Ignorar seus textos

VATICANO, 07 nov. 07 / 12:43 pm ().-Ao apresentar hoje durante a Audiência Geral a figura de São Jerônimo, o grande Padre da Igreja autor da tradução ao latim da Bíblia conhecida como a 'Vulgata', o Papa Bento XVI destacou que o cristão deve amar a Palavra de Deus transmitida pela Sagrada Escritura porque 'ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo' e assinalou o antídoto contra suas ... nos seus textos em português? Este é um texto de exemplo (com algum erros de exemplo: passe . sua. rato sobre as palavras marcadas para ver um. descrição e, se estiver . disponivel; uma . opcao. para . corrijir. o erro. Para . verficiar. o seu texto, clicar em a caixa de texto, copiar o seu texto para dentro dela e carregou ... Isso significa ignorar seu texto mensagens quando textos você, também. Basicamente, você só precisa mostrar a ele que você não está à sua disposição 24/7 mais e que você tem uma vida fora do seu Reino. Veja, quando os homens sabem que você está sempre lá para eles quando eles precisam de você, eles vão perder o interesse e ... Frases e pensamentos de Ignorar Pessoas. Frases, mensagens, textos e poemas Ignorar Pessoas no Pensador (página 3) Ignorar alguém socialmente é fácil. Você só precisa focar em seus amigos e tentar ficar o mais longe possível da pessoa, mesmo que seja na mesma sala: Ocupe-se com seus amigos. Converse com eles e ria como se estivesse tendo a conversa mais divertida do mundo. Dance. Frases e pensamentos de Ignorar. Frases, mensagens, textos e poemas Ignorar no Pensador (página 7)

Septão Barth está sempre correto?

2020.09.24 07:15 altovaliriano Septão Barth está sempre correto?

Septão Barth foi Mão de Jaehaerys I por 41 anos. Ele era um simples septão, filho de um ferreiro, entregue à Fé ainda jovem, que trabalhava na biblioteca da Fortaleza Vermelha e acabou se tornando amigo do rei.
Suas especulações são tratadas com ceticismo na Cidadela, mas os leitores sabem que elas têm fundo de verdade, podendo até que todas sejam verdadeiras.
De todo modo, há citações demais a Septão Barth nos livros principais e secundários para que possamos simplesmente ignorar suas idéias.

Irregularidade das estações tem fundamento mágico

A principal especulação que sabemos ser verdade é aquela que diz qie a irregularidade das estações em Westeros são resultado de magia em vez de um fenômeno natural:
O Septão Barth parece argumentar, em um tratado fragmentado, que a inconsistência das estações é um assunto para as artes mágicas, em vez de conhecimento confiável.
(TWOIAF, A Longa Noite)
Sabemos que esta será a solução apresentada por GRRM no final da saga:
Ele [GRRM] nos garantiu que um dia descobriremos como as estações funcionam em seu mundo, e que não será uma explicação científica porque, hello!, é um romance de fantasia. Ele disse que alguns fãs lhe escreveram apresentando explicações fantásticas envolvendo dois sóis, um dos quais é uma estrela negra anã, mas eles ficarão desapontados.
(SSM, 21/07/2006)
:::
As estações são "completamente baseadas em fantasia". Não há nenhum elemento tipo ficção científica nisso.
(SSM, 06/05/2005)

A Perdição de Valíria foi causada pela ganância e negligência

Aqui já começamos a entrar em terreno pantanoso, mas esta especulação de Barth já é tomada como verdadeira entre os fãs.
O septão teria influenciado o surgimento da noção de que a destruição de Valíria teria ocorrido porque os valirianos não conseguiram manter o controle mágico de seus catorze vulcões:
Um punhado de meistres, influenciados por fragmentos do trabalho do Septão Barth, asseguram que Valíria usou feitiços para domar as Catorze Chamas por mil anos, que seu apetite incessante por escravos e riquezas era tanto para sustentar esses feitiços quanto para expandir seu poder e que, quando finalmente os feitiços falharam, o cataclismo se tornou inevitável.
(TWOIAF, A Perdição de Valíria)

Dragões não têm sexo

Outra afirmação de Barth que têm muita repercussão entre personagens e leitores é a de que os dragões seriam uma espécie de hemafroditas sequenciais.
A crença de que os dragões podiam mudar de sexo se necessário é errônea, segundo a obra Verdade, do Meistre Anson, enraizada em uma má interpretação de uma metáfora esotérica que Barth proferiu enquanto discutia os mistérios mais elevados.
(TWOIAF, O Norte: Winterfell)
Essa metáfora de Barth é explicada por meistre Aemon a Samwell:
Os dragões não são nem machos nem fêmeas, Barth viu aí a verdade, mas ora uma coisa, ora outra, tão mutáveis como chamas.
(AFFC, Samwell IV)

Os valirianos criaram dragões com magia de sangue

Essa é uma afirmação mais controversa, mas é necessário observar que Barth pode estar se referindo a dragões de valíria, e não a todos os dragões em geral.
Em Dragões, Wyrms e Serpes, o Septão Barth especula que magos de sangue de Valíria costumavam usar caldo de serpes para criar dragões. Embora seja alegado que os magos de sangue experimentavam fortemente suas artes não naturais, essa afirmação é considerada absurda pela maioria dos meistres. Entre eles, o Meistre Vanyon, em Contra o não Natural, apresenta certas provas de que dragões existiam em Westeros até mesmo nos dias mais distantes, antes que Valíria ascendesse ao poder.
(TWOIAF, Sothoros)

Corvos falavam as mensagens dos Filhos da Floresta

Esta é uma especulação de Barth que tem algum suporte em texto.
Embora considerado desonroso nos dias atuais, um fragmento de História Antinatural do Septão Barth provou ser uma fonte de controvérsia nos salões da Cidadela. Alegando ter consultado textos preservados no Castelo Negro, o Septão Barth diz que os filhos da floresta podiam falar com corvos e fazê-los repetir suas palavras. Segundo Barth, este alto mistério foi ensinado aos Primeiros Homens pelos filhos da floresta, para que os corvos pudessem levar mensagens a longas distâncias. Isso foi passado, de forma “degradada”, aos meistres de hoje, que não sabem mais como falar com as aves. [...] Alguns meistres, devotados ao elo de aço valiriano, argumentaram que Barth estava certo, mas nenhum foi capaz de provar suas afirmações conseguindo uma conversa entre homens e corvos.
(TWOIAF, A Era da Aurora)
Aparentemente, a capacidade se perdeu porque os Filhos falavam com os corvos na Língua Verdadeira, que os humanos atuais não sabem falar:
[…] aqueles que cantam a canção da terra era o nome que eles mesmos se davam, na Língua Verdadeira que nenhum humano podia falar. Mas os corvos podiam.
(ADWD, Bran III)
Segundo uma canção nortenha, os Filhos teriam ensinado sua língua a Brandon o Cosntrutor, que possivelmente foi quem ensinou a outros primeiros homens (e meistres):
Ele foi levado a um lugar secreto para se encontrar com eles, mas, no início, não entendeu seu idioma, descrito como algo parecido com a canção das pedras em um riacho, do vento através das folhas ou da chuva sobre a água. O modo como Brandon aprendeu a linguagem dos filhos é um relato à parte, e não vale a pena ser repetido aqui.
(TWOIAF, A Era da Aurora)

O ouro de Rochedo Casterly destruiria os valirianos

Outra especulação de Barth controvertida, mas que os leitores atribuem um significado metafórico a fim de tornar verdadeira:
A riqueza das terras ocidentais combinava, em tempos antigos, com a fome da Cidade Franca de Valíria por metais preciosos. Mesmo assim, parece não haver evidências de que os senhores de dragões chegaram a fazer contato com os senhores do Rochedo, Casterly ou Lannister. O Septão Barth especulou o assunto, referindo-se a um texto valiriano já perdido, sugerindo que os feiticeiros da Cidade Franca haviam previsto que o ouro de Rochedo Casterly os destruiria.
(TWOIAF, As Terras Ocidentais)
Os leitores geralmente alegam que esta profecia teria sido mal interpretada, pois na verdade se referia a derrocada da Casa Targaryen pelas mãos de Tywin e Jaime.

A Perdição do Homem viria de Westeros

Em O Mundo de Gelo e Fogo, meistre Yandel está explorando a suposição de que a fortaleza na base da Torralta era de origem valiriana, quando cita Barth sobre estes visitantes que ali apareceram em tempos longíquos:
A afirmação do Septão Barth, de que os valirianos vieram a Westeros por causa das profecias de seus sacerdotes de que a Perdição do Homem viria da terra além do mar estreito, pode ser deixada de lado com segurança, como muitas das estranhas crenças e suposições de Barth.
(TWOIAF, A Campina: Vilavelha)
Muitos leitores encaram estas profecias estudada por Barth como sendo uma referência aos Outros e à Longa Noite.

Algo mágico mata os animais em Asshai

Barth acredita que a razão por que todos os animais levados a Asshai morrem tem relação com magia e não a fenômenos naturais do rio Cinzas:
Não há cavalos em Asshai, nem elefantes, mulas, burros, zebralos, camelos ou cachorros. Tais animais, quando levados para lá por navios, logo morrem. A influência maligna do Cinzas e suas águas poluídas têm sido implicadas nisso, já que é bem compreendido em Sobre Miasmas, de Harmon, que animais são mais sensíveis à impureza que emana dessas águas, mesmo sem bebê-las. Os escritos do Septão Barth especulam de maneira mais descontrolada, referindo-se a mistérios superiores com poucas evidências.
(TWOIAF, Asshai da Sombra)
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Em quais destas especulações de Barth vocês acreditam?
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2020.09.23 23:05 Gdmu RITUAL: EAW (Efeito Alan Wake)

RITUAL: EAW (Efeito Alan Wake)
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ADVERTÊNCIAS
1.
O ritual a seguir não apresenta um método para que você obtenha tudo o que quer, e sim aquilo que você merece.
2.
Embora o ritual apresente características extremamente individuais, fazendo com que não exista um "jeito errado" de pô-lo em prática, é imprescindível que o leitor cumpra todos os passos envolvendo técnicas de segurança e proteção. Falhar em seguir estas orientações pode acarretar em danos permanentes.

INTRODUÇÃO:
O que faz uma história ser boa? Este é um questionamento que nunca fica sem resposta, seja ele direcionado à um grande acadêmico da comunicação ou para uma criança pouco antes da hora de dormir. Todos nós temos opiniões e preferências acerca do assunto, mas um ponto em comum entre nossas concepções é o de que a história precisa transmitir um sentimento. Para nos conectarmos, e por consequência apreciarmos uma história, ela precisa nos fazer sentir algo.
Segundo o professor Theodor Zimmermann,
"as melhores narrativas são aquelas que se encontram fortemente ancoradas em nossa realidade, independente de espaço ou tempo"¹.

Reconhecer características do mundo em que habitamos, assim reconhecendo a nós mesmos, é fundamental para criar o efeito proposto por uma boa história, independente de se tratar de um texto fantástico ou realista.
Esta certeza é abordada de forma criativa pelo jogo Alan Wake², que conta a história de um escritor que involuntariamente é capaz de dar forma àquilo que escreve. Embora a proposta seja bem trabalhada na obra citada, este não é de todo um conceito novo na ficção³, e embora muitos escolham ignorar, também não se trata de uma experiência que não possa ser replicada no mundo real. Atores, roteiristas, pintores, músicos, todos estes possuem um método para se conectar com suas obras de forma a criar uma âncora no mundo real para a fantasia.
Mas o que acontece quando os lugares, eventos e seres que habitam o seu imaginário são terríveis demais para encontrarem um duplo em nossa realidade? Como ancorar no mundo real uma história que não pode ser concebida por uma mente sã? O Efeito Alan Wake é uma saída para este problema.
Este método (ou ritual, chame como preferir) é uma ferramenta útil para todos aqueles que trabalham com o horror. Seguindo os passos, é possível potencializar o efeito de sua criação e elevar até mesmo o trabalho mais simples ao status de obra prima.

O MÉTODO:
Tudo o que você precisa para começar é ter uma ferramenta com a qual você possa escrever. Seu celular, por exemplo. Isso pode soar contraintuitivo para um desenhista que busca realizar o ritual, mas a palavra é o ponto de partida perfeito para criar o efeito desejado. Como dito pelo pesquisador Jules Pfeifer,

"A palavra é o primeiro código, a forma mais ancestral de transformar mente em matéria".

Embora nada impeça que você utilize outras formas de expressão para inicio ao ritual, a escrita se mostrou o método mais eficiente e definitivamente mais seguro.
Assim que você estiver pronto para escrever, tire um momento para se conectar com o ambiente. Explore seu quarto com os olhos, abra os ouvidos para os sons dos carros na rua. Acender um incenso ou até mesmo cheirar a roupa lavada é o suficiente para despertar
o olfato. Toque as coisas, prove algo, incentive seus sentidos a se conectarem completamente com o espaço ao seu redor.
A partir de agora, você é o personagem. Escreva sobre si mesmo em primeira pessoa, sempre no pretérito. Comece devagar, descrevendo tudo o que você percebe. Para que o método funcione, é preciso que você escreva sobre o momento presente, mas sempre com uma voz no passado, como se você estivesse assistindo à tudo isso do futuro. Assim que você sentir que a sua escrita está conectada plenamente com o mundo real, é hora de seguir adiante.

ALTERANDO A REALIDADE:
Embora nosso método só tenha realmente ganhado uma nomenclatura a partir deste estudo, podemos observar na história alguns momentos em que uma técnica semelhante já foi utilizada. Quando o explorador Roland Garros ficou perdido em uma geleira em meio a uma expedição ao Ártico no começo do século 20, podemos perceber uma proto-tentativa de alterar a realidade em seu diário:

"Não muito precisei caminhar para que me encontrasse em frente a entrada de uma caverna, uma promessa de sobrevivência em meio à vastidão gélida. Assim que entrei, pude sentir o calor da vida se espalhando pelos meus membros, e para minha surpresa havia ali uma vegetação rasteira com a qual pude me alimentar. Me sentindo agora seguro, mas extremamente cansado, montei um pequeno acampamento e me pus a esperar o resgate por parte de meus companheiros".

Como nós sabemos que Roland estava de fato alterando a realidade, e não simplesmente registrando o que de fato havia acontecido? A resposta está no destino infeliz do explorador Garros, que infelizmente só foi encontrado tarde demais. De fato, tudo o que foi escrito por ele aconteceu, porém Roland falhou em especificar que estaria vivo ao ser encontrado. Que este relato também sirva de aviso para quem ainda pretende colocar o método em prática.
Agora, os passos que você deve seguir para criar a realidade alterada consiste em sua capacidade de criar detalhes. Estando completamente conectado com o mundo real ao seu redor, comece a pensar em pequenas coisas que poderiam ser diferentes. Para que ocorra o efeito desejado, você precisa registrá-las no papel conforme for pensando. Escreva sobre o vento que bate em sua janela, o cheiro de queimado que vem da cozinha, ou o bater de leve da sua porta meio-aberta. É importante que a descrição envolva algo que você possa perceber imediatamente através dos seus sentidos, pois assim que as palavras forem escritas (se o contato com a realidade tiver sido propriamente estabelecido), você irá experimentar os efeitos da realidade alterada.

CRIANDO A CONEXÃO COM AS PROFUNDEZAS:
O processo até então envolve um esforço tanto físico quanto mental, por isso a próxima etapa pode se mostrar difícil para pessoas sem experiência. Feche os olhos por um momento, e imagine-se em um espaço vazio, com somente escuridão à sua volta. Imagine-se deitando no chão, e se deixe ser levado para baixo. É compreensível que a sensação de afundar faça com que você queira interromper o processo, mas você precisa lutar. Vença o medo e se deixe afundar. A partir de agora, os pensamentos que estarão preenchendo a folha não fazem mais parte da sua consciência. Você está conectado com as profundezas.
A parte mais desafiadora do processo vem agora: você precisa se manter em um estado de relaxamento, mas sempre atento às palavras que suas mãos escrevem. Deixe-se levar, mas mantenha-se vigilante àquilo que acontece ao seu redor. Pode ser que o quarto no qual você está agora não seja mais o seu. Pode ser que você veja seu corpo sair andando sem rumo, com as palavras sendo escritas agora somente em uma tela imaginária diante dos seus olhos. Existe também a possibilidade de que você veja monstros, sinta o cheiro deles, ouça sua respiração resfolegante, ou até mesmo que os pelos desgrenhados de uma besta rocem seu antebraço.
Nada disso é real, mas não quer dizer que você não precise se preocupar. Porque você já não faz mais parte da realidade, e sim da história que se desenrola a sua frente. Se você cometer algum deslize, pode acabar se machucando. Se por algum motivo as palavras na sua frente indicarem que algo ruim vai acontecer com
você, utilize a técnica de salvaguarda imediatamente.

TÉCNICA DE SALVAGUARDA:
A regra que você precisa seguir para se manter protegido é extremamente simples, mas também é o que caracteriza nosso método como um ritual. Segundo a ocultista Martha Portmore,

"Um ritual é caracterizado pela presença os seguintes passos: 1. uma vontade estabelecida por parte do praticante. 2. Um método composto de passos a serem seguidos. 3. Uma forma definida de interromper ou alterar o processo".

Em nosso ritual, nós chamamos este último tópico de técnica de salvaguarda. Quando você perceber que a situação pode estar se tornando perigosa para você, basta escrever um comando entre parênteses. Por exemplo: (isso não está acontecendo) ou (na verdade o demônio não me matou). Essa simples intervenção do praticante no decorrer do ritual é o suficiente para que você possa garantir sua segurança. Mas para que isso ocorra, é importante que você esteja sempre atento às palavras que surgem em sua tela. Não se deixe seduzir pela sensação prazerosa de fazer parte dessa história. A história é SUA, e não SOBRE você.

UM ÚLTIMO EXEMPLO:
Eu estava no meu quarto, sentado em minha poltrona com o celular na mão, enquanto escrevia um texto com o intuito de passar adiante o que descobri. O texto se desenvolvia de forma natural, e eu estava bastante satisfeito com o resultado. Foi então que eu senti que alguém me observava. Eu levantei os olhos do papel, enquanto minhas mãos continuavam registrando a experiência. Eu olhei ao redor e encontrei ali, no canto em que duas paredes se encontram, um buraco luminoso. Eu me aproximei daquilo que parecia uma janela, e percebi, para meu espanto, que se tratava de uma tela.
Eu estava de um lado, e do outro, estava você. Naquele momento eu sabia que você estava lendo o que eu acabara de escrever, eu podia sentir a conexão. Mas então eu senti que a minha realidade alterada começava a vazar pela tela. Um dos meus monstros estava agora atrás de você, e eu vi as garras dele se produzindo através da parte da frente do seu peito, e o jorrar do sangue cobriu a tela pela qual estávamos conectados (mas isso na verdade não aconteceu, e não havia monstro nenhum). Eu podia ver os seus olhos descendo pela tela, absorvendo o conhecimento que eu havia compartilhado com você. E eu sabia que precisava tornar isso real. Eu sentei na frente do meu computador e comecei a escrever um e-mail contendo toda a informação que eu acabara de escrever. Enviei para um endereço aleatório entre meus contatos, pois sabia que tinha que ser assim. Assim que eu cliquei no botão de enviar, voltei à minha poltrona e fechei os olhos. Quando voltei a abri-los, não lembrava de nada do que tinha feito. Foi só um sonho, eu pensei.

REFERÊNCIAS:
¹ ZIMMERMANN, Theodor. Verankerte Erzählung. 1 ed. Frankfurt: Nieder, 1991. Tradução do autor.
² Microsoft Game Studios. (2010). Alan Wake. [DISCO]. Xbox 360. Espoo: Remedy Entertainment Oyj.
³ Para uma introdução ao assunto, sugiro consultar a obra de Felix Leshalski, principalmente material escrito no período entre 1983-1987.
⁴ PFEIFER, Jules. The First Code. 3 ed. New York: Parabellum, 2002. Tradução do autor.
⁵The Last Hours of Roland. Montreal: Wildlander Magazine, 1997. Tradução do autor.
⁶ PORTMORE, Martha. Tools for Astral Warding. 1 ed. Dallas: Indigo, 1979. Tradução do autor.

NOTA FINAL:
VOCÊ TAMBÉM SENTIU? Eu não sei como ele fez isso, mas tudo parecia MUITO real.
Eu recebi esse texto do meu orientador de pesquisa ontem à noite, e fiquei morrendo de vontade de compartilhar com alguém. Enfim, eu falei com ele hoje e ele disse que não lembra de nada. Faz sentido né, com toda aquela história!
A narrativa em si não tem nada de muito elaborado e as referências não batem, mas o efeito que essa história teve em mim... Eu realmente não sei dizer como ele fez isso.
Olha só, como eu não pedi autorização para ele, não compartilha esse texto com ninguém por enquanto. Só te enviei porque realmente eu queria a sua opinião sobre a técnica que ele usou pra escrever. Não quero me meter em problemas por divulgar um texto de um autor sem a permissão dele.

NOTA DO AUTOR DESTA EDIÇÃO:
Não, eu não sou o amigo do cara que vazou o ritual. O texto chegou em mim através de um grupo, e quem compartilhou lá também jurou que havia recebido de outra pessoa. Eu não tentei o ritual, e ninguém que tava no grupo disse ter tentado. Eu não senti nada lendo o texto, mas pelo menos metade das pessoas do grupo que leram disseram ter sentido pelo menos alguma coisa estranha. Até onde eu posso dizer, não passa de mais uma creepypasta. Se você tem uma opinião diferente, pode guardá-la pra você!
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2020.08.31 00:32 pqamarks Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância

Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância
A “agnotologia” é o estudo da produção cultural da ignorância. Um exemplo de produção e difusão cultural da ignorância é a forma como a pandemia foi tratada pelo presidente Bolsonaro e grupos bolsonaristas.
Essa ignorância é promovida diariamente a partir do negacionismo científico de grupos favoráveis ao governo e que têm grande poder de influência através de redes sociais. Visitando páginas de sites como Youtube, Twitter, Facebook, entre outras, é possível verificar inúmeras publicações que distorcem dados, mentem e bestializam o público-alvo. Essas postagens, no contexto da pandemia, insistem em negar e, posteriormente, ignorar a gravidade da crise sanitária e a efetividade do isolamento social. Nestes tweets, vídeos do YouTube, posts do Facebook, etc, encontra-se espaço para a difusão irresponsável de teorias da conspiração e fake news que, finalmente, acabam resultando na morte da população brasileira, graças a uma forma de populismo digital.
A desinformação promovida por esses grupos leva ao descrédito da gravidade da pandemia, assassinando indiretamente várias pessoas que deixam de seguir as recomendações de isolamento social, já que acreditam em dados equivocados que são divulgados irresponsavelmente. A obviedade de que sair de casa leva as pessoas ao contágio, fazendo com que elas se tornem vetores (muitas vezes até assintomáticos) e levando indivíduos do grupo de risco a óbito é relativizada. As evidências facilmente encontradas em livros de epidemiologia e virologia são desprezadas e os mecanismos de transmissibilidade do vírus, descritos na literatura médica, são sempre relativizados, quando não são negados.
Um exemplo de desinformador das massas é o “médico” Osmar Terra, que se posicionou contra o fechamento de escolas, desprezando os mecanismos de circulação do vírus e a possibilidade de contágio a partir das idas às salas de aula, como foi confirmado posteriormente em estudo da Escola Médica de Harvard. Em abril, chegou a dizer que a epidemia em São Paulo terminaria em 30 dias. Em maio, negou a efetividade da quarentena e das medidas de isolamento social, publicando um estudo baseado em resultados de testes rápidos, que podem ter até 75% de erro, gerando vários falsos negativos nos testes rápidos de IgG. Não obstante, os autores do estudo deixaram claro que esses dados eram provisórios e nem ao menos citaram a quarentena no artigo. O maior problema disso é ver a opinião geral e observar que a grande maioria de seus seguidores nem ao menos se deu ao trabalho de ler o artigo, simplesmente concordando com o que foi publicado, o que confirma a produção e difusão de ignorância por parte de grupos bolsonaristas.
Outro exemplo é o grupo “Médicos Pela Liberdade”, que diariamente produz propaganda bolsonarista, pede a abertura das escolas, questiona as medidas de isolamento social, critica o uso de máscaras, etc, desprezando vários casos de contato social que infelizmente levaram pessoas a óbito e sendo cúmplice da necropolítica instaurada pelo atual governo. É rotineiro que esses “médicos” façam propaganda das ideias do guru Olavo de Carvalho, idolatrado pelos bolsonaristas. Aliás, é lamentável que “médicos” elogiem alguém que, no início da pandemia, negou as mortes por coronavírus, mentindo descaradamente e que se posiciona contrariamente às vacinas. A existência dessa página é um grande desserviço à saúde pública e, sem dúvida alguma, é um imenso desatino algum profissional de saúde se posicionar a favor de tantas insanidades. Esses "Médicos Pela Liberdade" são uma vergonha para a classe médica e a atuação deles frente à pandemia vai totalmente contra aquilo que está no Código de Ética Médica. Segundo o Art. 112 do Capítulo XII (Publicidade Médica), "É vedado ao médico: Divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico", o que mostra que esses "médicos" não lutam pela vida, mas sim pela idolatria a um populista criminoso e incompetente. Aliás, no Capítulo XII é possível identificar várias outras quebras do CEM por parte desse grupo cujas atitudes são incompatíveis com os princípios da boa medicina.
O trabalho de Bernardo Küster, assim como os outros exemplos citados, minimiza a perda de vidas humanas (e ainda tem a cara de pau de se dizer "cristão") e desinforma milhares de pessoas diariamente propagando ideias anti-científicas, que inclusive são compartilhadas pelo filho do presidente, como é possível ver na imagem a seguir, publicada no artigo:

A produção da ignorância nas redes sociais bolsonaristas. Fonte: imagem obtida na rede social Facebook (2020).
O objetivo desta publicação é, obviamente, ridicularizar as medidas de isolamento social, produzindo ignorância em massa de forma muito rápida, através de publicações curtas. E o que é mais preocupante: é possível ver que, no momento em que o printscreen foi tirado, houve 3,5 mil compartilhamentos e, desses mais de 3 mil compartilhamentos, aqueles que se encontram nas listas de amigos das pessoas que compartilharam a publicação também compartilharam as publicações, levando a um efeito de “viralização”, literalmente, já que este post com certeza fez diversas pessoas se infectarem com o vírus, levando outros indivíduos a óbito, configurando um efeito em cascata, tanto digital, quanto biológico.
O aumento de óbitos foi gigantesco, mas foi negado pelos difusores de ignorância, como pode-se ver no infame Jornal “Brasil Sem Medo”, que inclui Bernardo Küster e Olavo de Carvalho entre os autores. Alguns dias depois da publicação da mentirosa matéria “A pandemia que não aumenta o número de mortos”, as informações foram refutadas por uma agência de fact-checking. Inclusive é possível verificar os números do genocídio presenciado em 2020 na própria fonte citada pelo jornaleco conservador de quinta categoria, com um aumento de mais de 70 mil óbitos em relação a 2019. Acessando o site do Portal da Transparência, vê-se que estamos tendo um verdadeiro massacre da população brasileira. Só de 16/3 a 03/8, em comparação entre 2019 e 2020, já vemos respectivamente 466.610 e 545.384 mortes, ou seja, um aumento de 78.774 mortes de 2019 para 2020, com números passíveis de mudança, já que o site do Registro Civil é dinâmico e as certidões de óbito demoram semanas para serem registradas. Enfim, no dia em que este texto foi escrito, esses eram os números, o que infelizmente mostra a grande derrota do Brasil contra a pandemia.
Em 2019, é possível ver que 652 pessoas morreram por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Em 2020, o número de óbitos por SRAG subiu para 11.123, aumentando em mais de 15 vezes. Isto é, obviamente, resultado da falta de testes e confirmações de óbitos por COVID-19, graças à incompetência do governo que não tem um ministro da saúde há mais de 100 dias.
Outro ponto importante a ser discutido é a mentalidade paranoica dos bolsonaristas, que tanto temem uma “conspiração globalista da esquerda”, inclusive se negando a chamar o vírus pelo nome correto (que, de acordo com toda a literatura médica e bibliografia oficial, é o coronavírus, ou SARS-CoV-2), mas sim de “vírus chinês”, o que mostra o anseio de relativizar e reescrever a história. Imagina-se que o “comunismo internacional” está por trás da pandemia e que há um grande plano mundial de dominação do Brasil e destruição do governo Bolsonaro, inclusive com possibilidade de a China ter “criado o vírus em laboratórios”, copiando a narrativa republicana dos Estados Unidos, uma vez que o comportamento dos apoiadores de Donald Trump se assemelha bastante àquele dos bolsonaristas. Ambas narrativas propagam a ideia de que a extrema-direita é anti-establishment e que existe “um outro lado da história” que é censurado pela comunidade científica e pela mídia tradicional. Essa visão distorcida da realidade despreza fatos comprovados a partir de estudos de coorte, ensaios clínicos e revisões sistemáticas, que são estudos de alto grau de evidência, e que comprovam a eficiência das vacinas, as mudanças climáticas, a teoria da Evolução, o heliocentrismo e, inclusive, que a Terra não é plana (chega até a ser engraçado escrever isso). A Pirâmide de Evidência ilustra bem os níveis de evidência científica:

Vale lembrar que \"opinião de experts\" está na base da pirâmide.
Por fim, conclui-se que o bolsonarismo é uma complexa rede de produção de ignorância operada por meios digitais. Essa rede nega a complexidade dos fatos e a verificação daquilo que é publicado, utilizando métodos que induzem os leitores ao fanatismo a partir de mensagens rápidas que permitam que seus seguidores repitam palavras-chave, tais como “vírus chinês”, “Olavo tem razão”, “Osmar Terra tem razão”, “Bolsonaro tem razão”, entre outras sandices, sempre desprezando o senso crítico e apenas repetindo frases prontas. É um grande desafio para as ciências sociais, bem como para as ciências médicas, combater essa perigosa mentalidade que já levou pessoas a invadirem hospitais devido a falas proferidas por Bolsonaro e até a agressões físicas a profissionais de saúde. O bolsonarismo assumiu todas as características de uma seita cujos membros estão dispostos a seguir seu líder incondicionalmente, até a morte.
Me baseei no artigo Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância, cujo autor é o Jean Miguel, para a escrita desse texto.
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2020.08.31 00:22 pqamarks Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância

Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância
A “agnotologia” é o estudo da produção cultural da ignorância. Um exemplo de produção e difusão cultural da ignorância é a forma como a pandemia foi tratada pelo presidente Bolsonaro e grupos bolsonaristas.
Essa ignorância é promovida diariamente a partir do negacionismo científico de grupos favoráveis ao governo e que têm grande poder de influência através de redes sociais. Visitando páginas de sites como Youtube, Twitter, Facebook, entre outras, é possível verificar inúmeras publicações que distorcem dados, mentem e bestializam o público-alvo. Essas postagens, no contexto da pandemia, insistem em negar e, posteriormente, ignorar a gravidade da crise sanitária e a efetividade do isolamento social. Nestes tweets, vídeos do YouTube, posts do Facebook, etc, encontra-se espaço para a difusão irresponsável de teorias da conspiração e fake news que, finalmente, acabam resultando na morte da população brasileira, graças a uma forma de populismo digital.
A desinformação promovida por esses grupos leva ao descrédito da gravidade da pandemia, assassinando indiretamente várias pessoas que deixam de seguir as recomendações de isolamento social, já que acreditam em dados equivocados que são divulgados irresponsavelmente. A obviedade de que sair de casa leva as pessoas ao contágio, fazendo com que elas se tornem vetores (muitas vezes até assintomáticos) e levando indivíduos do grupo de risco a óbito é relativizada. As evidências facilmente encontradas em livros de epidemiologia e virologia são desprezadas e os mecanismos de transmissibilidade do vírus, descritos na literatura médica, são sempre relativizados, quando não são negados.
Um exemplo de desinformador das massas é o “médico” Osmar Terra, que se posicionou contra o fechamento de escolas, desprezando os mecanismos de circulação do vírus e a possibilidade de contágio a partir das idas às salas de aula, como foi confirmado posteriormente em estudo da Escola Médica de Harvard. Em abril, chegou a dizer que a epidemia em São Paulo terminaria em 30 dias. Em maio, negou a efetividade da quarentena e das medidas de isolamento social, publicando um estudo baseado em resultados de testes rápidos, que podem ter até 75% de erro, gerando vários falsos negativos nos testes rápidos de IgG. Não obstante, os autores do estudo deixaram claro que esses dados eram provisórios e nem ao menos citaram a quarentena no artigo. O maior problema disso é ver a opinião geral e observar que a grande maioria de seus seguidores nem ao menos se deu ao trabalho de ler o artigo, simplesmente concordando com o que foi publicado, o que confirma a produção e difusão de ignorância por parte de grupos bolsonaristas.
Outro exemplo é o grupo “Médicos Pela Liberdade”, que diariamente produz propaganda bolsonarista, pede a abertura das escolas, questiona as medidas de isolamento social, critica o uso de máscaras, etc, desprezando vários casos de contato social que infelizmente levaram pessoas a óbito e sendo cúmplice da necropolítica instaurada pelo atual governo. É rotineiro que esses “médicos” façam propaganda das ideias do guru Olavo de Carvalho, idolatrado pelos bolsonaristas. Aliás, é lamentável que “médicos” elogiem alguém que, no início da pandemia, negou as mortes por coronavírus, mentindo descaradamente e que se posiciona contrariamente às vacinas. A existência dessa página é um grande desserviço à saúde pública e, sem dúvida alguma, é um imenso desatino algum profissional de saúde se posicionar a favor de tantas insanidades. Esses "Médicos Pela Liberdade" são uma vergonha para a classe médica e a atuação deles frente à pandemia vai totalmente contra aquilo que está no Código de Ética Médica. Segundo o Art. 112 do Capítulo XII (Publicidade Médica), "É vedado ao médico: Divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico", o que mostra que esses "médicos" não lutam pela vida, mas sim pela idolatria a um populista criminoso e incompetente. Aliás, no Capítulo XII é possível identificar várias outras quebras do CEM por parte desse grupo cujas atitudes são incompatíveis com os princípios da boa medicina.
O trabalho de Bernardo Küster, assim como os outros exemplos citados, minimiza a perda de vidas humanas (e ainda tem a cara de pau de se dizer "cristão") e desinforma milhares de pessoas diariamente propagando ideias anti-científicas, que inclusive são compartilhadas pelo filho do presidente, como é possível ver na imagem a seguir, publicada no artigo:

A produção da ignorância nas redes sociais bolsonaristas. Fonte: imagem obtida na rede social Facebook (2020).
O objetivo desta publicação é, obviamente, ridicularizar as medidas de isolamento social, produzindo ignorância em massa de forma muito rápida, através de publicações curtas. E o que é mais preocupante: é possível ver que, no momento em que o printscreen foi tirado, houve 3,5 mil compartilhamentos e, desses mais de 3 mil compartilhamentos, aqueles que se encontram nas listas de amigos das pessoas que compartilharam a publicação também compartilharam as publicações, levando a um efeito de “viralização”, literalmente, já que este post com certeza fez diversas pessoas se infectarem com o vírus, levando outros indivíduos a óbito, configurando um efeito em cascata, tanto digital, quanto biológico.
O aumento de óbitos foi gigantesco, mas foi negado pelos difusores de ignorância, como pode-se ver no infame Jornal “Brasil Sem Medo”, que inclui Bernardo Küster e Olavo de Carvalho entre os autores. Alguns dias depois da publicação da mentirosa matéria “A pandemia que não aumenta o número de mortos”, as informações foram refutadas por uma agência de fact-checking. Inclusive é possível verificar os números do genocídio presenciado em 2020 na própria fonte citada pelo jornaleco conservador de quinta categoria, com um aumento de mais de 70 mil óbitos em relação a 2019. Acessando o site do Portal da Transparência, vê-se que estamos tendo um verdadeiro massacre da população brasileira. Só de 16/3 a 03/8, em comparação entre 2019 e 2020, já vemos respectivamente 466.610 e 545.384 mortes, ou seja, um aumento de 78.774 mortes de 2019 para 2020, com números passíveis de mudança, já que o site do Registro Civil é dinâmico e as certidões de óbito podem demorar para serem registradas. Enfim, no dia em que este texto foi escrito, esses eram os números, o que infelizmente mostra a grande derrota do Brasil contra a pandemia.
Em 2019, é possível ver que 652 pessoas morreram por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Em 2020, o número de óbitos por SRAG subiu para 11.123, aumentando em mais de 15 vezes. Isto é, obviamente, resultado da falta de testes e confirmações de óbitos por COVID-19, graças à incompetência do governo que não tem um ministro da saúde há mais de 100 dias.
Outro ponto importante a ser discutido é a mentalidade paranoica dos bolsonaristas, que tanto temem uma “conspiração globalista da esquerda”, inclusive se negando a chamar o vírus pelo nome correto (que, de acordo com toda a literatura médica e bibliografia oficial, é o coronavírus, ou SARS-CoV-2), mas sim de “vírus chinês”, o que mostra o anseio de relativizar e reescrever a história. Imagina-se que o “comunismo internacional” está por trás da pandemia e que há um grande plano mundial de dominação do Brasil e destruição do governo Bolsonaro, inclusive com possibilidade de a China ter “criado o vírus em laboratórios”, copiando a narrativa republicana dos Estados Unidos, uma vez que o comportamento dos apoiadores de Donald Trump se assemelha bastante àquele dos bolsonaristas. Ambas narrativas propagam a ideia de que a extrema-direita é anti-establishment e que existe “um outro lado da história” que é censurado pela comunidade científica e pela mídia tradicional. Essa visão distorcida da realidade despreza fatos comprovados a partir de estudos de coorte, ensaios clínicos e revisões sistemáticas, que são estudos de alto grau de evidência, e que comprovam a eficiência das vacinas, as mudanças climáticas, a teoria da Evolução, o heliocentrismo e, inclusive, que a Terra não é plana (chega até a ser engraçado escrever isso). A Pirâmide de Evidência ilustra bem os níveis de evidência científica:
Vale lembrar que \"opinião de experts\" está na base da pirâmide.
Por fim, conclui-se que o bolsonarismo é uma complexa rede de produção de ignorância operada por meios digitais. Essa rede nega a complexidade dos fatos e a verificação daquilo que é publicado, utilizando métodos que induzem os leitores ao fanatismo a partir de mensagens rápidas que permitam que seus seguidores repitam palavras-chave, tais como “vírus chinês”, “Olavo tem razão”, “Osmar Terra tem razão”, “Bolsonaro tem razão”, entre outras sandices, sempre desprezando o senso crítico e apenas repetindo frases prontas. É um grande desafio para as ciências sociais, bem como para as ciências médicas, combater essa perigosa mentalidade que já levou pessoas a invadirem hospitais devido a falas proferidas por Bolsonaro e até a agressões físicas a profissionais de saúde. O bolsonarismo assumiu todas as características de uma seita cujos membros estão dispostos a seguir seu líder incondicionalmente, até a morte.

Me baseei no artigo Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância, cujo autor é o Jean Miguel, para a escrita desse texto.
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2020.08.28 21:59 HoBaLoy Uma Aliança de Gigantes e Reis

Esta é uma teoria de Cantuse, originalmente postada neste link: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/giants-and-kings/
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO II

O final de A Dança dos Dragões e especialmente os capítulos de amostra de Os Ventos do Inverno deixam claro que Mance Rayder e Mors Umber agiram em conjunto para resgatar com sucesso Arya Stark.
Há apenas um problema com isso: segundo todos os relatos, Mance Rayder e Mors Umber deveriam ser inimigos ferrenhos!
Mors queria o crânio de Mance para usar como caneca, e sua única filha foi raptada por selvagens há cerca de trinta anos.
Então, por que eles estão claramente trabalhando juntos em A Dança dos Dragões?
Explicar a complexa relação entre Mance Rayder e Mors Umber é o objetivo principal deste ensaio. Enfaticamente, estou fazendo as seguintes afirmações.
Mance Rayder e Mors Papa-Corvos estavam trabalhando juntos para executar a tentativa de resgate.
Esta aliança foi possível com o retorno da filha perdida de Mors.

DISPOSTO A NEGOCIAR

No início de A Dança dos Dragões, Stannis preside um conselho de guerra final antes de partir de Castelo Negro. Nesta sessão, Stannis se comporta de uma maneira um tanto incomum.

Um participante desnecessário

De fato, a primeira ação de Stannis naquele conselho foi dar Camisa de Chocalho a Jon como um selvagem para uso próprio de Jon. O que é estranho nessa declaração é que Stannis então permite que o selvagem permaneça presente, apesar da clara implicação de que Camisa de Chocalho não tinha qualquer utilidade em sua campanha.
Normalmente Stannis dispensa seu conselho quando deseja falar em particular: ele não permite a presença daqueles que considera desnecessários. Suas conversas privadas com Davos e Jon Snow ilustram o quanto Stannis esconde suas estratégias, às vezes até de seu próprio conselho. Portanto, parece estranho que Stannis permitiria a presença de uma testemunha ociosa.
Ensaios anteriores deste Mannifesto, particularmente Operating in the Dark, mostram que Stannis sabe sobre a sobrevivência de Mance e conspirou ativamente com Melisandre e Mance Rayder. Eles destacam ainda que Stannis intencionalmente colocou Camisa de Chocalho à disposição de Jon, para uso posterior como seu agente dentro de Winterfell.
Visto que a missão secreta de Mance é de suma importância, acredito que Stannis permitiu que “Camisa de Chocalho” permanecesse presente para que Mance pudesse adquirir qualquer conhecimento que o ajudasse em sua missão de resgate.
Então, o que Mance aprendeu neste conselho?
Especificamente: o que Mance aprendeu que o ajudaria a resgatar Arya Stark com sucesso?
Entre outros insights, Mance aprendeu o seguinte:

· Mors “Papa-Corvos” Umber quer a cabeça de Mance como caneca, e vingança por um saque de selvagens.

· Mors quer perdão por seu irmão Hother Umber, que se aliou aos Boltons.

· A única razão pela qual Hother se juntou a Bolton foi porque Grande Jon está em cativeiro.

Esses fatores indicam que os Umbers estão muito interessados em manter Grande Jon vivo, apesar de odiarem os Boltons. Indica a disposição deles de violarem seus princípios quando é importante para um objetivo mais importante.
Isso significa que os Umbers estão abertos à negociação, desde que oferecidos os incentivos adequados.
Além disso, significa que Mors pode ser facilmente persuadido a se juntar a Stannis, e que Hother provavelmente também se juntará. A única condição é que, sejam quais forem as ações realizadas, elas não devem expor os Umbers e, assim, ameaçar a vida do Grande Jon.

· A filha de Mors Umber foi sequestrada por selvagens há trinta anos.

Considerando-se a observação de que os Umbers estão dispostos a se comprometerem e negociarem quando necessário, a informação sobre a filha desaparecida de Mors torna-se um recurso valioso para o estabelecimento de um acordo com Mors Umber.
[...]

FILHA DE UM GIGANTE

[...]
A revelação dessa flexibilidade é fundamental. Isso leva a um paradoxo crucial e a uma dedução poderosa:
- Mors Papa-Corvos odeia Mance Rayder.
- No entanto, A Dança dos Dragões e Os Ventos do Inverno mostram um claro conluio entre Mors Papa-Corvos e Mance Rayder (também conhecido como Abel).
- Por que Mors seria conivente com um inimigo capital como Mance / Abel?
- Ou Mors não sabe a verdadeira identidade de Abel, ou ele estava disposto a se envolver com Mance.
- O que obrigaria Mors a se envolver e trabalhar com Mance Rayder?
- O retorno de sua filha.
Este ponto final é confirmado por meio de inferências. Sabemos inequivocamente que Mors e Mance trabalharam juntos. Sabemos que essas ações foram feitas com a intenção deliberada de beneficiar a campanha de Stannis. O que nos resta é o mistério: por quê?
Nós sabemos o início e o fim desta subtrama: no início Mance soube da filha desaparecida e da flexibilidade de Umber, e no final Mors e Mance estavam trabalhando juntos. O que falta é o meio, como foi negociada a cooperação entre Umber e Rayder.
Felizmente, agora podemos recorrer a algumas deduções confiáveis para encontrar nossas respostas.

Uma Barganha Infalível

Apenas o retorno da filha fornece uma explicação convincente para a paz entre Mors e Mance.
Não podemos presumir que Mance apareceu e simplesmente anunciou seu verdadeiro nome e esperava negociar a cooperação dos Umber apenas com base em boa fé. Como Mors parece ter uma ahostilidade intensa em relação a Mance, seria uma opção terrivelmente arriscada para Mance ou Stannis.
NOTA: Mance pode ter sido capaz de convencer Mors apenas com base no resgate de Arya, mas como você verá, este é um motivo muito menos convincente por si só.
Além disso, Mance não poderia aparecer como Abel e simplesmente esperar que Mors acreditasse na palavra de um selvagem qualquer de que ele poderia se infiltrar em Winterfell e raptar Arya Stark. É inverossímisil.
Quando invalidamos as proposições de Mance negociar puramente com base na boa fé ou Mance negociar disfarçado como Abel devemos olhar para outras explicações .
A única alternativa razoável é que Mance anunciou sua verdadeira identidade e explicou sua missão em Winterfell. Para evitar a represália de Mors pelas transgressões passadas dos selvagens e barganhar a ajuda de Mors, ele devolveria a filha perdida de Papa-Corvos.
Esta última opção parece ser o único método em que Stannis e Mance colocariam qualquer fé real: especificamente porque estariam apresentando a Mors uma indicação valiosa do envolvimento de Stannis e Mance.
E, afinal, se você quer sequestrar a filha de um lorde do norte, quem é melhor do que um selvagem? Mors sabe disso em primeira mão! Se Mance quisesse relembrar Papa-Corvos da habilidade selvagem para raptar filhas, o retorno de Rowan é uma evidência inegável.
NOTA: Estou bem ciente de que Mance não sequestrou Rowan, a cronologia torna isso impossível (ou extremamente improvável). Dito isso, seu retorno certamente demonstra familiaridade com raptos. Além disso, isso lembrará Mors de que os selvagens são famosos por roubar filhas: uma qualidade ideal neste caso.
Ao devolver a filha desaparecida a Umber, ele mostra ainda que os selvagens não causam danos indevidos a essas filhas "roubadas".
O raciocínio usado para chegar a essa conclusão parece bem alinhado, mas a razão por si só pode muitas vezes parecer insuficiente para convencer os leitores.
Felizmente, temos mais do que apenas raciocínio: temos uma candidata ideal para a filha de Mors também.

Uma filha e uma esposa de lança

Entre as seis esposas de lança que se juntam a Mance-Abel em Winterfell, há uma em particular que merece um estudo mais aprofundado: Rowan .
Colocando de forma clara: Rowan, a esposa de lanças, é na verdade Rowan Umber, a filha perdida de Mors “Papa-Corvos” Umber.
A principal razão para essa conclusão está enraizada em seus maneirismos, singulares entre as esposas de lança e entre os selvagens em geral.
Rowan tem um respeito muito distinto pelos Stark, diferente de qualquer selvagem visto até agora:
Mesmo a lama estava congelando nas bordas, Theon viu.
– O inverno está chegando...
Rowan lhe deu um olhar duro.
– Você não tem o direito de pronunciar as palavras de Lorde Eddard. Não você. Nunca. Depois do que fez…
(ADWD, Theon)
Para uma cultura que despreza os “ajoelhados” e o que eles representam, a ideia de uma selvagem que tem grande estima pelos Stark é muito rara. Mas ela vai além: ela chama Eddard de lorde, mostra grande respeito pelo legado de Eddard e conhece as palavras Stark.
Essas características sugerem que Rowan tem uma paixão pela honra dos Stark, bem como pela hierarquia política no norte. Esses atributos não surgiriam espontaneamente em uma selvagem, eles só se desenvolveriam em uma pessoa que realmente viveu ao sul da Muralha por algum tempo. Seu respeito apaixonado pelo personagem de Eddard em particular é indicativo de alguém que veio a conhecer o falecido lorde por reputação ou por interação direta.
O conhecimento de Rowan das palavras Stark mostra que ela tem pelo menos uma educação passageira dos símbolos e das palavras das Casas do norte. Isso sugere pelo menos alguma educação formal, provavelmente durante a infância em uma casa nobre.
Rowan ainda dá um grande passo adiante em seu respeito pelos costumes de Westerosi: ela chama Stannis por seu título de Rei!
– A neve nos esconderá. Você é surdo? Bolton está enviando suas espadas. Temos que alcançar [Rei] Stannis antes que eles o façam.
(ADWD, Theon – A tradução brasileira esqueceu do “rei”)
Ela parece genuinamente conceder a Stannis seu tratamento de rei. Os selvagens nunca usaram essas formas de tratamento para se referir aos reis:
– Vossa Graça? – o rei sorriu. – Isso não é tratamento que se ouça com frequência vindo dos lábios do povo livre. Para a maioria sou Mance. O Mance para
alguns. Aceita umcorno de hidromel?
(ASOS, Jon I)
Resumindo rapidamente esta seção:

  1. Sabemos com certeza que Mors e Mance estavam trabalhando juntos, que algum tipo de aliança foi negociada.
  2. A maneira mais convincente de Mance garantir essa aliança foi através do retorno da filha perdida de Mors.
  3. O comportamento atípico de Rowan mostra que ela provavelmente foi criada ao sul da Muralha e se juntou aos selvagens em algum momento de sua vida.
  4. Seu conhecimento das palavras Stark sugere uma educação formal, tipicamente associada à nobreza ou outras famílias de classe alta.
Sabendo que Mors é o único senhor mencionado como tendo uma filha desaparecida, Rowan é, portanto, a única resposta viável.
Argumentar que não parece ignorar a preponderância de evidências sugerindo o contrário. Pareceria um desvio para refutar o que é quase irrefutavelmente a verdade.

O SOM DE STANNIS

Em A Dança dos Dragões, berrantes e tambores começam a soar fora de Winterfell durante uma nevasca colossal. Os homens enfurnados em Winterfell acreditam que esses ruídos anunciam a chegada de Stannis, nós, leitores, sabemos que os sons são, na verdade, de Mors Papa-Corvos e seu bando de garotos verdes.

Onde estão as trombetas?

A natureza desses sons esconde uma interessante parcela de evidência que ainda indica haver uma conspiração entre Mance e Mors. É pequena, mas incrivelmente incriminadora.
Quando o céu começou a clarear, o som dos tambores já sumira, embora os berrantes de guerra tivessem sido ouvidos.
(ADWD, Theon)
– Lorde Stannis está do lado de fora das muralhas, e não muito longe, pelo que parece. Tudo o que precisamos fazer é chegar até ele. – Os dedos de Abel dançavam pelas cordas de seu alaúde.
(ADWD, Theon)
Então Stannis está aparentemente fora das muralhas do castelo, soprando berrantes de guerra e tocando tambores. Pelo menos de acordo com Mance. No entanto, isso é um absurdo completo:
Soavam trombetas por todo lado, sonoras e metálicas. Os selvagens não têm trombetas, têm apenas berrantes de guerra.
(ASOS, Jon X)
Alguém pensaria que Mance se lembraria do som das trombetas como o verdadeiro sinal da presença de Stannis. Afinal, a maior batalha –e maior derrota contundente– de toda a sua vida foi anunciada por trombetas.
Mance mentiu claramente para Theon sobre Stannis estar fora de Winterfell. Mance sabe que Stannis não está fora das muralhas, mas ainda pretende enviar Theon e Arya para a fonte do ruído: algo que Mance dificilmente faria, a menos que ele soubesse a verdadeira identidade daqueles lá fora.
Essa conclusão também mostra que Mance não quer que Theon saiba a verdade sobre Mors, ou o propósito dos sons.
O que então significam os sons? São uma guerra puramente psicológica ou algo mais?

UM SINAL MUSICAL

A ocorrência dos chifres de guerra e tambores fora de Winterfell está curiosamente alinhada com vários acontecimentos. Existem vários eventos interessantes que acontecem pouco antes ou depois que a música começa a tocar:
Antes de a música começar
· Assassinatos ocorrem diariamente.
· Theon encontra o “homem encapuzado”.
· Theon é interrogado por Roose Bolton, Barbrey Dustin, Roger Ryswell e Aenys Frey.
Depois que a música começa
· Theon é capturado pelas esposas de lança, trazido para Abel / Mance.
· Não há mais assassinatos. NOTA: A morte do pequeno Walder não conta, sob a evidência de que ele não foi morto pelos mesmos assassinos das mortes anteriores.
· A música para na madrugada do dia seguinte com três toques distintos de berrantes de guerra.
· Mance Rayder e as esposas planejam realizar sua tentativa de resgate naquele dia.
Os berrantes e a bateria são de Mors. Como você pode ver, uma grande quantidade de ação acontece quando eles começam a soprar. Tudo isso está associado à missão de resgate de Mance.
Parece claro que os berrantes de guerra sinalizaram a Mance e às esposas de lança para realizar a tentativa de resgate. Não parece um meio de dizer a Mance “Estou pronto! Estou em posição de receber Arya”?

Uma pausa nos assassinatos

Há ampla evidência em A Dança dos Dragões de que a maioria dos assassinatos em Winterfell foram causados pelas esposas de lança.
Por que eles estão acontecendo? Por que eles pararam?
Embora o texto não deixe claro, parece mais provável que os assassinatos tivessem o objetivo de semear a discórdia entre os vários senhores de Winterfell. O maior exemplo dessa turbulência é a animosidade fervente entre Freys e Manderlys. As mortes estão fazendo os ânimos se incediarem.
As esposas também estavam matando em rápida sucessão, corpos eram encontrados de manhã e à noite. No entanto, nenhum corpo foi encontrado na manhã da tentativa de resgate, a manhã em que os berrantes de guerra estão soando. Parece que as esposas de lança mudaram repentinamente de curso, os berrantes de guerra sinalizando a chegada da hora de fazer outra coisa.
Os chifres de guerra eram um sinal de que Mors estava pronto para o início da missão de resgate.
NOTA: As esposas de lança não pretendiam criar discórdia a ponto de criar um conflito entre os aliados de Bolton; seus planos foram atrapalhados pelos Freys e Manderlys terem entrado em conflito e ordenados a sair em busca de Stannis.
Além disso, o motivo pelo qual Theon só foi abduzido depois que os berrantes foram tocados foi para minimizar o risco de seu envolvimento. Já mostrei que Mance mentiu deliberadamente para Theon sobre quem estava fora dos muros de Winterfell, corroborando fortemente sua desconfiança.

O Homem Encapuzado e o Interrogatório

Uma coisa é Mors dizer a Mance que ele está pronto. Ele também precisa saber se Mance está pronto para realmente realizar o resgate. Afinal, sem qualquer comunicação entre eles, Mors poderia ficar tocando aquelas buzinas indefinidamente e sem efeito algum.
Então, como Mance fala com Mors?
Isso se conecta a um evento que permanece inexplicável: o encontro infame de Theon com o “homem encapuzado”.
Não é interessante que este homem pareça ter aparecido pela primeira vez justo na noite anterior ao som dos chifres de guerra?
Explorar totalmente a identidade do Homem Encapuzado é um assunto que requer um olhar mais aprofundado sobre as coisas. Dar a você uma explicação completa e convincente de quem eu penso que é, e por quê , é o assunto do próximo ensaio no Manifesto, The Hooded Man Uncloaked .
[...]

IMPLICAÇÕES

Existe um enigma que deve ser refletido:
Se as esposas de lança estiveram em Winterfell o tempo todo, por que eles só começaram os assassinatos três dias antes da tentativa de resgate?
Em outras palavras, por que elas só começaram a matar pessoas naquele momento? Elas planejavam fazer isso indefinidamente até que Mors desse o sinal?
Isso leva à pergunta muito importante:
Houve um sinal para as esposas de lança começarem seus assassinatos? Ele veio de Mors?
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2020.08.07 15:23 Scalira Excertos de misantropia

Não tenho diplomas. Não sou mestre, não sou educada, não sou autoridade em coisa nenhuma. Não farei citações entre aspas. Não haverá, nestes textos, pífias notas de rodapé. Não deixarei que me consumam, também, os pensamentos, a arte; que me digam que há um jeito “certo” e “errado” de escrever. Ao contrário, deixarei que os pensamentos consumam e corroam, tais quais ácidos, essas verdades impostas, estes melindres, e que dissolvam à incoerência isso que é chamado ‘saber fazer’. Estes pensamentos não são nada mais que minhas reflexões. Digo e repito: não são estes os versos de uma pessoa estudada. Se quiserdes o manuscrito dogmático de um douto, logo peço, compre um livro. Só há aqui a verborreia de um ser que pensa. Pensa, logo sofre. Pensa, logo existe. Aceitem, pois, este mea culpa.
Talvez não venha como uma surpresa àqueles que são de meu mais próximo convívio a natureza misantropa de minha existência. A humanidade parece-me um subproduto de uma jornada evolutiva que não tão só não nos planejou, como também não se importa com nossa sobrevivência - se nem enquanto espécie, que dirá como indivíduos.
Sermos sencientes não nos confere nenhum lugar específico no universo caótico que nos produziu, muito menos um “pódio” evolutivo enquanto epítome da evolução. Somos mesquinhos o suficiente para alegar sermos não só a única espécie cognoscente em todo o universo, como também alardarmos que não há evolução possível além de nosso estágio atual: seríamos, então, a perfeição em seu estado puro; a combinação de tudo de melhor que a natureza é capaz de fornecer.
Para mim, ao contrário, a humanidade é o grande mal que consome este planeta.
Creio que nos acreditamos muito justos ao pensar que a consciência nos pôs acima das bestas, mas a verdade é que somos feras conscientes: não menos feras por nossa condição de raciocinar.
Não busco ignorar o bem potencial que nos é inerente. Há bondade e beleza na alma humana e, se o homem é inerentemente bom ou mal não me compete a discutir, por ora. Também deixemos as discussões etimológicas para um outro momento; haverá tempo, creio eu, para verborrar sobre todas as coisas. Mas, para fazer um palpite educado, digo que a natureza humana que se baseia em nossos instintos primordiais nos inclina para o mal. Não nego, aqui, esforços de indivíduos de natureza mais sensível a buscar a verdade e o bem, mas, enquanto espécie, fico eu com as evidências.
Em seus breves anos de cônscia existência a humanidade provou ser não só a pior coisa a acontecer ao planeta e à biodiversidade nele existente, como também a pior coisa a acontecer a si própria.
Somos dotados de imensa capacidade criativa, mas a mesma inventividade que nos agraciou com Mozart e Michelangelo, Da Vinci e Raffaello, também foi aquela que nos deu a bomba atômica, as armas biológicas, as bombas de fósforo; as armas de destruição em massa.
Há uma culpa biológica nisso, creio eu: não nos livramos da territorialidade dos primatas. Talvez o medo mais antigo em nosso cérebro reptiliano seja o medo do outro. O “outro” é o desconhecido. O “outro” é o mal a ser erradicado. Cremos ser o outro diferente de nós, e isso justifica que o subjuguemos. Breve que é a nossa existência enquanto espécie, criamos, ao longo da história, as mais estapafúrdias desculpas em ordem de proteger aquilo que é “nosso” e nos acreditamos no direito de justificar os meios por seus fins. Talvez isso tenha nos garantido alguma paz de espírito; tenha permitido que dormíssemos à noite com sangue em nossas mãos. Porém, mesmo com essa herança biológica, nossa herança cultural também sempre mostrou-se pronta a cindir nossa espécie e justificar nossa agressão por quaisquer meios que pudessem calar a incessante voz da consciência. Pois, caso ouvíssemos a razão, nos veríamos enquanto espécie, não enquanto indivíduos. Não enquanto “brasileiros”, “americanos”, “turcos”, “romenos”; “brancos” ou pretos”; “alemães” ou “judeus”, mas como humanos.
Se serve de algum consolo, creio que se nos houvesse um inimigo externo comum — uma ameaça extraplanetária — a humanidade se uniria em prol de combatê-lo, como um. Mas note que a mentalidade “nós ou eles”, “matar ou morrer” jamais nos abandonaria. Há uma precisão neurológica de oposição; uma necessidade de definir-se pelo contraste, por aquilo que não somos. A consciência de nós mesmos enquanto espécie parece indiferente ao ser humano em qualquer outra condição.
Não buscamos o engrandecimento e desenvolvimento da raça humana, mas, sim, e de forma obsoleta, poucos indivíduos aventuram-se no drama do desenvolvimento individual que, de quando em quando, repercute em avanço para a espécie. Nem sempre. Não igualemos avanço tecnológico com desenvolvimento da humanidade. As duas coisas não são sinônimas. A velocidade de produção e inovação hoje não tem precedentes e, ainda assim, toda essa tecnologia não tem sempre sido benéfica para a humanidade, sequer me iludo de que tenha tido tal nobre intento em sua produção e disseminação.
A humanidade ainda guia-se pelas mesmas bússolas de bolso que nos guiavam há cinquenta mil anos e o conformismo pode nos levar a dizer que “os problemas são os mesmos desde que o mundo é mundo”. Mas já não deveríamos tê-los superado, então? Somos inventivos o suficiente para levarmos o homem à Lua, mas não voltamo-nos para nós mesmos na tentativa de compreender o funcionamento da mente humana?
Argumentar-se-ia que há o viés religioso, a busca pela santidade. Também a psicologia, que tem nos mostrado caminhos para a compreensão deste complexo mecanismo que chamamos de mente. Mas a brevidade desta e o secularismo social daquele mostram-nos que o desenvolvimento do caráter não nos é, nem jamais foi, prioridade. Em comparação, os arsenais bélicos e a tecnologia militar não são só de última ponta, como também extremamente eficientes e inovadores de uma geração para outra. São tecnologias constantemente atualizadas.
Creio que terminarei aqui este excerto que já se estende e buscarei discutir novas questões à medida que os pensamentos vierem à mim, mas para não aborrecê-lo, ó leitor, deixarei-te aqui com estes desvarios da mente sensata e estes lugares comuns àqueles que vivem no planeta azul, inda que com os olhos entreabertos.
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2020.06.22 14:46 madmike-c QUANDO A DIREITA PERDEU A SUA HUMANIDADE

Autor do texto : Eric Balbinus de Abreu
Agatha Vitória Sales Félix foi assassinada no Morro do Alemão. Perdeu a vida após uma operação policial. Como é de praxe a corporação disse que “não há indícios” da participação de policiais na morte da garota. Seja como for a resposta foi dada antes que qualquer exame de balística atestasse uma coisa e outra. Mesmo sem uma certeza o homicídio já provocou polêmica suficiente para que a morte deixasse de ser um crime e provavelmente uma violação de direitos por parte do próprio Estado para se tornar uma medíocre questão política. E sim, sobretudo por parte da Direita. É verdade que setores da esquerda instrumentalizam estes eventos, que muitos agentes deste espectro se preocupam mais com suas agendas políticas do que com as pautas que manietam em favor de sua ampla causa. Não obstante são eles que majoritariamente atuam nas pautas sociais e de direitos civis, logo não é totalmente ilegítimo que os tantos coletivos, associações, sindicatos e movimentos de esquerda dediquem energia e mobilização política em torno da pauta. O cidadão de Direita é quem carece de moral para questionar este ativismo, uma vez que os do seu espectro preferem ignorar estes contextos sempre que a realidade permite. Não levem para o pessoal, quem escreve estas linhas é um conservador. O cidadão de Direita, diga-se de passagem, não consegue ao menos reagir com firmeza nestes episódios. Há entre nós reações distintas que denunciam o desequilíbrio. Alguns são guiados pelos sentimentos mais mesquinhos a ponto de pensarem que isso não tem importância, que era só mais um Silva. Há outros que pensam que quem mora em favelas, que os que são pretos ou pobres são necessariamente criminosos em potencial. A idade e gênero de Agatha não importam, ela tem quase a mesma cor de Dyogo Gosta Xavier de Brito, o jogador da base do Flamengo que foi morto dias atrás em circunstâncias semelhantes, por acaso a mesma da família que teve o carro alvejado por um pelotão do Exército. Foram oitenta tiros contra um veículo pilotado por um pai de família. Mesmo morto ainda foi responsabilizado pela própria desgraça. “Ele não parou no bloqueio”, dizem alguns conservadores supostamente preocupados. O mesmo não vale para a chefe de gabinete do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro. Márcia Beatriz Lins Izidro bateu em um veículo, desrespeitou uma ordem de parada emitida por uma viatura da PM e fugiu. No caminho bateu em mais dois carros até ser detida. O caso se deu em Botafogo. Loira, ela não mereceu tomar oitenta tiros. Isso nos leva a outra reação comum na direita quando se trata de casos como o de Agatha: humanos são apenas os que se parecem conosco. Quando dizem defender a família, trata-se da família de classe média — normalmente branca e escolarizada. O pai de família que mora no morro pode ser morto apenas por ser preto e pobre, seus filhos podem ficar desamparados, sua mulher despedaçada… Mas nem por um segundo ouse defender a punição para os agentes do Estado envolvidos, isso é dar força a narrativa das esquerdas. Aliás, as esquerdas… Nada funciona melhor para justificar a indigência moral do que os bichos papão progressistas. Até o presidente e seus filhos encrencados com corrupção e milícia aprenderam que o Emmanuel Goldstein que mantém a direita brasileira no curral é a esquerda. Andam até ameaçando que “quanto mais forem criticados por seus eleitores mais rápido o Jair cai, mais rápido o PT volta”. Esta obscenidade só existe porque nossa Direita se estruturou mentalmente desta forma. A falta de democracia durante boa parte do período republicano deu aos incautos o entendimento de que o adversário político não deve ser combatido de acordo com as regras do jogo democrático, mas sim de que deve necessariamente ser eliminado — que a própria existência do contraditório é um horror por si. A vexaminosa atuação das instituições no período pós-democratização, o aumento da violência, da corrupção, distorções econômicas, direitos para quem sequer era representado, tudo isso fermentou um caldo de reacionarismo sem precedentes. Aqui começa nossa ruína. Há sim quem mascare no pensamento da Direita o preconceito e ódio aos que “não deveriam ser tão cidadãos assim”. Os virulentos comentários nas redes sociais não deixam dúvidas, o entendimento de parcela considerável da sociedade é que o problema da criminalidade é a pobreza — logo basta chegar no morro atirando de forma aleatória que o combate ao crime estará andando em passos largos. Por não ser tão erudita e algo primitiva, nossa direita também instituiu um elaborado panteão de divindades que incluí as Forças Armadas, policiais militares, a cristandade… Que morram tantas Agathas, o que não pode acontecer é de um policial ser responsabilizado. Alguns até argumentam que “quando o traficante mata alguém no morro ninguém fala nada”. O clamor de botequim é típico dos que não pensam, dos que abdicaram dos cérebros em troca do cabresto ideológico. Os gênios da raça já não conseguem nem distinguir as diferenças entre o agente do Estado (que jura uma Constituição, que passa por treinamentos e deve se guiar por protocolos) com um cidadão qualquer que resolve se insurgir contra normas do Estado. Veja, este um não tem obrigação alguma com a lei. Quem tem é o fardado. Não deveria ser tão difícil distinguir uma coisa e outra. Ah, não podemos esquecer: as malditas preocupações com a narrativa e com a guerra política são colocadas acima das próprias pessoas. Não importa se a garota foi morta, o que importa é fazer frente a esquerda! Eles não podem vencer a narrativa mesmo que seja dizer que 2+2 é 4. É um precedente asqueroso pois a política passa a ter seu fim em si mesma. Ao invés de discutirmos para saber quais soluções serão implementadas no Estado, lutamos para saber quem irá se manter no poder, qual das narrativas prevalece, quantos likes serão recebidos por cada um dos agentes… Perguntar não ofende: de que serve este novo país de Justiça, Moral e Bons Costumes se ele não presta nem ao menos para demonstrar solidariedade com uma família que teve a filha de oito anos baleada? Qual o propósito de denunciarmos as arbitrariedades de Nicolas Maduro se nosso ideário passa ao largo de problemas reais, se nossa reação será sempre a impiedade? Não custa lembrar que setores importantes da Direita brasileira falam em “restaurar os valores do Ocidente cristão”. Estes valores incluem a caridade, o amor ao próximo, o senso de justiça? A pergunta é válida pois a igreja evangélica brasileira foi quase que completamente sequestrada por forças políticas que atuam em nome dos interesses evangélicos, mas pouco se fala na humanização do outro. Enquanto muitos “conservadores cristãos” operam malabarismos retóricos vergonhosos para resinificar o óbvio, as escrituras são claras sobre estes fariseus: “Engordam-se, estão nédios, e ultrapassam até os feitos dos malignos; não julgam a causa do órfão; todavia prosperam; nem julgam o direito dos necessitados. Porventura não castigaria eu por causa destas coisas?” (Jeremias 5:28,29) O caso é que a Direita brasileira majoritariamente é incapaz de lidar com estas questões sem demonstrar o quanto já perdeu de sua humanidade. Episódios de racismo, violência policial e tantas outras distorções são simplesmente ignorados para “não jogar água no moinho das esquerdas”. O que os valentes ignoram é que o princípio é exatamente o contrário. A imagem de humanista das esquerdas seria bem menos consolidada se os da direita demonstrassem o mínimo de compaixão e senso de proporções. Nossas direitas se embeberam tanto do ópio da ideologia que não são capazes de lidar com o mundo real. Pior: acabaram numa espécie de Dorian Gray as avessas, aprisionando suas almas na caricatura que as esquerdas sempre fizeram a nosso respeito. A direita brasileira (sobretudo a conservadora) não disfarça a pretensão de restaurar a glória de um passado idílico. Corrigir uma Nação inteira baseado na moral, nos bons costumes e nos valores cristãos é mesmo uma tarefa hercúlea — sobretudo quando se é incapaz até de amar o próximo.
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2020.06.21 03:26 SucodeTudo Uma historia "feliz"?

Ahoy Lubiscode primeiramente desculpe pelos erros de português,estive adiando muito pra escrever este texto mas acho que ja esta na hora,essa historia é sobre a minha vida quem sou e porque estou como estou,quero que analise e me diga se sou o babaca kkk,sem mais delongas irei começar o texto Bom dia(talvez noite)luba,convidados,gatos e barba do luba,a minha historia começa a 5 anos atras,eu tinha 10 anos(faça as contas)bem pela minha idade não poderia imaginar muita coisa,mas ja tinha rola pa de coisas na minha vida,tipo:meus pais se separaram,minha vó tambem,as 2 arranjaram outros caras,meu avodrasto batia na minha vó,o meu padrasto era um [email protected],minha mãe se separou de novo,se casou com um velho,se mudou pra casa dele e eu tambem to morando no centro e sai do interior. Pode não ser muita coisa mas pra mim na quela idade foi dificil,ver tanta coisa passando e tanta coisa acontecendo me deixou louco,eu fiquei muito mau mas tentava não demonstrar muito isso meu novo padrasto era(é) muito agrecivo com todo mundo inclusive eu,então eu não podia encomodar ele,ficava no meu canto vendo youtube,jigando algum jogo ou estudando na maioria do tempo,ocupava minha mente com essas coisas pra não piorar a situação Como estava numa nova cidade sozinho e sem amigos minha unica chance foi a escola,mas mesmo antes eu sempre fui meio anti-social,minha familia era pobre mas minha mãe trabalhava muito pra me dar tudo oque eu queria,e sou grato a ela por isso,mas a ansiedade dela e a tendencia depressiva da minha vó(que entrou em depressão quando eu e minha mãe saimos de perto dela e deixamos a vó sozinha com aquele monstro em casa)pesou muito na minha vuda social. Então fazer amigos sempre foi muito complicado. Kas quando eu entrei na escola daquela cidade eu conheci algumas pessoas,comecei a me dar bem nos esportes na medida do possivel é claro e tambem minhas notas subiram mais do que o normal,comecei a pensar nos testes pra federal(e consegui lubisco),mas como tudo que é bom acaba rapido,uma menina linda,com uma franjinha muito fofa destruiu meu mundo e um amor "platonico" acabou com aquela minha unica esperança que era a escola. A desilusão amorosa foi forte,mas o amor foi maior,insisti reconhecendo os limites,não invadia a sua zona de conforto e aceitava o não mas eu não podia me livrar daquele sentimento,e aquele sentimentp continuo durante 4 anos,4 anos luba,por mais que eu seja uma criança 4 anos não é qualquer coisa,eu realmente amo ela,e ela é alguem especial na minha vida,ela me salvou de um suicidio e quase me pois em um quando disse não,ela é tudo pra mim,e depois de 4 anos ela aceitou. Eu fiquei muito feliz luba,sério,tipo,imagina só:"a menina que você amou por 4 anos te aceitou" e mano ela nunca me desrespeitou nesses 4 anos,sempre sendo alguem muito gentil,fofa,estudiosa tipo ela é perfeita cara. Mas Luba,depois de 4 anos nós começamos a namorar(agora no caso completamos 6 meses)eu sou uma criança ainda com 14 quase 15 anos não sei de nada sobre o mundo,mas eu sinto isso e não é facil de simplismente ignorar um sentimento. Eu amo ela Luba,mas ela demorou 4 anos pra me aceitar em namoro,aconteceu algumas coisas que ela veio a me falar a poucp tempo mas ainda assim,não me convenceu,tenho medo de sme querer ter precionado ela pra que eu força-se ela a gostar de mim,e criando um falso amor,não sei se quero continuar,uma insegurança anda me tomando,pela minha aparencia,fisica e cobtexto do relacionamento,mas ao mesmo tempo tenho medo do sentimento ser real e eu ferir os sentimentos dela. Gostaria que você me ajuda-se nessa lubisco,ja falei com minha mãe mas ela se recusa a me pagar um psicologo,pois de acordo com ela :"não precisa,é só falar com a gente que a gente te ajuda"não querendo desmerecer meus pais mas isso é algo que eu não quero falar com eles,minha vida pessoal não é algo que eu sinto conforto de falar com eles. De qualquer forma eu aprendi muito nesses 4 anos de solidão,li muito,sofri muito,estudei muito,conheci muito mais sobre mim,conheci amigos,d&d,cs,lol tipo isso querendo ou não marcou a minha vida e me formou a pessoa que sou hoje,então de qualquer forma devo muuto a ela,eu te amo mor ♡ Eu e minha namorada assistimos você e tanto eu quanto ela somos muito seus fãs <3 e desculpa mor,sou falho de mais pra alguem tão perfeita como você,desculpa.
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2020.06.13 02:53 sapocururu123 Sou culpado por ser grossa com a garota que diz que gosta de mim?

Olá Luba é editores
Meu nome é Alanis (isso não é importante mais eu queria mostra pros meu AMIGOS que tu em notaste) Isso aconteceu no começo desse ano,uma garota vamos chamar ela de Kalrs. Pois bem ela "gosta de mim" pelo o que ela disse, o que eu acho super idiota por que ela não me conhece. 
No começo do ano (volta às aulas) uma amiga dela é a Kalrs vierão falar comigo e a amiga dela a Kátia (eu não sei o nome dela) foi falar comigo - oi a minha amiga a Kalrs que ser a sua amiga E logo pensei por que não? Eu gosto de fazer a amizades novas então eu falei - ok E dei um abraço na Kalrs Logo após algumas horas fui fazer cocôcô E lá estava ela chorando no banheiro , é bem eu não ia simplesmente cagar com ela lá chorando,então perguntei o que ela tinha é ela disse que um chaveiro dela tinha quebrado é que era de grande valor sentimental. E bem com uma pessoa que possui alguns neurônios Militei toda é disse - Olha não importa como objeto fique mas sim o sentimento que você sente por ele nunca irá se acabar Então eu limpei as lágrimas dela com a minha mãozinha de Alien, é ela agradeceu nós nos a abraçamos e eu voltei pra sala (sem ter cagado) Depois de umas duas semanas eu sempre dava oi pra ela é um abraço no Recreio
E aí começa o estrago Percebi que ela curtido todas LITERALMENTE TODAS as fotos do meu instagram eu tenho mais de 100 fotos é ela comentou também como, perfeita,linda 😍❤. O que me assustou um pouco porém não falei nada E nas outras semanas eu não estava mais dando oi nem nada pois ficava com outros amigos Então ela fez o que me irritou pra caralho mando indireta no story é eu sei que foi pra mim E neles falavam *é muito ruim ser ignorado pela pessoa que vocé mais ama eu não conhecia ela nem um mês . E fui tirar satisfação, falei numa boa perguntando o por que daquilo é ela não falando nada mas não queria brigar com ela então fiquei na paz E começou o carnaval muchas fiestas é sempre tinha na escola,então eu estava lá toda gostosa tezuda é ela não parava de olhar o que também me incomoda E lá estava ela chorando por que ela não conseguia toca o violino mas mesmo assim não pudi ignorar essa situação,falei com ela encorajei ela a não desistir de seus sonhos e assim vai
E POR QUE CARALHO EU ABRI MINHA BOCA
Depois disso ela ficava me stalkeando nas redes sociais e não parava de me olhar na hora do recreio
Ela até descobriu o meu número,Então eu já estava brava com tudo isso e começei a ser sincera com ela como quando ela me chamava de perfeita é eu dizia que o perfeito não existe é que era melhor ela para com esse tipo de elogio desnesesario. Então eu começei a gostar de um girl e ela sabia é mesmo assim é continuava com esse comportamento
(E o pior de tudo foi que eu e uma amiga minha estávamos vendo instagrams meus antigo é ela tinha curtido TUDO, é eu tenho 3 contas uma de 2017 a outra de 2018 é a de agora)
E comecei a ficar com medo pois já tive muitas pessoas atrás de mim é sempre faziam coisas estranhas o que me traumatizou muito, é ela foi se declarar pra mim na frente das amigas dela é tá não que eu já amava outra pessoa é que ela nem me conhecia direito.
E as amigas da karls foram fala comigo perguntando se eu gostava dela o que era um puta saco
E ela continuava a fazer coisas estranhas até que falei já chega
Eu disse pra ela que você nem me conhec e que somos apenas colegas e que ela era super chata me enchendo saco nem proucurava a me conhecer é que o "amor" dela é fútil e não passa de uma gostaçao passageira, que isso não é amor é eu já amo outra pessoa que sim ela me conhece.
Ai ela mando um puta texto de desculpa só que ela só dizia desculpas é não o motivo o que fiquei mais puta ainda
E dizia se eu queria a amizade dela ou não
E eu falei que eu não ligo
O QUE EU FIQUEI MAIS PUTO QUANDO ELA FALO
"Eu vó conquistar sua amizade é confiança" 
Eu queria falar 1 que amizade sendo que a gente só se comprimentava é que a Kalrs nunca foi fala comigo 2 confiança nunca teve é nunca vai ter
Então turma é lubixco
Jo soy babaca ou não?
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2020.06.07 06:21 SweetBarbecue Talvez não seja o sub correto, mas...

...eu não conheço nenhum outro sub para postar esse texto.
Você se entrega por completo a alguém, e do dia para noite, coloca todos os seus sentimentos em questionamento, não enxerga sentido em nada, tenta ignorar essa sensação mas não consegue. Habita dentro de ti, um peso, mas ao mesmo tempo uma leveza, cada uma em uma direção e então você deixa de questionar os sentimentos e passa a questionar a sua mente.
Até que ponto conviver com isso irá me prejudicar? Será possível esquecer isso? Ou pelo menos diminuir a sensação de sentir isso, a cada segundo que passa, é um fragmento da minha vida que deixo de aproveitar, por estar demasiadamente apegado ao passado, às vezes ao futuro. Você pisca e aquele alguém já não está ao seu lado, você o magoou sem ao menos ter certeza de que realmente queria isso e você se encontra mais perdido, busca refúgio em pessoas que antes soava confortáveis, mas que agora só deram suas faces, pessoas que não se importam com você, não querem o seu bem, seus transtornos cada vez mais expressivos, a máscara da normalidade já não é mais compatível com o seu molde.
O que me resta agora? Viver com a dor, o sofrimento e aceitar, que aquele clichê ´´Nascemos sozinho e iremos morrer sozinhos``, também se aplica ao intervalo entre esses dois fatos, logo, nós também vivemos sozinhos. Talvez não por escolha, mas por algo maior, a sua saúde, evitando se entregar, mesmo que em partes, para outras pessoas, em diferentes níveis de relacionamento, indo do ódio ao amor.



PS: sei que é um sub voltado para poemas, mas não tenho habilidade suficiente para escrever um poema e não conheço outro sub para postar, desde já peço desculpas!
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2020.05.30 00:43 Skyggen-Kriger Acho que desperdicei minha vida e não consigo sair de casa para mudar isso

Tenho 17 anos. Quando a minha apatia começou, eu não compreendia o que me fazia ver tudo de forma tão vazia. Talvez tudo tenha se originado dos meus problemas na escola. Sempre fui um covarde, e eu não conseguia por um fim no tormento que outros alunos me acometiam. Eu achei que trocar de escola fosse resolver o meu problema, mas o ambiente da escola religiosa cujo entrei posteriormente era tóxico demais pra mim.
Nunca fui religioso. Sinto que meu ateísmo - algo tão desprezado pela sociedade - me acompanha desde meu primeiro questionamento metafísico sobre a natureza da moralidade humana. Na época, ainda nem entendia o conceito dessas palavras. Seja o fato de ser ateu em uma escola religiosa ou meu comportamento inocente que me acompanhava desde a infância, essa nova escola ainda me trouxe problemas.
Nunca tive muitos amigos. Alguns posso dizer que eram pessoas de bem. A maioria eram apenas oportunistas ou pessoas que eu julgava agradáveis o suficiente para não me encrencar como de costume. Nessa escola, não foi diferente, e o constante conflito de ser obrigado a frequentar um lugar a qual eu desprezava repleto de pessoas que eu desprezava ainda mais fez com que minha ansiedade atingisse um pico cujo tornou meus problemas na escola o menor deles.
Acho que o principal agravante da minha ansiedade e depressão foram as preocupações infundadas. Transtornos psicológicos podem trazer diversas somatizações ao corpo físico, e meu cérebro estava incessantemente buscando algo para me preocupar. Esses sintomas físicos em resposta a minha condição mental me fizeram crer que eu estava com alguma doença, e em pouco tempo minha ansiedade se agravou ainda mais com essa condição hipocondríaca absurda. Isso aumentava a somatização dos meus sintomas e esse processo se retroalimentava. Até hoje me preocupo se algo ruim pode acontecer. E não parou nas doenças.
Com o tempo, cada vez mais coisas ínfimas se tornavam uma tempestade caótica na minha cabeça, mesmo sobre coisas que fogem do meu controle. Questionamentos filosóficos simples que qualquer pessoa teria sobre a "origem do universo", ou algo do tipo, tomam proporções emocionais da descoberta de uma doença terminal. Não são crises existenciais. Eu lido bem com a insignificância em relação ao universo. O que me aflige é a maldita sensação de que eu não compreendo as coisas. Seja uma dúvida simples que pode ser saciada lendo um livro científico, seja um questionamento metafísico que está além das minhas capacidades, mesmo sendo irrelevante para minha sobrevivência, isso me quebra mentalmente. Eu não sei lidar com dúvidas. Eu preciso encontrar um sentido nas coisas, algo que um raciocínio lógico possa resolver, e as vezes esses questionamentos sobre coisas irrelevantes e que eu sei que são impossíveis de serem compreendidas acabam se tornando debates intermináveis e torturantes na minha cabeça. Penso que talvez seja um tipo de TOC, mas não ouso afirmar algo sem o conhecimento devido.
Algo irônico sobre isso talvez seja meu ceticismo. Por mais que procure respostas, eu nunca me contento com qualquer uma. Por isso não sou religioso e provavelmente nunca serei, desde que mantenha meus questionamentos dentro do limite falseável.
Enfim, sem divagar. Eu falei que a escola era ruim, não é? Pois é, eu a larguei antes de começar o ensino médio. Isso foi a primeira coisa que me fez questionar se já é tarde demais pra garantir um bom futuro na minha vida. Sei que há formas alternativas de terminar o ensino médio, - e é isso que irei fazer - mas o grande problema que me acompanha atualmente é a apatia total. Antes, eu não tinha interesse em sair de casa, coisas simples. Hoje, não consigo assistir um filme, ler um livro, praticar exercícios, e o máximo que consigo com todo o esforço que me resta é tentar estudar algo de relevante, mesmo que um pouco. E, curiosamente, não é o peso de ter que estudar todo o ensino médio sozinho e depois ter de fazer duas provas para garantir que aprendi que me motiva. Em meio a situação atual do país, no desgoverno que estamos enfrentando (se você é fanboy de político não enche o saco), a pseudo-ciência está imperando nas redes sociais, e quanto mais eu vejo pessoas de influência divulgando palhaçadas conspiratórios como terra plana, anti-vacina e negacionismo climático com mais raiva eu fico: o mais próximo de um sentimento normal que eu tenha atualmente. Mas é uma faca de dois gumes: se por um lado isso me impulsiona a alguma motivação, a raiva acaba agravando minha ansiedade, o que me faz questionar o que devo fazer: me manter antenado nas redes sociais para garantir um último resquício de sentimento que eu tenho ou me abster de acompanha-las para que meu nervosismo não piore? Pode haver um meio termo entre isso? Eu não sei.
Mas o pior de tudo, fica para o final. Toda essa apatia me tirou tudo que eu tinha, e o resultado? Eu estou preso em casa a mais de dois anos. Por um lado, acho engraçado as pessoas reclamando de alguns meses em casa nesse período de quarentena. Por outro, me sinto um merda por isso. Eu não falo com ninguém que não seja minha mãe ou meu pai a tanto tempo que perdi a conta. Por mais que eu odeie admitir, contato humano está fazendo falta agora, e eu não posso evitar isso. Somos primatas, e primatas são animais sociáveis. E por isso as vezes sinto que eu nasci no corpo errado. Por que não um tigre? Uma onça? Ou um leopardo? Acho que ser um grande felino solitário não me faria lamentar minha péssima habilidade social e meu desejo de ter algum amigo de verdade para conversar.
Eu sei o que estão pensando. "Ah, você ainda tem seus pais". É verdade, mas não posso deixar de culpa-los por grande parte dos meus problemas de hoje. Desde meus primeiros sintomas de ansiedade no meu primeiro colégio, eles sempre estavam lá para me culpar pelos meus problemas sociais. A atitude arrogante e irritada do meu pai e a hipocrisia vitimista, manipuladora e conflituosa da minha mãe sempre me incomodaram. Pessoas imutáveis que nunca aceitam que estão erradas me irritam demais. E eles não estão realmente preocupados em ajudar, então eu estou sozinho. A menos que comprar remédios seja alguma ajuda da minha mãe, mas considerando que dos vários que já tomei NENHUM teve efeito algum, eu acho que posso ignorar isso.
E depois desse longo texto que ninguém irá ler a minha dúvida é a seguinte: eu perdi a minha adolescência sem trocar palavras com ninguém ou realizar algo desde os 15 anos. Ainda há esperanças para mim? E se eu resolver sair de casa quando esse caos pandêmico acabar, a onde eu deveria ir? Eu não tenho amigos, com quem eu poderia me encontrar? COMO eu posso encontrar alguém para me relacionar naturalmente e ONDE? Eu não tenho IDEIA de como humanos constroem relações sociais... Porra. Por que eu tinha que ser um humano?
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2020.05.27 21:52 oakvictor Espiritismo e Pandemia

Assis96 recebeu este texto pelo WhatsApp e estou postando aqui para reflexão e debate.
HOUVE ALGUMA PANDEMIA À ÉPOCA DE ALLAN KARDEC? QUAIS FORAM AS RECOMENDAÇÕES DOUTRINÁRIAS?
Caros amigos espíritas ou simpatizantes do Espiritismo, compartilho com vocês uma preciosidade da Revista Espírita que se encaixa perfeitamente neste período de coronavírus.
Na Revista Espírita de novembro de 1865, Kardec escreveu um artigo denominado “O Espiritismo e o Cólera”, eis que muitos adversários compararam o Espiritismo a uma peste que tomava conta da humanidade. Kardec, sempre educado, refuta a tese e aproveita para escrever algo sobre a pandemia da cólera. Registre-se que no período de 1845 a 1860 houve a terceira onda pandêmica de cólera, que ceifou milhares de vidas no mundo. Segundo alguns historiadores, essa pandemia causou o maior número de mortes no século XIX. O cólera é uma doença bacteriana intestinal, normalmente causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados. No artigo, Kardec cita a carta de um leitor de Constantinopla, onde teria ocorrido mais de 70 mil mortes, tendo o leitor sugerido que os espíritas de lá, pela crença religiosa, teriam sido preservados do flagelo pandêmico.
De imediato, Kardec discorda da tese do leitor, afirmando que a fé espírita não poderia ser um antídoto contra a cólera, mas faz uma excelente abordagem no sentido de que o conhecimento espírita propicia uma força moral que é capaz de nos preservar de muitas doenças, porquanto essa força moral repercute no corpo físico, inclusive no sistema imunológico. Há diversos estudos que correlacionam o binômio fé/saúde, que não se limita, é claro, apenas na crença espírita.
Kardec falou do medo da morte, que atinge uma quantidade imensa de pessoas quando se instala uma pandemia. O medo patológico, que vige nesse momento, por si só, já gera um estado emocional desarmonizado que, repercute na saúde física e mental, fazendo com que o indivíduo permaneça num estado de alerta intenso, gerando ansiedade e estresse. Para o espírita não deve haver esse temor da morte, porque acredita na imortalidade da alma, que segue viva em outras dimensões da vida, o que, segundo Kardec, serve também para sustentar a aludida força moral.
O fato de não se temer a morte não significa que não damos valor para a vida física, tanto que Kardec expressamente fala que devemos seguir as medidas sanitárias, ou seja, o espírita segue as diretrizes e as normas das autoridades públicas, visando prolongar a vida, não por apego, mas por desejo de progredir. Veja que orientação atual para o coronavírus.
Kardec comenta sobre a importância da serenidade, que será vital para nossa saúde emocional e mental. A serenidade deve ser trabalhada, conquistada, de forma que devemos aproveitar o período de isolamento social imposto pelo coronavírus, a fim de buscar a meditação, a viagem interior e o autoconhecimento, ajudando na conquista da serenidade.A oração será recurso primordial por nos manter conectados com Deus e com as forças superiores mantenedoras da vida.
Kardec também fala que o espírita deve mudar completamente seus hábitos. Vemos que o coronavírus nos impôs mudanças profissionais, familiares e sociais, de tal sorte que o espírita deve ser obediente e resignado, ajustando sua conduta às necessidades atuais, visando a saúde pessoal e coletiva.
No final do artigo, Kardec insere uma mensagem espiritual do Dr. Demeure, que foi médico na sua última encarnação, e este espírito traz recomendações oportunas, aplicáveis ao período de pandemia que vivemos na atualidade.
O espirito do Dr Demeure acentua a importância da higiene e para se evitar os resfriados. Parece que ele está falando para a humanidade dos dias vigentes. O referido espírito insiste para se evitar o medo, que é pior do que o próprio mal pandêmico. Que cabe ao espírita manter a calma dada pela fé e não recear a morte.
O médico desencarnado ainda fala para não se ignorar os primeiros sintomas da doença que recomendarão medidas específicas. É claro que ele está falando da cólera, mas veja como se aplica ao coronavírus. O espírito enfatiza a necessidade da confiança em si mesmo e em Deus como fatores vitais e propiciatórios de saúde. Por fim, o Dr Demeure toca no assunto do temperamento espiritual, que, na realidade, diz respeito à nossa saúde emocional e mental, de forma que devemos evitar mágoas, ódios, tristezas, angústias, ansiedades etc., investindo na brandura, na amorosidade, na tranquilidade, no perdão, que nos ajudarão a manter a saúde espiritual, ainda que o corpo venha a adoecer.
Que artigo impressionante de 1865 e que tem plena validade para esse período de coronavírus. Que orientações extraordinárias, morais e materiais, de Kardec e do Dr. Demeure, que devem ser seguidas de forma integral pelos espíritas.
Aproveitemos essas lições valiosas e que possamos seguir confiantes, com Jesus e Kardec. ALESSANDRO VIANA VIEIRA DE PAULA Escritor e palestrante espírita.
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2020.05.12 02:27 Glenarvon Marx Contra o Estado: Notas Sobre a Aproximação entre Marxismo e Anarquismo

"A frase de Engels "Olhai a Comuna de Paris. Era a ditadura do proletariado" deve ser tomada a sério, como base para fazer ver o que não é a ditadura do proletariado como regime político (as diversas formas de ditadura sobre o proletariado, em seu nome)."
O conflito entre marxistas e anarquistas é muito antigo, e remonta desde a cisão pessoal entre Marx e Bakunin, até a perseguição de anarquistas por marxistas instalados no poder, como durante a Revolução Russa.
Ainda assim, a influência mútua das duas correntes é considerável. Há influência de autores anarquistas em autores marxistas, como David Harvey citando Murray Bookchin como uma influência, o reconhecimento por Marx da obra "O Que É a Propriedade?" de Proudhon como um "trabalho científico", a associação de William Morris com Kropotkin e outros anarquistas, entre outros. Por outro lado, a influência do marxismo em autores anarquistas também é notável, desde o já citado Bookchin até anarquistas mutualistas como Kevin Carson (que cita a corrente autonomista do marxismo como uma influência). De que modo isso é possível?
O principal conceito usado para se defender uma interpretação "estatal" do marxismo é o de "ditadura do proletariado". E, em adição a isso, as 10 medidas revolucionárias propostas por Marx e Engels no Manifesto Comunista, que envolvem, entre outras coisas, a centralização de indústrias como as ferrovias nas mãos do Estado, além de outras medidas defensoras de uma centralização estatal.
O conceito de "ditadura do proletariado" é um caso exemplar de como um nome pode facilitar a interpretação reducionista de uma ideia. O conceito de "ditadura" que Marx emprega, comum a sua época, não possui a conotação atual de governo autoritário por uma minoria, mas sim de "autoridade completa em um aspecto". No caso, uma autoridade da classe trabalhadora sobre a burguesia, exercida por meio da revolução, com o objetivo de pôr fim ao sistema capitalista. Para Marx, qualquer órgão que sirva ao propósito de por em prática o poder político da classe trabalhadora, mesmo que organizado de forma direta e horizontal, será uma "ditadura do proletariado", e, por extensão, um "Estado".
Essa diferença na definição de o que constitui um Estado é talvez a fonte principal de desentendimento entre anarquistas e marxistas em muitos casos. É por essa razão que, olhando para a Comuna de Paris, Bakunin escreve em seus textos, especialmente em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", que a Comuna havia abolido o Estado e o substituído pelo governo direto dos trabalhadores, enquanto Marx, em A Guerra Civil na França, olha para a Comuna e a descreve como uma ditadura do proletariado. Como podem os dois terem observado o mesmo fenômeno e o interpretado de maneira tão diferente?
Para Bakunin, o Estado é definido primeiramente por sua relação de dominação. A base da análise do anarquismo é a hierarquia social. Para Bakunin, o Estado é definido por ser uma instituição burocrática, imposta pela força, e necessariamente regida por uma elite política, criando uma hierarquia coercitiva onde aqueles no controle do maquinário estatal (e a classe dominante que defendem) exercem poder sobre o resto da população. Assim, ao eliminar as estruturas burocráticas e hierárquicas do Estado Burguês (e seus órgãos defensores, como o exército permanente e a polícia) e substituí-las por formas horizontais de democracia direta, a Comuna havia efetivamente abolido o Estado e suas relações de dominação política.
Para Marx, os órgãos políticos da Comuna, mesmo que horizontais e sem as típicas hierarquias coercitivas do Estado, são uma "ditadura do proletariado", pois representam a organização do poder político dos trabalhadores em oposição à burguesia, sendo através deles que as ações políticas da classe trabalhadora são organizadas.
Em A Guerra Civil na França, porém, Marx nota a estrutura com a qual as decisões da Comuna são organizadas. Marx nota que:
"(...) a classe operária não pode apossar-se simplesmente da maquinaria de Estado já pronta e fazê-la funcionar para os seus próprios objectivos." (A Guerra Civil na França, Capítulo III)
Sobre a forma política da Comuna de Paris, Marx escreve:
"O primeiro decreto da Comuna (...) foi a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo armado.
A Comuna foi formada por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em qualquer momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de ser não um corpo parlamentar mas operante, executivo e legislativo ao mesmo tempo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi logo despojada dos seus atributos políticos e transformada no instrumento da Comuna, responsável e revogável em qualquer momento. O mesmo aconteceu com os funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna para baixo, o serviço público tinha de ser feito em troca de salários de operários. Os direitos adquiridos e os subsídios de representação dos altos dignitários do Estado desapareceram com os próprios dignitários do Estado. As funções públicas deixaram de ser a propriedade privada dos testas-de-ferro do governo central. Não só a administração municipal mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado foram entregues nas mãos da Comuna." (Idem)
Para Marx, a organização horizontal da Comuna, com os postos administrativos sendo eleitos por democracia direta e revogáveis a qualquer momento (não muito distante do modelo de Confederalismo Democrático adotado em Rojava hoje) foi essencial para seu sucesso político. Marx continua:
"Uma vez estabelecido o regime comunal em Paris e nos centros secundários, o velho governo centralizado teria de dar lugar, nas províncias também, ao autogoverno dos produtores. Num esboço tosco de organização nacional que a Comuna não teve tempo de desenvolver, estabeleceu-se claramente que a Comuna havia de ser a forma política mesmo dos mais pequenos povoados do campo, e que nos distritos rurais o exército permanente havia de ser substituído por uma milícia nacional com um tempo de serviço extremamente curto. As comunas rurais de todos os distritos administrariam os seus assuntos comuns por uma assembleia de delegados na capital de distrito e estas assembleias distritais, por sua vez, enviariam deputados à Delegação Nacional em Paris, sendo cada delegado revogável a qualquer momento e vinculado pelo mandai imperatif (instruções formais) dos seus eleitores. As poucas mas importantes funções que ainda restariam a um governo central não seriam suprimidas, como foi intencionalmente dito de maneira deturpada, mas executadas por agentes comunais, e por conseguinte estritamente responsáveis. A unidade da nação não havia de ser quebrada, mas, pelo contrário, organizada pela Constituição comunal e tornada realidade pela destruição do poder de Estado, o qual pretendia ser a encarnação dessa unidade, independente e superior à própria nação, de que não era senão uma excrescência parasitária. Enquanto os órgãos meramente repressivos do velho poder governamental haviam de ser amputados, as suas funções legítimas haviam de ser arrancadas a uma autoridade que usurpava a preeminência sobre a própria sociedade e restituídas aos agentes responsáveis da sociedade. Em vez de decidir uma vez cada três ou seis anos que membro da classe governante havia de representar mal o povo no Parlamento, o sufrágio universal havia de servir o povo, constituído em Comunas, assim como o sufrágio individual serve qualquer outro patrão em busca de operários e administradores para o seu negócio. (...) A Constituição Comunal teria restituído ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita, que se alimenta da sociedade e lhe estorva o livre movimento."
Com esse elogio da democracia direta dos communards e a crítica ao carreirismo, é difícil não se perguntar o que Marx acharia dos estados que seriam instituídos em seu nome no futuro.
Em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", Bakunin escreve:
"(...) partidário incondicional da liberdade, essa condição primordial da humanidade, penso que a igualdade deve se estabelecer no mundo pela organização espontânea do trabalho e da propriedade coletiva das associações produtoras livremente organizadas e federadas nas comunas, e pela federação também espontânea das comunas, mas não pela ação suprema e tutelar do Estado."
No capítulo III de A Guerra Civil na França, Marx escreve, de forma similar:
"A própria existência da Comuna implicava, como uma coisa evidente, liberdade municipal local, mas já não como um obstáculo ao poder de Estado, agora substituído."
Apesar de suas discordâncias, Marx e Bakunin concordam em relação à organização da Comuna de Paris enquanto movimento revolucionário da classe trabalhadora. A confusão dos dois sobre sua definição de Estado fica mais clara nos comentários de Marx à obra Estatismo e Anarquia, de Bakunin.
Em Estatismo e Anarquia, Bakunin escreve:
"Então não haverá governo nem estado, mas se houver um estado, haverá governadores e escravos.”
Marx responde a esse trecho:
"Isto é, somente se a dominação de classe desapareceu, e não há estado no atual sentido político."
Isso deixa explícita a diferença no modo de pensamento dos dois. Bakunin deixa clara sua definição do Estado em relação a suas hierarquias coercitivas burocráticas, enquanto Marx enfatiza sua definição do Estado como a organização que realiza os interesses de uma classe. Isso leva a um desentendimento progressivamente maior ao longo do texto.
Bakunin continua:
“Esse dilema é resolvido de modo simples na teoria dos marxistas. Por governo popular eles compreendem o governo do povo por meio de um pequeno número de líderes, escolhidos pelo povo.”
Aqui Bakunin não entende que a "ditadura do proletariado" que Marx descreve não precisa ser um governo de poucos membros, mas algo como a Comuna. Mas, como Bakunin define o Estado por suas relações de dominação, presume então que ela aconteceria necessariamente de forma similar ao Estado Burguês ("eleição" de uma elite política que controlará o aparato burocrático do Estado).
A isso Marx responde:
"Asneira! Isso é baboseira democrática, imbecilidade política. A eleição é uma forma política presente na menor comuna e artel russo. O caráter da eleição não depende deste nome, mas da base econômica, da situação econômica dos eleitores e, assim que as funções deixaram de ser políticas, existe 1) nenhuma função de governo, 2) a distribuição das funções gerais tornou-se um assunto de negócios, que não dá uma domínio, 3) a eleição não tem nada do seu caráter político atual."
O que é descrito é basicamente uma variação do que diz em A Guerra Civil na França: que os cargos eleitos serão puramente administrativos e revogáveis, sem a dominação política do Estado Burguês. O que Marx não entende é que Bakunin entende o Estado por suas relações de dominação, então critica o trecho como se Bakunin estivesse criticando a noção de eleições em si, e não a forma política que tomam em um Estado. Um está filtrando as falas do outro pelo próprio ponto de vista. Isso se torna enfim explícito em um trecho onde parecem concordar:
Bakunin: “Os alemães são cerca de quarenta milhões. Por exemplo, todos os quarenta milhões serão membros do governo?”
Marx: "Seguramente! Uma vez que a questão começa com o auto-governo da comunidade."
"Auto-governo da comunidade" é exatamente do que Bakunin se declara partidário em seu texto sobre a Comuna.
Ainda assim, as críticas de Bakunin não vêm sem uma base, e ainda temos as medidas centralizadoras recomendadas por Marx no Manifesto Comunista.
Nesse caso, é preciso entender como a Comuna de Paris influenciou o pensamento de Marx.
Marx, por sua ideia da "concepção materialista da história", acreditava que a teoria deveria ser informada pela prática (conceito que não é estranho aos anarquistas). Como sua teoria era referente a como a classe trabalhadora atua como agente de transformação social, então a Comuna de Paris, vista por Marx como o primeiro exemplo de uma "ditadura do proletariado", iria exigir que ele revisse seu trabalho de modo a levá-la em conta, incluindo sua organização política.
Foi por esse motivo que, em 1872, um ano após a Comuna, Marx e Engels adicionaram um prefácio à edição alemã do Manifesto (publicado em 1848), onde escrevem:
"A aplicação prática destes princípios — o próprio Manifesto o declara — dependerá sempre e em toda a parte das circunstâncias historicamente existentes, e por isso não se atribui de modo nenhum qualquer peso particular às edidas revolucionárias propostas no fim da secção II. Este passo teria sido hoje, em muitos aspectos, redigido de modo diferente. Face ao imenso desenvolvimento da grande indústria nos últimos vinte e cinco anos e, com ele, ao progresso da organização do partido da classe operária, face às experiências práticas, primeiro da revolução de Fevereiro, e muito mais ainda da Comuna de Paris — na qual pela primeira vez o proletariado deteve o poder político durante dois meses —, este programa está hoje, num passo ou noutro, antiquado. A Comuna, nomeadamente, forneceu a prova de que 'a classe operária não pode simplesmente tomar posse da máquina de Estado [que encontra] montada e pô-la em movimento para os seus objectivos próprios'."
De forma similar, em um texto redigido dois anos depois, em 1850, a "Mensagem da Direcção Central à Liga dos Comunistas", onde em um trecho afirmaram que "tal como na França em 1793, o estabelecimento da centralização mais rigorosa é hoje, na Alemanha, a tarefa do partido realmente revolucionário", foi adicionada por Engels uma nota de rodapé em 1885, onde escreve:
"Há que lembrar hoje que esta passagem assenta num mal-entendido. Considerava-se então como certo — graças aos falsificadores bonapartistas e liberais da história — que a máquina administrativa centralizada francesa fora introduzida pela grande Revolução e manejada, designadamente pela Convenção, como arma indispensável e decisiva para a vitória sobre a reacção monárquica e federalista e sobre o inimigo externo. Mas é actualmente um facto conhecido que durante toda a Revolução, até ao 18 de Brumário, o conjunto da administração dos departamentos, distritos e comunas consistia em serviços públicos eleitos pelos próprios administrados e agia com inteira liberdade, nos limites das leis gerais do Estado; que este autogoverno provincial e local, semelhante ao americano, se tornou precisamente a mais poderosa alavanca da Revolução, e isso até ao ponto em que Napoleão, imediatamente após o seu golpe de Estado do 18 de Brumário, se apressou em substitui-la pela administração dos prefeitos ainda hoje existente, a qual, portanto, foi desde o começo um puro instrumento da reacção."
Ou seja, há admissão por parte do próprio Marx (e de Engels) que suas antigas teorias sobre a prática revolucionária da classe trabalhadora foram tornadas antiquadas pelo evento da Comuna de Paris.
A crítica de Bakunin, apesar de não entender exatamente o próprio Marx, foi um aviso sobre as interpretações centralizadoras e estatais que sua obra poderia receber. Bakunin disse que se pode "pegar o revolucionário mais apaixonado: dando-lhe poder ilimitado, em alguns anos será pior que o próprio czar". Marx não pretendia dar poder ilimitado a um auto-proclamado líder revolucionário, mas alguns de seus intérpretes futuros não seguiam o mesmo princípio.
Mas, assim como é possível fazer uma interpretação autoritária da obra de Marx, também é possível fazer uma interpretação "libertária". A história aos anarquistas mostra que é um erro associar-se à primeira, mas a segunda, correntes marxistas anti-autoritárias e comprometidas com a democracia radical, ainda existe, e, se quisermos que o anarquismo seja o movimento de massas que ele almeja ser, não podemos ignorar ou rejeitar por inteiro a outra grande corrente anti-capitalista que temos.
Esse texto se chama "notas" com razão: é mais um pensamento geral que uma tese específica.
Para outros anarquistas, uma lista de autores e correntes da ala "libertária" do marxismo que possam interessar:
Caso esse texto seja lido por algum marxista, que não o rejeite imediatamente como um "desvio anarquista" do pensamento marxista, alguns autores anarquistas interessantes seriam:
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2020.04.13 20:43 mkrtyy O que fazer com minha vida!? Continuar ou "parar" de vez!?

Será um texto BEM grande e, espero que consigam ler até o final.
Antes, preciso contar o que aconteceu comigo nesses últimos dois anos:
Em 2018 conheci uma garota pelo Facebook, da qual me apaixonei bem rápido e começamos a namorar com apenas uma semana de conversa(Um puta erro, eu sei). Tivemos 3/4 belos meses de namoro; eu perdi a minha virgindade com ela e, com o passar do tempo fomos tendo relações mais frequentemente e, todas sem proteção(mais um erro, eu sei). Lá para o 5° mês de namoro, ela me veio com uns papos de "querer ter um filho comigo", mesmo a gente sendo muito novos(Tínhamos ambos 15 anos na época), eu sempre tentava "resistir" quanto a isso e recusar, porém, com o passar do tempo ela começou a fazer várias chantagens emocionais para que eu aceitasse fazer aquilo. Eu era bem carente e me sentia sozinho, começou a vir os pensamentos que ela me deixaria caso eu ficasse recusando, foi nisso que cometi o maior erro da minha vida: eu "aceitei". Fizemos, e pra minha """surpresa""" realmente aconteceu dela engravidar(Avá). Me arrependia a cada dia mais, a ficha não caia de forma alguma. Com o passar do tempo nosso namoro foi se decaindo, eu não me sentia mais tão feliz ao lado dela, mas, não queria terminar por ser meu primeiro namoro sério e que havia citado tanto e, por ela estar grávida essa decisão pesava mais ainda.
Meu filho nasce, a essa altura eu já estava exausto de tudo que passava com ela, não me sentia mais feliz com aquilo, mas, mesmo assim continuava com ela.
Vamos chamá-la de Fabiana.
Fabiana e eu, por influência do meu pai começamos a morar juntos em uma casa de um parente meu que estava desocupada. Detalhe: eu e nem ela trabalhávamos mas mesmo assim decidimos morar juntos, com nosso filho também, é claro. 2018 se passou e isso tudo já ocorria em 2019.
2019 com certeza foi o pior ano da minha vida, resumido em cansaço físico e mental constantemente, não aguentava toda aquela situação em que eu passava todos os dias, toda aquela pressão familiar e da Fabiana para arrumar um emprego, toda aquela dificuldade que passávamos(eu tinha que ir todo santo dia na minha mãe pegar comida para nós comermos). Qualquer discussão, por quão pequena que fosse eu já sentia uma vontade enorme de chorar, minha cabeça já não aguentava mais. A vida foi perdendo a cor, eu sentia que não tinha mais sentido algum tentar ser feliz, o único caminho que eu poderia seguir era o da tristeza e amargura.
Na minha vida, eu conhecia uma outra garota antes da Fabiana, vamos chamá-la de "Ana". Ana e eu não tínhamos muito contato, ela era uma colega de classe minha, mas, que era uma pessoa que eu admirava muito e a achava muito linda. Eu sentia algo por Ana, porém, a minha insegurança quanto a minha pessoa era enorme, tanto que, decidi ignorar quaisquer sentimentos que eu sentia por ela e por esse motivo decidir começar meu namoro com a Fabiana.
Pois bem, no final de 2019 ainda com a Fabiana, começo a me lembrar da Ana e não tirar ela da cabeça 1 minutos sequer, isso me corroia por dentro a cada dia mais. As brigas já eram constantes e eu não aguentava mais a Fabiana, uma garota com um ciúmes fora do normal, que até mesmo ficava me dando tapas na cara por eu supostamente, de acordo com ela, olhar as garotas na rua quando saiamos juntos. Era horrível.
Finalmente chega 2020, eu já estava enlouquecendo com a Fabiana, depois de tantas discussões logo no começo do ano, brigas realmente MUITO feias e que todo mundo via, um "quebra pau" diariamente. Faço meus 17 este ano e é meu último ano na escola, Ana ainda estudava comigo, só haviam me mudado da sala dela, mas, ainda estudariamos no mesmo horário.
Em Janeiro mando uma mensagem a Ana, ela não responde(Ana namora, eu mando apenas um "Oi, tudo bem?" E coisas do tipo). No meio de Janeiro, incrivelmente Ana me manda uma mensagem, pergunto se ela está bem e ela diz que não, ela me diz o motivo: o namoro dela já não dá mais certo. Sinto um pouco de esperança nisso(KKK).
Dou meus conselhos de acordo com o que ela me diz(realmente estava uma merda o namoro dela e o melhor era terminar). Pois bem, ela termina o namoro e passamos a conversar frequentemente. Em Janeiro tentei me matar ao menos 4 vezes, por toda aquela pressão e cansaço que eu sofria com Fabiana. A última briga que tivemos foi bem feia, tanto que, deixo de morar com minha mãe para ir morar com minha irmã.
Hoje, eu e Fabiana temos uma "relação" maravilhosa, mas, admito ainda ficar mal com todo meu passado recente.
O motivo por eu ainda ficar assim: Eu e Ana ainda não podemos namorar e ficar juntos.
Minha mãe trabalha com a mãe dela e, a mãe dela sempre ouvia sobre meu antigo relacionamento(não preciso nem dizer que não eram coisas boas). Ela criou algo na cabeça dela(Mãe da Ana): Eu namorava uma LOUCA.
Mãe da Ana não aceita que a filha dela namore comigo, por medo da minha Ex(Fabiana). Tem a questão de eu ter um filho ao 17 também, o que a deixa com um pé atrás também, e que, já fez a Ana ouvir coisas do tipo: "Você vai assumir o filho dele?" E blablablá.
Ana, tem MUITO medo aparentemente de seus pais, quer sempre a aceitação deles, pelo o que ela disse a mim. Ela decide "esconder" a gente por um tempo dos pais dela e, contar "na hora certa".
Hoje, me sinto com um medo enorme de, talvez não ficar com Ana e me afundar mais ainda, pela questão de "não superar" esse meu passado recente e traumático. Acho que não consigo mais ficar sozinho, não conseguiria mais seguir em frente.
Bom, fui ao psiquiatra, me passaram dois remédios: Um para depressão e outro Ansiedade, marcaram terapia com o Psicológico(Que não estou indo por conta do Corona).
Só queria palavras de apoio, para tentar seguir em frente com a Ana e vencer quaisquer eventos ruins que possam acontecer mesmo.
Ultimamente me sinto numa Ansiedade enorme, ando sempre estressado e sem rumo. Dicas de como controlar toda essa Ansiedade seriam muito bem vindas.
Agradeço muito a quem leu até o final, espero que sejam todos muito felizes e que, nunca passem pelo o que eu passei. O que mais fica em mim hoje é o arrependimento de muitas das minhas atitudes do passado.
Algumas coisas a esclarecer:
Ana admite também sentir interesse em mim, desde antes de tudo isso, eu apenas fui tolo e inseguro para não me abrir com ela naquele tempo.
Não culpo meu filho por nada do que aconteceu, pelo contrário: eu o amo e coloco ele a frente de tudo atualmente.
(CASO EU ESQUEÇA DE ALGO FAÇO UM EDIT)
P.s: se houver algo que não está claro para vocês, digam que eu esclarecerei.
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2020.04.09 03:42 anroroco O TEMPO, ESSA ESPIRAL ETERNA

Todo trabalhador em São Paulo, encarando horas de lotação e baldeação, tem um quê de filósofo, quanto mais não seja pela força do observar pelas janelas sujas do ônibus. Eu também me classifico assim, e portanto, dia desses, eu estava olhando e pensando, humildemente pensando, nos rumos que as vidas tomam nesse nosso país, mundo, plano de realidade, tudo isso num também humilde busão. O que, incidentalmente, talvez seja um dos melhores lugares para divagar; na melhor das hipóteses, é uma distração daquele cansaço absurdo pré-trabalho que acomete a todos nós, trabalhadores, que saímos nas horas mortas da manhã, quando o dia não acordou ainda. O ócio criativo de 40 minutos a uma hora, ou quanto tempo tenhamos antes de chegar aos trabalhos.
Mas eu falava dos meus pensamentos específicos naquela manhã, e eles todos apontaram para uma direção: aprendizado, essa palavra-tudo. Olhamos nossa vida, pensamos nos rumos que tomamos, e sempre em alguns pontos vemos os velhos erros e acertos, repetindo-se, tal como marcos desgastados de rumos já trilhados. E se assim for, será que estamos seguindo em frente, ou andando em círculos? Não tenho respostas: também eu tenho meus marcos errados pelos quais sempre passo, e nos quais sempre paro e reflito, ou me angustio, dependendo do que vejo.
Mas pensando nisso, surgem à mente uma série de outras reflexões, embaladas pelo sacolejar do velho ônibus .E se os velhos marcos, e os caminhos espiralados, forem verdadeiros tanto para o indivíduo quanto para a vida humana em geral? E se, assim como cada pessoa, a humanidade como um todo também escolha ignorar seus erros,e seguir em círculos, mudando apenas a forma como anda? Longe de mim tornar este pequeno texto um grande debate, até porque nem me refiro exatamente à política. Contudo, por vezes olho para as décadas passadas com minhas lentes de historiador ocioso, e observo seus filmes, canções, obras.... e não posso deixar de pensar que elas estão tentando me dizer algo ali, como que um clamor de atenção, talvez. Muito se fala do zeitgeist, o jeito alemão de se falar do espírito do tempo que define gerações em cada época. Talvez as obras de arte estejam ali como reflexos destas épocas, ecos translúcidos dos obstáculos, sentimentos, inspirações e aspirações de cada período. Talvez as nossas saudades de um tempo que não vivemos, seja porque vemos nestas fantasmagorias um reflexo de nossas barreiras físicas e emocionais, uma razão para nossas lágrimas enterrada no passado.
Se assim for, se cada época tiver em si um reflexo do futuro, então não há avanço em absoluto, apenas caminhadas diferentes, joggings metafóricos em ritmos diferentes . E cada período humano perpassa pelos mesmos erros de antes, apenas com mais tecnologia, ou talvez as repetições sejam propositais, e na verdade seguir em frente seja menos uma consequência e mais uma decisão, em grupo ou individual. A História como uma peça de teatro, casa cheia, toda noite de um século.
Eis um pensamento intrigante. Vou ter que deixar um espaço mental na volta do trabalho, ou talvez na hora do almoço.
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2020.04.08 19:19 davidbenehail Cientistas publicam carta aberta ao Ministro da Saúde

O coronavírus e a cloroquina: quando exigir consenso é um tremendo contrassenso

Fonte: https://brasilsemmedo.com/cientistas-publicam-carta-aberta-ao-ministro-da-saude/
Especial para o BSM
O BSM publica em primeira mão um documento redigido pelo professor Marcos Eberlin e coassinado por 30 cientistas de diversas áreas em defesa do uso da hidroxicloroquina em pacientes não-graves de Covid-19. Os signatários da carta, todos ligados ao movimento Docentes Pela Liberdade (DPL), somam mais de 60 mil citações em publicações científicas internacionais. Segue a íntegra do texto:
Por Marcos Eberlin, PhD
O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, desaconselha o uso da (hidroxi)cloroquina ou sua associação com azitromicina (HCQ + AZT) para doentes não-graves, e justifica sua decisão pela “falta de consenso científico”. “Ciência, ciência, ciência, seguimos a ciência!”, proclama o Senhor Ministro, soando, para muitos, como culto e prudente. Porém, ele está equivocado!
Pois o que seria essa ciência que o Ministro afirma seguir? E haveria tempo suficiente para esperar por uma resposta, definitiva e consensual, de uma comunidade científica? E quem falaria, de fato, em nome dessa ciência consensual, para anunciar o seu veredito?
Sou um cientista, químico e bioquímico, e já atuei em várias áreas da medicina e de análises clínicas. Meu grupo desenvolveu um método inovador e rápido de diagnóstico de zika. Minha filha — Lívia Eberlin — desenvolveu uma caneta para diagnóstico seguro de câncer e, juntos, trabalhamos em um método rápido de diagnóstico para o coronavírus. São dados obtidos nesta semana, e, se tais dados forem confirmados, teremos algo muito inovador a oferecer pela ciência. Atuo em ciência há mais de 40 anos, coordenei um grupo de pesquisas com mais de 55 doutores e pós-doutores, já orientei mais de 200 deles, e publiquei mais de 1.000 artigos científicos com quase 25 mil citações. Desculpe a falta de modéstia, mas se ciência é a questão aqui, tenho que dizer que sou um dos cientistas brasileiros mais produtivos da ciência brasileira contemporânea. Atuo, também, em uma área da ciência que estuda nossas origens, na qual uma teoria é apresentada como pleno consenso científico; entretanto, mesmo em meio a este “consenso”, ainda reinam mais dúvidas do que certezas. No fundo, nós cientistas só sabemos que quase nada sabemos! Mas se um pouco sabemos, que usemos este conhecimento já, aqui e agora!
Com a autoridade científica que meus feitos me outorgam, não tenho dúvidas em declarar que o Senhor Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, equivoca-se tremendamente ao clamar por consenso científico nas atuais circunstâncias.
Consenso, não raro, diz respeito a políticos. Mas como afirma Richard Feynman, um dos maiores físicos e filósofos da atualidade: “A ciência é a cultura da dúvida”. Jamais teremos certeza consensual em ciência! É evidente que o acúmulo de muitos dados ao longo de vários anos de pesquisas pode certificar algumas hipóteses e derrubar outras, provisoriamente. Mas a dúvida sempre persistirá. E é preciso que persista a fim de que a própria ciência avance e se aperfeiçoe.
Portanto, exigir consenso científico e que cientistas em suas sociedades científicas se reúnam e cheguem em uma posição consensual, em meio a uma pandemia, é revelar temor em agir num momento premente como o que vivemos. Para a cloroquina no tratamento do Covid-19, pedir consenso de seres por natureza céticos e questionadores é solicitar o impossível, para justificar uma omissão. É ignorar as evidências que já temos em nome de muitas evidências que até poderão surgir, porém, tarde demais; quem sabe depois da morte de muitos. É se negar a desviar o Titanic, enquanto se espera um consenso sobre se a mancha no radar é mesmo um iceberg à frente.
Em Portugal, por exemplo, médicos do Ministério da Saúde adotaram o HCQ + AZT para tratar o Covid-19, tomando essa decisão com pouco mas expressivo embasamento científico, frente aos resultados do primeiro estudo do professor Didier Raoult e seu numeroso grupo de pesquisadores e de especialistas do Instituto Ricardo Jorge (onde há pesquisadores com elevada produção científica que estudam a malária e outras doenças tropicais), e do Instituto de Medicina e Higiene Tropical da Universidade Nova de Lisboa.
Os portugueses esperaram por consenso científico? De duas sociedades científicas? Pediram estudos clínicos multicêntricos com duplo cego envolvendo um número de casos cientificamente válido? Evidentemente que não! Seria um contrassenso imenso insistir em exigir coisas assim numa hora como esta! Pois estudos desta natureza seriam demorados demais (pelo menos 12 meses), e o vírus que enfrentamos não tem clemência por temerosos e retardatários. Pior, estudos com esta metodologia são difíceis de serem aplicados em doenças infecciosas, pois colocariam em risco a vida dos participantes nos grupos de controle e/ ou de placebo. Na verdade, nem sequer seriam aprovados em muitos Comitês Científicos de Ética.
Os portugueses, caro Ministro Mandetta, foram bravos, corajosos e plenamente científicos. Usaram as evidências empírico-científicas de que dispunham e não hesitaram: agiram, rapidamente, pois era hora. Siga esse protocolo de sucesso!
Descartar um tratamento com baixo risco e com potencial para salvar muitas vidas, mesmo que possa até não funcionar, dar empate, é uma atitude moralmente inadmissível! E, por que não, cruel.
Argumentos sobre a não cientificidade do uso de HCQ + AZT, ou, que devemos usá-las somente após ser declarado esse um consenso científico ignoram o que é ciência, como se constroem consensos científicos, sua efetividade em muitos casos, é verdade, mas, outrossim, suas inegáveis limitações, em outros.
Seria muito bom conhecer mais, se tempo tivéssemos, mas os dados disponíveis atualmente clamam com veemência pelo uso da cloroquina, e já!
E quais seriam estes dados?
A favor da HCQ + AZT temos:

  1. A cloroquina já é usada há décadas, conhecemos as dosagens, as suas contraindicações.
  2. Africanos a tomam todos os dias, e missionários na África são aconselhados a tomar doses diárias. Muitas vidas na África talvez sejam salvas por essa “feliz coincidência”.
  3. Não há relatos científicos de muitas mortes ou sérios efeitos colaterais pelo uso da HCT.
  4. Vários estudos fervilham no Brasil e no mundo mostrando sua eficácia. A Prevent os tem aplicado preventivamente em centenas de seus pacientes idosos, com muito sucesso.Uma pesquisa na literatura científica (sciFinder e outros) sobre a HCT retorna muitos registros de seu efeito antiviral, inclusive no tratamento de zika.
  5. Um dos maiores especialistas em epidemias no Brasil, entre eles um pesquisador sênior e altamente produtivo e respeitado, o Dr. Paolo Zanotto, aconselha fortemente seu uso.
  6. O pior efeito colateral é a morte, e este efeito colateral ronda milhares no Brasil pelo não uso da HCQ+ AZT!
  7. Vários médicos têm feito uso próprio da HCQ + AZT, em casos “brandos”, inclusive o coordenador da equipe de Governador Dória em SP, o Dr. David Uip. Por que para ele pode, e para o povo, não pode? Um amigo meu, biólogo e cientista, consultou seu médico, tomou e sarou, em poucos dias.
Contra temos:

  1. A falta de consenso científico.
Ou seja: é uma goleada cientifica de 7 x 1 a favor da cloroquina ou da dupla HCQ+ AZT.
Caro Ministro, ciência é o pesar das evidências que temos, aqui e agora. É agir hoje, com coragem e esperança.
Errar é humano, mas errar por esperar consenso científico é isenção hedionda, pois o inimigo já derrubou as nossas muralhas e está a ceifar as vidas de nossas mulheres e filhos.
Há relatos de pobres morrendo clamando pela cloroquina! Pois os ricos e poderosos, como o Dr. Uip, estão sendo todos tratados por seus médicos particulares com HCQ + AZT, e, por um motivo qualquer que ainda me é obscuro, negando-se a revelar a receita da cura. Médicos não abandonam seus pacientes, e também não lhes negam a receita!
Mas ainda há tempo e esperança. E, Senhor Ministro, estou certo de que tomará a decisão correta.
Não corra o risco de ter sobre vossa consciência o peso da morte de centenas ou milhares de pessoas que poderão morrer sem sequer ter a chance de testar a terapia. Seja corajoso, seja científico! Autorize o uso da ciência que temos aqui e agora, a ciência de hoje!
Ministro: se errar, erre tentando, empatando! Mas se acertar, acerte ganhando, salvando vidas!
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Coassinam esta carta os seguintes cientistas:Nome, instituição, citaçõesMarcelo Hermes Lima, Universidade de Brasília, 6365Aguimon Alves da Costa, Universidade Cândido Mendes,Alexandre Barbosa Andrade, Universidade Federal de Ouro PretoAmilcar Baiardi, Universidade Católica de Salvador, 2483Bruno Lima Pessoa, Universidade Federal Fluminense, 50Carlos Adriano Ferraz, Universidade Federal de Pelotas, 8700Carlos Prudêncio, Instituto Adolfo Lutz, 228Cesar Gordon, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 754Cláudio Antônio Sorodo Días, Universidade Federal da Grande Dourados,Eduardo Gonçalves Paterson Fox, sem filiação, 418Elvis Böes, Instituto Federal de Brasília, 685José Carlos Campos Torres, Universidade Estadual de Campinas, 115Laércio Fidelis Dias, Universidade Estadual Paulista, 121Leonardo Vizeu Figueiredo, Escola da Advocacia-Geral da União, 288Maira Regina Rodrigues Magini, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 177Marcio Magini, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 207Milton Gustavo Vasconcelos Barbosa, Universidade Estadual do Piauí,Ney Rômulo de Oliveira Paula, Universidade Federal do Piauí,Pablo Christiano Barboza Lollo, Universidade Federal da Grande Dourados, 1116Pedro Jorge Zany P. M. Caldeira, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, 65Rodrigo Caiado de Lamare, PUC-RJ e University of York, 11341Ronaldo Angelini, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 664Rosevaldo de Oliveira, Universidade Federal de Rondonópolis, 17Rui Seabra Ferreira Junior, Universidade Estadual Paulista, 1318Luís Fabiano Farias Borges, CAPES,Jane Adriana Ramos Ottoni de Castro, Universidade de Brasília,Martinho Dinoá Medeiros Júnior, Universidades Federal de Pernambuco,Marcos N. Eberlin, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 24941Marcus Vinicius Carvalho Guelpeli, Universidade Federal dos Vales do Jequitnhonha e Mucuri, 95Leonardo de Azevedo Calderon, Fundação Oswaldo Cruz, 1230José Roberto Gomes Rodrigues, Universidade do Estado da Bahia, total de citações, 61378
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2020.04.06 17:31 Felipemaconheiro Classe média brasileira se acha especial demais

Conforme fui evoluindo academicamente e circulando nos escritórios e fóruns (sou advogado) fui percebendo "traços" de advogados bem sucedidos, assim como nos altos cargos do funcionalismo público
Cansei de encontrar advogado que ganha muito bem se expressando mal ou demonstrando total desconhecimento em alguma área mais específica. No interior do nordeste tem juiz paulista que mal consegue escrever um texto, já escutei promotor dizendo que está cansado de estudar pra justificar desatualização de uma súmula
São pessoas que usam ternos caros e andam de carrões, super respeitados nos seus ciclos, mas oq eles tem de melhor a um advogado jovem e pobre? Pessoalmente nada. Provavelmente tiveram benefícios familiares que os levaram até a posição que estão hoje
Vamos ser práticos, quem passa 5 anos da faculdade sendo bancado pela família tem condições de juntar dinheiro para abrir um escritório próprio imediatamente após se formar. Esse cara pode passar 2, 3 anos levantando o escritório sem passar grande dificuldade financeira, naturalmente ele vai colher frutos lá na frente por mérito próprio, mas sem aquela sementinha basilar entregue pelos pais com certeza o caminho seria diferente e mais árduo.
Não se compara a quem precisa se submeter a escritórios ruins para sobreviver, sentindo falta de tempo e dinheiro. O simples sentimento de mal estar no dia-dia já altera completamente a trajetória.
Não to fazendo juízo de mérito e acho que cada um busca seu futuro, mas é idiotice ignorar as circunstâncias, a realidade está sendo esfregada na minha cara a cada roda de conversa nos fóruns da cidade. Você passa a entender os motivos e meios que levaram aquele advogado de escritório familiar a andar de Audi, ele não faz petições melhores, não tem mais eloquência nem mais tempo de leitura, porém está em posição muito superior na carreira.
Também tem aquele juiz que passou 3, 4, 5 anos tentando entrar na magistratura com viagens Brasil a fora, eu conheço uma dúzia que se tivesse tempo pra ficar o dia todo estudando passaria em qualquer concurso do país, mas quando existe obrigação de trabalhar 8 a 10 horas pra pagar aluguel e se alimentar as coisas ficam muito mais complicadas e principalmente lentas.
Ou seja, a classe média precisa entender que não é melhor que os periféricos porque moram em apartamentos bons e viajam nas férias, você não é superior porque teve sorte antes conquistar seus bens. Resolvi escrever isso após ver este post do Roberto Justus: https://www.instagram.com/p/B-nOUuYhZQ4/
Não to questionando a vida ou carreira dele, mas é indignante esse cara falar que tudo bem morrer 1 milhão de pessoas por covid enquanto está isolado vivendo com conforto e bem estar. Esse tipo de gente acha que sua vida é mais valiosa e nunca saberão oq significa o sofrimento do pobre brasileiro, a desigualdade é uma doença mental
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2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
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2020.02.08 06:05 old-viking Os 45 erros de Democracia em Vertigem - o documentira de Petra Costa

Encontrei esse ótimo artigo em inglês sobre as mentiras do filme Democracia em Vertigem, de Petra Costa no site ideiasradicais.com.br e resolvi traduzi-lo. Em seguida, acrescentei algumas pinceladas e voilà! Os links estão no texto. Vamos lá:
Quem mora no Brasil e assiste ao documentário The Edge of Democracy, dirigido e narrado por Petra Costa, percebe que trata-se de um documentário com fortes narrativas partidárias. Em mais de duas horas, a maior parte do filme pode ser resumida em omissões, falsidades ou teorias da conspiração sobre a política brasileira.
Alguns bons exemplos disso são as cenas em que Petra e sua mãe endeusam Dilma e Lula, a ponto de chamar Lula de “Escultor cujo material é argila humana”.
Mas o filme cumpre seus objetivos de ignorar fatos, dados e evidências para vender ao mundo nada além das opiniões do Partido dos Trabalhadores sobre o processo de impeachment, a prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
Aqui listamos 45 erros, omissões e mentiras do filme.
1. Ignora a dimensão dos protestos de impeachment contra Dilma
Houve muitos protestos contra o governo de Dilma Rousseff, sendo cinco deles notáveis. O protesto de 13 de março de 2016 foi o maior ato político da história do país, superando até o Diretas Já. Mas o documentário mostra apenas alguns manifestantes mais reacionários e oculta a escala real dos atos e o quanto sua remoção do cargo foi desejada pela população.
2. “Ninguém esperava uma prisão tão rápida. Todos foram pegos de surpresa".
O documentário diz que “o caso dele [Lula] chegou ao tribunal de apelações mais rapidamente do que qualquer outro caso da Lava-Jato”, mas isso não é verdade. Uma revisão feita pelo economista Carlos Goés mostrou que a duração do processo, do tribunal de julgamento ao tribunal de apelações, não foi atípica. "Mesmo se analisarmos apenas os processos contra o acusado no âmbito da Lava-Jato, não se pode dizer que houve algo de extraordinário nos procedimentos de Lula", disse Goés.
3. “Dos 443 congressistas, apenas 2 eram da classe trabalhadora”
Petra diz que Lula decidiu recorrer à política quando viu que apenas 2 dos 443 congressistas eram da classe trabalhadora. Confiando cegamente na palavra de Lula (um método repetido em todo o filme), ela não verificou que nunca houve 443 congressistas em ambas as casas, de forma que a afirmação é provavelmente mentirosa. De fato, desde o fim do regime militar e a redação da presente Constituição o número de congressistas nunca mudou; continuou fixo até hoje: 594.
4. "O PT representava a esperança de que as terríveis injustiças do país fossem finalmente resolvidas"
Um estudo realizado pelo Banco Mundial de Riqueza e Renda apontou que a desigualdade de renda não diminuiu entre 2001 e 2015. O crescimento econômico do país teve pouco impacto na redução da desigualdade, pois beneficiou apenas os 10% mais ricos, de acordo com o relatório.
5. “[Com Lula] As taxas de desemprego atingiram o menor número da história”
Uma tese de 2017 do economista Rafael Baccioti mostrou que as taxas de desemprego registradas no Brasil nos anos 50, 70 e 80 eram menores do que as dos mandatos de Lula, situando-se entre 2% e 3%.
6. O escândalo de Mensalão é mencionado, mas sua relevância é completamente ignorada
No julgamento do Processo Penal n. 470 pelo Supremo Tribunal, ficou claro que o Mensalão era um esquema centrado no desvio de fundos públicos para comprar apoio de congressistas. Tudo isso para permitir a aprovação de projetos de interesse do governo Lula a toque de caixa. O Mensalão foi um esquema diabólico que visava colocar o Congresso Nacional de joelhos perante Lula para que ele pudesse executar seu ambicioso projeto de poder.
7. Dilma perdeu seu prestígio porque vociferou contra bancos e taxas de juros
Quando Dilma assumiu o cargo, no início de 2011, a taxa SELIC - o equivalente brasileiro ao Federal Funds Rade - estava abaixo de 8,75%. No final daquele ano, subiu para 12,5% e depois caiu para 7,25%. O Plano não funcionou e as taxas de juros voltaram a subir, atingindo mais de 14% e só diminuíram novamente quando a equipe econômica de Temer assumiu. Dilma fez discursos contra rentistas, mas seu governo foi o que mais os favoreceu.
8. "Quotas racistas"
A produção mostra um manifestante que pede a remoção de Dilma do cargo, dizendo que o PT (Partido dos Trabalhadores) havia instituído "cotas racistas" - referindo-se às políticas de ação afirmativa estabelecidas nas universidades públicas na última década. Mas, de acordo com uma pesquisa de opinião pública de 2013, 62% da população brasileira mostrava-se a favor de todos os três tipos de ação afirmativa de acesso à universidade pública: raça, estudantes de escolas públicas e baixa renda. Com relação apenas à alunos de escolas públicas e de baixa renda, a aprovação sobe ao patamar de 77%.
9. O Bolsa Família foi criado por Lula
Ao falar sobre os mandatos de Lula, Petra sugere que as políticas que ajudaram os mais pobres eram exclusivas dos anos do PT, ignorando que os programas de redistribuição de renda começaram muito antes. Em 2001, o próprio Lula criticou o programa Bolsa Escola, chamando-o de "uma ninharia".
10. Michel Temer era um traidor desde o início de seu mandato como vice-presidente
Quando as marchas contra Dilma estavam acontecendo no início de 2015, Michel Temer escreveu em sua conta no Twitter: “Um processo de impeachment é impensável, criaria uma crise institucional. Não há uma base legal nem política para isso.” Naquele ano foi ele quem assumiu a articulação política para o governo e a executou bem, como afirmou o representante Orlando Silva, um dos ex-vice-líderes do governo de Dilma na Câmara.
11. “Dilma tirou posições do PMDB”
Segundo o filme, a rebelião de Temer ocorreu porque Dilma tentou restringir a interferência do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) em seu governo. Mas isso não é verdade. Em 12 de março de 2016, ele conseguiu evitar que seu partido rompesse laços com o governo. Quatro dias depois, a presidente Dilma Rousseff nomeou Mauro Lopes para o Ministério da Aviação Civil, na tentativa de criar uma divisão dentro do partido de Temer.
12. Ignora a crise econômica
Por alguma razão, Petra não achou uma boa ideia esclarecer que as políticas econômicas do PT levaram a mais longa crise econômica do Brasil e a mais de 10 milhões de desempregados. Somente após a primeira meia hora do filme é que a recessão é levemente mencionada, sem nenhum comentário sobre seu tamanho ou consequências.
13. Petrobras foi espionada pelo FBI
Documentos vazados em 2013 indicam que o governo dos EUA espionou a Petrobras. Embora essa seja uma acusação séria, é um salto lógico usá-la para argumentar que o país desejava o impeachment para, de alguma forma, assumir o controle da empresa.
14. “Moro: o homem treinado nos Estados Unidos”
O ex-juiz e atual ministro da Justiça participou do Programa Internacional de Liderança de Visitantes em 2007, o mesmo que a ex-presidente Dilma Rousseff participou em 1992.
15. “Aécio Neves não aceitou os resultados”
O documentário diz que Aécio Neves, o maior oponente de Dilma na corrida presidencial de 2014, não aceitou os resultados da votação e foi por isso que entrou no Tribunal Superior Eleitoral contra Dilma e Temer. Mas o próprio Aécio admitiu que fez isso apenas para irritar o Partido dos Trabalhadores e Dilma. Ele não acreditava nas ações do próprio partido.
16. “Aécio defendeu o impeachment”
Quando os pedidos de impeachment começaram a se acumular, Aécio Neves rejeitou a ideia. Ele só abraçou o movimento em 2016, quando participou dos protestos em São Paulo e foi assediado por manifestantes.
17. “Grupos de direita usaram algoritmos de mídia social”
Estudos recentes mostram que a influência dos algoritmos de mídia social na radicalização política dos eleitores foi supervalorizada. Fora isso, os grupos de direita e de esquerda usaram as mesmas táticas para expressar seus pontos de vista.
18. A crise internacional versus más políticas
O documentário afirma que, após “um declínio global nos preços das commodities e uma série de erros econômicos, o país entrou em recessão”. Mas um relatório do FMI revelou que 183 dos 192 países examinados registraram um crescimento econômico superior ao do Brasil entre 2015 e 2016. Segundo o economista Marcel Balassiano, mais de 90% dos países do mundo cresceram mais que o Brasil entre 2011 e 2018 .
19. Dilma foi responsável por todos os problemas do país
Para Petra, quem era a favor do processo de impeachment "acreditava que a presidente era culpada por todos os problemas do país", mas não menciona provas ou pesquisas. Trata-se apenas da opinião pessoal dela (Petra). Um estudo realizado por Reinaldo Gomes, professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluiu que cerca de 90% do desempenho econômico negativo durante o mandato de Dilma pode ser atribuído a "erros nacionais", ou seja, podem ser atribuídos à maneira como as políticas do país foram conduzidas.
20. Fraude fiscal é pior que corrupção
Dilma foi acusada por violar leis de responsabilidade orçamentária e fiscal, algo que seu governo chamou de "pedalada fiscal" na tentativa de diminuir sua magnitude e conseqüência. O filme subestimou, mas o economista Carlos Goés explicou a seriedade dessas fraudes. Dilma começou, inclusive, a andar de bicicleta, a fim de que a população acreditasse que “as pedaladas da Dilma” fossem no sentido literal e não um eufemismo para fraude fiscal.
21. Omite o julgamento do Tribunal de Contas Federal
O processo de impeachment foi fundamentado no julgamento do Tribunal de Contas da União, que rejeitou as contas do orçamento do governo em outubro de 2015 devido a fraudes fiscais. Nada disso é mencionado no documentário.
22. “Precisamos de uma comissão internacional”
"Por que eles não criaram uma Comissão Internacional com especialistas em orçamento público e pediram um relatório oficial?" - pergunta Lula no filme. A resposta é simples: é exatamente por isso que existe o Tribunal de Contas Federal, que rejeitou as contas.
23. Quando começou a queda de Dilma?
Para o ex-deputado Jean Wyllys, começou no Dia do Trabalho de 2013, quando a presidente fez um discurso dizendo que os ricos, banqueiros e rentistas seriam os que “pagariam pela crise”. No entanto, esse discurso foi sobre mudanças nas tabelas de imposto de renda e reajuste dos valores do Bolsa Família. Não faz sentido acreditar que o empresariado fabricaria balanços de suas próprias empresas, muitas delas em estado falimentar, com o único objetivo de prejudicar a imagem da presidente.
24. Discurso inaugural de Temer
O filme foi editado de forma a sugerir que Temer estava atacando princípios seculares do estado, declarando que seu governo seria "um ato religioso". O que ele disse foi “o que queremos fazer agora, com o Brasil, é um ato religioso, é um ato de reconexão entre toda a sociedade e os valores fundamentais de nosso país”. Ele se referia a necessidade de reunir a população, dividida e polarizada, após o processo de impeachment.
25. O acordo selado entre Romero Jucá e Sérgio Machado
No áudio vazado entre Romero Jucá e Sérgio Machado, o ex-senador Jucá disse que seria mais fácil mudar o presidente e estancar o sangramento, para criar um pacto nacional. Petra afirmou que essa foi a motivação por trás do processo de impeachment. Mas ela, maliciosamente, omitiu a parte em que Machado disse: “Eu acho que as únicas saídas [para Dilma] são remoção ou renúncia. A remoção é a opção mais suave. Michel poderia construir um governo baseado na união nacional, um grande acordo, protegeria Lula, protegeria todos ”
Petra não menciona que este "grande acordo" também serviu para proteger o Partido dos Trabalhadores.
26. O maior arrependimento de Lula
Quando Petra pergunta a Lula se ele se arrependeu de algo, ele lamenta não ter enviado ao Congresso um projeto de lei para "regular a mídia". No entanto, em 2004, seu governo enviou ao Congresso um projeto de lei para a criação de um Conselho que teria o poder de punir jornalistas. Felizmente a proposta foi rejeitada.
27. Liberdade de imprensa sob os governos do PT
Lula se gabou de "ter feito o que eles fizeram" sobre a liberdade de imprensa, mas não foi realmente assim. Em 2004, Lula solicitou uma revogação de visto para o jornalista americano Larry Rohter, porque ele escreveu que o ex-presidente tinha um problema com a bebida.
Quando lhe disseram que era inconstitucional expulsar o jornalista, por ser casado com um cidadão brasileiro, sua resposta foi: “foda-se da constituição”.
28. Congresso trabalhando livremente sob os governos do PT
Ele também se gabou dos governos do PT deixarem o "Congresso trabalhar livremente". Mas foi sob seu governo que o Mensalão aconteceu, um esquema para comprar apoio no Congresso e garantir que Lula aprovasse os projetos que quisesse.
29. Quais foram as acusações contra Lula?
O documentário afirma que, após dois anos de investigação, a "acusação real" foi que "Lula havia recebido um apartamento de uma construtora". Só isso! Ignorando os muitos outros casos contra ele, alguns dos quais ele foi considerado inocente. Lula foi condenado por corrupção em dois veredictos diferentes e atualmente está sendo acusado em outros seis casos.
30. Marisa morreu 4 meses depois de também ser acusada
O filme sugere que a esposa de Lula, Marisa Letícia, morreu como resultado da perseguição contra ele e sua família. Porém, o que não é dito durante a cena é que o próprio Lula a culpou pelos cheques de aluguel não pagos de um apartamento que os investigadores afirmam ser apenas a fachada de um esquema para adquirir o imóvel com dinheiro da Odebrecht.
31. Lula era o principal candidato nas pesquisas, mas…
Em 2018, Lula era o principal candidato à presidência, mas também tinha os maiores números de rejeição entre todos os candidatos, 31% (empatado com Jair Bolsonaro). Uma vitória potencial não seria tão fácil.
32. Operação Lava-Jato vs. crise econômica
Em uma de suas audiências, Lula perguntou a Sergio Moro se ele “sentia-se responsável pela Operação Lava-Jato ter arruinado a indústria da construção civil do país”. Trata-se de outra narrativa partidária já que estudos mostraram que o combate à corrupção ajuda a economia e os negócios de qualquer país.
33. Motivos bizarros de votação dos congressistas
O documentário mostra muitos congressistas dando razões esdrúxulas para seus votos pelo impeachment, em nada relacionados às acusações contra Dilma, sugerindo que o processo foi injusto. Mas um processo de impeachment é também uma ferramenta política. Os votos no processo de impeachment do ex-presidente Collor, por exemplo, foram semelhantes.
34. A condução coercitiva de Lula aconteceu em prol de sua própria segurança.
O filme critica a condução coercitiva de Lula em um determinado depoimento, já que ele nunca tinha se negado a depor voluntariamente à Polícia Federal. Sérgio Moro, porém, justificou a ação alegando a necessidade da condução coercitiva para evitar maiores perturbações e turbulências, que haviam ocorrido em atos jurídicos anteriores.
35. O vazamento do telefonema entre Dilma e Lula (o caso Bessias)
O documentário detalha o conteúdo da conversa telefônica e foca na ilegalidade do vazamento feito por Sergio Moro. A gravação da conversa foi posteriormente anulada como prova pelo juiz da Suprema Corte Teori Zavascki, por ter sido interceptada poucos minutos após a expedição do cancelamento do grampo pelo Juiz Moro. Tanto Lula quanto Dilma foram processados mais tarde pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, por obstrução de Justiça, mas foram absolvidos.
36. A conversa entre Temer e Joesley
O documentário editou maliciosamente um diálogo para sugerir que o ex-presidente Temer apoiou uma possível obstrução da Justiça pelo empresário Joesley Batista, a fim de não ser denunciado por Eduardo Cunha. Temer foi absolvido em 2019 porque os promotores consideraram a prova "frágil".
37. O Congresso mudou de posição: Temer não deveria ser investigado!
O documentário critica o fato de que os congressistas que se dizem favoráveis ao combate à corrupção protegeram Michel Temer das investigações. Mas, na realidade, as investigações não pararam depois que seu mandato terminou. Temer chegou a ficar preso por alguns dias.
38. "Temer fez tudo o que eles queriam, vendendo reservas de petróleo para empresas estrangeiras"
Em algum momento, é mencionada uma mudança no modelo de concessão de grandes reservas de petróleo na costa do Brasil. Era um acordo de compartilhamento de produção e se tornou uma concessão. Mas, desde 2015, muitos ministros de Dilma eram favoráveis à mudança. Tanto o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, quanto o ministro das Finanças, Joaquim Levy, advogaram por mudanças na lei.
39. “Temer fez tudo o que eles queriam, enfraquecendo as leis que proibiam o trabalho escravo”
Em 2017, a Justiça do Trabalho editou uma portaria que tentava impedir o abuso de poder e atos arbitrários por inspetores do trabalho. Isso aconteceu porque mais de 90% dos casos de trabalho escravo foram absolvidos. O filme não mostra que, por causa de uma decisão da juíza da Suprema Corte, Rosa Weber, a portaria nunca entrou em vigor.
40. “Temer fez tudo o que eles queriam, aprovando medidas de austeridade que minariam os pobres”
As medidas de austeridade começaram com Dilma Rousseff logo após sua reeleição em 2014 e se intensificaram em 2015, ano em que 87% dos programas sociais existentes sofreram cortes.
41. Omitir o tamanho e a dimensão dos protestos contra Michel Temer
Segundo estimativas da polícia, os protestos contra Dilma em todo o país reuniram 2,4 milhões de pessoas em 15 de março de 2015 e 3,6 milhões em 13 de março de 2016. Os protestos contra Temer em setembro de 2016 reuniram apenas 48.000 pessoas.
42. Sérgio Moro retirou Lula da eleição presidencial
Um jornalista disse que foi a prisão de Lula promulgada por Moro que o removeu da disputa presidencial. A verdade é que, no Brasil, a suspensão dos direitos políticos ocorre após a condenação em um tribunal colegiado, como determina a Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio Lula.
43. E quanto à tentativa de assassinato ao Bolsonaro?
A produção fala sobre a polarização e o enfraquecimento da democracia brasileira, ignorando a facada que o presidente Bolsonaro sofreu, durante a campanha presidencial.
44. Um passado subterrâneo falso para seus pais
O documentário conta um pouco da história da família de Petra e os retrata como ativistas políticos que se desmobilizaram durante a ditadura militar. Mas, de acordo com uma resenha do livro “O tempo do Poeira: História e memórias do jornal e movimento estudantil da UEL nos anos 1970”, do jornalista Astier Basílio, “todo ano, os pais de Petra visitavam a família na capital do estado, Belo Horizonte. Era, portanto, um esconderijo que permitia uma folga.
45. A mãe do diretor não está ausente nas empresas familiares
A mãe de Petra, Marilia Andrade, não é uma figura neutra, distante do negócio de construção da família, como o filme tenta pintá-la. Pelo contrário, ela é uma das acionistas da Andrade Gutierrez, empresa profundamente envolvida nos escândalos de corrupção, e ainda com participação ativa nas empresas, segundo Astier Basílio.
Confira nosso artigo explicando as principais mentiras deste filme aqui.
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2020.01.18 03:56 altovaliriano O que é 'aço de dragão'?

Em suas pesquisas na biblioteca da Muralha, Samwell encontra algumas informações sobre como combater os Outros:
– A armadura dos Outros é à prova da maior parte das lâminas comuns, se é possível crer nas histórias – Sam respondeu –, e as espadas que usam são tão frias que estilhaçam o aço. Mas o fogo os afugenta, e são vulneráveis à obsidiana – recordou-se daquele que enfrentara na floresta assombrada, e o modo como parecera se derreter quando o ferira com o punhal de vidro de dragão que Jon lhe fizera. – Encontrei um relato da Longa Noite que fala do último herói a matar Outros com uma lâmina de aço de dragão. Supostamente não conseguiam resisti-lo.
– Aço de dragão? – Jon franziu as sobrancelhas. – Aço valiriano?
– Esta também foi minha primeira ideia.
(AFFC, Samwell I)
O diálogo entre Jon e Sam termina sem que tenhamos qualquer certeza sobre o que viria a ser o tal "aço de dragão". A especulação de que seria aço valiriano parece ser uma resposta que satisfaz a muitos leitores e foi a solução adotada pela série da HBO, o que, para muitos, reforça a sensação de que o palpite de Jon e Samwell estava correto.
Porém, "muitos" não são "todos". Há quem suspeite que "aço de dragão" não seria aço valiriano, e eu sou uma dessas pessoas. Assim, passemos à análise.

Necessidade do sinônimo

Por que Martin criaria uma segunda palavra para designar aço valiriano? Já que o primeiro palpite de Jon e Samwell foi exatamente que as palavras eram equivalentes, qual era a necessidade de criar uma nova palavra? Um belo detalhe de construção do mundo para demonstrar a evolução dos termos ao longo dos milênios? Não me parece.
Este não é o único mistério semântico de O Festim dos Corvos. Martin também surgiu com a profecia do valonqar, na qual joga com a confiabilidade dos termos que ouvimos. Neste outro mistério, por exemplo, arrisco dizer que pouquíssimos leitores seguem o palpite de Cersei de que seria Tyrion e se recusam a aceitar a interpretação restritiva do termo "irmão mais novo" como sendo o irmão mais novo da própria Cersei.
Outro mistério semântico decorre do enigma de meistre Aemon pouco antes de morrer: "a esfinge é a adivinha, não o adivinho". A situação de que Aemon não conheceu Alleras, mas era dotado de sonhos de dragão deixa o leitor dentro de um paradoxo. Não há referências o suficiente para que se saiba se meistre Aemon está falando sobre as esfinges valirianas ou sobre Alleras.
Por fim, meistre Aemon também arrisca a dizer que a profecia eclética de Melisandre, ora sobre "Azor Ahai", ora "Príncipe que foi prometido", teria sido interpretado de forma errada, o que teria resultado na procura por alguém do sexo masculino, esquecendo de considerar alguém do sexo feminino. Nós só temos uma noção geral do que está escrito nas profecias lidas, mas desconhecemos qualquer passagem que fale em príncipe ou princesa. Ainda assim, Martin logrou colocar o leitor dentro de um debate semântico.
Portanto, é curioso que em um livro coalhado de mistérios semânticos adorados e explorados à exaustão pelo fandom, haja tanto consenso sobre aço de dragão e aço valiriano serem sinônimos.
Mas também há aqueles que apelam para o argumento de que os valirianos não chamariam seu próprio aço de aço valiriano, por esta razão o nome "aço de dragão" seria o nome que o material teria em Valíria e que, somente com o tempo, o nome "aço valiriano" se firmou fora da península para se referir ao "aço de dragão".
Essa situação é justamente o que acontece com a obsidiana. Em Valíria, ela era chamada de "fogo congelado", os plebeus de Westeros a chamam de vidro de dragão e os meistres da Cidadela a chamam apenas de obsidiana. Mas é justamente aqui que está a armadilha desta comparação: diversas pessoas sabem que estas palavras são sinônimas (Melisandre, Meistre Yandel) e já que é a tradução em valiriano para obsidiana, qualquer pessoa que falasse Alto Valiriano também conheceria seu significado.
Dessa forma, se o aço valiriano fosse chamado literalmente de "aço de dragão" em Valíria, qualquer pessoa que falasse valiriano saberia que as expressões são sinônimas. Convenientemente, alguns capítulos depois da conversa com Jon, Samwell diz a Aemon que só falava "um pouco de alto valiriano" (AFFC, Samwell III).
Entretanto, é preciso notar que a palavra não deveria estar em valiriano no texto que Sam leu, mas na língua de Westeros. Como nós sabemos, os registros dos eventos ocorridos na Era dos Heróis "são obras de septões e meistres escritas milhares de anos depois do fato" (TWOIAF, A Era dos Heróis). Portanto, isso reduz nos deixa com algumas poucas opções:
  1. O relato falava de "aço valiriano" e o autor do texto usou o sinônimo "aço de dragão";
  2. O relato falava expressamente em "aço de dragão" e o autor do texto somente reproduziu o que ouviu;
  3. Não há pegadinha nenhuma, e aço de dragão e aço valiriano não são sinônimos.
Agora precisamos filtrar estas opções com auxílio de outros argumentos.

A questão de tempo, local e tecnologia

Samwell afirma ter encontrado a menção a aço de dragão em um "relato da Longa Noite". Isso traz uma série de problemas de confiabilidade a este registro.
Segundo a linha do tempo que temos, a Longa Noite ocorreu quando Westeros ainda vivia sua Idade do Bronze e Valíria sequer existia como civilização. Várias pessoas argumentam que isso não impediria que o segredo da manufatura já existisse antes do surgimento do domínio valiriano, até mesmo fora da península valiriana.
De fato, muitos alegam que, diante da suspeita de que o aço valiriano é forjado com ajuda de fogo de dragão ("um dia receberá das minhas mãos uma espada longa como o mundo nunca viu outra igual, forjada por um dragão e feita de aço valiriano" - AGOT, Daenerys X), a técnica poderia ter sido conhecida primeiro em Asshai, pois diz-se que os dragões podem ter se originado nas Terras das Sombras.
Contudo, nenhuma dessas alegações tem qualquer base.
Na verdade, temos diversas evidências para acreditar que somente os valirianos sabiam fabricar o aço que leva o nome deles, haja vista que todo o conhecimento de sua fabricação se perdeu com a Perdição:
Alguns mestres armeiros podiam voltar a trabalhar aço valiriano, mas os segredos de sua manufatura tinham sido perdidos quando a Perdição chegou à antiga Valíria.
(ASOS, Tyrion IV)
O aço valiriano sempre foi caro, mas tornou-se consideravelmente mais quando não havia mais Valyria, e o segredo de sua fabricação se perdeu.
(SSM de 2008)
As propriedades do aço valiriano são bem conhecidas, e são resultado tanto do fato de que o ferro era dobrado muitas vezes para equilíbrio e remoção de impurezas, quanto do uso de feitiços ‒ ou, pelo menos, de artes que não conhecemos ‒ para dar força sobrenatural ao aço resultante. Essas artes estão perdidas nos dias de hoje, embora ferreiros de Qohor afirmem que ainda conhecem as mágicas para retrabalhar o aço valiriano sem perder sua força ou capacidade insuperável de se manter afiada.
(TWOIAF, A Era dos Heróis)
Só ali, em todo o mundo, a arte de retrabalhar o aço valiriano foi preservada, seus segredos zelosamente guardados.
(TWOIAF, Outras Terras: Qohor)
Diante disto, é muito provável que a técnica tenha surgido e morrido em Valíria sem se espalhar pelo resto do mundo, nem mesmo para outras cidades do domínio valiriano. De fato, como se vê, nas Cidades Livres só Qohor tem uma fagulha desse conhecimento, mas nem mesmo ela é capaz de produzir aço valiriano.
O resultado imediato desta constatação é vermos a impossibilidade de que aço valiriano tenha sido produzido durante a longa noite ou que 'aço de dragão' fosse a palavra que a Westeros da Era dos Heróis usava para definir este tipo de material.
Por outro lado, o tal aço de dragão não precederia apenas ao surgimento de Valíria, mas talvez ao próprio aço. Não há nenhuma indicação de quando a tecnologia do aço foi aperfeiçoada no mundo de Westeros, mas sabemos que a arte de forjar o ferro que foi passada a ândalos e valirianos foi apreendida com os roinares.
E esta arte somente chegou em Westeros muito tempo depois da Longa Noite:
Varrendo o Vale com fogo e espada, os ândalos começaram a conquista de Westeros. Suas armaduras e armas de ferro superavam o bronze com o qual os Primeiros Homens ainda lutavam, e muitos Primeiros Homens pereceram nessa guerra.
(TWOIAF, A Chegada dos Ândalos)
Os Gardener também foram atrás de artesãos ândalos e encorajaram seus senhores vassalos a fazer o mesmo. Ferreiros e pedreiros, em particular, eram generosamente recompensados. Os ferreiros ensinaram os Primeiros Homens a usarem armas e armaduras de ferro no lugar de bronze, enquanto os pedreiros os ajudaram a fortalecer as defesas de seus castelos e fortalezas.
(TWOIAF, A Campina: Os ândalos na Campina)
Portanto, temos motivos para acreditar que o tal "aço de dragão" não veio de Valíria e poderia não ter nada a ver com aço em si.

Material alternativo ao aço valiriano

Intencionalmente, vou ignorar todas as teorias alternativas que propõem que aço de dragão seria alguma variedade aço valiriano. Vou listar aqui as que conheço para que todos saibam o que estou ignorando:
Eliminadas essas opções, resta apenas um material que poderia ter colocado o "dragão" na expressão "aço de dragão": ossos de dragão. Curiosamente, desde o início da saga isto está lá, plantando expressamente nos livros:
Tyrion enrolou-se em sua pele com as costas apoiadas no tronco, bebeu um gole de vinho e pôs-se a ler sobre as propriedades do osso de dragão. O osso de dragão é negro devido à grande quantidade de ferro que contém, dizia o livro. É forte como aço, mas é também leve e muito mais flexível, e, claro, completamente à prova de fogo. Os arcos de osso de dragão são muito apreciados pelos dothrakis, e sem surpresa. Um arqueiro assim armado pode alcançar mais longe do que com qualquer arco de madeira.
(AGOT, Tyrion III)
Ocorre que muitos leitores não gostam da ideia de que os ossos de dragão seriam um bom substituto para o aço valiriano. Como se trata de osso, por mais que tenha ferro em sua composição, não haveria como se forjar o osso para se tornar uma lâmina que pudesse ser usada contra os Outros.
A solução, portanto, replicam os defensores desta teoria, era que os ossos fossem entalhados até poderem ser usados como lanças ou lâminas. Afinal, usar lâminas feitas de osso era um costume provável entre os primeiros homens, pois ainda hoje o Povo Livre se vale de longas lâminas feitas de osso:
Quando Varamyr viu a mulher morta na floresta, ajoelhou-se para retirar a capa dela e não notou o garoto até que o menino irrompeu de seu esconderijo para acertá-lo com uma longa faca de osso e arrancar a capa de seus dedos.
(ADWD, Prólogo)
Val acariciou a faca de osso comprida em seus quadris.
(ADWD, Jon X)
Entretanto, muitas críticas foram feitas a essa alternativa, pois haveria limites para o tipo de armas que poderiam ser produzidas. Sem falar que lâminas equivalentes a espadas estariam supostamente fora de cogitação, pois o material seria supostamente flexível demais, mais apropriado para um arco, como Tyrion supostamente teria observado.
Ocorre que espadas de aço são bastante flexíveis, a fim de absorver o impacto, de forma que a plasticidade do material não seria em si um impeditivo. Na verdade, Martin parece ter intencionalmente evitado falar sobre lâminas feitas de ossos de dragão para surpreender o leitor mais tarde.
Entretanto, o entalhe dos ossos é apenas uma opção. Devido a sua composição cheia de ferro, não é fácil prever a que tipo de armas é possível fazer com este material e que tipo de deformações ele necessitaria/suportaria. Martin não deu nenhum detalhe sobre isso. Porém, ele fez algumas analogias com relação aos dentes de dragão que, à luz de todos os argumento neste texto, podem soar como bastante reveladoras:
Arya pôs-se em pé, movendo-se com cuidado. As cabeças estavam todas em volta dela. Tocou em uma, curiosa, perguntando-se se seria verdadeira. As pontas de seus dedos roçaram um maxilar maciço, sentindo-o bastante real. O osso era suave sob sua mão, frio e duro ao toque. Percorreu um dente com os dedos, negro e aguçado, um punhal feito de escuridão. Aquilo a fez estremecer.
– Está morto – disse em voz alta. – É só um crânio, não pode me fazer mal – mas, de algum modo, o monstro parecia saber que ela estava ali. Podia sentir seus olhos vazios observando-a por entre as sombras, e havia qualquer coisa naquela sala escura e cavernosa que não gostava dela. Afastou-se do crânio com cuidado e bateu as costas num segundo, maior que o primeiro. Por um instante sentiu os dentes se enterrarem em seu ombro, como se aquilo desejasse mordê-la. Arya rodopiou, sentiu o couro prender-se e se rasgar quando uma enorme presa mordeu seu colete, e então desatou a correr. Outro crânio ergueu-se na sua frente, o maior de todos os monstros, mas Arya nem sequer titubeou. Saltou sobre uma fileira de dentes negros altos como espadas, precipitou-se por entre maxilas famintas e atirou-se contra a porta.
(AGOT, Arya III)
Indo direto ao assunto, os dentes de um dragão poderiam servir como dezenas de lâminas. Enquanto estivesse vivo, a mordida do dragão seria terrivelmente eficaz. Porém, mesmo depois de morto, poderiam seu usados por seres humanos como armas altamente eficazes contra os outros.
Portanto, Aço de dragão ser osso de dragão significaria que, mesmo que os outros derrotassem os dragões de Daenerys, os heróis ainda poderiam usar os ossos e, principalmente, os dentes dos cadáveres dos dragões para vencer a Batalha da Aurora.
Isso daria sentido a Martin não precisar que os Dragões de Daenerys tivessem o tamanho de Balerion, Vhagar e Meraxes para que houvessem boas chances de vitória.
Você agora poderia me perguntar como foi que os Primeiros Homens poderiam ter ossos de dragão para fazer "aço de dragão" se apenas havia dragões na península valiriana e nas Terras da Sombra, mas não em Westeros. Bem, vou deixar que GRRM e Meistre Yandel respondam:
FÃ: Em 'O Cavaleiro Andante' são mencionados dragões antigos, com milhares de anos de idade. Havia dragões em Westeros antes que os Targaryen os trouxessem, ou eles trouxeram os esqueletos dos antigos dragões com eles?
GRRM: Havia dragões por toda parte, no passado.
(SSM de 1999)
No entanto, se os homens da Sombra domaram os dragões primeiro, por que não partiram para a conquista, como os valirianos? Parece mais provável que o relato dos valirianos seja o mais verdadeiro. Mas já existira dragões em Westeros antigamente, muito antes da chegada dos Targaryen, como nossas próprias lendas e histórias nos contam. Se os dragões saíram das Catorze Chamas, eles devem ter se espalhado pela maior parte do mundo conhecido antes de serem domados. E, de fato, há evidências disso, como ossos de dragões encontrados tão ao norte quanto Ibben, e mesmo nas florestas de Sothoros. Mas os valirianos os subjugaram e colocaram arreios nele como ninguém mais foi capaz de fazer.
(TWOIAF, A Ascensão de Valíria)

Alternativa nº 2

Caso você não tenha comprado a ideia de que "aço de dragão" não precisa ser feito de metal, há um outro modo de produzir armas com ossos de dragão que pode lhe interessar.
Em resumo, o ferro nos ossos dos dragões deve ter propriedades mágicas e assim bastaria extraí-lo dos ossos e misturá-lo com aço normal na forja. Eu li uma thread em que um usuário do Forum of Ice and Fire dizia que era comum misturar ossos ao ferro na metalurgia da Idade Média, por conta do carbono no osso (o controle do carbono no metal é essencial na transformação de ferro em aço).
Outra opção seria fundir o ferro no osso para criar uma peça inteiramente feita de "ferro de dragão" e posterioment transformá-lo em "aço de dragão". Mas a técnica de fundição de ferro é algo que somente foi implementado com algum sucesso em tempos mais modernos (com a invenção da forja catalã, altos fornos e, finalmente, o Forno Siemens-Martin). Assim, a técnica parece muito avançada para ter sido utilizada na Era dos Heróis.
Por outro lado, o próprio Martin afirma que nem mesmo em tempos recentes este tipo de coisa era normal entre os valirianos:
FÃ: Em Valyria, eles usavam osso de dragão no aço valiriano?
GRRM: Não.
(SSM de 2002)
Por essa razão que eu não acredito que esta alternativa seja a correta. Aposto na opção dos ossos de dragão entalhados ou dentes de dragão com empunhaduras de couro.
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2020.01.09 01:33 BatataV Especificando a Emancipação

(esse é um texto falando mais a respeito da estratégia que eu criei e proponho para comunidades alcançarem a emancipação do estado, para ver o primeiro texto, veja esse link: emancipação cega)
Esse é um texto falando mais a respeito de uma estratégia proposta por mim para comunidades alcançarem uma emancipação da política eleitoral e buscarem uma maior autonomia, sem depender do estado, nem de prefeitos que buscam a exploração dos mesmos a quem ele pede votos em troca de quase -ou nenhuma- mudança.
Há um tempo eu escrevi um post na página Emaísmo falando sobre uma estratégia na qual eu bolei numa noite conversando com meu camarada de longa data Shäd.
Nós estávamos discutindo sobre algumas notícias de comunidades que fizeram o que chamamos de ação direta, que seria por exemplo, os moradores de um bairro colocarem asfalto na própria rua pois estavam cansados de receber as “sagradas" promessas dos prefeitos locais — isso é ação direta!
E nisso eu acabei pensando numa maneira de essas comunidades tentarem alcançar a autonomia de uma forma rápida, passando a resolverem questões e necessidades por si mesmos do que depender da espera das mesmas mudanças.
Pensadores anarquistas como Samuel Edward Konkin lll e Karl Hess, foram quem me inspiraram junto com exemplos práticos mostrados no dia-a-dia a criar a estratégia. Konkin com o agorismo e mercados subterrâneos para sufocar o estado através das trocas que não chegam ao alcance dele — melhor dito mercados negros e cinzas — e karl hess com a autogestão de bairros e anarquismo local sem adjetivos.
Já ficou bem claro de que: até mesmo sobre um governo ativo, as pessoas tem a tendência natural de se organizarem de forma totalmente espontânea para tratar das necessidades que em grande parte são criadas pelo estado e as corporações.
Quando o estado cria problemas sociais e econômicos que depois ele mesmo se diz quem vai resolver, muitas pessoas não querem ter que esperar ele para resolver isso. Se o estado decide criar leis que garantem o monopólio de grandes empresas para que elas continuem com o lucro a partir da falta de competição livre, e pequenos comerciantes que tentaram entrar no mercado para alguma concorrência e acabam entrando no prejuízo por causa disso, quem vai lhe vender uma solução é o estado, que vai tentar garantir algum tipo de bolsa empresário ou seguridade que irá servir mais como uma isca num anzol em vara de pesca do que uma “solução” de verdade.
Dito isso, quando problemas assim surgem na sociedade e a inevitável descrença das pessoas no estado as fazem ter alguma ação, eles praticam ação direta debaixo do queixo do estado, mesmo ele sendo o suposto “solucionador” de problemas que essas pessoas passam.
Nisso se criam iniciativas de forma totalmente espontânea a fim de beneficiar ambas as partes ou apenas quem está passando as necessidades. Se o estado “promete" que vai limpar as ruas de uma cidade que esteja cheia de lixo e isso não acontece, as pessoas se juntam e criam uma ação voluntária para limpar as ruas, ou catadores que antes eram individuais formam uma cooperativa para a mesma coisa, ou até como um caso que aconteceu nos estados unidos, um bairro pagava para moradores de rua limparem as ruas para os moradores.
Todas essas coisas feitas de forma espontânea, com a organicidade do ambiente local no qual eles vivem, e a partir das necessidades e dos problemas que todos juntos passam.
E ações como a de pagar pessoas que antes estavam desempregadas pelo próprio estado, e fornecer incentivos a elas como uma boa quantia de dinheiro equivalente ao trabalho de limpar as ruas de um bairro, são mais eficazes e trazem mais benefícios para ambas as partes (os moradores de rua e os que moram no bairro) do que seguridade social fornecida pelo próprio estado.
Com exemplos como esse, é mais fácil entender de forma mais específica como a emancipação cega funciona.
Ela tem o “cega” no nome, pois como a estratégia trata-se de pessoas fecharem os olhos pro estado — ignorar ele — é como se elas estivessem cegas diante de toda a farsa que o estado representa.
Os moradores, se todos concordassem, poderiam formar uma assembléia do bairro, onde iriam discutir as mudanças e os problemas da comunidade com cada um apontando seu ponto de vista e fazendo um sistema de votos.
Se os moradores forem mais individualistas, eles podem formar associações com pessoas próximas, como amigos, família etc. (Semelhante a uma união de egoístas de Max Stirner) para resolver os problemas das pessoas que fazem parte dessa associação familiar ou de amigos, se baseando nas relações desses associados. Da mesma forma não é excluída a possibilidade de eles funcionarem numa lógica de mercado, com cada um fornecendo serviços aos outros por um preço, nisso até se criando uma moeda local com bancos comunitários (ja citado no primeiro texto de emancipação cega) para ser usada nas comunidades ou bairros. Com isso se tem a estratégia agorista de mercados locais que não estão no radar do estado, fazendo assim um mercado liberto local com uma competição livre de fato, com a possibilidade de também — ainda dentro de uma ótica agorista — os moradores usarem recursos ou se apropriarem de instituições ou serviços do estado para beneficiar a eles mesmos.
Um exemplo dado pelo próprio SEK3 (Samuel Edward Konkin lll), são os que furam aquedutos para benefício próprio. Eles poderiam fazer isso para o próprio benefício ou para o benefício da comunidade, seria um passo de grande orgulho agorista, até o estado ficar tão sedento e até os dutos forem feitos a partir de iniciativa privada ou comunitária.
Se o bairro ou comunidade for um ambiente em que todos tenham uma maior intimidade com quem já mora ali, eles talvez nem precisariam de uma assembléia comunitária ou de associações familiares ou mercados, eles poderiam praticar a solidariedade baseada na intimidade dos próprios moradores. Se por exemplo, nessa mesma comunidade, Jonathan está com alguma necessidade, porém ja conhece metade ou todo o bairro, ele poderia pedir a ajuda de 2 ou 3 vizinhos para lhe ajudar com isso, algo feito de forma totalmente direta.
Emancipação cega é isso, é apenas algumas possibilidades que moradores possam praticar a partir do momento em que param de viver do conceito de estado e passam a viver a partir de seu próprio “eu" (ego), mas sendo de forma totalmente livre a prática criativa de outras alternativas rumo a uma maior autonomia. O ego é um ótimo incentivo para as pessoas resolverem seus próprios problemas sem depender de um estado ou governo, se o estado é eliminado, e a pessoa tenta ignorar as necessidades tentando manter neutralidade, hora ou outra essas mesmas necessidades podem tirar todo o conforto que ela apreciava da neutralidade, portanto, o próprio ego das pessoas diante das necessidades, é o incentivo para elas mesas quererem resolver os problemas e tratar das necessidades. A única coisa que é necessária para a prática da emancipação cega, é o voluntarismo, anarquismo se trata disso, todas as coisas que surgem de forma espontânea para resolver os problemas das pessoas para as pessoas, é voluntário, não imposto.
Há apenas um tipo de anarquista. Não dois. Apenas um. Um anarquista, o único tipo, conforme definido pela longa tradição e literatura da própria posição, é uma pessoa em oposição à autoridade imposta através do poder hierárquico do estado. A única expansão disto que me parece razoável é dizer que um anarquista se opõe a qualquer autoridade imposta. Um anarquista é um voluntarista.” -Karl Hess
Escrito por: VIctorie
(texto original em: https://medium.com/@baldedecapacete/especificando-a-emancipa%C3%A7%C3%A3o-971efd197c09 )
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2019.12.28 05:46 altovaliriano GRRM deixou a peteca cair? [Parte 1]

Link: https://towerofthehand.com/blog/2014/01/12-did-grrm-drop-ball/index.html
Título original: Did George R. R. Martin drop the ball?

Desde a publicação de A Dança dos Dragões em 2011, tem havido uma grande discussão entre os fãs sobre se o último livro e seu antecessor imediato, O Festim dos Corvos (2005) fazem jus ao padrão inegavelmente alto dos três primeiros livros: A Guerra dos Tronos (1996), A Fúria dos Reis (1998) e A Tormenta de Espadas (2000). Falando sobre isso aqui estão Stefan Sasse (The Nerdstream Era) e Remy Verhoeve (Stormsongs).
Stefan Sasse: A Dança dos Dragões já foi publicado há algum tempo agora. Enquanto muitas pessoas ficaram decepcionadas inicialmente com a falta de dragões dançando, as reações diferiram mais tarde. Muitos encontraram razões para gostar do livro (e, por extensão, de O Festim dos Corvos), enquanto outros transformaram sua decepção em ressentimento. Você tem uma teoria de por que A Dança dos Dragões dividiu a comunidade de uma maneira que O Festim dos Corvos (que mostra estrutura semelhante) não dividiu?
Remy Verhoeve : Essa é uma boa pergunta e não tenho certeza se concordo com sua pressuposição de que O Festim dos Corvos não dividiu os leitores de Martin. Não conheço ninguém que, por diferentes motivos, não tenha ficado desapontado com Festim. E eu conheço muitas pessoas que leram estes livros (muitos deles sob minha recomendação, e sempre tenho que me desculpar quando chegam ao livro quatro).
No entanto, posso estar errado. Então, para o bem da pergunta, vamos ver por que A Dança dos Dragões é mais polarizante do que O Festim dos Corvos. Poderia ter algo a ver com as expectativas. As pessoas estavam esperando há doze anos (mais ou menos) para ver o que aconteceu com Tyrion Lannister, Jon Snow e Daenerys Targaryen, então houve alguma pressão sobre esses três arcos da história para serem satisfatórios. E para muitas pessoas, isso não aconteceu.
Há pouco ou nenhum movimento nos capítulos de Daenerys; Os capítulos de Jon podem ser considerados lentos, com pouco a acontecer até o final, e o personagem de Tyrion é radicalmente alterado – o que faz sentido depois do que ele passou em A Tormenta de Espadas – a ponto de as pessoas não gostarem tanto dele quanto antes.
Eu também acredito que muitos fãs consideraram Festim um remendo grosseiro e estavam confiantes de que o próximo livro compensaria isso. Mas quando, na opinião deles, isso não aconteceu, eles podem ter se tornado ainda mais críticos com o quinto livro. Pessoalmente, acho que a escrita em Dança está muito abaixo do nível de qualidade dos três primeiros livros, mas também é pior do que Festim.
Onde os primeiros livros parecem tão vitais e pulsantes, Dança parece uma obrigação, como se o entusiasmo do escritor pela história tivesse desaparecido. Eu estava lendo um capítulo do Fedor [Theon] outro dia e me surpreendeu o quão longo e cheio de descrições grande parte do diálogo se tornou, enquanto que os primeiros livros nos deram um diálogo curto e ágil que parecia real. Quando Roose Bolton explica a Fedor, por fim, o passado de sua família, parece mais uma lição do que algo que o Roose de A Tormenta de Espadas realmente diria; tanto a caracterização quanto o bom diálogo desaparecem neste exemplo em particular.
Em conclusão, minha teoria (se é que podemos chamar assim) é que existem vários fatores: as expectativas acumuladas que levam a um desapontamento, a qualidade da imersão na escrita e os três arcos principais que não estão sendo cumpridos. O enredo em si é bom, na minha opinião, ainda que prolongado, pesado e extenso, mas a apresentação é que está falhando.
Outro exemplo: em Dança, há um capítulo de Tyrion em que ele passa o tempo a bordo de uma coca, entediado. Em A Guerra dos Tronos , Catelyn Stark viajou pelo sul de Westeros entre capítulos – entendemos que ela passou um tempo viajando, mas não precisávamos ler sobre o tédio que a tomava enquanto ela (devagar e sempre) se movia em direção a Ponta Tempestade. O ritmo está estranho. Enquanto que os livros anteriores eram tão intricadamente tecidos, Dança perde todo o compasso e quase mata a história por inteiro.
Stefan Sasse : Embora seja verdade que o ritmo narrativo diminui no Festimdança (veja aqui por que o chamamos de "Festimdança"), acho que essa foi uma decisão muito mais consciente do que você imagina. A história se torna muito mais complexa nesses dois livros, e Martin lança muitas bases, cujos frutos ainda não vimos.
Das informações que obtemos no diálogo pesadamente expositivo destes livros, muitas e mais preenchem lacunas que nos permitem explorar e conectar os pontos de coisas que foram introduzidas em A Guerra dos Tronos. Além disso, os grandes desenvolvimentos da trama já estão mais ou menos esgotados. Westeros está exaurida pela guerra e, então, a poeira assenta. O ritmo naturalmente precisa diminuir. Se Martin tivesse forçado a barra, precisaria basicamente ignorar as premissas sobre as quais o mundo foi construído – especialmente o realismo. Você não pode continuar lutando o tempo todo, colocando tudo em jogo. Torna-se-ia bobo muito em breve, como provam inúmeras obras que cometem esse mesmo erro.
Então eu acho que, em si, o ritmo não deveria ser uma grande preocupação tão logo Os Ventos do Inverno seja lançado. Você pensa que, uma vez que tenhamos a obra completa em mãos, talvez você enxergue Festimdança com mais carinho? Pois não teremos mais que nos basear na expectativas irreais desenvolvidas sobre um livro que está sendo continuamente adiado?
Remy Verhoeve : A decisão [de fazer os livros do jeito que são] pode ser deliberada, mas não tenho certeza de que funcione. Quero deixar claro que, quando estamos falando de ritmo narrativo, não estou ansioso por ação, ou confrontos incrivelmente épicos, ou que põem tudo em jogo o tempo todo.
De fato, muitos dos meus momentos favoritos nos três primeiros livros não são necessariamente calcados em situações de altos riscos (embora quase todas as cenas ecoem as lutas maiores, principalmente porque os personagens envolvidos participam da luta maior). Veja, uma cena lindamente escrita como a que Ned Stark e Robert Baratheon estão nas criptas de Winterfell, ou a que Sansa está construindo um castelo na neve, ou a que Catelyn está contando a Ned a notícia da morte de Jon Arryn, são cenas "calmas", mas elas são bem escritas e não duram muito. Elas são atmosféricas e têm uma função narrativa.
Quanto à complexidade, a história sempre foi complexa, e uma das coisas que tornou os três primeiros livros tão excelentes foi como Martin, embora contando uma narrativa complexa, conseguiu manter tudo bem organizado. As histórias construídas umas sobre as outras e a logística da guerra foram tratadas de forma realista.
Eventos e consequências parecem fluir naturalmente dentro de uma narrativa natural(mente longa) de contendas e conflitos. Eu sinto que os livros se tornaram mais inchados do que complexos depois de A Tormenta de Espadas. Adicionar um personagem como, digamos, Quentyn Martell, não torna a história mais complexa, é apenas mais uma história empilhada por cima das outras, com pouca conexão com as demais histórias que estão sendo contadas (exceto pelo link com a trama de Doran Martell).
O mesmo vale para Jovem Griff e Griff. Eles parecem que foram enxertados, não são uma parte natural do fluxo. Com personagens como Jaime, Brienne e Theon não se tem essa impressão porque os personagens estão mais naturalmente ligados ao enredo.
Talvez seja difícil para mim aceitar personagens inteiramente novos a esta altura da história. Mas, sempre que penso nisso, vejo quão poucos personagens novos existem em relação aos antigos. Portanto, em vez de obter uma história mais complexa, em que novas adições iluminam o leitor ou ajudam a mover a trama, nós apenas recebemos personagens adicionais quando claramente existem mais personagens do que suficiente. Além do que, eles levam muitas páginas para cumprir seu propósito.
E isso não é ritmo narrativo, mas encheção de linguiça. "A vida a bordo do Selaesori Qhoran não era nada além de tediosa, Tyrion descobrira". Se é tediosa, eu diria que um autor deveria passa-la rapidamente. Em vez disso, ele decide explicar o quão tediosa é a jornada para Tyrion.
Talvez Martin esteja estabelecendo muitas bases. Ele é obrigado, claro. No entanto, ele fez o mesmo em A Guerra dos Tronos e isso não impediu que fosse uma ótima leitura. Os momentos expositivos foram mais esparsos e os momentos tediosos foram poucos. Talvez tenhamos algumas resoluções fantásticas para algumas das sementes que Martin plantou em Dança - mas essas resoluções estarão em romances futuros e, portanto, Dança permanecerá defeituosa. Não será uma leitura melhor por causa de algo que acontecerá mais adiante na história. Tem que ser, ao mesmo tempo, autônomo e parte de uma série.
É por isso que acho que não enxergarei Festimdança com carinho mais tarde. Não importa que tipo de escalada Tyrion (e nós, através de seus olhos desiguais) possa experimentar, continuará sendo um obstáculo ler sua jornada pelos mares em direção a Meereen. Nesse caso, acho que provavelmente pularei Dança ao invés de relê-lo.
Não tenho certeza se concordo com o termo “expectativas irreais”. Bem, entendo por que você sugere que eu poderia estar esperando demais já que tive que aguardar tanto tempo pelo próximo livro. Entretanto, na verdade, Dança simplesmente não é tão bom assim. Festim foi muito melhor na maioria dos aspectos e nem contou com os "Três Protagonistas". Há diversas coisas em Dança que o tornam menos interessante do que os livros anteriores.
Você admite que o diálogo é mais recheado de exposição, então existe um ponto em que podemos concordar. Há também a tendência perturbadora de aumento da perversidade, o foco pesado em Essos – que não é o que prometem as primeiras três mil páginas do livro (sempre foi sobre Westeros, até os capítulos de Dany) –, personagens que mudam de personalidade, as excessivamente longas listas de inventários, redação pouco clara, diversos erros de edição incomuns, desfechos irregulares, etc., etc. Ainda assim, não me importarei se você puder me convencer de que Dança é um bom livro, porque gostaria que fosse bom.
Concluindo, não me importo tanto com o ritmo, mas que o ritmo mais lento não é interessante. Além disso, não foi uma escolha muito sábia cortar o livro no ponto em que eles o fizeram. Ok, eu vou calar a boca agora.
Stefan Sasse : Eu tenho vários pontos a fazer sobre isso. Quero enfrentá-los um por um para manter a conversa focada. Portanto, mantenha as críticas em mente. Na verdade, espero convencê-lo de que o Festimdança é melhor do que você pensa.
Então, a primeira questão que quero abordar é a expositividade. Embora eu certamente concorde com você que o diálogo oferece muito mais exposição do que anteriormente, quero enfatizar que a história sempre foi rica em exposição. Apenas relemos os primeiros livros com mais frequência do que os últimos, o que tende a obscurecer um pouco as coisas.
Pense em A Guerra dos Tronos. Illyrio Mopatis e Jorah Mormont são essencialmente exposições em duas pernas da cultura Essosi e Dothraki, respectivamente. Temos uma chuva de informação [infodump] realmente grande na história de Daenerys, especialmente na primeira metade de seus capítulos, um fato que você também notou em sua décima releitura, salvo engano.
Ou pense no Torneio da Mão. Há tanta exposição acontecendo, com uma lista realmente tediosa de nomes, nomes e nomes. Somente com o conhecimento adquirido em romances posteriores toda essa exposição se torna outra coisa, e conseguimos sorrir, gemer e tremer de medo e excitação quando reconhecemos esses personagens e agora sabemos do destino deles. Infelizmente, ainda não sabemos o destino de muitos dos personagens de Festimdança. Até sabermos, a exposição é apenas isso: exposição. Mas acho que é altamente provável que, em algum livro posterior, a recompensa seja tão grande quanto a que temos ao reler Anguy ganhando a competição de arquearia.
Um excelente exemplo disso é todo o pano de fundo que temos sobre Volantis e as cidades de Rhoyne nos capítulos de Tyrion. A lei da Arma de Chekov afirma que você não introduz uma cidade onde 4/5 da população são escravos e tem um personagem principal com a reputação de libertar escravos sem que os escravos da cidade sejam libertados. Mas se não obtivéssemos essas informações, o evento (que eu espero ver em Os Ventos do Inverno ) cairia por terra, porque não teríamos conhecimento sobre o lugar. A essa altura, já sabemos muito sobre ele (a propósito, mais sobre qualquer outra Cidade Livre – exceto Bravos). Nada disso pode ser por acaso.
Ou pense no diálogo com Roose Bolton. Um comentarista do The Nerdstream Era, em nossa série "Supreme Court of Westeros", apresentou a brilhante noção de que Roose Bolton essencialmente usa Theon como um peão em seu jogo de poder com Ramsay. É bastante possível que a intenção de Roose seja enxotar Ramsay em favor de "Walder Rosa" – seu filho legítimo com Walda Frey. Mas é claro que ele não pode deixar Ramsay saber disso. Contar toda a história da família para Theon e repetidamente enfatizar que ele não tem intenção de prejudicar as perspectivas de Ramsay seria uma jogada inteligente. Contar a história é o que garante que Theon entenda tudo e se deixe levar pelo truque de "Roose confia essas informações a mim e é honesto".
Para resumir: no que concerne à exposição, tenho certeza de que, depois que lermos Os Ventos do Inverno e Um Sonho da Primavera e relermos Festimdança, certamente teremos o mesmo sorriso nos lábios que agora temos com relação à exposição nos três primeiros romances.
Remy Verhoeve: Essa é uma maneira interessante de enxergar as coisas. E eu posso entender nossa concordância até certo ponto. Há uma diferença gritante, Entretanto. E é simplesmente que há muito mais exposição - até demais - no Festimdança em comparação com os primeiros livros.
Seu exemplo de Anguy, o Arqueiro, é uma boa vitrine para isso. Ouvimos sobre Anguy vencer a competição de arco e flecha, e é só isso. Não há muito tempo de exposição nos dizendo quem é esse cara, de onde ele veio e assim por diante. Então, quando ele aparecer mais tarde, 75% dos leitores não se lembrarão dele, mas os 25% restantes poderão apreciar o personagem reaparecendo.
Em contraste, a exposição no Volantis é pesada e massiva. Não apenas através dos olhos de Tyrion, mas também de Quentyn. Há um capítulo de Quentyn que não é quase nada além de exposição. É mais um diário de viagem do que uma história, com Quentyn olhando para todas as coisas estranhas que passam nas ruas (perdoe-me se não era Volantis, mas outra cidade – contudo, o sentido continua o mesmo).
O exemplo mais óbvio de exposição exagerada deve ser o capítulo de Jon Snow no qual temos a maior lista de todos os tempos sobre o que a Patrulha da Noite guarda nas despensas. A balança está desequilibrada; exposição demais (também chamada de "construção do mundo" por muitos) mata a história (para mim, pelo menos).
Agora, o mais complicado é que eu sempre amei a construção de mundo de Martin e houve um tempo em que eu só queria mais e mais. Porém, um pequeno problema nisto tudo é que, principalmente em Dança, Martin concentra quase toda sua energia em uma exposição sobre Essos, o que para mim e para muitos outros leitores parece errado, pois a história foi ambientada, e era sobre, Westeros. Estamos tão avançados na narrativa que isso quase soa como um recomeço em um continente muito menos interessante. Obviamente, isso também está relacionado à longa espera por Daenerys chegar a Westeros.
Talvez seja por isso que sinto que Festim é mais interessante que Dança – em Festim, pelo menos, estamos em Westeros, o lugar que sempre importou, o lugar pelo qual tantos morreram. Duvido que Martin possa nos fazer se importar assim com Essos. Mas é claro que não posso saber o quão importante Essos será até que a história esteja completa.
Quanto ao diálogo de Roose com Theon/Fedor, não duvido que tenha uma razão para estar lá, mas ainda é tratado de maneira pesada e não parece o Roose frio, calculista e quieto que conhecemos antes. Um homem cujas ações falavam mais alto do que as palavras. Parece que ele está fora do personagem nessa sequência em particular. Mas, como você disse, talvez ele esteja jogando um jogo que eu simplesmente não compreendi.
Muito poderia ser cortado do Festimdança, sem grandes perdas, para se tivesse uma narrativa mais rápida. Ao ler o romance, há um limite de quanto precisamos saber sobre o cenário. É melhor deixar essas coisas para livros complementares e coisas semelhantes. Se Tolkien tivesse parado em todas as ruínas que a Irmandade encontrou para explicar exatamente o que ela havia sido...
Os primeiros livros de Gelo e Fogo não demoraram muito para chegar aos pontos importantes da trama. Com Festimdança, fica parecendo que Martin queria uma determinada estrutura, e isso implicava em preencher capítulos para espalhar esses pontos. Um bom exemplo disso é o capítulo solitário de Jaime em Dança, onde o único evento importante ocorre nas duas últimas frases. O restante do capítulo é preenchido até as bordas com exposição sobre pequenas casas nobres nas Terras Fluviais e arredores. Mais uma vez, é provável que a exposição exista para desenvolvimentos de enredos futuros, mas o texto em si não me envolve como leitor da mesma forma que fazia antes.

[Continua na parte 2]
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