessoas apareceram para prestigiá-lo. Mesmo assim, as lives não pararam e o que era uma distração pessoal deu vez a um campeonato interno de Streamers de Cross Fire onde Barcellos chegou ao 2 lugar no ranking mundial! Por volta do mês de junho de 2018 passou aderiu ao Free Fire.
O seu diferencial como Streammer e, também, ter ganhado esse apelido (PaiZâo), é pelo fato de ter essa ideologia de pai, isto é, de tratar a todos como filhos (não tolerando, por exemplo, palavrões nas lives).
Diferentemente de muitos profissionais, Barcellos não teve apoio profissional e contou apenas com o seu público. A única pessoa que o ajudou foi uma moça chamada Amélia (responsável pelo CubeTV). Ela o apoiava colocando-o para participar de campeonatos na plataforma. Algum tempo depois, foi assistido por Eduardo e Erick.
A sua metodologia é, de fato, diferenciada: busca trazer o espírito família (o que é bem raro). Assim, consegue tirar a agressividade dos adolescentes e crianças dentro dos jogos buscando, inclusive, torná-los educativos e, quem sabe, um emprego. Além disso, faz a live ser parte de um programa familiar, como um programa e não como algo “monótono”.
Atualmente, é streammer do facebook que depositou confiança em seu trabalho junto com a equipe da TFTW. É parceiro da PlayMatch (empresa de desenvolvimento de games e realização de competições em esportes eletrônicos) ajudando-o a fechar parcerias com marcas como a Latamgateway e Razer Gold.
Ah, e também é representante do time SK eSports (Seven Kingdoms) fazendo referência aos 7 times de base que conta com mais de 200 membros ativos com idades que variam de 10 a 50 anos.
Mesmo com todo o tempo preenchido entre a família e as atividades empresariais, Barcellos procura desenvolver os atletas em suas lives e, também, é ativo em ações de caridade. “Caridade é algo que plantamos e colhemos” – afirma Barcellos.
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.11.04 20:57 saiwmon 20 Pontos a se destacar da atuação do governo na ÚLTIMA SEMANA de outubro

1 - O fundo soberano da Arábia Saudita vai investir até US$ 10 bilhões em projetos no Brasil, cerca de R$ 40 bilhões.
2 - Risco-Brasil chega a seu menor patamar desde 2013, inflação controlada, selic em mínima histórica e investidores confiantes. A empregabilidade cresce e os crimes diminuem. Em apenas 10 meses de Governo estamos mudando o Brasil para melhor!
3 - Com o trabalho do Ministro Sérgio Moro, seguem os recordes de apreensão de droga: 12 ton de cocaína em menos de 4 meses. O volume da droga apreendida entre 1/7 e 27/10 é maior que o 1• semestre de 2019. Investimento em, tecnologia e outros recursos.
4 - O Brasil recebeu US$ 28 bilhões em investimentos estrangeiros nos primeiros seis meses de 2019. O resultado faz do governo Bolsonaroo quarto principal destino do fluxo de capital entre os países do G-20, o grupo das maiores economias do mundo.
5 - O Ministério da Educação anunciou premiação aos estudantes de graduação. Serão distribuídos R$ 5 milhões em prêmios. reconhecimento do desempenho dos alunos com elevado grau de competência.
6 - O Ministério da Saúde liberou R$ 2,8 milhões para dois hospitais universitários de Salvador-BA. Os recursos fazem parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais.
7 - A Polícia Federal inaugura delegacia modelo de Investigação, Análise Financeira e Combate à corrupção. A unidade inova, institucionaliza e aperfeiçoa investigações, com menos burocracia, mais integração e efetividade no uso dos recursos tecnológicos na missão.
8 - O Ministério do Desenvolvimento Regional financia R$ 268 milhões para modernizar e reparar serviços de saneamento básico em Campinas (SP). O recurso federal garante substituição de estruturas e melhora na eficiência do sistema de controle de perdas de água.
9 - Em 10 meses de governo: MAIS DE 760 MIL EMPREGOS FORMAIS GERADOS; MENOS 22% DE ASSASSINATOS, quase 8 mil vidas salvas; MENOS DE 12% DE ESTUPROS. Estamos devolvendo a dignidade que a esquerda tirou dos brasileiros!
10 - O Ministério da Economia e o SEBRAE lançaram o programa Mobilização pelo EMPREGO e PRODUTIVIDADE. Objetivo é levantar as reivindicações de empresários e gestores públicos para identificar os maiores entraves e aplicar medidas em prol do empreendedorismo.
11 - A Variação dos transportes modais favorecem à toda sociedade, desde barateamento dos produtos a consumidores e produtores.
12 - O Exército Brasileiro na missão humanitária nas Américas e no Caribe onde catástrofes atingem países pobres com passagens de furacões e etc. São cerca de 2.500 atendimentos de tratamento de visão, 100 cirurgias, 2.500 atendimentos clínicos e 800 odontológicos em cada país.
13 - o Ministério da Infraestrutura, o DNIT e o Exército Brasileiro, está semana, seguem as obras nas rodovias com velocidade acelerada. Como por exemplo, nas BR101/RJ, BR116/RS, BR304/RN, BR153/TO, BRs273 e 158/PR, BR316/PE e BR419/MS e muito mais.
14 - Com agora Lei 13886/19, que AGILIZA a venda e a UTILIZAÇÃO dos bens apreendidos do tráfico e permite imediato uso do dinheiro decorrente. Os recursos também serão utilizados NA prevenção e repressão ao tráfico de drogas e tratamento de dependentes.
15 - Governo Bolsonaroaumentará o alcance do bolsa atleta e com uma novidade, criando o bolsa atleta escolar.
16 - BALANÇO DA OPERAÇÃO VERDE BRASIL: As multas aplicadas totalizaram R$ 141,9 milhões. A força-tarefa do governo não se limitou a combater incêndios, mas também atuou para apreender madeira ilegal e acabar com acampamentos clandestinos.
17 - Indústria nacional cresceu 0,3% em setembro, segundo mês consecutivo de crescimento. Produção de veículos automotores teve alta de 4,3%. Na comparação com setembro de 2018, houve alta de 1,1%. Fonte: IBGE. Mais e mais sinais positivos na economia do Brasil.
18 - O varejo prevê o maior crescimento de vendas dos últimos 6 anos para o Natal, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A estimativa é arrecadar R$ 35,9 bilhões, o que representa 4,8% mais do que no ano passado. Empregos e economia!
19 - Apreensão de drogas nas rodovias federais do RJ aumentou mais de 66% em relação a 2018. São mais de 20 toneladas de entorpecentes desde janeiro.A utilização de cães farejadores e o aumento das ações de inteligência resultaram no acréscimo das ocorrências.
20 - O Ministério do Desenvolvimento Regional liberou recursos ao Estado do Piauí para o fornecimento de água potável, em 38 municípios. Em MG, o município mineiro de Oliveira o recebe outros para construção de ponte de danificada após a cidade ter sido atingida por chuvas intensas.
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2019.11.04 20:56 saiwmon SEGUE ALGUMAS CONQUISTAS DA GESTÃO DO GOVERNO ATUAL (ÚLTIMA SEMANA DE OUTUBRO)

1 - O fundo soberano da Arábia Saudita vai investir até US$ 10 bilhões em projetos no Brasil, cerca de R$ 40 bilhões.
2 - Risco-Brasil chega a seu menor patamar desde 2013, inflação controlada, selic em mínima histórica e investidores confiantes. A empregabilidade cresce e os crimes diminuem. Em apenas 10 meses de Governo estamos mudando o Brasil para melhor!
3 - Com o trabalho do Ministro Sérgio Moro, seguem os recordes de apreensão de droga: 12 ton de cocaína em menos de 4 meses. O volume da droga apreendida entre 1/7 e 27/10 é maior que o 1• semestre de 2019. Investimento em, tecnologia e outros recursos.
4 - O Brasil recebeu US$ 28 bilhões em investimentos estrangeiros nos primeiros seis meses de 2019. O resultado faz do governo Bolsonaroo quarto principal destino do fluxo de capital entre os países do G-20, o grupo das maiores economias do mundo.
5 - O Ministério da Educação anunciou premiação aos estudantes de graduação. Serão distribuídos R$ 5 milhões em prêmios. reconhecimento do desempenho dos alunos com elevado grau de competência.
6 - O Ministério da Saúde liberou R$ 2,8 milhões para dois hospitais universitários de Salvador-BA. Os recursos fazem parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais.
7 - A Polícia Federal inaugura delegacia modelo de Investigação, Análise Financeira e Combate à corrupção. A unidade inova, institucionaliza e aperfeiçoa investigações, com menos burocracia, mais integração e efetividade no uso dos recursos tecnológicos na missão.
8 - O Ministério do Desenvolvimento Regional financia R$ 268 milhões para modernizar e reparar serviços de saneamento básico em Campinas (SP). O recurso federal garante substituição de estruturas e melhora na eficiência do sistema de controle de perdas de água.
9 - Em 10 meses de governo: MAIS DE 760 MIL EMPREGOS FORMAIS GERADOS; MENOS 22% DE ASSASSINATOS, quase 8 mil vidas salvas; MENOS DE 12% DE ESTUPROS. Estamos devolvendo a dignidade que a esquerda tirou dos brasileiros!
10 - O Ministério da Economia e o SEBRAE lançaram o programa Mobilização pelo EMPREGO e PRODUTIVIDADE. Objetivo é levantar as reivindicações de empresários e gestores públicos para identificar os maiores entraves e aplicar medidas em prol do empreendedorismo.
11 - A Variação dos transportes modais favorecem à toda sociedade, desde barateamento dos produtos a consumidores e produtores.
12 - O Exército Brasileiro na missão humanitária nas Américas e no Caribe onde catástrofes atingem países pobres com passagens de furacões e etc. São cerca de 2.500 atendimentos de tratamento de visão, 100 cirurgias, 2.500 atendimentos clínicos e 800 odontológicos em cada país.
13 - o Ministério da Infraestrutura, o DNIT e o Exército Brasileiro, está semana, seguem as obras nas rodovias com velocidade acelerada. Como por exemplo, nas BR101/RJ, BR116/RS, BR304/RN, BR153/TO, BRs273 e 158/PR, BR316/PE e BR419/MS e muito mais.
14 - Com agora Lei 13886/19, que AGILIZA a venda e a UTILIZAÇÃO dos bens apreendidos do tráfico e permite imediato uso do dinheiro decorrente. Os recursos também serão utilizados NA prevenção e repressão ao tráfico de drogas e tratamento de dependentes.
15 - Governo Bolsonaroaumentará o alcance do bolsa atleta e com uma novidade, criando o bolsa atleta escolar.
16 - BALANÇO DA OPERAÇÃO VERDE BRASIL: As multas aplicadas totalizaram R$ 141,9 milhões. A força-tarefa do governo não se limitou a combater incêndios, mas também atuou para apreender madeira ilegal e acabar com acampamentos clandestinos.
17 - Indústria nacional cresceu 0,3% em setembro, segundo mês consecutivo de crescimento. Produção de veículos automotores teve alta de 4,3%. Na comparação com setembro de 2018, houve alta de 1,1%. Fonte: IBGE. Mais e mais sinais positivos na economia do Brasil.
18 - O varejo prevê o maior crescimento de vendas dos últimos 6 anos para o Natal, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A estimativa é arrecadar R$ 35,9 bilhões, o que representa 4,8% mais do que no ano passado. Empregos e economia!
19 - Apreensão de drogas nas rodovias federais do RJ aumentou mais de 66% em relação a 2018. São mais de 20 toneladas de entorpecentes desde janeiro.A utilização de cães farejadores e o aumento das ações de inteligência resultaram no acréscimo das ocorrências.
20 - O Ministério do Desenvolvimento Regional liberou recursos ao Estado do Piauí para o fornecimento de água potável, em 38 municípios. Em MG, o município mineiro de Oliveira o recebe outros para construção de ponte de danificada após a cidade ter sido atingida por chuvas intensas.
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2019.10.08 05:02 altovaliriano Explique "Grande Conspiração Nortenha" (out/2019) - Sem sinal de ASOIAF (ago/1990)

Hoje eu quero iniciar o formato que acredito ser o ideal para analisar os arquivos do So Spake Martin (SSM) de Westeros.org.
Eu tentarei analisar os SSMs mais antigos em ordem cronológica e os mais recentes de forma retroativa, até que ambas as pontas um dia se encontrem no meio. Daí em diante, eu passaria a apenas a analisar os mais recentes.
---------------------------------
Mais recente: Entrevista à WGN Radio (04/10/2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16162
Martin foi entrevistado por telefone por uma rádio de Chicago antes da sua visita na cidade (que deve estar ocorrendo enquanto falamos).
Os apresentadores começam falando sobre a carreira de Martin na ficção científica, comentam a dificuldades de interação com leitores hoje em dia e, por fim, perguntam como é ter Westeros noite e dia consigo durante a escrita.
Martin fala diz que quando a escrita está correndo bem, ele fica pensando em Westeros o dia todo, mas o momento em que as idéias mais lhe ocorrem é quando esta indo dormir. Que fica pensando na cena que vai escrever na manhã seguinte ou na semana seguinte e que os personagens tomam vida e ele chega a ouvir partes de diálogos.
Depois as perguntas se concentraram em Game Of Thrones. Martin disse que o alívio porque o show acabou é apenas parcial, em razão de agora não se martiriza tanto pensando que está atrasado em relação à HBO.
Quando um dos apresentadores critica os roteiros dos episódios da 5ª temporada em diante (especialmente em relação à última temporada), Martin responde bruscamente. Diz que ele vai terminar o próximo livro e que aí poderão ler a versão dele da história. Martin também não avança muito quando é perguntado sobre Bloodmoon (série sucessora de GoT sobre a Era dos Heróis, sob a responsabilidade de Jane Goldman), apenas frisa que a série é de autoria de Jane Goldman.
No final da entrevista, o apresentador fala que seus filhos falaram tanto sobre a "Grande Conspiração Nortenha" (uma teoria de fã que devo cobrir no futuro) que ele sabia que só teria paz quando pedisse para GRRM explica-la. Martin ri e diz que não comenta teorias de fãs, pois diz que há muitas por aí, e umas são verdade, outras não.
O programa é encerrado com os apresentadores falando mal da escrita de Dan & David e tirando sarro de Martin por ter sido brusco na resposta sobre o final de Game of Thrones.
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Mais Antigo: Entrevista ao site Eidelon (01/04/1990)
Link: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1431
Nesta entrevista, vemos Martin responde perguntas sobre sua carreira na Ficção Científica e Horror, seu envolvimento com Hollywood (e o quão hesitante ele estava em voltar a trabalha lá depois de The Beauty and the Beast) e ele fala dos planos para o futuro.
O que é interessante sobre esta entrevista é que ela aconteceu antes que Martin começasse a escrever ASOIAF (em 1991) e vemos Martin avaliando um futuro que não incluía as Crônicas de Gelo e Fogo.
Confira abaixo a entrevista traduzida na íntegra:

E: Por que você começou a escrever?
GM: Bem, eu não acho que tenha decidido conscientemente me sentar um dia e dizer "Nossa, eu vou começar a escrever". De certo modo, eu sempre escrevi. Mesmo antes de poder escrever, eu sempre pensei em histórias e inventei histórias. Mesmo quando eu era criança e brincava, inventava personagens, brincava com tramas, brincava com histórias, contava histórias para as outras crianças. Portanto, não tenho certeza de que algo a que se chega depois de certa deliberação, é apenas algo que, pelo menos comigo, parecia automático; algo que eu nasci com.
Comecei a enviar minhas histórias e a publicá-las primeiro a nível de fã: nos tempos de escola durante a adolescência, eu era ativo no fandom de quadrinhos, que naquela época estava apenas começando nos Estados Unidos. Eu era um fã ativo de quadrinhos. Então publiquei em vários fanzines de quadrinhos e, finalmente, quando estava na faculdade, fiz minha primeira venda profissional.
E: Você é mais conhecido por escrever contos de ficção, e eu sei que escrever contos de ficção não compensa tanto quanto escrever romances. Por que você ainda escreve contos de ficção?
GM: Bem, às vezes eu só tenho uma história para contar que não tem o suficiente para ser um romance, e eu prefiro fazer um bom conto ou uma boa novela do que escrever um romance ruim e grande.
Na verdade, à medida que minha carreira progredia, minhas histórias tendiam a ficar cada vez mais longas. Quero dizer, acho que se você realmente olhar para a minha bibliografia, bem no início da minha carreira, escrevi principalmente pequenos contos. Faz vários anos desde que pude produzir um conto real e genuíno. Ou seja, algo curto [risos]. Embora eu escreva coisas com comprimento menor do que uma novela: venho fazendo muitas novelas e noveletas nos últimos anos.
E: Ainda é difícil vender novelas? Há uma maravilhosa história de horror em um dos livros de Stephen King sobre o quão difícil é vender novelas. Você acha isso?
GM: Não é difícil para mim vender novelas de ficção científica. Stephen King tem um nome gigantesco, é claro, mas mesmo ele está em uma posição um pouco estranha, pois é um escritor de terror; não há mercado para contos de terror, pelo menos não nos Estados Unidos. Existem algumas revistas semi-profissionais; ocasionalmente, a Revista de Fantasia e Ficção Científica publicará alguns, mas para as novelas de ficção científica ainda há um mercado bastante ativo, e foi uma novela, "Uma Canção para Lya", que virou uma das minhas principais histórias inovadoras no início de minha carreira. Ganhei meu primeiro prêmio Hugo, aqui na Austrália, na verdade; na Aussiecon One.
E: Você escreve muito horror hoje em dia. Por que? Pois só lhe vem histórias de horror ou porque acabou a graça da ficção científica?
GM: Bem, eu não diria isso. Eu gosto de fazer coisas diferentes. Há muitos tipos diferentes de histórias que quero contar. . . ficção científica, fantasia, horror, até mesmo algumas convencionais. Adorei histórias de horror quando jovem. Eu li muitas delas. Mas, por um tempo, a graça delas meio que acabou. Depois de ler tudo o que HP Lovecraft havia feito, na colégio, e ter experimentado alguns outros, realmente não consegui encontrar nenhum escritor de terror de que gostei. Eles não pareciam mais capazes de me assustar. Então eu meio que me afastei disso e, quando comecei a vender profissionalmente nos anos 70, eu estava lendo e escrevendo exclusivamente ficção científica. Mas acho que Stephen King produziu um genuíno renascimento do horror. Eu li e gostei de King. Muitas pessoas vieram no rastro dele, que eram imitadores e não eram tão bons, mas acho que ele provou que a ficção de terror ainda era viável. Eu tenho minha própria abordagem na ficção de horror, é claro. Eu não acho que isso se encaixa perfeitamente na categoria Stephen King. Há um parâmetro, o que eu chamaria de sensibilidade de "ficção científica", até mesmo para a minha ficção de terror.
E: Isso é extremamente lógico, extremamente bem explicado. . .
GM: Sim, há uma parte de mim que é muito Campbelliana em vez de Lovecraftiana, que acredita que realmente está dentro da capacidade da mente humana de compreender tudo, e meus protagonistas não são levados à loucura, como muitos de Lovecraft foram, por horrores grandes e incompreensíveis demais para eles imaginarem.
E: O que você acha do horror "moderno", da tradição do splatterpunk e do fato de os filmes estarem ficando cada vez mais violentos e cada vez mais bobos?
GM: Essa é uma pergunta muito ampla. Fiz parte de alguns painéis que falar sobre isso por algumas horas.
Certos aspectos disso me preocupam, na verdade. Permita-me aqui esclarecer que não sou a favor de nenhum tipo de censura; Eu sou bastante anti-censura. Eu sou o mais extremo que se pode ser sobre toda a questão da liberdade de expressão. Mas, no entanto, como leitor, lendo algumas dessas coisas, me perguntam o que eles querem dizem sobre a sociedade e a cultura norte-americanas, e me pergunto o que essa tendência significa, pois o horror se torna cada vez mais explícito e o foco muda, como tantas vezes acontece, para fazer do monstro o herói ao invés de vilão de grande parte de filmes de terror...
E: Eu lembro da frase em "The Skin Trade", em que um personagem atribui um assassinato a "alguém que já viu muitos filmes de Halloween e sexta-feira 13 ".
GM: Sim. Eu assisti a alguns desses filmes em que não apenas o que está na tela é perturbador, mas o comportamento de certos membros da platéia é muito assustador.
E: O que você está escrevendo agora? O que podemos esperar ver em um futuro próximo?
GM: Bem, no momento não estou no meio de nada importante. Continuo trabalhando na minha série Wild Cards , que é uma coisa contínua. No momento, estou trabalhando principalmente como editor, apesar de ter escrito metade do livro sete (que será lançado em agosto nos Estados Unidos). Esse é um mosaico de duas pessoas, eu e John Miller, por isso é essencialmente um romance colaborativo, do qual metade é meu.
Entreguei o livro oito e estou trabalhando na edição do livro nove, mas ainda não tenho histórias. Estou simplesmente trabalhando nisso como editor, e a série não para por aí. Até janeiro, é claro, eu estava trabalhando em no programa de TV A Bela e a Fera, mas que agora terminou, então eu assinei para fazer um filme de ficção científica de baixo orçamento (para fazer roteiro dele), mas não posso falar muito sobre isso. E estou testando algumas novas idéias de romance e tenho certeza que quando junho chegar (junho é tradicionalmente o mês em que a nova temporada de televisão começa em Hollywood) posso acabar recebendo ofertas para escrever ou produzir um novo programa de televisão. Eu teria que avalia-las, mas se eu voltaria para lá, eu não sei dizer. Depende do que tipo de show é, qual é a oferta, é algo que me interessa? Então, basicamente, tenho alguns meses de folga agora.
E: Um dos meus livros favoritos é oTuf Voyaging. A Locus [Magazine] anunciou há muito tempo que haveria um segundo livro,Twice as Tuf”. Eles estavam mentindo?
GM: Bem, eles não estavam mentindo. Pode ser que esse livro ainda venha, mas não será lançado tão cedo. Basicamente, eu assinei para fazer o Twice as Tuf e logo depois de assiná-lo, acabei trabalhando em Hollywood, primeiro em Além da Imaginação e depois em A Bela e a Fera , e isso ocupou muito do meu tempo. E o prazo chegou e foi embora e nós o estendemos várias vezes para Twice as Tuf e nada... Eu nunca tive tempo para produzir nada relativo a isso. Então, finalmente, cheguei a um entendimento com a editora, pelo qual lhes dei essencialmente dois dos meus direitos para brochura de dois outros livros, A Morte da Luz, meu primeiro romance, que eles acabaram de relançar, e direitos para brochura de uma de minhas coleções que nunca esteve foi impresso em brochura [Retrato de Seus Filhos - Ed. ], então eles farão uma edição desta também, e eles substituirão Twice as Tuf. Agora, eu ainda gostaria de escrever mais sobre esse personagem e ainda acho que vou retomar e fazer esse livro algum dia, mas exatamente quando esse dia chegará, eu não sei.
As demandas da TV quando estou trabalhando em um programa me mantêm bastante ocupado, e fazendo isso e os Wild Cards, eu não consigo dar conta de muita coisa. E agora que tenho um pouco de tempo para pensar em assumir outro projeto, não acho que a coisa "Tuf" seja a primeira coisa em que realmente me apetece entrar agora. Eu gostaria de fazer outro romance quando tiver tempo; um que não seja parte deu uma saga.
E: Você mencionou a Bela e a Fera e Além da Imaginação**.** Como é escrever uma série? Além da Imaginação deve ser bem diferente, pois é uma série antológica... Como foi sua experiência com isso, como você se envolveu e como foi?
GM: Bem, eu me envolvi nisso quase por acaso. Phillip de Guerre, que foi o produtor executivo de Além da Imaginação, também é um grande fã de rock 'n' roll, e há alguns anos atrás eu fiz um livro chamado The Armageddon Rag e Phil o selecionou para um filme. Naquela época, ele me levou para Hollywood, tive várias reuniões com ele para discutir o roteiro que ele planejava escrever para o filme de The Armageddon Rag e ele escreveu vários roteiros, mas nunca conseguimos fazer o filme ou conseguir financianciamento.
Mas eu conheci Phil no processo e, quando ele pôs Além da Imaginação em produção, resolvei arriscar e me deu um trabalho de roteiro, e gostou do resultado o suficiente para que, quando estavam com muito serviço, me trouxessem a bordo como Staff Writer (que é o único cargo de produção de Hollywood que contém a palavra "escritor" e, portanto, você sabe que é a posição mais baixa da cadeia, como de fato era). Então, comecei como redator em Além da Imaginação e subi até o Story Editore, em seguida, Executive Story Consultant. E, em A Bela e a Fera, eu fui Produtor e depois Coordenador de Produção.
Então, Alpem da Imaginação era bem diferente de A Bela e a Fera, de certa forma, porque um era um show antológico e o outro é uma série episódica semanal regular, e ainda assim os dois projetos tinham talvez mais em comum um com o outro do que qualquer outra coisa que eu já tenha feito, porque eles eram, afinal, a televisão, que é um mundo completo em si mesmo, e é diferente de qualquer experiência que um escritor possa ter, de verdade.
De certa forma, sinto que a televisão era boa para mim. Certamente foi bom para mim financeiramente [risos] e foi muito estimulante. Digo, eu havia sido um escritor independente por muito tempo antes de assumir esse emprego; trabalhando em casa, acordando todos os dias, levando duas horas para tomar minha xícara de café, entrar no escritório, ligar o processador de texto, talvez fazer alguma coisa, talvez não (Eu nunca fui um escritor muito disciplinado, e é por isso que minha bibliografia é comparativamente curta em comparação com alguns de meus contemporâneos).
Não é assim que Hollywood funciona. Você entra no escritório todos os dias, fica lá não por oito horas por dia, mas algo mais perto de dez, onze ou doze horas. Você está escrevendo, participando de reuniões, participando de sessões de apresentação, indo ao set, reunindo-se com o diretor ou o responsável. Então isto me impôs certa disciplina em mim; que era boa para mim e também extremamente estimulante. Digo, era um mundo totalmente novo para aprender, sobre o qual eu não conhecia nada antes, e isso me envolveu em algo que eu não tive por muitos anos; todo esse negócio de "ambiente de escritório", onde você realmente precisa entrar e interagir com outras pessoas.
Hollywood é um mundo estranho, mas, de certa forma, é o Mundo Real, e é bom para um escritor entrar em contato com o Mundo Real de vez em quando. Eu acho que um escritor que passa toda a sua carreira escrevendo romances a partir dos estudos que faz em sua casa (e talvez encontrando algumas pessoas em convenções ou ocasionalmente indo a um coquetel literário) perde de vista o mundo real, de como as coisas realmente são lá fora. E você começa a fazer muitas coisas auto-referenciadas, o que eu acho que é uma armadilha para qualquer escritor.
E: Você colaborou bastante durante sua carreira, fora o trabalho de televisão. Você gosta disso e como você faz?
GM: Cada caso é diferente. É como um casamento. Eu colaborei com Lisa Tuttle, Howard Waldrop, George Gutthridge. Com quem mais eu colaborei? Estou esquecendo alguém? [Risos.]
E: Bem, a televisão é colaborativa até certo ponto. Wild Cards é colaborativo, se preferir.
GM: Bem, com Wild Cards , estou funcionando mais como editor do que como colaborador, então isso é um pouco diferente. Cada uma das minhas colaborações era essencialmente diferente.
Aquele com Howard foi a primeira colaboração. Isso era basicamente: Howard e eu estávamos nos correspondendo há muitos anos, finalmente nos conhecemos em uma convenção em Kansas City, 1972, e devia ter algo errado naquela água ou algo do tipo porque decidimos "Ei, vamos fazer uma história juntos!" Então, enquanto todo mundo estava no Playboy Club no hotel de convenções servindo bebidas por coelhinhas voluptuosas, Howard e eu estávamos em nosso quarto de hotel com a pequena máquina de escrever portátil de Howard, martelando folhas de papel amarelo e, sabe, ele escrevia e ficava sentado atrás dele na cama e então ele parava e eu escrevia, e não produzimos muito coisa. Terminamos uma pequena parte, mas ele levou para casa, escreveu mais um pouco, enviou para mim e assim por diante.
Lisa e eu, éramos pólos opostos para começar. Ela estava no Texas e eu em Chicago quando começamos e depois em Dubuque, Iowa, e colaboramos principalmente através de e-mails, cada um de nós escrevendo uma seção, enviando-as para o outro, que reescreveria a seção anterior que o outro havia escrito e então avançaria um pouco mais além. Assim foi indo e voltando até que chegou um ponto em que eu não sabia mais o que Lisa havia escrito naquele livro e o que eu havia escrito. Ocasionalmente, uma frase se sobressaia como uma “frase de Lisa" ou uma frase minha, mas, fora isso, eu não saberia diferenciar.
A coisa com George Gutthridge, era uma história muito velha. Na verdade, foi uma das primeiras histórias de ficção científica que eu escrevi, que foi recusada várias vezes e que eu nunca fui capaz de vender. Anos depois, George pegou-a e reescreveu. Portanto, minha escrita foi feita no final dos anos 60, e ele a dele foi feita uma década depois.
E: Nightflyers foi transformado em filme há alguns anos atrás. O que você achou do filme? Foi bem diferente da sua história.
GM: Bem, acho que eles foram cerca de 75% fiéis, mas, infelizmente, os 25% que eles mudaram tiveram uma espécie de efeito cascata e fizeram com que os 75% que não foram alterados não fizessem tanto sentido quanto poderia ter. Eles fizeram algumas mudanças que eu aprovo e gostei e outras que não entendi e não gostei.
Eu acho que o filme teve algumas coisas boas - direção de arte adorável, efeitos especiais maravilhosos, considerando o orçamento que era minúsculo (sim, eles não têm os efeitos especiais de Guerra nas Estrelas, mas para um filme de três milhões de dólares - o que ele era - fizeram um trabalho muito impressionante) e tiveram algumas boas interpretações secundárias - mas no geral não acho que funcionou. Infelizmente.
E: Você tem outros projetos de filmes que possam ir adiante, em um futuro próximo?
GM: Eu tenho interesse constante em "Sandkings". Ele está sempre sendo selecionado. E tem havido algum interesse no Fevre Dream. E Phil ainda está ocasionalmente fuçando e conversando sobre O Armageddon Rag. Mas se alguma dessas coisas realmente vai acontecer, eu não seria capaz de afirmar.
E: Quem o inspirou como escritor? Quem são seus escritores favoritos?
GM: Há muitos escritores que eu gosto. Acho que aqueles que realmente tiveram mais efeito sobre mim foram provavelmente os escritores que li quando jovem. Costumo pensar que essas influências, que você absorve a nível subconsciente antes mesmo de sonhar em escrever, são as influências duradouras. Quero dizer, eu cresci lendo Andre Norton, lendo Heinlein Juveniles, lendo Eric Frank Russell (que eu acho um autor maravilhoso, mas que é por demais esquecido, infelizmente). Lovecraft: quando descobri Lovecraft, fiquei encantado por ele, por razões que tenho certeza de que eu entenderia se ainda tivesse quinze anos [risos].
Hoje em dia, meus escritores favoritos são uma lista diferente. Sou um grande admirador de Jack Vance. Eu não sei se Vance teve. . . Vance exerceu grande influência em Haviland Tuf, que começou na primeira história, "Uma Fera para Norn", como uma tentativa muito consciente de escrever uma história ao estilo "Jack Vance", e se você olhar em "Uma Fera para Norn", sou eu muito arduamente imitar Vance. E há ainda outras partes de Tuf que são muito Vancianas. Mas, fora isso, não acho que Vance tenha tido um efeito profundo na minha escrita. Eu leio muito fora deste ramo hoje em dia. Pessoas como Larry McMurtry, William Goldman, Pat Conroy. Essa é uma lista longa. Eu poderia dar nomes aqui o dia todo.
E: Como começou a série Wild Cards**?** Eu ouvi uma mito sobre isso.
GM: Bem, na verdade começou como um jogo de RPG. Há um grupo de escritores em Albuquerque que ocasionalmente jogam juntos, e eles me arrastaram para algumas de suas atividades. Então, eu joguei vários jogos com eles e eles sabiam que eu era um velho fã de quadrinhos desde a infância. Então, em um ano, no meu aniversário, Vic Milan me deu um jogo de RPG de super-herói chamado Superworld, da qual me tornei o Mestre. E pelo menos metade das pessoas em nosso grupo de jogadores eram escritores profissionais com histórias publicadas. Então eles criaram personagens realmente maravilhosos, e como Mestre eu criei mais personagens do que qualquer outra pessoa. E jogamos esse jogo incessantemente por um ano e meio e colocamos muita criatividade e desenvolvimento nos personagens. Neste ponto, eu finalmente disse, sabe, deve haver alguma maneira de ganharmos dinheiro com isso [risos].
Não, me ocorreu que seria uma excelente série de antologias em um mundo compartilhado, seguindo o modelo de Thieves World . Então, reunimos pessoas, conversamos a respeito, e talvez de meia dúzia a uma dúzia dos personagens foram incorporados. Agora, para deixar claro, não acredito apenas em botar no papel as aventuras dos jogos. Me parece uma boa maneira de obter uma ficção realmente ruim. Digo, jogos são divertidos, mas não são livros. Portanto, muitos de nossos personagens, embora tenham suas raízes no jogo, foram substancialmente alterados e adaptados na transição. Além disso, muitas pessoas envolvidas em Wild Cards não eram membros do jogo. Quero dizer, começamos com o núcleo dos escritores de Albuquerque, mas entrei em contato com muitas pessoas como Roger Zelazny, Howard Waldrop, Pat Cadigan, entre outros - que não faziam parte do grupo de jogos - mas que eu sabia que tinham algum carinho por heróis pulp ou heróis de quadrinhos, todo o conceito de superpotências e que eu pensei que seriam capazes de contribuir com algumas coisas interessantes para a série.
E: Para novos escritores em geral, algum conselho?
GM: Acho que este é um momento difícil para alguém que está estreando. Digo, o início dos anos 70, quando entrei, foi um período muito mais favorável.
O mercado de contos ainda está aberto. Digo, Asimov, Analog, F & SF estão constantemente procurando novas pessoas, porque você não consegue ganhar dinheiro suficiente com elas [as revistas de contos], então as pessoas tendem a não ficar por muito tempo. Ainda é o melhor lugar para estabelecer uma reputação. Eu acho que estabelecer uma reputação nesta época em que há tantos escritores... tornar seu nome algo que os leitores vão lembrar e procurar é uma das coisas mais importantes.
Uma das coisas mais inteligentes que fiz na minha carreira, que fiz por acidente - certamente não planejei – foi não escrever um romance nos primeiros cinco ou seis anos. Porque então, quando o romance foi lançado, não era apenas o romance de alguém que ninguém havia ouvido falar, era o tão esperado primeiro romance de George R. R. Martin, o vencedor do Hugo! Isso me proporcionou um pagamento adiantado muito maior, teve uma certa quantidade de hype, foi resenhado em todos os meios, teve visibilidade. E a maneira como conseguiu essa visibilidade, é claro, foi nas revistas: tendo não apenas um conto ocasional, mas tendo muitos contos [publicados] naqueles primeiros anos. Houve meses em que três revistas foram publicadas, todas com uma de minhas histórias nelas: histórias de capa. Assim, estas vendas iniciais de contos às revistas ainda são um dos melhores jeitos de se fazer isso.
A longo prazo, é claro, você precisará passar para romances se quiser ganhar a vida como escritor profissional em tempo integral. E essa é a parte que está se tornando cada vez mais difícil, principalmente se você é um escritor sério e com ambição. Digo, eu vejo o mundo de Hollywood com o qual lido, e o mundo dos livros de onde venho, estão ficando cada vez mais parecidos a cada ano que passa, e não é Hollywood que está mudando. Os editores de livros estão se tornando cada vez mais voltados para a ficção comercial, para os resultados. Assim, enquanto a empresa estivesse lucrando, eles bancariam um bom autor por alguns anos e alguns livros até que ele encontrasse seu público e estabelecesse sua reputação. Agora, se o seu primeiro livro não ganhar dinheiro, você terá muita dificuldade em vender o segundo. Digo, esta é a situação atualmente. Muitas pessoas dizem que é realmente muito bom comercialmente vender um primeiro romance. Mas se esse primeiro romance não se provar um David Eddings ou um Stephen Donaldson, é comercialmente terrível por a venda seu segundo romance.
E: Tendo participado de Alpem da Imaginação e Wild Cards , você acha que o "mundo compartilhado" está se tornando uma tendência séria ou você acha que é apenas uma fase pela qual estamos passando?
GM: Bem, acho que há um pouco de ambos. Não acho que antologias funcionaram na televisão, o que é uma coisa a lembrar. Veja, Além da Imaginação foi um fracasso, nem um pouco tão bem-sucedido quanto o programa original, que foi de certa forma um programa periférico por cinco anos, por mais aclamado que fosse (e foi um programa maravilhoso que assisti religiosamente quando criança). Em algum momento dos meus discursos aqui [em Danse Macabre] eu acho que vou falar um pouco mais a respeito, mas esta entrevista não será publicado antes do evento, então, apenas adiantando assunto: eu acho que. . . todas as formas de ficção, todas as formas de entretenimento estão se movendo cada vez mais para as séries. Quero dizer, vemos pessoas em nosso ramo olhando para ele com uma visão muito restrita e dizendo "O que está acontecendo com a ficção científica? Essas malditas séries!". Não está acontecendo apenas na ficção científica, está acontecendo com todas as formas de ficção. Está acontecendo na televisão, onde os programas de antologia não conseguem ter sucesso e as pessoas querem programas de séries. Está acontecendo nos filmes, onde você tem Rambo IV e Rocky IX . Qualquer coisa que faz sucesso retornará com em um “II”, no final.
E: Quem você culpa? Você culpa a televisão ou. . .
GM: Não, eu não culpo a televisão. Eu acho que parte disso é a evolução da nossa cultura. Ainda estou procurando algumas explicações sobre isso; não tenho todas ainda. Portanto, isso não é conclusivo como em um artigo acadêmico, mas eu tenho o começo de algumas teorias a respeito. Não sei o suficiente sobre a Austrália para falar sobre a cultura de vocês com qualquer autoridade; eu sempre pensei nisso em termos de Estados Unidos.
Se você olhar para o romance: quando o romance foi concebido, era. . . o próprio nome denota novidade - "o novel", é uma coisa nova, derivada da raiz latina. Mas o romance foi apresentado em um momento em que a sociedade era muito estática, onde as pessoas nasciam em uma cidade pequena e talvez nunca tivessem ido a mais de 48 quilômetros dela (a menos que entrassem em guerra). Quero dizer, as pessoas nasciam na Inglaterra, a cem milhas de Londres; e nunca viram Londres. Eles viveram e morreram sem vê-la. Eles exerciam o ofício que sua família exercia, eles se casavam com a garota da casa ao lado, permaneciam casados ​​com ela por toda a vida, criavam filhos que efetivamente assumiriam o comércio quando eles morressem. Nesse mundo, os romances, com sua promessa de novidade, eram um sopro de ar fresco. Eles o levariam vicariamente a lugares que você nunca iria. Eles o apresentariam a uma gama muito maior de pessoas. Se você estava entediado com as dezessete pessoas que você via todos os dias em sua aldeia, eis aqui outra pessoa que você conheceria, e todos eram novos.
Agora, você olha o que existe nos Estados Unidos. Quando falamos sobre a América hoje, você tem uma sociedade completamente móvel. Digo, eu olho para minha própria vida. Nasci em Bayonne, Nova Jersey. Fui para a faculdade nos arredores de Chicago, que fica a milhares de quilômetros de distância, deixando pra trás todos os meus amigos em Bayonne, perdendo o contato com eles, fazendo novos amigos na faculdade. Eu me mudei . . . na verdade, fui para a escola em Evanston, ao norte de Chicago, e depois me mudei para Chicago [enquanto] meus amigos da faculdade se espalharam por todos os Estados Unidos, e eu conheci outro grupo de pessoas enquanto trabalhava nos meus primeiros anos em Chicago. Ensinei na faculdade em Dubuque, Iowa, novamente me mudando, e depois fui para Santa Fe e depois para Los Angeles. Então, eu estou com quarenta e poucos anos e tive cinco grandes movimentos de milhares de quilômetros na minha vida, o que geralmente significa ter tido um conjunto completamente diferente de amigos. Tive várias carreiras diferentes: ensinei em faculdade, fiz torneios de xadrez, fui escritor, fui roteirista de televisão (o que é diferente de ser escritor de livros). Eu fui casado e divorciado e já estive em vários outros relacionamentos. (Agora estou em um relacionamento há bastante tempo). E sou estável em comparação com algumas pessoas! Quero dizer, há imensa mobilidade em curso.
Eu acho que essa atual é uma cultura em que nada é estável. Ou seja, passa o mais longe possível da cultura que produziu o romance. Digo, sua profissão não está definida, as pessoas estão sempre mudando-a durante a vida. Eles chegam aos quarenta e cinco e decidem: "Bem, eu não quero mais ser advogado, apesar de ter sido treinado para isso a vida toda. Agora, quero navegar de barco pelo mundo". Eles se casam, se divorciam, perdem contato com todos os amigos. As famílias nem ficam mais em contato. Assim, a ficção, que nos fornece vicariamente as coisas que não recebemos na vida, a ficção nos dá estabilidade. Digo, vinte anos podem ter se passado, você pode ter um emprego diferente, você mora a duas mil milhas de onde começou, é casado com alguém diferente, mas Star Trek ainda é o mesmo. Você pode voltar lá, e aqui está esta pequena ilha onde Kirk e Spock ainda vão discutir um com o outro, e eles são quase como que amigos seus, com quem você sempre pode contar para estarem lá. Você não irá ligar para um amigo antigo - e ele se transformou em alguém que você não conhece. Kirk nunca se transforma em alguém que você não conhece. Ele sempre permanece sendo Kirk. E o que eu consigo perceber sobre o sucesso das séries, mesmo dentro do ramo, está sempre relacionado aos personagens. Existe uma relação muito forte com os personagens. Digo, se você participa de um painel chamado Writing the Science Fiction Novel, você recebe perguntas gerais da platéia sobre "Como eu vendo meu romance?" [e] "Como começar quando se escreve um romance?" Você nunca recebe perguntas específicas sobre o livro. Se você aparece em painel sobre Wild Cards ou Thieves World, você recebe perguntas como: ​​"Eu não gosto do que você fez com Hiram Worchester. Quando você vai ajudá-lo?" ou "Você vai dar um descanso para o Tartaruga?" ou "Por Deus, eu não suporto esse tal de Fortunato. Ninguém vai dar um soco na boca dele?" Digo, as pessoas formam esses relacionamentos intensos de amoódio com determinados personagens, e acho que isso é acontece com todas as séries.
E: Muito obrigado.
GM: Claro, o prazer é meu.
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